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ORIENTE MÉDIO

Guerra entre EUA e Irã: Veja 11 acontecimentos recentes e entenda a 'escalada' do conflito

Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso

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Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso. No sábado, 21, Trump deu 48 horas para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz - rota vital para o transporte de petróleo bloqueada por ataques iranianos - caso contrário, os EUA atacariam as usinas elétricas do país.

O Irã rejeitou o ultimato e afirmou que o Estreito seria "completamente fechado" caso sua infraestrutura energética fosse atacada.

Neste domingo, 22, o papa Leão XIV disse acompanhar os desdobramentos com consternação e classificou as consequências como um "escândalo". A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental.

Veja abaixo os 11 principais acontecimentos recentes:

1. Trump dá ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz

No sábado, 21, o presidente americano, Donald Trump, deu 48 horas ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir suas centrais de energia elétrica.

"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão várias USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!", disse em uma mensagem no Truth Social.

2. Irã responde Trump e ameaça fechar completamente o Estreito

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o Estreito de Ormuz será completamente fechado se os Estados Unidos atacarem as usinas hidrelétricas do país.

"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas", afirmou a Guarda Revolucionária.

As restrições no Estreito foram impostas pelo Irã no início do mês. As autoridades iranianas alegam que a passagem é possível para "todos, exceto inimigos" - indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

O Irão também disse ter derrubado um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo, 22.

3. Irã ameaça atacar usinas energéticas do Golfo

O Irã afirmou ainda que irá "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e passará a considerar as instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA como "alvos legítimos".

4. Israel ataca ponte estratégica no Líbano

O ministro da Defesa israelense afirmou neste domingo que ordenou aos militares que intensificassem a destruição de pontes e casas no sul do Líbano, reforçando os temores sobre os esforços de Israel para expandir e consolidar uma zona tampão controlada pelos militares na região.

Israel tem combatido o Hezbollah, o grupo armado libanês apoiado pelo Irã. O Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel, que respondeu com uma grande campanha militar no Líbano.

5. Netanyahu promete 'atacar pessoalmente' cada dirigente do Irã

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu atacar "pessoalmente" todos os dirigentes do Irã. Ele ainda afirmou que todo o país é "linha de frente" no conflito. As declarações foram dadas neste domingo, 22, durante visita a um local atingido por um míssil iraniano.

"Toda a nação é uma linha da frente, toda a retaguarda é uma linha da frente. E quando estamos na linha da frente, cumprimos essas ordens", disse.

"Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos", disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

Ao menos 100 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em Arad, no sul de Israel, após um ataque iraniano. Pouco antes, a cidade de Dimona, que abriga instalações nucleares, também foi atingida por um míssil. As equipes de resgate israelenses relataram cerca de 30 feridos nesta cidade.

6. Mortes na guerra são um escândalo, diz papa

O papa Leão XIV disse neste domingo que segue "observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência", declarou.

"A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus", prosseguiu.

7. Fase perigosa da guerra, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a guerra no Oriente Médio entrou em uma "fase perigosa" com os ataques perto de instalações nucleares no Irã e em Israel.

"Os ataques contra instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

8. Irã lançou 400 mísseis contra Israel

O Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra Israel desde o início da guerra, dos quais 92% foram interceptados, afirmou um porta-voz do exército israelense.

Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, a República Islâmica "lançou mais de 400 mísseis balísticos" contra Israel, indicou Nadav Shoshani, com "quatro impactos diretos".

9. Morte no norte de Israel em ataque do Líbano

Uma pessoa morreu no norte de Israel devido a um foguete lançado do Líbano, anunciaram socorristas e o exército israelense. O ataque foi reivindicado pelo Hezbollah.

10. Ataques noturnos contra centro dos EUA no aeroporto de Bagdá

Um centro diplomático e de logística americanos do aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, foi atacado oito vezes durante a noite de sábado, afirmou um responsável de segurança do Iraque.

11. Três mísseis atingem capital da Arábia Saudita

Três mísseis balísticos foram detectados perto de Riade, capital da Arábia Saudita, indicou o Ministério da Defesa. "Um míssil foi interceptado e os outros dois caíram em zonas desabitadas", indicou um porta-voz.

ESPERANÇA

Nepal: trabalhador chinês e uma mulher são resgatados 10 dias após enchentes

O homem foi resgatado de um túnel de uma hidrelétrica, elevando para três o número de trabalhadores retirados com vida do mesmo local

05/09/2026 07h26

No dia anterior os socorristas já haviam conseguido resgatar com vida dois trabalhadores de um tunel de uma usina hidrelétrica no Nepal

No dia anterior os socorristas já haviam conseguido resgatar com vida dois trabalhadores de um tunel de uma usina hidrelétrica no Nepal

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Dez dias após enchentes devastarem o país, equipes de resgate no Nepal resgataram com vida um cidadão chinês e uma mulher, informaram autoridades neste sábado, 5.

Segundo uma publicação nas redes sociais do gabinete do primeiro-ministro do País, o homem foi resgatado de um túnel de uma usina hidrelétrica, elevando para três o número de trabalhadores retirados com vida do projeto hidrelétrico de Trishuli. Dois trabalhadores nepaleses foram resgatados da usina na sexta-feira, 4.

O Exército do Nepal informou que uma equipe conjunta de resgate, formada por militares nepaleses e especialistas sul-coreanos em desastres, retirou o homem de um túnel de 225 metros. Imagens mostraram que o trabalhador foi resgatado de helicóptero, enquanto um médico do Exército verificava seu estado de saúde durante o voo.

Cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projetos hidrelétricos em todo o Nepal, e acredita-se que aproximadamente 500 estejam presos em diferentes túneis, segundo as autoridades

Outro resgate foi feito na cidade de Nuwakot, onde uma mulher foi resgatada com vida de uma casa, informou neste sábado o porta-voz do Exército do Nepal. Conforme as autoridades, a mulher foi transportada de helicóptero para Katmandu.

Imagens divulgadas pelo Exército do Nepal mostram os socorristas encontrando a mulher coberta de lama. Eles lhe deram água engarrafada antes de retirá-la em segurança, enrolada em um cobertor.

Pelo menos 1.300 pessoas morreram nas enchentes de 26 de agosto, que provavelmente foram causadas pelo colapso de uma geleira, e mais de cinco mil continuam desaparecidas, de acordo com a agência de gestão de desastres do Nepal./AP

império

EUA afirmam que agora "ninguém rouba petróleo venezuelano"

Conforme as autoridades dos EUA, a China roubava o petróleo da Venezuela ao comprá-lo a baixo custo

03/09/2026 07h11

Declarações do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, foram dadas após anúncio de que os EUA se apropriaram de 20% das reservas

Declarações do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, foram dadas após anúncio de que os EUA se apropriaram de 20% das reservas

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O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que "pela primeira vez em duas décadas, ninguém está roubando petróleo venezuelano", ressaltando que antes a China fazia isso ao comprá-lo "a preços muito abaixo do mercado", enquanto Washington está "vendendo seu petróleo a preços de mercado" e levando "esse dinheiro de volta para a Venezuela", tudo isso depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aquisição do "controle majoritário" de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas

"Pela primeira vez em duas décadas, ninguém rouba petróleo venezuelano", afirmou Wright em entrevista à emissora norte-americana NewsNation, na qual garantiu que, nos 20 anos anteriores, "a China comprava seu petróleo a preços muito abaixo do mercado", algo que deixava o país latino-americano "em colapso econômico porque todos roubam seu petróleo".

O secretário de Energia se expressou dessa forma ao elogiar a intervenção militar dos EUA, na qual as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no início do ano. Até então, afirmou ele, a Venezuela era "a sede do (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah no hemisfério ocidental" e a Rússia estava "presente", enquanto "mercenários chineses" protegiam Maduro.

Naquela época, declarou ele, o petróleo venezuelano "era roubado por quadrilhas de narcotraficantes locais que o desviavam", bem como "pela corrupção interna na petrolífera estatal", em alusão à Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).

"Agora, em colaboração com os Estados Unidos, vendemos o petróleo a preços de mercado, trazendo esse dinheiro de volta à Venezuela para o benefício da sociedade venezuelana, para que possam erradicar a criminalidade e as gangues criminosas, expulsar nossos adversários do país e iniciar um futuro de cooperação", afirmou, destacando o que considerou "uma vitória para o povo americano e para o povo venezuelano".

Questionado se os Estados Unidos deveriam intervir no comércio de petróleo entre o Irã e a China da mesma forma que, segundo o secretário, agiram diante do suposto roubo de petróleo venezuelano pela compra a preços baixos por parte de Pequim, Wright respondeu com um claro "não".

"Só digo que o povo do Irã, assim como o da Venezuela, foi prejudicado por um governo tirânico que provocou uma implosão econômica, em parte porque não consegue vender seu petróleo a preços de mercado", defendeu. "A China ganha, sem dúvida. Os criminosos e os contrabandistas ganham. Mas o povo do Irã não ganha. O povo da Venezuela não ganhou", alegou.

Em seguida, ele assegurou que o lado positivo da estratégia de Washington em relação a Caracas é que "é uma grande vitória". "Esse é o presidente Trump: usar o comércio, os negócios e a energia, não as armas nem o conflito", retrucou ele, ao que logo se seguiu a pergunta do entrevistador sobre a incursão das forças americanas, incluindo bombardeios, em 3 de janeiro de 2026 na Venezuela.

A isso, ele respondeu que, de fato, o governo Trump "prendeu o presidente Maduro" no que descreveu como "uma operação militar brilhante". "Mas foi só isso", argumentou ele, antes de acrescentar que, depois disso, Washington "colocou em quarentena" as exportações de petróleo venezuelanas.

"Agora temos influência e estamos lidando com as pessoas no poder que faziam parte do governo dele. Não se trata de príncipes democráticos, mas estamos lidando com eles para restaurar a estabilidade e a prosperidade do país e, em última instância, fazer a transição para um governo representativo, com uma intervenção militar na Venezuela que durou horas e na qual nenhum soldado americano morreu", destacou.

Suas declarações foram feitas depois que Trump se gabou, no último sábado, de ter conseguido que os Estados Unidos obtivessem o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano.

O fato de um acordo como esse - com o país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, superando assim seu principal concorrente, Arábia Saudita- lhe conceda o controle majoritário sobre 65 bilhões desses barris, representaria mais do que o dobro das reservas certificadas atuais dos Estados Unidos, estimadas em cerca de 38 bilhões de barris.

Esses 300 bilhões de barris representam aproximadamente 17% do suprimento mundial, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.

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