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Rebeldes houthis do Iêmen atacam navio com milho do Brasil que ia para o Irã

Embarcação estava indo do Brasil para Bandar Khomeini, no Irã, o principal apoiador e armador dos houthis na guerra de anos do Iêmen

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Rebeldes houthis do Iêmen dispararam dois mísseis contra um navio carregado com milho do Brasil com destino a um porto no Irã nesta segunda-feira, 12, causando pequenos danos, mas sem ferir a tripulação, segundo as autoridades.

O ataque ao navio graneleiro Star Iris, de bandeira das Ilhas Marshall e operado pela Grécia, mostra como os houthis agora têm como alvo os navios que viajam pelo Mar Vermelho, pelo Golfo de Áden e pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que liga as duas vias navegáveis.

O Star Iris estava indo do Brasil para Bandar Khomeini, no Irã, o principal apoiador e armador dos houthis na guerra de anos do Iêmen.

"O proprietário e o operador do grupo negociam regularmente cargas a granel com o Irã. Portanto, esse foi considerado o destino provável", disse a Ambrey, uma empresa de segurança privada. A Ambrey acrescentou que o Star Iris sofreu danos em seu lado estibordo no ataque.

Os houthis descreveram o Star Iris como uma embarcação "americana" e disseram que o navio foi alvo de vários mísseis. A empresa proprietária do Star Iris, Star Bulk Carriers Corp., de Atenas, da Grécia, é negociada na Nasdaq, na Bolsa de Nova York. A empresa não respondeu a um pedido de comentário.

Dias antes, outro navio de propriedade da Star Bulk, o Star Nasia, foi atacado pelos Houthis.

Os militares houthis "não hesitarão em realizar mais operações em retaliação aos crimes sionistas contra nossos irmãos na Faixa de Gaza, bem como em resposta à agressão americano-britânica em curso contra nosso querido país", disse o porta-voz militar houthi, o brigadeiro-general Yahya Saree, em um comunicado após o ataque.

O centro militar britânico de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, que supervisiona as águas do Oriente Médio, relatou o ataque, dizendo que ele aconteceu enquanto o Star Iris viajava para o sul pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que separa a África Oriental da Península Arábica.

O capitão do navio "informa que sua embarcação foi atacada por dois mísseis e relata danos menores. O navio e a tripulação estão seguros. O navio segue para o próximo porto de escala."

O ataque ao Star Iris ocorre após dias em que nenhum ataque houthi a navios foi relatado. Não se sabe ao certo o que causou a pausa, embora as forças armadas dos EUA e da Grã-Bretanha tenham realizado várias rodadas de ataques aéreos contra os arsenais de mísseis dos houthis no território que eles detêm.

Desde novembro, os rebeldes têm atacado repetidamente navios no Mar Vermelho por causa da ofensiva de Israel em Gaza. Eles frequentemente atacam embarcações com vínculos tênues ou sem vínculos claros com Israel, colocando em risco a navegação em uma rota importante para o comércio entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa.

Artigo

Segurança jurídica começa com boa governança, não com previsões perfeitas

Novas leis, alterações regulatórias, evolução da jurisprudência, transformações tecnológicas e demandas sociais modificam continuamente o ambiente em que empresas

21/08/2026 08h43

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Poucos conceitos são tão invocados no ambiente de negócios quanto a segurança jurídica. Ela aparece em debates sobre investimentos, reformas econômicas, desenvolvimento e competitividade. Frequentemente, porém, o termo é tratado como sinônimo de estabilidade absoluta – uma condição que, na prática, não existe.

Toda atividade econômica está sujeita a mudanças. Novas leis, alterações regulatórias, evolução da jurisprudência, transformações tecnológicas e demandas sociais modificam continuamente o ambiente em que empresas e investidores atuam. Esperar um cenário completamente previsível é ignorar a própria dinâmica da economia.

Isso não significa que a segurança jurídica tenha perdido importância. Pelo contrário. Seu verdadeiro significado está na existência de instituições capazes de oferecer regras claras, decisões fundamentadas e mecanismos que permitam às empresas avaliar riscos e planejar suas atividades com racionalidade.

Mais do que eliminar a incerteza, a segurança jurídica deve permitir que ela seja administrada. Essa distinção é fundamental. Organizações mais maduras não constroem suas estratégias supondo que o ambiente permanecerá inalterado. Elas trabalham com cenários, desenvolvem mecanismos de governança, monitoram mudanças regulatórias e incorporam análises jurídicas ao processo de tomada de decisão.

Esse comportamento produz vantagens competitivas relevantes. Empresas preparadas respondem mais rapidamente às mudanças, reduzem custos decorrentes de litígios, preservam sua reputação e transmitem maior confiança a investidores, parceiros comerciais e instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, o poder público se beneficia quando há previsibilidade institucional. Ambientes regulatórios transparentes, regras estáveis e processos decisórios consistentes reduzem conflitos, estimulam investimentos e favorecem o crescimento econômico de longo prazo.

Naturalmente, divergências de interpretação continuarão existindo. Elas fazem parte de qualquer Estado de Direito. O que diferencia um ambiente saudável é a existência de mecanismos que permitam solucionar essas divergências com coerência, transparência e respeito às garantias legais.

A discussão sobre segurança jurídica, portanto, não deve se concentrar na busca de um mundo sem riscos.

Esse objetivo é inalcançável. O verdadeiro desafio consiste em construir instituições e práticas de governança que permitam administrar a incerteza de forma eficiente.

Empresas que compreendem essa realidade deixam de enxergar a mudança como ameaça permanente e passam a tratá-la como um elemento inerente ao ambiente de negócios. A competitividade não nasce da ausência de riscos, mas da capacidade de enfrentá-los com planejamento, informação qualificada e decisões bem fundamentadas.

No cenário econômico atual, essa talvez seja a definição mais moderna de segurança jurídica: não a promessa de previsibilidade absoluta, mas a confiança de que mesmo diante da incerteza será possível decidir, investir e crescer com responsabilidade.

APOIO

EUA anunciam mais US$ 11 milhões em ajuda à Colômbia após terremoto

Os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo

15/08/2026 19h00

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos

Terremoto na Colômbia deixa 294 mortos e 320 desaparecidos Reprodução

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O governo dos Estados Unidos anunciou ontem, 14, um apoio adicional à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país sul-americano na segunda-feira, 10. Em uma nota do porta-voz, o Departamento de Estado informou a liberação de mais US$ 11 milhões em assistência humanitária, elevando o total de ajuda americana a US$ 26,5 milhões.

Segundo o texto, os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo, além de avaliações estruturais pós-terremoto por meio de parceiros como o Catholic Relief Services (CRS), a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Unicef, o Programa Mundial de Alimentos (WFP) e a World Vision.

A nota afirma ainda que o Departamento de Estado vai usar apoio do Comando Sul (Southcom) para transportar suprimentos do armazém de pré-posicionamento em Miami para a Colômbia. O primeiro voo, a partir da Base Aérea de Homestead, na Flórida, chegou hoje ao país. A remessa inclui centenas de kits Starlink, que, segundo o governo americano, devem facilitar comunicações de organizações humanitárias e do governo colombiano.

O Departamento de Estado também informou que, em coordenação com o governo colombiano, ativou e enviou duas equipes técnicas de apoio a busca e resgate urbano (USAR), dos corpos de bombeiros do condado de Fairfax (Virgínia) e do condado de Los Angeles (Califórnia), que chegaram à Colômbia em na quarta-feira, 12.

Por fim, o governo americano orientou cidadãos dos EUA na Colômbia a se registrarem no Smart Traveler Enrollment Program (STEP), serviço para receber atualizações de segurança e facilitar contato com a embaixada em caso de emergência, e informou que mantém um canal de atendimento consular para pessoas afetadas.
 

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