Nesta quinta-feira (15), órgãos competentes realizaram inspeção nas praias de Balneário Gaivota, cidade localizada em Santa Catarina, comprovando a presença massiva de mariscos mortos na faixa de areia. O cenário atípico ligou o sinal de alerta de especialistas, especialmente de biólogos e de técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Em um primeiro momento, a aparição dos animais foi ligada à presença de algas no mar, algumas delas produtoras de biotoxinas. A nível de compreensão, essas toxinas são filtradas e acumuladas pelos mariscos, podendo levar à morte. No entanto, não foi descartada a possibilidade de mudanças climáticas terem colaborado para a morte dos seres.

Diante das possibilidades, especialistas julgam que o surgimento dos animais na faixa de areia pode ter ocorrido com a interferência das ressacas, que geralmente atingem alturas entre 3 e 4 metros. Outra possibilidade levantada diz respeito às variações na temperatura e na salinidade da água, ocasionadas por meio da ação humana no meio ambiente.
Preocupações diante da ação da ressacas
A fim de evitar prejuízos maiores, os técnicos alertaram a população diante do fato de que, mesmo quando estão vivos, os mariscos podem acumular toxinas nocivas à saúde humana. Dessa forma, o consumo torna-se perigoso, representando um risco significativo ao consumo. Nesse ínterim, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente entendeu a importância de dialogar com os moradores do litoral.
A princípio, a entidade aconselhou não coletar nem consumir mariscos encontrados nesse período na região. Por outro lado, é importante procurar atendimento médico em caso de sintomas após a ingestão de frutos do mar. No mais, os avisos oficiais sobre a balneabilidade das praias e possíveis interdições para coleta devem ser acompanhados rotineiramente.





