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TRAGÉDIA

Explosão em mina de carvão na China deixa ao menos 90 mortos

Este já é o pior acidente do setor de mineração dos últimos 17 anos, segundo autoridades chinesas

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Ao menos 90 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na noite desta sexta-feira, 22 (8h29 em Brasília), na China; nove seguem presas no subsolo. Dos 148 sobreviventes, 123 estão hospitalizados. Incidente já é o maior da mineração do país dos últimos 17 anos.

Cerca de 350 equipes atuam na ocorrência. Agora, eles se concentram na busca dos desaparecidos que estão presos na mina.

A causa da detonação é investigada. Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

Segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão na mina de carvão Liushenyu, que fica localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi.

Às 6h do sábado, 23 (17h, da sexta, em Brasília), 201 pessoas foram resgatadas com vida, além das vítimas fatais.

Mas, horas depois, pouco depois de um pronunciamento do presidente chinês, Xi Jinping, que pediu que os esforços estejam no resgate dos desaparecidos assim como na investigação sobre a causa do acidente para que os culpados sejam responsabilizados, o número de mortos subiu para 90.

A Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento de quase um terço do total do produto.

Um total de 123 pessoas precisaram de ser hospitalizadas; quatro delas têm quadro de saúde estado grave ou crítico, informou a emissora estatal CCTV.

Em entrevista ao canal, um dos mineiros que estava na mina no momento do incidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram.

"Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país.

MUNDO

Cessar-fogo na guerra do Irã é posto à prova após ataques de drones e navio incendiado

Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento

10/05/2026 12h44

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor.

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor. Ilustração/Reprodução/Internet

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Frágil, o cessar-fogo na guerra do Irã foi novamente posto à prova neste domingo (10), quando um drone provocou um pequeno incêndio em um navio na costa do Catar. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também relataram a entrada de drones em seus espaços aéreos.

Os Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento. Não houve relatos de vítimas.

O Irã e seus grupos armados aliados possuem uma grande frota de drones e os utilizaram para realizar centenas de ataques desde o início da guerra.

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor.

A pausa nos combates enfrentou dificuldades, com o Irã restringindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia estratégica essencial para o fluxo global de petróleo, e os Estados Unidos impondo um bloqueio aos portos iranianos.

O Irã tem bloqueado grande parte do estreito desde os ataques conjuntos de 28 de fevereiro realizados pelos EUA e por Israel, que deram início à guerra e provocaram uma disparada global nos preços dos combustíveis, além de abalarem os mercados mundiais.

Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.

A agência nuclear da ONU afirma que o Irã possui mais de 440 quilos de urânio cujo nível de enriquecimento chega a 60% de pureza - uma distância curta em relação aos níveis necessários para armas nucleares.

Em entrevista à mídia estatal iraniana, um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que as tropas estavam em “prontidão total” para proteger os locais onde o urânio é armazenado.

“Consideramos possível que eles pretendessem roubá-lo por meio de operações de infiltração ou operações com helicópteros”, disse o general de brigada Akrami Nia à agência de notícias Irna no fim deste sábado, 9. Ele não forneceu mais detalhes.

A maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã ainda está provavelmente no complexo nuclear de Isfahan, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, à Associated Press no mês passado.

A instalação de Isfahan foi bombardeada por ataques aéreos de EUA e Israel durante a guerra de 12 dias do ano passado, mas enfrentou ataques menos intensos neste ano.

Alvos dos ataques de drones 

Ataques de drones têm como alvo países árabes do Golfo. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou neste domingo que derrubou dois drones, atribuindo o ataque ao Irã.

No Kuwait, o porta-voz do Ministério da Defesa, general de brigada Saud Abdulaziz Al Otaibi, afirmou que drones hostis entraram no espaço aéreo do Kuwait na manhã de domingo e que as forças responderam “de acordo com os procedimentos estabelecidos”. O ministério não informou de onde os drones vieram.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Catar informou que um drone atingiu um navio comercial que seguia de Abu Dhabi para um porto no sul do país, provocando um pequeno incêndio que foi controlado.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmou que o ataque ocorreu a 23 milhas náuticas (43 quilômetros) a nordeste da capital do Catar, Doha. O órgão não forneceu detalhes sobre o proprietário ou a origem do navio, e não houve reivindicação de autoria.

Houve vários ataques contra navios no Golfo Pérsico na última semana. Na sexta-feira, 8, os EUA atacaram dois petroleiros iranianos após afirmarem que as embarcações tentavam romper o bloqueio aos portos iranianos.

A marinha da Guarda Revolucionária do Irã reiterou neste domingo seu alerta de que qualquer ataque contra petroleiros iranianos ou embarcações comerciais será respondido com um “ataque pesado” contra uma das bases americanas na região e contra navios inimigos.

O Paquistão continua mediando durante o cessar-fogo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou neste domingo que recebeu uma ligação da sua contraparte do Catar, o sheik Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Os dois líderes discutiram a evolução da situação regional e revisaram os esforços de paz em andamento.

Sharif escreveu no X que os países compartilham “laços fraternos” e afirmou esperar uma futura visita do líder do Catar ao Paquistão.

 

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SAÚDE

'Não é Covid', diz OMS sobre passageiros assintomáticos de cruzeiro com surto de hantavírus

Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada de hoje (10)

10/05/2026 11h00

ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que

ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que "todos os passageiros continuam assintomáticos" Reprodução/C.C/Cynthia Goldsmith, USCDCP

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Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus "não é a Covid" e que o risco para a população de Tenerife é "baixo" devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

"O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema", afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é "legítima", especialmente porque o "trauma" da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife "confie" no que está sendo informado pelas autoridades

Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que "todos os passageiros continuam assintomáticos".

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação.

Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local).

Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

 

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