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Cessar-fogo na guerra do Irã é posto à prova após ataques de drones e navio incendiado

Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento

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Frágil, o cessar-fogo na guerra do Irã foi novamente posto à prova neste domingo (10), quando um drone provocou um pequeno incêndio em um navio na costa do Catar. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também relataram a entrada de drones em seus espaços aéreos.

Os Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento. Não houve relatos de vítimas.

O Irã e seus grupos armados aliados possuem uma grande frota de drones e os utilizaram para realizar centenas de ataques desde o início da guerra.

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor.

A pausa nos combates enfrentou dificuldades, com o Irã restringindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia estratégica essencial para o fluxo global de petróleo, e os Estados Unidos impondo um bloqueio aos portos iranianos.

O Irã tem bloqueado grande parte do estreito desde os ataques conjuntos de 28 de fevereiro realizados pelos EUA e por Israel, que deram início à guerra e provocaram uma disparada global nos preços dos combustíveis, além de abalarem os mercados mundiais.

Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.

A agência nuclear da ONU afirma que o Irã possui mais de 440 quilos de urânio cujo nível de enriquecimento chega a 60% de pureza - uma distância curta em relação aos níveis necessários para armas nucleares.

Em entrevista à mídia estatal iraniana, um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que as tropas estavam em “prontidão total” para proteger os locais onde o urânio é armazenado.

“Consideramos possível que eles pretendessem roubá-lo por meio de operações de infiltração ou operações com helicópteros”, disse o general de brigada Akrami Nia à agência de notícias Irna no fim deste sábado, 9. Ele não forneceu mais detalhes.

A maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã ainda está provavelmente no complexo nuclear de Isfahan, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, à Associated Press no mês passado.

A instalação de Isfahan foi bombardeada por ataques aéreos de EUA e Israel durante a guerra de 12 dias do ano passado, mas enfrentou ataques menos intensos neste ano.

Alvos dos ataques de drones 

Ataques de drones têm como alvo países árabes do Golfo. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou neste domingo que derrubou dois drones, atribuindo o ataque ao Irã.

No Kuwait, o porta-voz do Ministério da Defesa, general de brigada Saud Abdulaziz Al Otaibi, afirmou que drones hostis entraram no espaço aéreo do Kuwait na manhã de domingo e que as forças responderam “de acordo com os procedimentos estabelecidos”. O ministério não informou de onde os drones vieram.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Catar informou que um drone atingiu um navio comercial que seguia de Abu Dhabi para um porto no sul do país, provocando um pequeno incêndio que foi controlado.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmou que o ataque ocorreu a 23 milhas náuticas (43 quilômetros) a nordeste da capital do Catar, Doha. O órgão não forneceu detalhes sobre o proprietário ou a origem do navio, e não houve reivindicação de autoria.

Houve vários ataques contra navios no Golfo Pérsico na última semana. Na sexta-feira, 8, os EUA atacaram dois petroleiros iranianos após afirmarem que as embarcações tentavam romper o bloqueio aos portos iranianos.

A marinha da Guarda Revolucionária do Irã reiterou neste domingo seu alerta de que qualquer ataque contra petroleiros iranianos ou embarcações comerciais será respondido com um “ataque pesado” contra uma das bases americanas na região e contra navios inimigos.

O Paquistão continua mediando durante o cessar-fogo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou neste domingo que recebeu uma ligação da sua contraparte do Catar, o sheik Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Os dois líderes discutiram a evolução da situação regional e revisaram os esforços de paz em andamento.

Sharif escreveu no X que os países compartilham “laços fraternos” e afirmou esperar uma futura visita do líder do Catar ao Paquistão.

 

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Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão'

Combustível nos EUA subiu em torno de 33% depois do começo da guerra contra o Irã, no final de fevereiro

30/06/2026 07h18

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

Presidente dos EUA, Donald Trump alega que o preço do petróleo voltou aos patamares de antes do início da guerra contra o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.

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Brasil envia três aviões de ajuda humanitária e ajuda em buscas após terremoto na Venezuela

"Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela", cita o Palácio do Planalto

27/06/2026 21h00

Reprodução/FAB

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Na tarde deste sábado (27) o Brasil enviou um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).

De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.

O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.

Ajuda nas buscas

Também neste sábado (27) equipes brasileiras iniciaram a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

 

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