Realização

Neymar tinha um sonho inusitado na infância e, aos 34 anos, finalmente o realizou

Em entrevista à Revistaquem, o atacante do Santos explicou a história.

Uma lembrança de infância virou produto nas prateleiras: Neymar lançou a Futi, sua primeira linha de biscoitos colecionáveis, que combina futebol e nostalgia. A marca nasceu de um episódio simples vivido ao lado da mãe, Nadine Gonçalves, quando o craque ainda era menino na Baixada Santista.

Em entrevista à Revistaquem, o atacante do Santos explicou que a história ganhou uma versão diferente do que realmente aconteceu. Segundo ele, nunca houve um projeto de vida para montar uma fábrica, foi uma reação espontânea a uma vontade comum de criança.

O pedido simples que virou símbolo

Ele contou que, quando pequeno, pediu à mãe para comprar uma bolacha, e ela não tinha como atender o pedido naquele momento. Diante da tristeza da mãe, respondeu com uma frase que carregaria consigo pelo resto da vida: prometeu que um dia teriam dinheiro para comprar uma fábrica inteira do produto.

Para Neymar, a promessa era uma forma de aliviar o momento difícil sem preocupar Nadine. Com o tempo, porém, a frase de criança ganhou outro peso e se transformou numa lembrança de afeto e superação dentro da família.

Da memória afetiva ao produto nas prateleiras

A nova linha nasceu de uma parceria entre a NR Sports e a Biscoitê. Para Neymar, o projeto é mais do que um produto comercial. Ele descreveu a iniciativa como uma maneira de reconectar sua trajetória no esporte com fragmentos da própria infância.

O sabor e a identidade visual dos biscoitos foram inspirados em recordações pessoais, ligadas à experiência de reunir a família e se divertir. O pacote também traz miniaturas no estilo Lego que recriam o atacante com camisas de clubes, como o Barcelona, e da Seleção Brasileira.

Uma história que atravessa anos de carreira

Neymar já havia relembrado o episódio da bolacha em declarações anteriores. Em conversa com Casemiro Miguel, contou que a mãe se emocionou por não conseguir atender ao pedido e precisou priorizar outros alimentos naquele momento.

Na ocasião, Neymar garantiu à mãe que um dia teria recursos suficientes para comprar uma fábrica de bolacha. A promessa foi uma forma de consolá-la sem deixá-la preocupada com as limitações financeiras daquele momento. Anos depois, Neymar reconhece que o episódio ainda mexe com suas emoções sempre que é lembrado.

Neymar também associa essa história às visitas ao Instituto Neymar Jr., projeto social que mantém na Baixada Santista. Para o jogador, revisitar essa memória reforça o caminho percorrido desde a infância até o topo do futebol mundial.

Universo

Astrônomos recebem sinal de planeta situado na zona habitável de estrela mais quente conhecida

O estudo foi publicado no periódico The Astrophysical Journal.

02/10/2026 12h26

Foto: Fahrettin Turgut/Pexels

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Uma estrela visível a olho nu, batizada de HD 156.295, é alvo de uma busca que pode ampliar o conhecimento sobre sistemas planetários distantes. Localizada a 140 anos-luz da Terra, ela tem temperatura próxima de 7.500 graus Celsius — a mais alta já registrada entre estrelas com possível companheiro orbitando dentro da zona habitável.

Um estudo publicado no periódico The Astrophysical Journal relata a detecção de um sinal compatível com a presença de um corpo que orbita o astro. A descoberta resultou da análise de milhares de estrelas variáveis observadas pelo telescópio espacial TESS, da NASA, que rastreia pequenas oscilações de brilho no céu.

Como a estrela ajudou na detecção

HD 156.295 pertence ao grupo das chamadas Delta Scuti, estrelas cujo brilho varia em pulsações regulares e previsíveis. Essa regularidade permite aos cientistas procurar alterações sutis no ritmo por meio de uma técnica chamada temporização de pulsações.

Uma interferência externa no padrão luminoso pode indicar a passagem de um corpo que orbita o astro. Esse comportamento levou a equipe responsável pelo levantamento ao sinal agora associado a um possível planeta.

A escala da busca por sinais

A equipe avaliou cerca de 16.500 estrelas Delta Scuti observadas pelo TESS. Depois, reduziu a busca a nove sistemas que apresentavam sinais de possíveis companheiros orbitando próximos. Oito desses objetos poderiam ser anãs marrons — corpos mais massivos que planetas, mas incapazes de sustentar a fusão de hidrogênio característica das estrelas.

Nesse recorte, o sistema de HD 156.295 se destacou por apresentar o que pode ser um mundo dentro da chamada zona habitável — a faixa de distância de uma estrela onde as condições permitem, em tese, a presença de água líquida na superfície de um corpo rochoso.

O que se sabe sobre a órbita

Cálculos preliminares indicam um objeto com aproximadamente seis vezes a massa de Júpiter, a quase quatro unidades astronômicas de sua estrela. Sua órbita levaria cerca de 2.200 dias — aproximadamente seis anos terrestres. A essa distância, o objeto receberia cerca de 60% da radiação que a Terra recebe do Sol e estaria dentro da zona habitável.

Ainda assim, o sinal captado não é uma confirmação definitiva. Os pesquisadores estimam em torno de 50% a probabilidade de o objeto ser um planeta. Novas observações precisam reforçar os dados já coletados antes que os astrônomos possam confirmar a descoberta do corpo celeste orbitando aquele astro.

Próximos passos da pesquisa

Os pesquisadores consideram natural a incerteza em torno do sinal neste estágio, já que detecções baseadas em variações do brilho estelar exigem confirmações repetidas ao longo do tempo. Novas medições permitirão aos cientistas descartar interferências e validar a existência do corpo que orbita HD 156.295.

Caso se confirme, o achado se somará a uma lista recente de objetos identificados por métodos semelhantes e ampliará o repertório de sistemas estelares com potencial para abrigar condições favoráveis à vida fora do Sistema Solar.

Criatura misteriosa

Criatura "alien" vive no fundo do oceano e pode ficar até 5 anos sem comer

Espécie habita as profundezas oceânicas e consegue passar mais de cinco anos sem se alimentar

02/10/2026 12h04

Imagem: Borgx/Wikimedia Commons

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Os isópodes gigantes que habitam as profundezas oceânicas conseguem passar mais de cinco anos sem se alimentar, revelou um estudo publicado em agosto na revista Cell. Essa capacidade extraordinária resulta de adaptações anatômicas e genéticas que reduzem drasticamente o gasto energético em um ambiente hostil, frio e com oferta irregular de comida.

Pesquisadores do Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências, da Universidade Chinesa de Hong Kong e da Universidade Politécnica do Noroeste identificaram o gene ND1 como mecanismo-chave para essa resistência extrema. Herdado de uma bactéria ancestral e incorporado ao DNA dos isópodes, esse gene funciona como regulador do metabolismo, permitindo economizar energia em condições de escassez prolongada.

Corpos preparados para o deserto de comida

Os isópodes de águas profundas são crustáceos achatados e segmentados, protegidos por um exoesqueleto rígido. Distribuem-se pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, com alguns exemplares atingindo entre 28 e 50 centímetros de comprimento. Possuem 14 patas articuladas que os mantêm adaptados aos ambientes mais extremos do planeta.

A pesquisa analisou duas espécies específicas: a Bathynomus jamesi, encontrada a cerca de 900 metros de profundidade no Mar da China Meridional. E a Bathynomus doederleini, localizada a aproximadamente 300 metros no Mar da China Oriental.

A comparação com parentes que vivem em águas mais rasas revelou como esses animais se especializaram em sobreviver onde o alimento chega de forma imprevisível e irregular.

 

Estômago gigante como armazém vivo

A estratégia de sobrevivência dos isópodes profundos funciona sob o princípio de "ganhar mais, gastar menos". O órgão central dessa tática é um estômago extraordinariamente grande, que pode ocupar cerca de dois terços da cavidade corporal dos animais que vivem em maiores profundidades.

Quando encontram alimento — restos de peixes, caranguejos e outros organismos que afundam do oceano superior — conseguem consumir quantidades massivas. Esse estômago hipertrofiado funciona como um armazém biológico, permitindo ao animal manter uma única refeição estocada por períodos que se estendem a anos.

Combinado com o metabolismo reduzido controlado pelo gene ND1, esse sistema garante que uma oportunidade de alimentação em ambientes de "noite perpétua e pressão esmagadora" sustente o isópode por tempo indefinido, até que a próxima refeição chegue das águas acima.

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