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PAZ?

Trump diz que está próximo de fechar um acordo com o Irã para encerrar a guerra

O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista a Fox News, neste sábado, 30, que está próximo de fechar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel deram início a bombardeios no país do Oriente Médio.

A outra alternativa, segundo Trump, seria retomar as ações militares contra o Irã.

“Vamos fazer com que (o acordo) seja ótimo. A outra opção seria apenas voltar atrás e resolver isso militarmente. Mas o acordo seria mais rápido. Provavelmente, é melhor do ponto de vista humano”, disse Trump à política Lara Trump, que conduziu a entrevista.

Trump disse que a condição para fechar acordo é a garantia de que o Irã não terá nenhuma arma nuclear. Segundo o presidente americano, o Irã aceitou a proposta.

“Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: ‘Mas e se vocês comprá-las? Agora eles afirmam que não vou desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença”.

O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global, cujo fechamento do tráfego de navios está impactando negativamente a economia em todo o mundo.

Mas Trump disse que não tem pressa. E que as negociação são muito duras. “Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio”, disse Trump que, em tom de ameaça, acrescentou: “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente”.

EUA ataca navio cargueiro que atracaria em porto no Irã

Ainda no sábado, 30, o Comando Central dos EUA informou que as Forças Armadas americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

Segundo o Comando Central dos EUA, o navio cargueiro Lian Star, com bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite ao tentar entrar em um porto iraniano.

Com a ação, as forças armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um deles foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, segundo as forças armadas do EUA.

Os EUA lançaram o bloqueio aos portos do Irã em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo país persa. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril, enquanto estão em curso negociações sobre a possibilidade de estendê-lo por mais 60 dias, período em que os lados envolvidos na guerra decidiriam sobre o controverso programa nuclear iraniano.

julgamento

Zambelli é libertada na Itália após tribunal negar extradição

A ex-deputada deve permanecer na Itália, mas aguarda em liberdade o desfecho das duas condenações a que foi submetida

23/05/2026 07h31

Carla Zambelli foi condenada por invadir o sistema de informática do CNJ e por porte ilegal de arma

Carla Zambelli foi condenada por invadir o sistema de informática do CNJ e por porte ilegal de arma

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A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.

Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que cuida de sua defesa. 

“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais", declarou.

De acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em liberdade.

Relembre o caso

Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não foi executada porque ainda cabia recurso. Nesta sexta-feira (22), a Corte de Cassação, que é a última instância do judiciário italiano, negou o pedido de extradição.

Em julho do ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil. 

Espanha

A extradição de Zambelli é segunda a ser rejeitada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes.

Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.

De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com "motivação política".

O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.

TRAGÉDIA

Explosão em mina de carvão na China deixa ao menos 90 mortos

Este já é o pior acidente do setor de mineração dos últimos 17 anos, segundo autoridades chinesas

23/05/2026 07h11

Pelo menos nove pessoas continuavam desaparecidas e centenas de equipes de resgate atuaram no socorro aos sobreviventes

Pelo menos nove pessoas continuavam desaparecidas e centenas de equipes de resgate atuaram no socorro aos sobreviventes

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Ao menos 90 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na noite desta sexta-feira, 22 (8h29 em Brasília), na China; nove seguem presas no subsolo. Dos 148 sobreviventes, 123 estão hospitalizados. Incidente já é o maior da mineração do país dos últimos 17 anos.

Cerca de 350 equipes atuam na ocorrência. Agora, eles se concentram na busca dos desaparecidos que estão presos na mina.

A causa da detonação é investigada. Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

Segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão na mina de carvão Liushenyu, que fica localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi.

Às 6h do sábado, 23 (17h, da sexta, em Brasília), 201 pessoas foram resgatadas com vida, além das vítimas fatais.

Mas, horas depois, pouco depois de um pronunciamento do presidente chinês, Xi Jinping, que pediu que os esforços estejam no resgate dos desaparecidos assim como na investigação sobre a causa do acidente para que os culpados sejam responsabilizados, o número de mortos subiu para 90.

A Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento de quase um terço do total do produto.

Um total de 123 pessoas precisaram de ser hospitalizadas; quatro delas têm quadro de saúde estado grave ou crítico, informou a emissora estatal CCTV.

Em entrevista ao canal, um dos mineiros que estava na mina no momento do incidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram.

"Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país.

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