Embora haja o mantra de que “religião não se discute”, as diferentes crenças ganham embates devido a pluralidade de opiniões e segmentos. Mas você sabia que os seguidores de Jesus eram chamados de “ateus” no Império Romano? Isso não tem nenhuma relação com a falta de fé em relação à divindade, mas por rejeitarem os deuses da civilização em questão.
Nos dias de hoje, conhecemos um “ateu” como aquele indivíduo que não segue os preceitos sagrados e desqualifica a existência de qualquer entidade que possa acalantar a diversidade de problemas sociais. No entanto, na civilização romana, os céticos diante dos deus reconhecidos pelo Estado levavam o nome em suas costas por negarem a legitimidade das demais divindades.
Na época, o Império Romano era adepto do politeísmo, motivo que levava a sociedade a cultuar dezenas de divindades. Ao contrário do cristianismo, no período em questão era comum depositar a fé em nomes como Júpiter, Juno, Netuno, Minerva e Vênus. Em contrapartida, o imperador era taxado como um figura semidivina, descreditado por outros religiosos.
Devotos apenas à doutrinação cristã, parcela da sociedade romana se recusava a prestar culto a qualquer entidade que não fosse Deus. A postura adotada gerou repressão e retaliações por parte do governo, que enxergava os ateus como ameaça à ordem pública geralizada.
Evolução dos ateus nos dias atuais
Por negarem o politeísmo e os ritos públicos, os cristãos foram enquadrados como desrespeitosos e perigosos, já que refutavam qualquer possibilidade de adorar vários deuses. Como consequência do embate travado, os “ateus” foram perseguidos, sendo presos, torturados e executados sob acusações que iam de impiedade à traição.
A contradição de toda a história fica a cargo dos cristãos, que na época foram condenados por não serem seguidores do politeísmo. Diante de tamanha repressão no Império Romano, projetaram as críticas e embates aos ateus que atualmente conhecemos. Isso porque na realidade não acreditam na existência de divindades ou deuses.




