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VIOLÊNCIA

Indígena é morto com 39 tiros disparados de armas de grosso calibre em área de fronteira de MS

Investigadores paraguaios investigam a suposta participação no crime do EPP, grupo guerrilheiro

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O indígena Porfírio Benitez Romero, 25, foi fuzilado com 39 tiros em frente à sua casa, domingo (8), num bairro de Bella Vista Norte, cidade paraguaia do Departamento [mesmo que estado] de Amambay, perto da faixa de fronteira com Mato Grosso do Sul. 

Investigadores paraguaios informaram à imprensa do país que acharam perto do corpo do indígena 67 cápsulas deflagradas de calibres 55.6 e 7.62, armas normalmente usadas por forças militares. 

Os policiais disseram não descartar como linha de investigação o tráfico de droga, vingança ou a participação de integrantes do EPP, o conhecido Exército do Povo Paraguaio, que seria integrantes do grupo guerrilheiro de origem marxista que age no país há uns 15 anos. 

Embora achados no local perto de 70 cápsulas, o exame de necropsia indicou que o indígena foi atingido 39 vezes. Ele estava em casa, ao lado da mulher quando três homens com roupas camufladas entraram. A vítima foi tirada à força do quarto e, logo que posto para fora do imóvel, fuzilado até que os atiradores percebem a morte do indígena.. 

Porfírio, segundo divulgou a imprensa paraguaia, estaria implicado num processo que apura homicídio doloso, intencional, no caso.

Informou, também, os investigadores desconfiam que a vítima seria um informante do EPP e teria sido executado pela própria organização. Roubo de gado e tráfico droga, com suposta participação do indígena, também têm sido investigados, segundo a polícia.

O EPP surge como suspeita porque teria de base de atuação perto da região onde ocorreu o crime. Policiais disseram ainda que em crimes praticados pelos supostos guerrilheiros as armas usam são as mesmas, ou seja, iguais as que as forças militares ou paramilitares empregam em conflitos.

 

 

 

Artigo

Segurança jurídica começa com boa governança, não com previsões perfeitas

Novas leis, alterações regulatórias, evolução da jurisprudência, transformações tecnológicas e demandas sociais modificam continuamente o ambiente em que empresas

21/08/2026 08h43

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Poucos conceitos são tão invocados no ambiente de negócios quanto a segurança jurídica. Ela aparece em debates sobre investimentos, reformas econômicas, desenvolvimento e competitividade. Frequentemente, porém, o termo é tratado como sinônimo de estabilidade absoluta – uma condição que, na prática, não existe.

Toda atividade econômica está sujeita a mudanças. Novas leis, alterações regulatórias, evolução da jurisprudência, transformações tecnológicas e demandas sociais modificam continuamente o ambiente em que empresas e investidores atuam. Esperar um cenário completamente previsível é ignorar a própria dinâmica da economia.

Isso não significa que a segurança jurídica tenha perdido importância. Pelo contrário. Seu verdadeiro significado está na existência de instituições capazes de oferecer regras claras, decisões fundamentadas e mecanismos que permitam às empresas avaliar riscos e planejar suas atividades com racionalidade.

Mais do que eliminar a incerteza, a segurança jurídica deve permitir que ela seja administrada. Essa distinção é fundamental. Organizações mais maduras não constroem suas estratégias supondo que o ambiente permanecerá inalterado. Elas trabalham com cenários, desenvolvem mecanismos de governança, monitoram mudanças regulatórias e incorporam análises jurídicas ao processo de tomada de decisão.

Esse comportamento produz vantagens competitivas relevantes. Empresas preparadas respondem mais rapidamente às mudanças, reduzem custos decorrentes de litígios, preservam sua reputação e transmitem maior confiança a investidores, parceiros comerciais e instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, o poder público se beneficia quando há previsibilidade institucional. Ambientes regulatórios transparentes, regras estáveis e processos decisórios consistentes reduzem conflitos, estimulam investimentos e favorecem o crescimento econômico de longo prazo.

Naturalmente, divergências de interpretação continuarão existindo. Elas fazem parte de qualquer Estado de Direito. O que diferencia um ambiente saudável é a existência de mecanismos que permitam solucionar essas divergências com coerência, transparência e respeito às garantias legais.

A discussão sobre segurança jurídica, portanto, não deve se concentrar na busca de um mundo sem riscos.

Esse objetivo é inalcançável. O verdadeiro desafio consiste em construir instituições e práticas de governança que permitam administrar a incerteza de forma eficiente.

Empresas que compreendem essa realidade deixam de enxergar a mudança como ameaça permanente e passam a tratá-la como um elemento inerente ao ambiente de negócios. A competitividade não nasce da ausência de riscos, mas da capacidade de enfrentá-los com planejamento, informação qualificada e decisões bem fundamentadas.

No cenário econômico atual, essa talvez seja a definição mais moderna de segurança jurídica: não a promessa de previsibilidade absoluta, mas a confiança de que mesmo diante da incerteza será possível decidir, investir e crescer com responsabilidade.

APOIO

EUA anunciam mais US$ 11 milhões em ajuda à Colômbia após terremoto

Os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo

15/08/2026 19h00

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos Reprodução

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O governo dos Estados Unidos anunciou ontem, 14, um apoio adicional à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país sul-americano na segunda-feira, 10. Em uma nota do porta-voz, o Departamento de Estado informou a liberação de mais US$ 11 milhões em assistência humanitária, elevando o total de ajuda americana a US$ 26,5 milhões.

Segundo o texto, os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo, além de avaliações estruturais pós-terremoto por meio de parceiros como o Catholic Relief Services (CRS), a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Unicef, o Programa Mundial de Alimentos (WFP) e a World Vision.

A nota afirma ainda que o Departamento de Estado vai usar apoio do Comando Sul (Southcom) para transportar suprimentos do armazém de pré-posicionamento em Miami para a Colômbia. O primeiro voo, a partir da Base Aérea de Homestead, na Flórida, chegou hoje ao país. A remessa inclui centenas de kits Starlink, que, segundo o governo americano, devem facilitar comunicações de organizações humanitárias e do governo colombiano.

O Departamento de Estado também informou que, em coordenação com o governo colombiano, ativou e enviou duas equipes técnicas de apoio a busca e resgate urbano (USAR), dos corpos de bombeiros do condado de Fairfax (Virgínia) e do condado de Los Angeles (Califórnia), que chegaram à Colômbia em na quarta-feira, 12.

Por fim, o governo americano orientou cidadãos dos EUA na Colômbia a se registrarem no Smart Traveler Enrollment Program (STEP), serviço para receber atualizações de segurança e facilitar contato com a embaixada em caso de emergência, e informou que mantém um canal de atendimento consular para pessoas afetadas.
 

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