Mundo

MAJOR CARVALO

"Escobar brasileiro" é deportado da Hungria para a Bélgica

Sob forte esquema de segurança (veja o vídeo), ele foi transferido porque é acusado de ser dono de 1,3 mil quilos de cocaína apreendos pelas autoridades belgas

Continue lendo...

Com pedido de extradição da Justiça Brasileira, o ex-major da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul Sérgio Roberto de Carvalho, um dos maiores narcotraficantes do mundo, foi deportado nesta quinta-feira (15) da Hungria para a Bélgica sob forte esquema de segurança. 

Chamado de "Escobar brasileiro", em referência ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar, Major Carvalho responderá a processo na Bélgica pelo crime de tráfico internacional de drogas. Além do Brasil, os Estados Unidos também reivindicavam a extradição. 

As autoridades belgas acusam o major de ser o dono de 1,3 tonelada de cocaína apreendida em agosto de 2021, em um avião turco no aeroporto internacional de Fortaleza, no Brasil.

O vídeo gravado na Hungria mostra o Major Carvalho sendo retirado da cela. Policiais colocam, cinto de segurança, colete a prova de balas e capacete. Cercado por ao menos seis agentes armados de fuzis e metralhadoras, o "Escobar brasileiro" é levado até um furgão blindado. 

 

O comboio, formado por homens do Comando Penitenciário Nacional e do Departamento Nacional de Investigações da Hungria e acompanhado por helicóptero, seguiu para o Aeroporto Internacional de Ferenc Liszt, onde o major foi entregue às autoridades belgas e colocado em um avião do Exército daquele país.

Major Carvalho havia sido preso em um hotel de luxo em Budapest em junho de 2022. Ele usava bermuda, camiseta e tomava café tranquilamente quando foi abordado por policiais. 

O narcotraficante era procurado em vários países da Europa e também nos Emirados Árabes. Na Espanha, ele foi acusado de ser o dono de 1,7 tonelada de cocaína avaliada em 60 milhões de euros, apreendida em uma embarcação na região espanhola da Galícia. 

O "Escobar brasileiro" chegou a ser preso na Espanha com o nome falso de Paul Wouter, mas pagou uma fiança no valor de 200 mil euros. Quando soube que o Ministério Público local pediria a condenação dele a 13 anos e seis meses de prisão, o narcotraficante armou um ousado golpe.

Ele forjou a própria morte. Segundo a polícia espanhola, o conceituado médico Pedro Martin Martos, de Málaga, assinou o atestado de óbito dele. No documento ao qual a reportagem teve acesso consta que a morte ocorreu às 10h50 de 20 de agosto de 2020. 

No atestado também é mencionado que a última pessoa a ter visto o major com vida foi o suposto amigo dele identificado como Francisco Jesus Pascual Montero. Há ainda informações de que o corpo do falsário Paul Wouter teria sido cremado. 

Um tribunal da Espanha considerou o atestado de óbito como verdadeiro e, por isso, o processo por tráfico internacional de drogas foi extinto. A farsa foi descoberta pela Polícia Federal do Brasil e por isso a Justiça da Espanha decidiu reabrir o caso. 

Ele foi preso pela primeira vez no Guarujá, Baixada Santista em 15 de novembro de 1997, acusado de ser dono de 237 quilos de cocaína apreendidos em Mato Grosso do Sul. Aqui no Brasil, foi condenado em 2019 a 15 anos e três meses por usar "laranjas" em empresas de fachada para movimentar "R$ 60 milhões entre 2007 e 2008. 

O ex-policial militar também foi condenado, em 2008, a 15 anos de prisão por tráfico de drogas. A carreira criminal teve início nos anos 1980, quando foi investigado e denunciado pelo crime de contrabando. 

O criminoso foi visto pela última vez no Brasil em 2018. Investigações da Polícia Federal apontam que ele fugiu para Lisboa, em Portugal, usando documentos falsos. 

Segundo a PF, a quadrilha do Major Carvalho tentou exportar quase 50 toneladas de cocaína para a Europa, via portos brasileiros, avaliadas em R$ 2,25 bilhões. No Brasil, os portos preferidos pelo bando era o de Paranaguá, no Paraná e, na Europa, os de Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda. 
 

livre comércio

Rubio diz que exigências do Irã sobre Estreito de Ormuz abre precedente perigoso

Depois dos ataques dos EUA e de Israel, iranianos querem cobrar pedágio para permitir a passagem de navios petroleiros pelo Estreito

22/07/2026 07h13

Cerca de 20% do petróleo consumido no diferentes continentes passa em navios que usam o Estreito de Ormuz

Cerca de 20% do petróleo consumido no diferentes continentes passa em navios que usam o Estreito de Ormuz

Continue Lendo...

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou nesta quarta-feira, 22, que a exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz pode ameaçar a economia mundial e o princípio da liberdade de navegação, inclusive na Ásia.

Rubio falou no início de uma reunião anual nas Filipinas, na capital Manila, com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expressaram preocupação com a guerra no Oriente Médio, a qual tem afetado duramente a região. Apesar da preocupação de Washington com o conflito, Rubio garantiu: "Estamos 100% com a Asean".

"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.

Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.

As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.

"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X. 

ATAQUES

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) concluiu a 11ª noite de ataques contra Irã, que teve como alvos centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura de logística militar.

Em comunicado publicado na noite desta terça-feira, 21, as forças americanas informaram que a nova onda de ofensiva visou reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

"Apesar da agressão iraniana, o Estreito de Ormuz permanece aberto ao trânsito de navios comerciais. Desde o início de maio, as forças do Centcom ajudaram a viabilizar a passagem de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto", diz a nota do Centcom.

Antes dos ataques mais recentes, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão - um mediador do conflito - em busca de revitalizar a diplomacia. No entanto, não ficou claro se um novo acordo pode ser alcançado para encerrar a guerra.

Grécia-alemanha

Passageiro é parcialmente sugado por janela de avião após decolagem

Homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito

10/07/2026 21h00

Avião da Ryanair - foto: divulgação Instagram

Avião da Ryanair - foto: divulgação Instagram

Continue Lendo...

Um passageiro foi parcialmente sugado por uma janela de um avião logo após a decolagem nesta sexta-feira, 10, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha. Pessoas que estavam sentadas próximas conseguiram puxá-lo de volta para dentro da aeronave.

Segundo um representante de um hospital grego, o homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito. O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a comentar o caso publicamente.

O voo partiu pela manhã de Tessalônica, no norte da Grécia, com destino a Memmingen, cidade próxima a Munique, na Alemanha, e era operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair. Em nota, a companhia aérea informou que a aeronave "retornou a Tessalônica logo após a decolagem, depois que a janela de um passageiro se desprendeu durante o voo".

Ainda segundo a empresa, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros desembarcaram de volta no terminal. Um dos ocupantes recebeu atendimento médico em solo, em Tessalônica. Posteriormente, uma aeronave substituta foi disponibilizada para concluir a viagem até a Alemanha.

Passageiros relataram à imprensa grega que ouviram um forte estrondo, as máscaras de oxigênio foram acionadas e o avião começou a perder altitude. Uma passageira identificada apenas como Christina contou a uma rádio de Tessalônica que houve pânico a bordo e que um dos ocupantes foi parcialmente sugado pela janela.

"A cabeça, o pescoço e os ombros dele" ficaram para fora da aeronave, afirmou ela, acrescentando que passageiros que estavam ao lado conseguiram puxá-lo de volta. "A maioria das pessoas estava dormindo, com os olhos fechados. Ouvimos um barulho que parecia um pneu estourando, mas muito mais alto", relatou. "Percebemos imediatamente que a cabine havia perdido pressão, porque o avião começou a perder altitude. Houve gritos, berros e muita confusão."

A aeronave envolvida no incidente era um Boeing 737-800, modelo com capacidade para até 189 passageiros. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, o avião foi entregue novo à Ryanair em 2008.

De acordo com os registros de voo do Flightradar24, cerca de seis minutos após a decolagem a aeronave alcançou mais de 15 mil pés (4.570 metros) de altitude e, em seguida, iniciou uma descida imediata até aproximadamente 6 mil pés (1.830 metros). O avião permaneceu voando por cerca de 30 minutos para consumir combustível antes de retornar a Tessalônica aproximadamente uma hora após a decolagem.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).