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Muçulmano captura insatisfação com Trump e se elege prefeito de NY

Zohran Mamdani, de apenas 34 anos, é de origem asiática e derrotou inclusive o candidato mais ao centro do partido Democrata

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O democrata Zohran Mamdani foi eleito prefeito da cidade de Nova York nesta terça-feira, 4, apontou a projeção da Associated Press. Após uma campanha inusitada, o deputado estadual de 34 anos, se tornou o prefeito mais à esquerda da cidade em décadas ao derrotar o ex-governador Andrew Cuomo e o republicano Curtis Sliwa. Com 87% das urnas apuradas, ele tem 50,4% dos votos, contra 41,5% de Cuomo e 7,2% de Sliwa. A participação, com 2 milhões de eleitores, bateu recorde.

A vitória de Mamdani se soma a outros dois triunfos importantes dos democratas, nas eleições para governador em Nova Jersey e na Virgínia. Em ambos os casos, o partido obteve um desempenho melhor que na disputa entre Kamala Harris e Donald Trump e que nas eleições estaduais anteriores em 2021.

Com a vitória, Mamdani se torna o primeiro prefeito muçulmano de NY, o primeiro de ascendência sul-asiática e o primeiro nascido na África. Ele também se tornará o prefeito mais jovem da cidade em mais de um século quando assumir o cargo em 1º de janeiro.

A ascensão improvável de Mamdani dá força à ala mais à esquerda do partido, que defende uma agenda mais radical em vez de se unir em torno de centristas na esperança de reconquistar os eleitores indecisos que abandonaram os democratas.

Democratas retomam terreno

A ascensão de Mamdani em NY foi duramente criticada durante a campanha pelo presidente Donald Trump, que o chamou de comunista, lunático e prometeu reduzir as verbas federais para a cidade caso ele seja eleito. A vitória dele e das duas mulheres eleitas em New Jersey e na Virgínia, no entanto, aumentou a esperança de que a oposição se fortaleça, de olho na renovação do Congresso em novembro do ano que vem.

Mikie Sherrill, de Nova Jersey, e da ex-deputada Abigail Spanberger, da Virgínia, foram vitais para mostrar o poder de mobilização democrata contra Trump, quase um ano após o início de seu tumultuado segundo mandato. Outra batalha eleitoral importante desta noite ocorre na Califórnia, onde eleitores estão decidindo se o Estado pode redesenhar seus distritos eleitorais para fortalecer a representação democrata na Câmara.

A disputa para governador em Nova Jersey foi acirrada, principalmente após o desempenho melhor do que o esperado de Trump no estado em 2024. Jack Ciattarelli, o republicano, emulou aspectos da retórica do presidente em um esforço para recriar sua base eleitoral, e a derrota pode refletir a dificuldade de mobilizar os apoiadores de Trump quando ele não está na cédula.

Spanberger, que se tornará a primeira governadora da Virgínia, optou por uma mensagem bipartidária em seu discurso de vitória. "Meu objetivo e minha intenção é servir a todos os virginianos", disse ela, que representa a ala moderada do partido.

Populismo de esquerda na Big Apple

Entre suas propostas estão o congelamento dos aluguéis da cidade, a criação de supermercados públicos, ônibus grátis em toda a cidade e creches gratuitas para nova-iorquinos de 6 semanas a 5 anos de idade. Mamdani também quer taxar os residentes que ganham acima de US$ 1 milhão de dólares anualmente com um imposto de 2% e aumentar a alíquota do imposto corporativo para 11,5%.

Mamdani conseguiu atingir uma grande parcela dos cidadãos de Nova York ao realizar uma campanha moderna e focada em questões econômicas. Ele participou de podcasts progressistas e conservadores, criou vídeos que viralizaram no Youtube e no TikTok e entrevistou pessoas na rua para entender as suas dificuldades.

Propostas ainda incertas

Apesar do entusiasmo de sua base de eleitores, Mamdani ainda não deixou claro como executar a maioria de suas propostas. Seus oponentes dizem que um governo Mamdani poderia ser um fracasso por conta de limites no orçamento e dificuldade para construir alianças.

Suas propostas poderiam custar mais de US$ 7 bilhões aos cofres da cidade, o que representaria 6% de aumento no orçamento de Nova York. Para pagar a conta, ele quer aumentar impostos sobre residentes ricos e empresas, uma medida que poderia significar o êxodo de empresários da cidade.

suspeita de terrorismo

Avião com destino a Israel faz pouso de emergência na Arábia Saudita

Informação inicial é de pilotos teriam brigado, mas também existe suspeita de ação terrorista que teria sido praticada pelo copiloto

30/09/2026 07h35

Avião da empresa FlyDubai  fez pouso de emergência e Israel suspeita de possível ato terrorista

Avião da empresa FlyDubai fez pouso de emergência e Israel suspeita de possível ato terrorista

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Um avião comercial que viajava dos Emirados Árabes Unidos para Israel fez um pouso de emergência na Arábia Saudita, gerando preocupações momentâneas sobre um possível sequestro e levando Tel-Aviv a mobilizar caças nesta quarta-feira, 30.

Uma autoridade regional informada sobre o incidente, que falou sob condição de anonimato, disse que uma briga eclodiu na cabine de comando e aparentemente envolveu os pilotos. Não ficou claro de imediato o que motivou a briga.

Passageiros a bordo relataram por telefone que ouviram gritos de outros viajantes na parte dianteira da aeronave durante a confusão, afirmando que o avião perdeu altitude bruscamente antes de pousar na Arábia Saudita.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou posteriormente que a situação estava sob controle.

Na aeronave estavam 180 pessoas, sendo em torno de 100 israelense e a suspeita é de que um dos pilotos tenha tentado sequestrar a aeronave. Uma equipe de pilotos à paisana estava na aeronave e conseguiu pousar em segurança, já que o piloto estava ferido. 

Um segundo voo da mesma empresa também fez um pouso emergencial, mas até a manhã desta quarta-feira não havia informações sobre os motivos que levaram a este segundo pouso emergencial. 

soberania

EUA dizem que barco do tráfico do Equador foi afundado no Pacífico

A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas

16/09/2026 07h11

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

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O Comando Sul dos EUA informou na terça-feira, 16, o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma "estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar", supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e "serão transferidos para as autoridades equatorianas". Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco "Fiorella", cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.

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