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União Europeia aprova acordo com Mercosul, após mais de 25 anos de negociações

Com aprovação, presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar a Assunção na segunda-feira, 12, para assinar acordo com países sul-americanos

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Após mais de 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou nesta sexta-feira, 9, o acordo com o Mercosul, abrindo caminho para a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com várias cláusulas destinadas a acalmar a oposição dos agricultores europeus.

Em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, os 27 Estados-membros da União Europeia alcançaram nesta sexta-feira uma maioria qualificada, apesar da oposição anunciada por países como França, Polônia e Irlanda.

Com este resultado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá voar para o Paraguai e assinar o acordo na segunda-feira, 12, com o Mercosul.

Mesmo que a assinatura seja concretizada em Assunção, o acordo não entrará imediatamente em vigor, pois, do lado europeu, também é necessária a aprovação do Parlamento Europeu, que deve se pronunciar dentro de algumas semanas.    

O resultado ainda não está claro, uma vez que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam recorrer à Justiça para impedir a aplicação do acordo.

A Comissão Europeia vem negociando desde 1999 este vasto acordo com a Argentina, o Brasil, o Uruguai e o Paraguai, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores, e a eliminação de tarifas em mais de 90% do seu comércio bilateral.

O setor agrícola europeu teme o impacto de uma chegada maciça de carne, arroz, mel ou soja sul-americanos, em troca da exportação de veículos, maquinaria, queijos e vinhos europeus para o Mercosul. Os detratores do pacto, a começar pela França, acreditam que o mercado europeu pode ser seriamente afetado pela entrada de produtos sul-americanos mais competitivos devido a normas de produção consideradas menos rigorosas.

Seus defensores, como Espanha e Alemanha, estimam, por outro lado, que o acordo diversificará as oportunidades comerciais para uma UE ameaçada pela concorrência chinesa e pela política tarifária dos Estados Unidos.

A Itália, que em dezembro se juntou à oposição da França e conseguiu bloquear o consenso, mudou de posição e esta semana destacou os “enormes benefícios” decorrentes do acordo.

O bloco sul-americano havia dado sinais de impaciência e, na cúpula realizada em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu “coragem” e “vontade política” à UE para não deixar passar a oportunidade.

Concessões ao setor agrícola europeu

Para acalmar a ira dos agricultores e pecuaristas, temerosos do impacto que a redução das tarifas teria, a Comissão elaborou uma série de cláusulas e concessões nos últimos meses. “As prioridades agrícolas estiveram no centro” das negociações, e “negociamos como loucos”, destacou na quinta-feira, 8, Olof Gill, um dos porta-vozes da Comissão Europeia.

Entre as medidas, a Comissão anunciou em setembro uma série de garantias para os setores de carne, aves, arroz, mel, ovos e etanol, limitando a cota de produtos latino-americanos isentos de tarifas e intervindo em caso de desestabilização do mercado. Em dezembro, a Comissão anunciou ainda que abrirá uma investigação se o preço de um produto do Mercosul for pelo menos 8% inferior ao da mesma mercadoria na UE e se o volume das importações aumentar mais de 8%.

O executivo europeu comprometeu-se igualmente a legislar sobre os resíduos de pesticidas nas importações, um aspecto que os agricultores denunciam como indicativo de uma “concorrência desleal”. A Comissão anunciou esta semana a proibição total de três substâncias: tiofanato-metilo, carbendazima e benomilo, especialmente em citrinos, mangas e papaias.

A França, onde os agricultores mantêm nesta sexta-feira sua mobilização com tratores nas entradas de Paris, decretou a suspensão temporária de alguns produtos agrícolas tratados com substâncias proibidas na União Europeia, principalmente sul-americanos. Abacates, mangas, goiabas, cítricos e batatas, entre outros, não poderão entrar na França se contiverem cinco fungicidas e herbicidas proibidos na Europa./AFP

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temor

EUA se preparam para chegada do furacão Isaias na Costa do Golfo

Furacão que deve atingir a costa dos EUA nesta sexta-feira foi classificado na categoria 2, com ventos de até 169 quilômetros por hora

09/10/2026 06h54

Flórida e Alabama decretaram emergência, afirmando que cerca de 5.000 militares da Guarda Nacional foram mobilizados

Flórida e Alabama decretaram emergência, afirmando que cerca de 5.000 militares da Guarda Nacional foram mobilizados

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Moradores pregaram tábuas em janelas e empilharam sacos de areia nesta quinta-feira, 8, enquanto milhares de militares da Guarda Nacional eram mobilizados diante da chegada do furacão Isaias, que avança com ventos fortes e ameaça provocar ressaca e inundações severas na Costa do Golfo dos Estados Unidos.

O Isaias, primeiro furacão da temporada do Atlântico, deve levar condições perigosas ao noroeste da Flórida, ao sul do Alabama e ao sul do Mississippi quando tocar terra no fim da sexta-feira, 9. Há previsão de chuva intensa e alagamentos ao longo do fim de semana, com possibilidade de impactos até Tennessee e Carolina do Norte.

O Centro Nacional de Furacões informou que o Isaias estava na categoria 2, com ventos sustentados máximos de 169 km/h. O sistema seguia para norte-nordeste a 22 km/h e estava a cerca de 370 km ao sul da foz do rio Mississippi.

O Serviço Nacional de Meteorologia em Mobile disse que o cenário mais provável é o de impacto na faixa próxima à divisa Alabama-Flórida, com ressaca potencialmente fatal na baía de Pensacola.

Um alerta de furacão foi emitido de Ocean Springs, Mississippi, até a linha Bay-Gulf County, na Flórida, e um alerta de ressaca estava em vigor da foz do Mississippi até o rio Suwannee.

Governos locais aceleraram preparativos. A governadora do Alabama, Kay Ivey, determinou evacuação imediata de não residentes em Gulf Shores, Orange Beach e Dauphin Island. Na Flórida, pelo menos quatro distritos escolares cancelaram aulas no fim da semana, e condados emitiram evacuações obrigatórias em áreas costeiras.

Os governadores da Flórida e do Alabama decretaram emergência, com o primeiro, Ron DeSantis, afirmando que cerca de 5.000 militares da Guarda Nacional devem estar mobilizados até sexta.

O Isaias se formou tardiamente: surgiu mais de quatro meses após o início da temporada do Atlântico, que tem sido incomumente tranquila por causa de um El Niño forte.

No Pacífico, o furacão Simon se formou na costa do México e pode se intensificar até categoria 4, enquanto a tempestade tropical Rachel pode atingir Baja California e o sul da Califórnia no fim de semana.

Antes da chegada do Isaias, empresas de petróleo e gás interromperam parte relevante da produção offshore no Golfo. Cerca de 63% da produção regional havia sido paralisada temporariamente, retirando quase 1,3 milhão de barris por dia do mercado, e 121 de 371 plataformas tripuladas foram evacuadas, segundo a Marine Minerals Administration.

Em Pensacola, autoridades anunciaram o fechamento do aeroporto para voos comerciais na manhã de sexta-feira. Fonte: Associated Press.

 

radicalismo

Copiloto que atacou voo da FlyDubai já era proibido de voar em Omã

Ele havia sido barrado em empresas de seu país por suspeita de radicalismo religioso. Mesmo assim ele conseguiu emprego na empresa de Dubai

03/10/2026 07h09

Possível tragédia com aeronave da FluDubai foi evitada porque um piloto indiano consegui tomar o controle do avião

Possível tragédia com aeronave da FluDubai foi evitada porque um piloto indiano consegui tomar o controle do avião

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O copiloto da Flydubai que esfaqueou o comandante do voo FZ1073, que saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel-Aviv, Israel, na última quarta-feira, 30, não tem permissão de pilotar em Omã, onde nasceu, devido à suspeita de que ele tivesse adotado visões ideológicas radicais. A informação, revelada sob condição de anonimato, foi publicada pelo Wall Street Journal neste sábado, 3.

Apesar da proibição, ele foi contratado pela Flydubai, o que lhe permitiu operar a rota que liga os Emirados Árabes Unidos a Israel. Ainda segundo a reportagem do WSJ, o autor do atentado é um cidadão omanense chamado Hamam al-Hammami, revelaram outras fontes ligadas à investigação em andamento do caso.

Na quinta, 1º, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, afirmou que o copiloto havia sofrido "radicalização islâmica", mas sem apresentar provas. "Estamos investigando se ele foi enviado, e quem o enviou pagará um preço muito alto", disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo na sexta, 2.

A declaração vai na mesma linha da do presidente Donald Trump, que, no final da quinta, afirmou que os Estados Unidos realizarão um grande ataque contra o Irã caso seja confirmado que o país persa é o responsável pelo atentado ocorrido no voo da Flydubai. O mandatário americano diz considerar provável o envolvimento de Teerã no caso.

O ataque deu início à uma crise no setor aéreo da região, levantando questões sobre a segurança da aviação e afetando um Oriente Médio já abalado pela guerra entre os EUA e o Irã. O governo de Israel emitiu alertas de segurança para o espaço aéreo local. Voos com origem nos Emirados Árabes só voltaram a pousar em Israel neste sábado.

Dubai se tornou um destino popular para israelenses desde que Tel-Aviv e Dubai estabeleceram relações diplomáticas em 2020 como parte dos Acordos de Abraão, mediado pelos Estados Unidos, que visavam normalizar as relações entre Israel e os países árabes.

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