Na última terça-feira (25), o Ministério dos Transportes oficializou o contrato de concessão da Ponte Internacional São Borja–Santo Tomé, principal ligação rodoviária entre Brasil e Argentina. A operação será encabeçada pela CS Rodovias Mercosul, que ficará responsável por assumir a gestão da travessia nos próximos anos.
Para que a assinatura fosse sacramentada, ficou definida a concessão em US$ 99 milhões (R$ 528,8 milhões na cotação atual). O detalhe curioso é que, em julho, a empresa argentina Plus Byte chegou a vencer o leilão com oferta de US$ 29 milhões (R$ 154,9 milhões). Porém, no mês seguinte, foi desclassificada por não cumprir os requisitos mínimos de qualificação técnica e econômico-financeira.

Para a felicidade dos moradores e caminhoneiros da região, os investimentos tendem a melhorar o fluxo de pessoas e mercadorias. Nesse ínterim, a companhia colocou na mesa ágio de 0,38% sobre a outorga mínima de US$ 26,5 milhões (R$ 141,5 milhões), totalizando US$ 26,6 milhões (R$ 142,09 milhões). No mais, os valores serão parcelados, com US$ 2,6 milhões na assinatura e o restante distribuído em 24 parcelas anuais.
De acordo com o Ministro dos Transportes do Brasil, Renan Filho (MDB), os residentes de São Borja e Santo Tomé serão isentados de pagar pedágio, e caminhoneiros terão descontos. “Antes, moradores da região, tanto do lado brasileiro quanto do argentino, precisavam pagar para atravessar. Agora, os residentes serão isentos, e os caminhoneiros terão descontos“, declarou ele.
Mais detalhes sobre a ligação entre Brasil e Argentina
A título de curiosidade, a ponte São Borja–Santo Tomé foi estabelecida após um acordo entre Brasília e Buenos Aires, em 1989. Sem saber o que estava por vir, ambas as nações acabaram colocando em evidência um dos elos mais estratégicos para a integração logística do Cone Sul. Sobretudo, conecta a BR-285/RS, no lado brasileiro, à Ruta 14, um dos principais eixos rodoviários da Argentina.
Conforme dados da Receita Federal, o trecho representa 20,1% do fluxo comercial do Brasil com a Argentina (27,5% das exportações e 12,6% das importações) e cerca de 40% das transações com o Chile. Assim, torna-se essencial para o escoamento de mercadorias e de pessoas.





