Muitos rumores são evidenciados diante da família real, principalmente por particularidades e mistérios envolvendo a realeza. A título de curiosidade, o Império Britânico desempenhou um papel central no tráfico de ópio no século XIX, sob o governo da Rainha Vitória. Ao longo dos anos de 1839 e 1860, o comércio de droga para a China acarretou em conflitos bélicos, exigindo a reconfiguração geopolítica regional.
Em 1837, quando Alexandrina Vitória assumiu o trono na Inglaterra, o Império encarava déficit comercial com a China, derivado da importação de chá em troca de prata. Visando realocar sua figura entre os maiores nomes econômicos, o Reino Unido passou a exportar ópio da Índia para a China. Embora tenha mostrado retorno comercial e econômico, a façanha potencializou o consumo da droga na Ásia.
Nesse ínterim, o aumento da aquisição de ópio ligou o sinal de alerta do governo chinês, que tentou proibir o comércio destruindo carregamentos da droga. Em contrapartida, a Rainha da Inglaterra deu início a Primeira Guerra do Ópio, em 1839. Sobretudo, o conflito foi finalizado três anos depois, com a assinatura do Tratado de Nanquim.
Consequências das imposições da Rainha da Inglaterra
Além de ter contribuído com o tráfico de drogas, os britânicos tiveram cinco portos chineses abertos para o comércio, com Hong Kong ficando sob posse dos britânicos. Por ter perdido o controle de seu próprio território, o governo da China persistiu na luta para reaver o poder, culminando na Segunda Guerra do Ópio, em 1856.
Sem ter munição suficiente para superar a armadura formada pela Rainha da Inglaterra, a China teve que ceder mais territórios, perdendo parte de sua independência. Nesse ínterim, o país asiático foi obrigado a aceitar tratados que beneficiavam as potências estrangeiras, exigindo o pagamento de altas indenizações e ampliação da entrada de produtos ocidentais no país.





