Mundo

ÔNUS DA GUERRA

Ataque russo atinge Kherson e deixa sete mortos e outras 58 pessoas feridas

No dia que marca 10 meses desde o início da invasão russa ao território, projéteis atingiram a cidade de Kherson, no sul da Ucrânia

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No dia que marca 10 meses desde o início da invasão russa à Ucrânia, projéteis russos atingiram a cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, matando sete pessoas e ferindo outras 58 na cidade que as forças de Moscou foram forçadas a abandonar no mês passado.

O presidente ucraniano Volodimir Zelenskyi, que acabou de voltar de viagem a Washington, EUA, postou fotos dos destroços em suas contas nas redes sociais.

Ele observou que a destruição ocorreu quando os ucranianos começavam as celebrações de Natal que, para muitos cristãos ortodoxos, culminarão na tradicional celebração de 7 de janeiro.

"Este não é um conteúdo sensível - é a vida real de Kherson", tuitou Zelenski. As imagens mostraram carros em chamas, corpos na rua e vidros de prédios estourados.

O vice-chefe do gabinete presidencial, Kyrylo Tymoshenko, disse que sete pessoas morreram no bombardeio de Kherson neste sábado e 58 ficaram feridas, pelo menos 16 delas gravemente.

A Ucrânia tem enfrentado um violento ataque de artilharia russa, mísseis, bombardeios e ataques de drones desde o início de outubro, muitos deles visando a infraestrutura de energia em uma tentativa de cortar os serviços de eletricidade e o aquecimento à medida que o inverno avança.

O bombardeio tem sido especialmente intenso em Kherson desde que as forças russas se retiraram e o exército ucraniano recuperou a cidade em novembro. Fonte: Associated Press.

 

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soberania

EUA dizem que barco do tráfico do Equador foi afundado no Pacífico

A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas

16/09/2026 07h11

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

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O Comando Sul dos EUA informou na terça-feira, 16, o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma "estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar", supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e "serão transferidos para as autoridades equatorianas". Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco "Fiorella", cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.

Mundo

Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

Desde o século 16, regiões eram representadas menores do que são

05/09/2026 11h00

Mapa Equal Earth Map / Reprodução Agência Brasil

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No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

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