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Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder do Irã, diz mídia estatal

Mojtaba Khamenei, segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado o novo líder do Irã, segundo informações da mídia estatal do país

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Mojtaba Khamenei, o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado o novo líder do Irã, segundo informações da mídia estatal do país. O nome já vinha sendo ventilado desde as primeiras horas deste domingo.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar mais retaliações se o nome escolhido não tivesse a sua aprovação prévia.

"Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo", afirmou Trump, ao canal americano ABC News

Questionado se estaria disposto a aprovar alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu:

"Sim, para escolher um bom líder, eu aprovaria. Há inúmeras pessoas que poderiam se qualificar".

Quem é Mojtaba Khamenei?

Mojtaba Hosseini Khamenei, filho de 56 anos do líder supremo iraniano Ali Khamenei ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da "Onda Verde" em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder Considerado linha-dura.

Sua eventual liderança indica pouca ou nenhuma mudança política no país. Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

 

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GUERRA DO PETRÓLEO

Com gasolina em alta e mísseis em baixa, Trump exige rendição do Irã

Valor médio do litro chegou a US$ 0,88 (R$ 4,61), 11% mais do que quando a guerra começou, na semana passada

07/03/2026 07h25

Governo de Trump está usando mísseis que custam US$ 4 milhões para derrubar drones iranianos de apenas R$ 20 mil

Governo de Trump está usando mísseis que custam US$ 4 milhões para derrubar drones iranianos de apenas R$ 20 mil

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Donald Trump exigiu nesta sexta-feira, 6, a rendição incondicional do Irã e a escolha de um líder aceitável para suceder ao aiatolá Ali Khamenei. As declarações foram dadas em um momento de pressão sobre o presidente americano, mais suscetível ao preço da gasolina nos EUA, que não para de subir, e aos estoques de mísseis interceptadores, cada vez mais baixos.

"Não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional! Depois disso, e da escolha de um líder aceitável, nós e nossos aliados trabalharemos para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o maior, melhor e mais forte do que nunca. O Irã tem um grande futuro. Façam o Irã grande de novo", escreveu Trump em sua rede social.

A postagem ocorreu após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, dizer que alguns países iniciaram esforços de mediação para encerrar a guerra. Na quinta-feira, 5, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista ao programa NBC Nightly News, rejeitou qualquer diálogo e disse que espera a invasão por terra dos americanos.

"Não temos uma boa experiência em negociar com os EUA, especialmente com este governo. Negociamos duas vezes, no ano passado e neste ano, e no meio do caminho eles nos atacaram", disse.

O maior obstáculo para um acordo no momento, além da falta de confiança dos iranianos, é encontrar um interlocutor no regime, que ainda não escolheu o substituto de Khamenei - embora seu filho Mujtaba seja o favorito. Trump já afirmou que a escolha é "inaceitável" e exigiu ter poder de veto sobre o nome que sair do Conselho de Especialistas, órgão de mais de 80 aiatolás.

Pressa

Tempo, porém, é coisa que Trump não tem - apesar de ele dizer que os EUA têm recursos "ilimitados" e pode travar uma guerra "para sempre". Os preços da gasolina subiram novamente ontem: o valor médio do litro chegou a US$ 0,88 (R$ 4,61), nível mais alto desde setembro de 2024, 34 centavos de dólar mais caro (ou 11% a mais) do que quando a guerra começou, na semana passada.

O preço dos combustíveis tem impacto na economia americana, afetando o custo do transporte de mercadorias, pressionando a inflação e mexendo com o humor dos americanos em um ano eleitoral - a eleição legislativa de novembro renovará a Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

Além da pressão interna, o governo americano precisa se preocupar com outro problema diretamente ligado à capacidade de defesa das bases dos EUA no Oriente Médio e de seus aliados do Golfo Pérsico: os estoques cada vez mais baixos de mísseis interceptadores Patriot, que vêm sendo usados contra os drones Shahed do Irã.

O governo dos Emirados Árabes, por exemplo, disse ter interceptado 1.001 dos 1.072 drones iranianos lançados desde o início da guerra. A esse ritmo, o estoque do país duraria aproximadamente uma semana. No caso do Catar, a situação é mais grave e o arsenal estaria no fim em questão de dias.

Produção

Um sinal da pressa da Casa Branca foi a reunião de ontem de membros do governo com executivos das maiores empresas de defesa dos EUA para acelerar a reposição do estoque. Lockheed Martin, Raytheon, Boeing, Northrop, além de outros fornecedores, prometeram "quadruplicar" a produção, segundo Trump.

Outro problema mais difícil de resolver é a disparidade de custo. Um Patriot custa US$ 4 milhões. Ele vem sendo usado para interceptar drones iranianos de US$ 20 mil. Por isso, além de acelerar a produção, os EUA e seus aliados estão pedindo ajuda de um país improvável: a Ucrânia.

Ninguém no mundo tem tanta experiência como os ucranianos em se defender contra os drones do Irã, que vêm sendo usados pela Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse ter recebido um pedido formal de ajuda dos EUA. Seu governo já está em negociações com países do Golfo para exportar interceptores que custam uma fração do sofisticado equipamento americano.

Zelenski afirmou que mais de 800 Patriots foram lançados no Oriente Médio desde o início da guerra contra drones e mísseis do Irã. "A Ucrânia nunca teve tantos mísseis interceptadores assim para repelir ataques da Rússia nos últimos quatro anos somados", disse.

guerra do petróleo

Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender amargamente por ataque a fragata

"Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram", afirmou chanceler do Irã

05/03/2026 07h16

Navio estava com cerca de 130 marinheiros e pelo menos 87 deles morreram após ataque de submarino dos EUA

Navio estava com cerca de 130 marinheiros e pelo menos 87 deles morreram após ataque de submarino dos EUA

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos vão se "arrepender amargamente" por terem afundado uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, na véspera.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", afirmou o chanceler, nas redes sociais. "Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram."

Uma operação de resgate lançada pelo Sri Lanka encontrou 32 sobreviventes e 87 corpos no local em que a fragata afundou após ter sido atingida por um torpedo lançado por um submarino americano.
 

MORTE HAMAS

Um ataque israelense a um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano matou um dos líderes do Hamas, informou a agência de notícias estatal libanesa ANI na manhã desta quinta-feira, 5. Esse é o primeiro "alto funcionário" do grupo islâmico palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.

Wasim Atala al-Ali e esposa foram mortos quando "um drone inimigo atingiu sua casa" no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a agência, que o descreveu como um "alto funcionário" do grupo terrorista. Inicialmente, o exército israelense não informou quem era o alvo do ataque.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Líbano já havia confirmado que o exército israelense atingiu um prédio no campo de refugiados palestinos matando duas pessoas; uma terceira ficou ferida em decorrência do bombardeio.

Localizado a cerca de 85 km ao norte de Beirute e a mais de 180 km da fronteira entre o Líbano e Israel, Beddawi foi alvo de ataques durante a guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024, o exército israelense afirmou em julho ter atacado uma figura do Hamas no campo. (Com agências internacionais).
 

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