Curioso

Praia no Japão chama atenção por areia em formato de estrela

Dizem que cada grão parece ter saído de um conto de fadas

Nas praias das ilhas Iriomote, Hatoma e Taketomi, no extremo sul do Japão, a areia tem o formato de estrelas de cinco pontas. Cada grão parece ter saído de um conto de fadas.

Um punhado dessa areia reúne milhões de estruturas minúsculas em formato de estrela, e não minerais comuns ou pedrinhas polidas pelo vento. Elas são construídas no fundo do mar por seres microscópicos, que formam o exoesqueleto ao longo da vida.

Organismos marinhos formam a areia

Ao redor dos recifes de coral do sul do Japão, vivem foraminíferos da espécie Baculogypsina sphaerulata, organismos unicelulares diminutos. Eles absorvem carbonato de cálcio dissolvido na água do mar e, com isso, constroem aos poucos uma concha protetora com espinhos em formato estrelado.

Dentro dessa estrutura calcária vivem pequenas algas em relação de simbiose com o foraminífero: elas fornecem oxigênio e alimento por meio da fotossíntese, enquanto recebem abrigo. Quando o organismo completa o ciclo de vida e morre, a parte viva desaparece, mas a carapaça vazia permanece intacta no fundo do oceano.

 

Da profundidade do mar até a areia da praia

As correntes marinhas e as ondas arrastam milhões dessas carapaças dos recifes até a costa. O trajeto desgasta levemente os espinhos e arredonda as pontas, mas não apaga a forma de estrela de cada grão.

Ao chegar à orla, as carapaças se misturam a fragmentos de rochas e outras conchas marinhas, formando camadas espessas dessa areia. Em japonês, o material é chamado de "hoshizuna", que significa literalmente "areia de estrela".

Onde encontrar o fenômeno em Okinawa

A praia mais conhecida por esse tipo de areia é Hoshizuna-No-Hama, na ilha de Iriomote, com trechos inteiros cobertos pelos pequenos esqueletos estelares. O fenômeno também ocorre nas praias das ilhas Hatoma e Taketomi, onde as correntes marinhas depositam continuamente camadas dessa areia.

Como o foraminífero constrói sua estrutura estelar

O foraminífero absorve carbonato de cálcio dissolvido na água do mar e usa esse material para construir gradualmente sua concha calcária ao longo da vida. Esse processo natural faz com que a estrutura adote um formato de estrela com espinhos, em vez de uma forma arredondada ou lisa.

O resultado é uma carapaça que protege o organismo e também oferece uma superfície para a vida e a fotossíntese das algas simbióticas.

Descobertas em Marte

Nasa revela paisagens surpreendentes de Marte com montanhas também esculpidas pelo vento

Estruturas são conhecidas como yardangs

16/10/2026 09h48

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Um novo registro capturado pelo Rover Curiosity, da Nasa, destaca formações rochosas criadas apenas pela erosão eólica. Divulgada no dia 6 de outubro, a imagem panorâmica foi registrada ainda em 11 de agosto, durante o 4.982º dia marciano da missão.

Ela oferece uma visão até agora inédita dessas estruturas, conhecidas como yardangs, sob a luz do amanhecer marciano e com tons azulados raros em fotografias do planeta.

Seis fotografias individuais feitas pela câmera Mastcam foram unidas após chegarem à Terra para formar um único panorama, que preserva as cores autênticas do início do dia em Marte.

Diferentemente de outros registros do veículo, esta imagem não passou pelo processamento de balanço de branco — ajuste que normalmente corrige as tonalidades para aproximá-las da aparência que o olho humano veria.

Ao manter intactos os tons azulados do amanhecer, a fotografia permite aos cientistas uma perspectiva mais próxima de como o planeta se apresenta nas primeiras horas do dia.

 

A longa escalada do Monte Sharp

O registro foi obtido durante a exploração do Monte Sharp, uma montanha com aproximadamente 5 quilômetros de altura que o Curiosity vem escalando desde 2014. Recentemente, o Rover atingiu 1 quilômetro de ganho de elevação — a marca mais alta já alcançada por qualquer veículo robótico sobre Marte.

A marca permite aos pesquisadores acessar camadas geológicas cada vez mais profundas e informativas.

As camadas do Monte Sharp preservam registros da história geológica de Marte. Bilhões de anos atrás, lagos e rios fluíam pela região, depositando sedimentos que hoje revelam pistas sobre o passado úmido do planeta. Depois que a água desapareceu, minerais e sais permaneceram na superfície e se acumularam ao longo do tempo geológico.

Essa sequência de camadas permite aos cientistas reconstruir a evolução do planeta e compreender as mudanças climáticas que Marte sofreu ao longo de sua história.

Como o vento marciano moldou os yardangs

Os yardangs visíveis no horizonte — estruturas que se estendem por cerca de 16 quilômetros ao longo da porção noroeste do Monte Sharp — foram esculpidos por um processo de erosão que durou bilhões de anos.

Quando novos materiais deixaram de se acumular na montanha, os ventos marcianos começaram a remover gradualmente camadas de rocha e sedimento. Ao longo de bilhões de anos, esse processo esculpiu os yardangs que aparecem no panorama capturado pelo Curiosity e que os cientistas estudam para compreender melhor a história geológica de Marte.

 

Tradição natalina

Folha de louro debaixo da árvore de Natal: por que dizem que atrai sorte e prosperidade?

Tradição costuma ganhar força em períodos natalinos

16/10/2026 09h26

Foto: https://kaboompics.com//Pexels

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Uma tradição que ganha força no período natalino sugere colocar ramos de louro sob a árvore de Natal para atrair sorte e abundância no Ano Novo. A crença vem do Feng Shui, sistema que atribui a certos objetos e plantas o poder de atrair energias positivas para dentro de casa.

O louro já é conhecido por outro uso popular: recomenda-se guardar folhas debaixo da cama para multiplicar ganhos financeiros. Menos conhecida é sua aplicação na decoração natalina, com o mesmo propósito de proteção e harmonia atribuído pelo Feng Shui.

O que o louro representa no Feng Shui

Nessa tradição, a folha de louro representa proteção, estabilidade e harmonia no lar. Por isso, está associada à ideia de abrir caminhos e afastar as más vibrações do ambiente doméstico. Também nessa crença, o aroma intenso das folhas verdes é apontado como responsável por manter o espaço livre de inveja e energias negativas.

Formas de usar o louro na decoração natalina

Existem várias maneiras de incorporar o louro à árvore sem destoar visualmente. Uma delas é colocar ramos secos dentro de bolas decorativas transparentes, como em outros enfeites. Caso as bolas não se abram, é possível remover cuidadosamente a tampa de metal e inserir os ramos.

Quem prefere algo mais discreto pode guardar as folhas em um pequeno frasco de vidro e deixá-lo junto ao pé da árvore. Também é possível espalhá-las diretamente na base, sem frasco ou embalagem, mantendo o louro junto à decoração.

Outras formas de usar o louro

As folhas também podem formar pequenos buquês amarrados com fita vermelha ou dourada, cores tradicionais da época. Esses buquês funcionam como enfeites naturais, semelhantes aos feitos com canela e casca de laranja seca.

Também existe a prática de colocar uma folha de louro inteira e ainda aromática dentro da carteira ou bolsa, junto com dinheiro. Alguns adeptos da crença recomendam trocá-la uma vez por mês para evitar estagnação energética.

Há ainda quem prepare o louro para um ritual: coloca a folha em água, amassa-a até quebrá-la e deixa-a no chão, e o procedimento é repetido até três vezes.

Para quem segue essa tradição, cada uso do louro reforça a expectativa de um Ano Novo com mais equilíbrio financeiro, proteção e menos conflitos em casa.

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