Criatura misteriosa

Criatura "alien" vive no fundo do oceano e pode ficar até 5 anos sem comer

Espécie habita as profundezas oceânicas e consegue passar mais de cinco anos sem se alimentar

Os isópodes gigantes que habitam as profundezas oceânicas conseguem passar mais de cinco anos sem se alimentar, revelou um estudo publicado em agosto na revista Cell. Essa capacidade extraordinária resulta de adaptações anatômicas e genéticas que reduzem drasticamente o gasto energético em um ambiente hostil, frio e com oferta irregular de comida.

Pesquisadores do Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências, da Universidade Chinesa de Hong Kong e da Universidade Politécnica do Noroeste identificaram o gene ND1 como mecanismo-chave para essa resistência extrema. Herdado de uma bactéria ancestral e incorporado ao DNA dos isópodes, esse gene funciona como regulador do metabolismo, permitindo economizar energia em condições de escassez prolongada.

Corpos preparados para o deserto de comida

Os isópodes de águas profundas são crustáceos achatados e segmentados, protegidos por um exoesqueleto rígido. Distribuem-se pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, com alguns exemplares atingindo entre 28 e 50 centímetros de comprimento. Possuem 14 patas articuladas que os mantêm adaptados aos ambientes mais extremos do planeta.

A pesquisa analisou duas espécies específicas: a Bathynomus jamesi, encontrada a cerca de 900 metros de profundidade no Mar da China Meridional. E a Bathynomus doederleini, localizada a aproximadamente 300 metros no Mar da China Oriental.

A comparação com parentes que vivem em águas mais rasas revelou como esses animais se especializaram em sobreviver onde o alimento chega de forma imprevisível e irregular.

 

Estômago gigante como armazém vivo

A estratégia de sobrevivência dos isópodes profundos funciona sob o princípio de "ganhar mais, gastar menos". O órgão central dessa tática é um estômago extraordinariamente grande, que pode ocupar cerca de dois terços da cavidade corporal dos animais que vivem em maiores profundidades.

Quando encontram alimento — restos de peixes, caranguejos e outros organismos que afundam do oceano superior — conseguem consumir quantidades massivas. Esse estômago hipertrofiado funciona como um armazém biológico, permitindo ao animal manter uma única refeição estocada por períodos que se estendem a anos.

Combinado com o metabolismo reduzido controlado pelo gene ND1, esse sistema garante que uma oportunidade de alimentação em ambientes de "noite perpétua e pressão esmagadora" sustente o isópode por tempo indefinido, até que a próxima refeição chegue das águas acima.

Virou tendência

Paredes lisas ficam para trás: a nova tendência de 2027 aposta em texturas

As paredes completamente lisas vem perdendo cada vez mais espaço

02/10/2026 11h21

Foto: Jonathan Borba/Pexels

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As paredes completamente lisas, que por anos deram aos ambientes sensação de ordem e amplitude, perdem espaço em 2027. A decoração de interiores aposta em revestimentos que trazem profundidade visual e acabamento sofisticado, em uma proposta mais aconchegante.

A tendência já aparece em casas e apartamentos, sobretudo em cômodos onde o morador quer mudar o visual de uma parede sem recorrer a móveis grandes nem reduzir a metragem útil. Painéis, texturas e cores diferentes dão personalidade ao espaço sem exigir uma reforma completa.

O fim do fundo neutro nas casas

Uma parede lisa funciona bem como pano de fundo, mas não cria camadas visuais. Acabamentos com relevo, ao contrário, multiplicam os planos de profundidade e deixam o cômodo com uma atmosfera mais acolhedora.

O recurso ajuda quem quer dar identidade ao ambiente sem encher a sala de objetos decorativos. O formato do desenho na parede varia conforme o tamanho do cômodo e o estilo que o morador busca para a casa.

Materiais que ganham força em 2027

Painéis de madeira, ripas verticais e revestimentos têxteis despontam entre as escolhas mais procuradas para dar um novo relevo às paredes. Tintas com efeito texturizado e acabamentos em pedra ou cimento aparente completam essa lista de opções.

Cada material produz um efeito diferente no ambiente, por isso a escolha depende do resultado que se deseja alcançar. Madeira, tecido e pintura texturizada entregam resultados visuais distintos entre si, mesmo quando aplicados na mesma metragem de parede.

Como aplicar sem fazer obra grande

Para renovar o ambiente sem uma reforma de grande porte, o morador pode revestir apenas uma das paredes principais do cômodo. A tinta com efeito texturizado é a alternativa mais simples para criar esse impacto visual.

Quem busca um efeito mais marcante pode apostar em painéis de madeira, ripas ou revestimentos autoadesivos, que dispensam contratação de mão de obra especializada. Tons claros ajudam a manter a luminosidade e a sensação de amplitude do espaço, enquanto cores mais escuras ou com relevo mais marcado transformam a parede no ponto focal do ambiente.

Ensinamento

Confúcio deixou uma lição sobre ressentimento: exija muito de si e espere pouco dos outros

Ensinamento está em coletânea de diálogos reunida pelos discípulos do filósofo chinês

02/10/2026 10h53

Foto: J.D. Books/Pexels

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Uma máxima atribuída a Confúcio oferece uma resposta direta à mágoa: exigir muito de si mesmo e esperar pouco dos outros. O ensinamento está nos Analectos, coletânea de diálogos reunida pelos discípulos do filósofo chinês após sua morte, e resume o núcleo de sua obra.

O raciocínio por trás da frase é simples: quando depositamos expectativas no comportamento alheio, ficamos reféns de decisões que não controlamos. Esse terreno favorece o ressentimento. Ao voltar a atenção para a própria conduta, em vez de esperar reciprocidade, reduzimos boa parte do rancor.

O mundo que formou esse pensamento

Confúcio viveu numa época de fragmentação política e disputas territoriais. Como funcionário e conselheiro, testemunhou os efeitos da ambição descontrolada sobre a convivência coletiva.

Em vez de propor enfrentamento ou ruptura radical, ele defendeu uma transformação que começaria pelo indivíduo. A mudança não viria de leis mais duras ou punições severas, mas do exemplo pessoal de quem ocupa posições de liderança e convive com os demais. Nessa visão, o indivíduo transforma a sociedade ao cultivar o próprio caráter.

A pessoa nobre e o autodomínio

Dessa visão emerge o conceito de junzi, expressão traduzida como "pessoa nobre" — não por herança ou título, mas pela forma como cultiva retidão no dia a dia. Trata-se de quem pauta a conduta pela integridade, mesmo quando ninguém observa. A autodisciplina deixa de ser privada para moldar o ambiente ao redor.

Essa ideia se conecta a outras duas bases do pensamento confuciano: o ren, que une humanidade e benevolência, e o li, que trata rituais como guia de comportamento, não mera formalidade. Para Confúcio, a ordem social não nasce da imposição, mas do exemplo moral de quem lidera.

Ele comparava o líder a uma estrela polar imóvel, em torno da qual a comunidade orbita naturalmente. A imagem do líder como estrela polar atravessou séculos e ainda orienta parte da cultura oriental.

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