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TENSÃO

Líder supremo diz que EUA não destruirão Irã e ameaça poder militar norte-americano

"Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar", afirmou o líder iraniano

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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em resposta a declarações anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, que "você também não conseguirá destruir a República Islâmica". O republicano voltou a falar em mudança de regime em Teerã e enviou um segundo grupo de porta-aviões ao Oriente Médio.

Sem mencionar diretamente Washington, Khamenei ironizou a retórica militar norte-americana. "Ele diz que seu Exército é o mais forte do mundo. O Exército mais forte do mundo pode, às vezes, levar um golpe tão forte que não consiga mais se levantar", alertou.

Em outra referência indireta ao reforço naval dos EUA na região, acrescentou: "Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar."

As declarações ocorrem após Trump afirmar que uma mudança de poder no Irã "seria o melhor que poderia acontecer", ao mesmo tempo em que pressiona por concessões mais amplas de Teerã, incluindo restrições ao programa nuclear, aos mísseis balísticos e ao apoio a grupos aliados no Oriente Médio.

Khamenei também rejeitou as condições impostas por Washington para eventuais tratativas. "Determinar previamente o resultado de uma negociação é algo tolo", disse.

Segundo ele, os EUA propõem discutir a energia nuclear iraniana já estabelecendo como desfecho que o país não poderá mantê-la. "Se houver uma negociação, definir o resultado de antemão é um ato errado e tolo", afirmou.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e acusa os EUA de buscar "dominar a nação iraniana". O impasse ocorre às vésperas de nova rodada de negociações entre Teerã e Washington.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reuniu-se em Genebra com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Araghchi afirmou estar na cidade suíça com "ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo", mas ressaltou que "submissão diante de ameaças" não está em discussão.

Em entrevista à BBC, o vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse que o Irã aceita negociar o programa nuclear desde que haja alívio das sanções lideradas por Washington.
 

mundo

Trump diz que "Cuba é a próxima" em discurso

Ilha sofre embargo energético imposto pelos Estados Unidos

29/03/2026 10h30

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

Donald Trump - Reprodução Instagram @realdonaldtrump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que "Cuba é a próxima", durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, quando elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele tem dito com frequência que acredita que o governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

"Eu construí esse grande exército. Eu disse 'Você nunca terá que usá-lo.' Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima", disse Trump na conferência.

Embargo

Cuba sofre um forte embargo por parte do governo dos Estados Unidos. Trump impede que a Venezuela forneça petróleo para a ilha, causando assim uma forte crise energética na ilha. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma série de apagões de energia elétrica, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem luz. Além de hospitais, escolas e outros lugares.

* Com informações da Reuters

ORIENTE MÉDIO

Guerra entre EUA e Irã: Veja 11 acontecimentos recentes e entenda a 'escalada' do conflito

Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso

22/03/2026 21h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso. No sábado, 21, Trump deu 48 horas para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz - rota vital para o transporte de petróleo bloqueada por ataques iranianos - caso contrário, os EUA atacariam as usinas elétricas do país.

O Irã rejeitou o ultimato e afirmou que o Estreito seria "completamente fechado" caso sua infraestrutura energética fosse atacada.

Neste domingo, 22, o papa Leão XIV disse acompanhar os desdobramentos com consternação e classificou as consequências como um "escândalo". A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental.

Veja abaixo os 11 principais acontecimentos recentes:

1. Trump dá ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz

No sábado, 21, o presidente americano, Donald Trump, deu 48 horas ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir suas centrais de energia elétrica.

"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão várias USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!", disse em uma mensagem no Truth Social.

2. Irã responde Trump e ameaça fechar completamente o Estreito

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o Estreito de Ormuz será completamente fechado se os Estados Unidos atacarem as usinas hidrelétricas do país.

"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas", afirmou a Guarda Revolucionária.

As restrições no Estreito foram impostas pelo Irã no início do mês. As autoridades iranianas alegam que a passagem é possível para "todos, exceto inimigos" - indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

O Irão também disse ter derrubado um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo, 22.

3. Irã ameaça atacar usinas energéticas do Golfo

O Irã afirmou ainda que irá "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e passará a considerar as instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA como "alvos legítimos".

4. Israel ataca ponte estratégica no Líbano

O ministro da Defesa israelense afirmou neste domingo que ordenou aos militares que intensificassem a destruição de pontes e casas no sul do Líbano, reforçando os temores sobre os esforços de Israel para expandir e consolidar uma zona tampão controlada pelos militares na região.

Israel tem combatido o Hezbollah, o grupo armado libanês apoiado pelo Irã. O Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel, que respondeu com uma grande campanha militar no Líbano.

5. Netanyahu promete 'atacar pessoalmente' cada dirigente do Irã

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu atacar "pessoalmente" todos os dirigentes do Irã. Ele ainda afirmou que todo o país é "linha de frente" no conflito. As declarações foram dadas neste domingo, 22, durante visita a um local atingido por um míssil iraniano.

"Toda a nação é uma linha da frente, toda a retaguarda é uma linha da frente. E quando estamos na linha da frente, cumprimos essas ordens", disse.

"Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos", disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

Ao menos 100 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em Arad, no sul de Israel, após um ataque iraniano. Pouco antes, a cidade de Dimona, que abriga instalações nucleares, também foi atingida por um míssil. As equipes de resgate israelenses relataram cerca de 30 feridos nesta cidade.

6. Mortes na guerra são um escândalo, diz papa

O papa Leão XIV disse neste domingo que segue "observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência", declarou.

"A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus", prosseguiu.

7. Fase perigosa da guerra, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a guerra no Oriente Médio entrou em uma "fase perigosa" com os ataques perto de instalações nucleares no Irã e em Israel.

"Os ataques contra instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

8. Irã lançou 400 mísseis contra Israel

O Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra Israel desde o início da guerra, dos quais 92% foram interceptados, afirmou um porta-voz do exército israelense.

Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, a República Islâmica "lançou mais de 400 mísseis balísticos" contra Israel, indicou Nadav Shoshani, com "quatro impactos diretos".

9. Morte no norte de Israel em ataque do Líbano

Uma pessoa morreu no norte de Israel devido a um foguete lançado do Líbano, anunciaram socorristas e o exército israelense. O ataque foi reivindicado pelo Hezbollah.

10. Ataques noturnos contra centro dos EUA no aeroporto de Bagdá

Um centro diplomático e de logística americanos do aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, foi atacado oito vezes durante a noite de sábado, afirmou um responsável de segurança do Iraque.

11. Três mísseis atingem capital da Arábia Saudita

Três mísseis balísticos foram detectados perto de Riade, capital da Arábia Saudita, indicou o Ministério da Defesa. "Um míssil foi interceptado e os outros dois caíram em zonas desabitadas", indicou um porta-voz.

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