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LIBERTÁRIO

Milei rejeita encontro com Lula caso vença eleições na Argentina

Brasil e Argentina são os dois maiores parceiros comerciais da América Latina, mas o candidato deixa claro que não pretende se reunir com "comunistas"

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O candidato libertário à presidência da Argentina, Javier Milei, voltou a chamar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "comunista" e disse que não se reunirá com ele caso seja eleito. Não é a primeira vez que Milei rejeita se encontrar com Lula e já deu a entender que não pretende ter boas relações com o governo brasileiro.

Brasil e Argentina são os dois maiores parceiros comerciais da América Latina. Durante entrevista ao jornalista peruano Jaime Bayly, o adversário do peronista Sergio Massa no segundo turno da eleição presidencial, dia 19, foi questionado sobre o que pensava de Lula.

Corrupto

Rapidamente, ele respondeu: "Comunista". O jornalista indaga: "E um corrupto?". "Óbvio, por isso foi preso", respondeu Milei. Quando questionado se teria um encontro com o brasileiro, ele respondeu que não.

Milei já havia chamado Lula de comunista logo após o convite feito à Argentina para integrar o Brics - bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e recebeu recentemente adesões de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito, Irã e Etiópia. O libertário respondeu, na época, que não aceitaria a entrada, caso fosse eleito, e não se reuniria com comunistas de Brasil e China.

Interferência

Milei diz que não deseja um rompimento das relações diplomáticas ou comerciais com o Brasil, mas defende que o Estado não deve ser o regulador deste fluxo. Sua política é de deixar empresários e produtores brasileiros e argentinos conduzirem as relações. "Desde a minha posição como chefe de Estado, meus aliados são EUA, Israel e o mundo livre", afirmou Milei durante entrevista veiculada na quarta-feira.

No domingo, 6, em entrevista ao canal LN+, do jornal La Nación, Milei acusou Lula de interferir na campanha presidencial argentina. "As pessoas (apoiadores) de Bolsonaro e alguns jornalistas do Brasil denunciaram que Lula está interferindo na campanha, financiando parte dela, e dentro desse pacote há um conjunto de consultores brasileiros que são os melhores especialistas em campanha negativa", disse.

Empréstimo

Na quarta-feira, 9, o embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, rejeitou as declarações de Milei. "O fato de um candidato dizer que não vai ter relações com Lula não me parece ter qualquer mérito, ao contrário de Sergio Massa, que exerce a melhor diplomacia, que é comercial, que pode ser aprofundada a partir de dezembro, porque conheço as relações que ele tem, não só com o Brasil, mas com a China, a outra relação bilateral que Milei tem questionado, que são os dois parceiros mais importantes da Argentina."

No dia 29 de agosto, jornais da Argentina trouxeram relatos da conversa ocorrida na véspera entre Lula e Massa, também ministro da Economia do país, no Palácio do Planalto. Candidato do peronismo à sucessão do presidente, Alberto Fernández, Massa esteve em Brasília, um dia antes, para tratar de um empréstimo de US$ 600 milhões.

O objetivo era financiar as exportações argentinas. Lula disse ao ministro que enviaria pessoas de sua equipe à Argentina, com o objetivo de ajudá-lo na campanha "para parar a direita", de acordo com as publicações argentinas.


 

APOIO

EUA anunciam mais US$ 11 milhões em ajuda à Colômbia após terremoto

Os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo

15/08/2026 19h00

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos Reprodução

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O governo dos Estados Unidos anunciou ontem, 14, um apoio adicional à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país sul-americano na segunda-feira, 10. Em uma nota do porta-voz, o Departamento de Estado informou a liberação de mais US$ 11 milhões em assistência humanitária, elevando o total de ajuda americana a US$ 26,5 milhões.

Segundo o texto, os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo, além de avaliações estruturais pós-terremoto por meio de parceiros como o Catholic Relief Services (CRS), a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Unicef, o Programa Mundial de Alimentos (WFP) e a World Vision.

A nota afirma ainda que o Departamento de Estado vai usar apoio do Comando Sul (Southcom) para transportar suprimentos do armazém de pré-posicionamento em Miami para a Colômbia. O primeiro voo, a partir da Base Aérea de Homestead, na Flórida, chegou hoje ao país. A remessa inclui centenas de kits Starlink, que, segundo o governo americano, devem facilitar comunicações de organizações humanitárias e do governo colombiano.

O Departamento de Estado também informou que, em coordenação com o governo colombiano, ativou e enviou duas equipes técnicas de apoio a busca e resgate urbano (USAR), dos corpos de bombeiros do condado de Fairfax (Virgínia) e do condado de Los Angeles (Califórnia), que chegaram à Colômbia em na quarta-feira, 12.

Por fim, o governo americano orientou cidadãos dos EUA na Colômbia a se registrarem no Smart Traveler Enrollment Program (STEP), serviço para receber atualizações de segurança e facilitar contato com a embaixada em caso de emergência, e informou que mantém um canal de atendimento consular para pessoas afetadas.
 

alerta máximo

Trump diz que protocolo de segurança o fez trocar de avião na Turquia

Serviço secreto retirou o presidente do avião presidencial após suspeita de que ocorreria um atentado orquestrado pelo Irã

12/08/2026 07h20

Rubio, demais integrantes da comitiva e jornalistas seguiram viagem no Force One como se nada estivesse ocorrendo

Rubio, demais integrantes da comitiva e jornalistas seguiram viagem no Force One como se nada estivesse ocorrendo

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira (11) que uma ameaça de assassinato o levou a deixar a Turquia após a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no mês passado, em uma operação sigilosa que teria envolvido a troca de aeronaves.

"Eu sigo o que o Serviço Secreto e os militares dizem. Eles queriam que eu fosse em um voo diferente, em um avião diferente... Eu faço o que eles dizem... Acho que havia uma ameaça por aí. Eu não perguntei muito sobre isso. Eu recebo muitas ameaças", afirmou Trump a jornalistas, após um evento esportivo em Ohio.

A Casa Branca informou que, na ocasião, Trump embarcou no Air Force One, mas ele teria viajado em outra aeronave militar após uma ameaça do Irã, segundo o jornal New York Post. De acordo com a reportagem, jornalistas e parte da equipe da Casa Branca acreditavam estar no mesmo avião do presidente.

Trump entrou no avião, mas foi retirada por uma porta secundária por meio de um caminhão normalmente utilizado para abastecer aeronaves com alimentos. Ele entrou neste caminhão secretamente, embarcou em outro avião da comitiva e na Inglaterra entrou novamente no avião presidencial e desembarcou como se nada tivesse ocorrido.

Trump acrescentou que enfrenta ameaças que o público nem chega a conhecer. "Qualquer presidente relevante recebe muitas ameaças. Presidentes irrelevantes não são ameaçados e eu acho que talvez eu seja o presidente mais relevante", disse.

O republicano também afirmou que "adoraria" disputar a eleição presidencial de 2028, ao ser questionado sobre a possibilidade, mas ressaltou limitações legais."“A lei é muito rígida. Sou questionado por [todo mundo]... todo mundo quer que eu faça isso mas a lei é muito rígida", declarou.
 

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