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Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender amargamente por ataque a fragata

"Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram", afirmou chanceler do Irã

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos vão se "arrepender amargamente" por terem afundado uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, na véspera.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", afirmou o chanceler, nas redes sociais. "Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram."

Uma operação de resgate lançada pelo Sri Lanka encontrou 32 sobreviventes e 87 corpos no local em que a fragata afundou após ter sido atingida por um torpedo lançado por um submarino americano.
 

MORTE HAMAS

Um ataque israelense a um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano matou um dos líderes do Hamas, informou a agência de notícias estatal libanesa ANI na manhã desta quinta-feira, 5. Esse é o primeiro "alto funcionário" do grupo islâmico palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.

Wasim Atala al-Ali e esposa foram mortos quando "um drone inimigo atingiu sua casa" no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a agência, que o descreveu como um "alto funcionário" do grupo terrorista. Inicialmente, o exército israelense não informou quem era o alvo do ataque.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Líbano já havia confirmado que o exército israelense atingiu um prédio no campo de refugiados palestinos matando duas pessoas; uma terceira ficou ferida em decorrência do bombardeio.

Localizado a cerca de 85 km ao norte de Beirute e a mais de 180 km da fronteira entre o Líbano e Israel, Beddawi foi alvo de ataques durante a guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024, o exército israelense afirmou em julho ter atacado uma figura do Hamas no campo. (Com agências internacionais).
 

DISCUSSÃO

Negociações entre EUA e Irã entram em "fase técnica"

Reunião no Paquistão deve se estender pela noite

11/04/2026 17h30

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã

Petróleo é um peça-chave nas negociações diplomáticas entre EUA e Irã Foto: Divulgação

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As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.

mundo

Trump diz que "Cuba é a próxima" em discurso

Ilha sofre embargo energético imposto pelos Estados Unidos

29/03/2026 10h30

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que "Cuba é a próxima", durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, quando elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele tem dito com frequência que acredita que o governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

"Eu construí esse grande exército. Eu disse 'Você nunca terá que usá-lo.' Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima", disse Trump na conferência.

Embargo

Cuba sofre um forte embargo por parte do governo dos Estados Unidos. Trump impede que a Venezuela forneça petróleo para a ilha, causando assim uma forte crise energética na ilha. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma série de apagões de energia elétrica, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem luz. Além de hospitais, escolas e outros lugares.

* Com informações da Reuters

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