Estado de alerta

Logo após Tsunami no Brasil, Alemanha confirma que Sol pode liberar "supererupções"

Cientistas do Instituto Max Planck encontraram evidências de que o Sol poderia gerar superfulgurações

Cientistas do Instituto Max Planck encontraram evidências de que o Sol poderia gerar superfulgurações — explosões de radiação com energia extraordinariamente superior às erupções solares comuns.

Um estudo publicado em setembro de 2026 na revista Philosophical Transactions of the Royal Society A analisou a relação entre manchas solares. E a energia liberada durante fulgurações para determinar se nossa estrela reúne as condições físicas necessárias para produzir esses episódios extremos.

Essas superfulgurações liberam uma quantidade de energia comparável à de trilhões de bombas de hidrogênio e já foram observadas em estrelas fora do Sistema Solar. O desafio é que medições detalhadas da atividade solar cobrem apenas cerca de sete décadas — um intervalo minúsculo ante os aproximadamente 4.600 milhões de anos de idade do Sol.

Como nenhuma superfulguração foi registrada nesse período, os pesquisadores buscaram pistas indiretas para avaliar se o Sol seria capaz de produzi-las.

Pistas em outras estrelas e registros naturais

Pesquisas anteriores do Instituto Max Planck mostraram que estrelas similares ao Sol experimentam uma superfulguração aproximadamente uma vez a cada 100 anos em média. Além disso, registros naturais no planeta — em anéis de árvores, gelo antigo e outros arquivos — contêm aumentos extraordinários de isótopos radioativos associados a intensos bombardeios de partículas solares.

Esses rastros, porém, não comprovam necessariamente que uma superfulguração tenha ocorrido.

Manchas solares revelam novas relações

A equipe liderada por Natalie Krivova analisou observações do Solar Dynamics Observatory da NASA entre 2010 e 2016. Os cientistas selecionaram as 300 fulgurações mais intensas detectadas nesses anos e compararam a energia liberada com o tamanho da região ativa de onde cada uma procedeu.

Essas zonas apresentam campos magnéticos especialmente intensos e complexos, frequentemente associados às manchas solares escuras que aparecem periodicamente na superfície visível da estrela.

A análise permitiu estabelecer uma relação estatística entre o tamanho de uma região ativa e a energia que pode liberar. Embora nenhuma superfulguração tenha ocorrido durante o período observado, a relação estatística encontrada entre energia liberada e tamanho da região deveria manter-se também para eventos mais potentes.

Com essa relação em mãos, a equipe retroagiu muito além da era espacial e estudou algumas das maiores manchas solares registradas nos últimos quatro séculos. Conforme informou o El Confidencial, Natalie Krivova afirmou que o Sol tem potencial para produzir superfulgurações e pode gerar manchas solares massivas que, em princípio, servem como ponto de partida dos estallidos de radiação mais extremos.

Alertas sobre um futuro "apagão solar"

O caso mais notável apareceu nos registros de abril de 1947, quando uma mancha solar extraordinariamente grande foi documentada. Os resultados da pesquisa reforçam que o Sol possui potencial teórico para desencadear superfulgurações — explosões que, se ocorressem hoje, poderiam causar danos massivos à infraestrutura tecnológica global.

A nova investigação mantém em aberto a questão fundamental: se o Sol possui esse potencial, qual é a frequência com que essas condições realmente resultariam em uma superfulguração e se ele já chegou a produzi-la em algum momento de sua história.

Benefícios à vista

Alerta geral para todos os clientes com conta ativa no Nubank: benefício em dinheiro é confirmado

Nubank passou a oferecer aos correntistas a chance de concorrer a prêmios em dinheiro por meio de sorteios

24/09/2026 10h00

Imagem: Divulgação/Nubank

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O Nubank passou a oferecer aos correntistas a chance de concorrer a prêmios em dinheiro por meio de sorteios. Na última quarta-feira (23), a fintech lançou uma nova fase do NuCoin, seu programa de recompensas sem custo, agora estruturado em cinco níveis de relacionamento.

Os clientes elegíveis passam a acumular um número da sorte para cada R$ 100 gastos no cartão, e esses números concorrem a prêmios em dinheiro distribuídos em sorteios de periodicidade semanal, mensal e trimestral. O programa deixa de funcionar apenas por acúmulo de pontos e passa a incorporar também jogos, missões e experiências presenciais, aproximando-se de uma dinâmica de loteria.

Como fica a régua de benefícios

Quem atinge o quarto nível do programa passa a ter acesso a uma Caixinha Turbo cujo rendimento chega a 115% do CDI. No quinto e último patamar, a recompensa deixa de ser financeira e passa a valer ingressos e vivências dentro do Nubank Parque.

A mistura dificulta medir quanto cada usuário efetivamente ganha: parte do prêmio tem valor certo, como o rendimento da Caixinha, enquanto outra depende da sorte, como os sorteios em dinheiro. Recompensas fixas e chances aleatórias dividem o mesmo programa.

Fim da negociação do token

A reformulação também muda a natureza do NuCoin. A companhia descontinuou a negociação da criptomoeda e converteu o ativo, que agora só pode ser trocado por benefícios dentro da plataforma, conforme apurou o Estadão.

A fintech testa uma versão do token registrada em blockchain, mas sem espaço para especulação em nenhuma plataforma externa. A ideia é incorporar aos poucos outras ações além das compras, como pagar contas em dia e compartilhar dados via Open Finance.

Fidelidade real ou comportamento induzido

Pagar a fatura em dia, usar o aplicativo com frequência e contratar outros produtos são sinais de proximidade, mas não garantem apego à marca por si só. Um usuário pode repetir esses gestos simplesmente porque existe uma recompensa amarrada a eles.

A dúvida que fica é se essa permanência resistiria à ausência do prêmio. Se outra instituição apresentar uma condição mais vantajosa, o comportamento pode migrar junto com o benefício, revelando que o vínculo era com a recompensa, não com a marca escolhida.

O capital emocional já construído

Antes de qualquer sorteio ou Caixinha Turbo, a empresa já havia formado uma base de usuários que se identifica com a marca. Essa proximidade nasceu de uma proposta simples, voltada a um público que enfrentava barreiras para conseguir crédito.

É esse território de afeto construído ao longo dos anos que sustenta a aposta em jogos, missões e sorteios como forma de recompensa. Transformar gasto em ficha de loteria testa se esse carinho resiste quando o critério de ganho deixa de ser proporcional ao esforço de quem participa.

Uma disputa que também mudou

A fintech deixou de ser a alternativa radical às instituições tradicionais e ampliou seu portfólio. Enquanto isso, os grandes bancos simplificaram produtos, digitalizaram serviços e passaram a disputar com as fintechs experiência, benefícios e relacionamento.

Gostar do Nubank não garante que o cliente vá tolerar para sempre um retorno modesto só porque ele chega embrulhado em uma dinâmica divertida ou na chance de ganhar algum prêmio. A gamificação pode aumentar o engajamento, mas não substitui o retorno esperado pela fidelidade.

Multa pesada

Restaurante famoso é multado em R$ 92 mil após servir sobremesa com formigas

Restaurante com duas estrelas no Guia Michelin foi multado em R$ 92 mil na Coreia do Sul

24/09/2026 09h36

Foto: Nikola Sivkov/Pexels

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Um restaurante com duas estrelas no Guia Michelin chamado Evett foi multado em R$ 92 mil na Coreia do Sul depois que uma investigação encontrou formigas secas na composição de uma de suas sobremesas.

O Ministério de Segurança de Alimentos e Medicamentos da Coreia do Sul apurou o caso e concluiu que o inseto havia sido usado como ingrediente em um sorbet servido aos clientes. Prática vetada pela legislação sanitária local.

A punição veio depois que o órgão analisou o cardápio e identificou que as formigas apareciam de forma visível no prato, não como resíduo acidental. Pela regra sul-coreana, apenas aditivos e ingredientes previamente autorizados podem entrar na composição de pratos comerciais. E insetos não constam dessa lista permitida — mesmo quando o objetivo é criar uma experiência gastronômica diferenciada.

Como a fiscalização chegou ao caso

A apuração das autoridades sanitárias identificou que o restaurante utilizava formigas secas importadas para compor a sobremesa. Um detalhe que não constava de forma clara nas informações oferecidas aos clientes sobre os pratos. Esse tipo de fiscalização costuma vasculhar tanto a origem dos insumos quanto o cumprimento das normas de rotulagem e segurança alimentar em estabelecimentos de alto padrão.

O restaurante contestou parte das conclusões durante o processo, mas não conseguiu reverter a aplicação da multa. Estabelecimentos que trabalham com propostas autorais na cozinha costumam testar ingredientes pouco convencionais, mas isso não os isenta de seguir as regras sanitárias vigentes no país onde operam.

O peso de duas estrelas Michelin

Receber duas estrelas do Guia Michelin costuma elevar o prestígio de um restaurante e atrair um público disposto a pagar mais caro por experiências gastronômicas exclusivas. É justamente essa reputação que fica mais exposta quando um estabelecimento reconhecido enfrenta um problema de conformidade com a legislação alimentar.

Casos como esse reacendem o debate sobre até onde vai a liberdade criativa na alta gastronomia quando ela esbarra em normas sanitárias rígidas. Ingredientes exóticos ou pouco usuais, como insetos, vêm ganhando espaço em cozinhas de vanguarda ao redor do Mundo. Mas cada país impõe seus próprios limites regulatórios para o que pode ou não chegar ao prato do cliente.

A multa de R$ 92 mil marca um precedente para outros restaurantes sul-coreanos que testam ingredientes alternativos em suas criações. O episódio reforça que reconhecimento internacional e estrelas no guia não substituem o cumprimento das regras sanitárias estabelecidas pelas autoridades locais.

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