Avanços da NASA

Robô da NASA enviado a Marte consegue ver o que até então parecia impossível

Robô bateu o recorde de maior distância já percorrida por um veículo fora da Terra

O Perseverance bateu o recorde de maior distância já percorrida por um veículo fora da Terra, após cinco anos e meio rodando pela superfície de Marte. Segundo a Nasa, o robô de seis rodas já soma 45,2 km rodados no planeta.

O rover pousou em Marte em 18 de fevereiro de 2021 e, com essa marca, deixou para trás a distância alcançada pelo Opportunity, que funcionou entre 2004 e 2018.

Com o avanço acumulado, o rover tem conseguido chegar a áreas que antes não podiam ser mapeadas. E coletando evidências de vida microbiana antiga em um mundo que, bilhões de anos atrás, era muito mais úmido e quente do que o atual mundo frio e desolado.

O Perseverance também superou as distâncias percorridas por qualquer rover que tenha operado na Lua.

Explorando o passado de Marte

Desde o pouso em 18 de fevereiro de 2021 na Cratera Jezero, o Perseverance vem navegando por uma região do hemisfério norte que abrigou uma bacia lacustre bilhões de anos atrás.

O recorde foi batido no último domingo, quando o rover seguia rumo à área chamada Idubi e cruzava uma região próxima à borda oeste da cratera, conhecida como Lac de Charmes. Ali, o rover mapeia alguns dos terrenos mais antigos já encontrados no sistema solar.

O Perseverance está equipado com um conjunto de instrumentos científicos que permite mapear e analisar materiais rochosos e amostras de solo para possível retorno futuro à Terra.

 

Máquina preparada para operar além do esperado

Todos os sistemas de engenharia e instrumentos científicos do Perseverance estão em excelente estado de funcionamento, com sistemas redundantes ainda disponíveis.

O Perseverance não mostra sinais de desaceleração, e na superfície marciana, o Curiosity também segue ativo na Cratera Gale e percorreu 38,15 km desde o pouso, em 2012. O rover chinês Zhurong coletou dados científicos importantes nas planícies do norte em 2021 e 2022.

Quando o Perseverance precisa parar de explorar e ficar meses no mesmo lugar

Embora o objetivo do rover seja cobrir distância e explorar novos territórios, ele interrompe a jornada quando encontra materiais cientificamente relevantes. Ao descobrir um conjunto de rochas claras em uma região chamada Lac de Charmes. A equipe de pesquisa decidiu que era mais importante estudar esse material do que prosseguir em direção ao recorde de distância.

O veículo permaneceu aproximadamente dois meses investigando as características dessas rochas antes de retomar o deslocamento. A decisão mostra que a exploração científica pode ter prioridade sobre os objetivos de locomoção.

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Animal que pode pesar até 1.000 kg consegue sentir cheiro do medo humano de longe

O estudo avança em relação a trabalhos anteriores.

14/10/2026 12h38

Foto: Denis Trushtin/Pexels

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Um cavalo pode pesar entre 380 kg e 1.000 kg, conforme a raça, e identificar pelo olfato o cheiro do medo humano. A descoberta está em um estudo publicado em janeiro de 2026 na revista PLOS One, assinado pela Dra. Plotine Jardat e sua equipe no Instituto Francês de Equitação.

O estudo avança em relação a trabalhos anteriores, que já indicavam que esses animais reagem a expressões faciais e ao tom de voz das pessoas. Neste caso, o foco recaiu sobre o nariz dos equinos, e os resultados mostram que o odor emocional humano altera a forma como eles se comportam diante de quem os cerca.

Como o experimento foi montado

Voluntários forneceram amostras de suor em duas situações emocionais opostas. Compressas de algodão coletaram a transpiração das axilas enquanto eles assistiam a cenas alegres, como o número musical de "Cantando na Chuva" e a canção "We Go Together", de "Grease".

Em outro momento, os mesmos participantes viram 20 minutos do filme de terror "A Entidade" para que o suor capturasse o medo. Uma terceira amostra, neutra e sem carga emocional, serviu de controle. As compressas foram presas a focinheiras especiais para que os cavalos pudessem cheirá-las durante os testes.

A reação dos animais ao cheiro do medo

Pesquisadores observaram o comportamento dos cavalos durante a interação com uma pessoa, tanto na escovação quanto a certa distância. Os cavalos que haviam cheirado o suor do medo tocaram e interagiram menos com a pessoa do que os grupos expostos à alegria ou à amostra neutra.

O experimento também incluiu testes de susto: um guarda-chuva foi aberto de repente perto de um balde com comida. Os pesquisadores ainda apresentaram aos animais uma escultura feita de linóleo, plástico e barbante como objeto desconhecido. Os cavalos que haviam sentido o odor do medo ficaram mais alertas e reativos nas duas situações.

O que os sinais do corpo revelam

Os cavalos apresentaram frequência cardíaca maior, aproximaram-se menos do humano e reagiram mais a sustos. Esse padrão sugere uma troca de sinais entre espécies que vai além da comunicação visual ou vocal já conhecida.

A pesquisa incluiu 43 éguas galesas nos testes, informou o jornal O Globo. O estudo também se soma a outros indícios de que o faro equino capta mais do ambiente humano do que se imaginava.

Implicações práticas para quem trabalha com cavalos

Plotine Jardat recomendou ao National Geographic Brasil que quem trabalha com cavalos observe o próprio estado emocional antes de iniciar um treino.

Se o cavalo resiste a um exercício, pode ser melhor tentar em outro dia, quando a disposição da pessoa estiver diferente. O medo humano pode deixar o animal mais propenso a reagir de forma intensa diante de situações de risco.

Curiosidade da pesada

O homem mais pesado do mundo chegou a 635 kg e passou por transformação histórica

Homem entrou para a história da medicina ao chegar nesse peso

14/10/2026 11h38

Foto: Andres Ayrton/Pexels

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Jon Brower Minnoch entrou para a história da medicina ao atingir aproximadamente 635 quilogramas, o maior peso oficialmente registrado em um ser humano. Nascido em 1941 em Bainbridge Island, Washington, Minnoch apresentava um caso extremo de obesidade mórbida que desafiou os limites conhecidos da fisiologia humana e transformou protocolos médicos em todo o mundo.

Os médicos enfrentaram um desafio clínico sem precedentes. Os equipamentos hospitalares não foram projetados para suportar aquele peso, e qualquer procedimento diagnóstico ou terapêutico envolvia riscos imediatos de colapso cardiovascular, parada respiratória ou lesões em órgãos internos.

Da adolescência ao maior peso registrado

Desde a adolescência, Minnoch apresentava ganho excessivo de peso, mas o quadro se agravou na idade adulta. A combinação de fatores genéticos, metabólicos e comportamentais levou a um ganho de peso que nenhum tratamento convencional conseguiu conter. Minnoch ultrapassou marcas que a medicina considerava biologicamente impossíveis.

O caso ganhou repercussão internacional pela dimensão extrema da obesidade e entrou para o Guinness World Records como o de maior peso oficialmente registrado. A documentação do caso abriu caminhos para novas pesquisas sobre obesidade mórbida, metabolismo desregulado e os limites da capacidade de sobrevivência humana.

 

Os obstáculos médicos de uma condição sem equipamento

Na época, praticamente nenhum equipamento hospitalar havia sido projetado para suportar um peso tão elevado. Molas de camas, balanças e estruturas de transferência precisavam ser adaptadas ou criadas do zero.

Sem instrumentos capazes de medir o peso com precisão, os médicos estimavam o peso corporal total com cálculos aproximados baseados em modelos teóricos. A medição se tornou um exercício matemático complexo.

As limitações de mobilidade de Minnoch agravavam cada desafio médico, e movimentá-lo envolvia riscos imediatos. Qualquer procedimento exigia planejamento detalhado, equipes multidisciplinares e inovações técnicas que ajudaram a criar protocolos ainda utilizados hoje em casos de obesidade extrema.

A transformação durante internação e o desfecho

Durante a internação hospitalar, Minnoch perdeu mais de 900 quilogramas, a maior perda de peso documentada até então na medicina. A redução marcou os estudos sobre metabolismo e demonstrou possibilidades antes consideradas impossíveis em casos de obesidade mórbida. Depois de deixar o hospital, porém, ele recuperou grande parte do peso perdido.

Minnoch faleceu em setembro de 1983, pesando aproximadamente 800 quilogramas. O caixão ocupou duas sepulturas no cemitério onde foi enterrado, o que ilustrava a dimensão de sua condição até o fim. Seus registros, fotografias e dados clínicos formam a base de estudos acadêmicos que perduram há décadas.

O legado científico que permanece vivo

Pesquisadores continuam analisando como o corpo humano conseguiu funcionar sob tal extremo, quais mecanismos fisiológicos mantiveram a vida e em que ponto o organismo se aproximava do colapso irreversível. O caso se tornou referência para estudos clínicos de obesidade mórbida e para a compreensão dos limites biológicos humanos.

A história de Jon Brower Minnoch permanece como documento da medicina e como prova de que o corpo humano pode surpreender por sua capacidade de resiliência, mesmo quando a lógica científica sugere o contrário.

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