A riqueza natural da Amazônia liga o interesse de vários exploradores, que visam as mais diversas fontes de biodiversidade como meio de capitalização. Nesse ínterim, em junho de 2025, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu 47 novas áreas para exploração e produção de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. A ação em questão faz com que os riscos ambientais escalonem drasticamente.
Com a exploração ocorrendo na área do extremo noroeste do país em que o rio Amazonas deságua no oceano Atlântico, cientistas se preocupam com os prejuízos futuros. Em artigo publicado na Nature Ecology & Evolution, pesquisadores brasileiros detonaram a sobreposição entre blocos de exploração em regiões de conservação. Isso porque já foram ofertados como concessão para empresas como Petrobras, ExxonMobil e Chevron.
Para que a façanha seja sacramentada, é necessário extensa perfuração do solo, que necessitam do aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Contudo, muitos blocos de petróleo estão próximos ou sobrepostos a áreas prioritárias para biodiversidade, zonas de conservação, restauração e uso sustentável definidas pelo ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
“A gente está tratando da exploração de petróleo no ecossistema amazônico, que é uma das últimas fronteiras de preservação do mundo. Justamente num ano de COP [conferência do clima que o Brasil vai sediar em novembro] a gente vai explorar petróleo nessa região? É um pouco incongruente. É um instrumento multidisciplinar que leva em conta uma série de outros fatores além do impacto direto. Prejudica a integridade regulatória e lança dúvidas sobre os compromissos climáticos globais do Brasil”, pontuou a especialista em energia, Julia Paletta.
Para se ter uma dimensão do problema na Foz do Amazonas, somente depois que as operações petroleiras iniciam as perfurações é possível descobrir a viabilidade comercial para explorar os blocos. Dessa forma, o cenário pode não ter o retorno comercial desejado para as empresas, enquanto a biodiversidade é devastada silenciosamente.
Confira quem são os maiores produtores de petróleo do mundo:
- Estados Unidos – 16 milhões de barris por dia
- Arábia Saudita – 11 milhões de barris por dia
- Rússia – 10 milhões de barris por dia
- Canadá – 5 milhões de barris por dia
- Iraque – 4 milhões de barris por dia
- China – 3,9 milhões de barris por dia
- Emirados Árabes – 3,6 milhões de barris por dia
- Irã – 3 milhões de barris
- Brasil – 3 milhões de barris por dia
- Kuwait – 2,6 milhões de barris por dia
- Noruega – 2 milhões de barris por dia
- México – 1,9 milhão de barris por dia
- Cazaquistão – 1,8 milhão de barris por dia
- Catar – 1,8 milhão de barris por dia
- Nigéria – 1,7 milhão de barris por dia.





