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Assembleia corre contra o tempo para definir pesca do Dourado em MS

Presidente da Casa de Leis, Gerson Claro indica o prazo de dois meses (60) para parlamentares trazerem uma nova resolução

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"Pesca é assunto para fevereiro e março aqui na Assembleia", diz o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS), Gerson Claro (PP), após abertura dos trabalhos na Casa na manhã de hoje (04), detalhando a pressa dos parlamentares nesse início de ano para que a situação, que envolve a pesca a proibição do dourado, tenha um novo norte, já que a atual legislação está prestes a vencer.

Ainda no último dia de fevereiro de 2024, o Correio do Estado abordou a prorrogação da lei que proíbe a pesca do dourado, com prazo válido até 31 de março de 2025, com ressalva na modalidade "pesque e solte", assim como o consumo dos pescadores profissionais e ribeirinhos.

Gerson Claro declara que, além da atual lei em vigência, um projeto elaborado pelo deputado Neno Razuk já tramita pela casa, afirmando que a Assembleia Legislativa estabeleceu diálogos com ribeirinhos, pescadores profissionais e trade turístico desde o ano passado. 

O presidente destaca que hoje, com a abertura dos trabalhos, a pauta foi trazida para discussão na Assembleia hoje, conduzida pelo deputado Zeca (PT), indicando ainda o prazo de dois meses para os parlamentares trazerem uma nova resolução. 

“Tem uma reunião com pescadores e a gente inicia amanhã, a partir das definições de comissões, audiências públicas… vamos iniciar seminários e esse debate vai começar na realidade, para gente ver em 60 dias se for possível, se for o caso de uma nova legislação; propor uma ideia diferente ou daquelas que já estão em andamento na casa", disse. 

Pesca em MS

Questionado em coletiva, o governador, Eduardo Riedel, foi categórico em dizer que, pessoalmente, é a favor da manutenção da proibição da pesca do dourado, porém, enquanto chefe do Executivo seguirá a decisão da Assembleia Legislativa. 

“Mas esse é o único que está posto na lei que vai vencer e que a casa vai abrir o debate, para discutir qual é a melhor alternativa. Nós, executivo, vamos respeitar a decisão desta casa porque é expressão da sociedade”, afirma Riedel. 

Em complemento, Gerson Claro lembrou o desenrolar das conversas e negociações ressaltando a “maravilha” do parlamento, justamente esse fato de reunir em uma única “Casa” quem é contra e a favor de um determinado tema. 

“Essa é a maravilha do parlamento… tem uns que querem pesca zero; transporte zero; tem outros que querem abertura; tem quem queira que determine por espécie; há quem acha que tem muito dourado e aí falam que é devido à proibição lá atrás, então tem que proibir para ter muito pintado, muito pacu…” disse. 

Por fim, Riedel fez questão de dizer que, no que diz respeito à pesca, “é um homem que participa da discussão”, confiando no parlamento, mas lembrando se tratar de um tema complexo. 

“Porque você tem a demanda de pescadores que têm uma vida em função desses critérios de pesca, e você tem uma imagem do estado, em relação à pesca e solte, que incrementa a pesca esportiva. Não que sejam conflituosos, mas um afeta o outro e é esse consenso que a Casa vai buscar... e eu vou respeitar a decisão”, conclui.

Problema dourado

Considerado um dos "reis dos rios" brasileiros, o Dourado é uma espécie extremamente valorizada, com a força reconhecida pelos amantes da pesca esportiva.

Assinada pelo então Governador Reinaldo Azambuja, a lei que traz a proibição de sua pesca previa multa de até 1000 Unidades Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms). 

Justamente a reação de pescadores, que alegam a existência de "excesso de Dourado" nos rios sul-mato-grossenses, e que a espécie seria predadora de demais peixes, pressionou a decisão parlamentar para que a proibição durasse somente até 2025. 

Também, eles cobram por parte da Embrapa Pantanal e demais autoridades estaduais, que estudos analisem essa suposta superpopulação.

Vale lembrar que a proibição inicial surgiu do panorama oposto, já que na época os empresários do turismo da pesca alegavam escassez de Dourado, que até então geravam prejuízo e reduziam o volume da clientela.  

Importante, há regras específicas, que regulamentam desde o tamanho mínimo para as iscas vivas até os apetrechos permitidos e proibidos, que você pode conferir - junto dos locais ainda proibidos para captura de pescado - CLICANDO AQUI

 

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ESPORTES

Projeto na Câmara proíbe atletas que jogam fora do Brasil e técnico estrangeiro na Seleção

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País

09/07/2026 22h00

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

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O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou nesta quarta-feira, 8, na Câmara dos Deputados um projeto de lei que restringe as convocações para a Seleção Brasileira a jogadores vinculados a clubes do País e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica. A proposta também veta patrocínios de casas de apostas, incluindo as bets, a clubes e outras entidades esportivas.

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País. A restrição alcança ainda a comissão técnica: treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com clubes ou entidades esportivas estabelecidos no Brasil.

A medida, se aprovada, atingiria diretamente jogadores brasileiros que atuam em clubes no exterior e também impediria a presença de treinadores estrangeiros à frente da Seleção. Atualmente, o Brasil é comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

"Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha", disse Hauly na quarta-feira, em discurso na Câmara ao defender a proposta.

Em outro trecho, a proposta proíbe clubes, associações, agremiações e entidades de administração do esporte de firmar ou manter contratos de patrocínio, publicidade ou similares com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do setor. A vedação inclui a exposição de marcas em uniformes, estádios, centros de treinamento, placas, entrevistas, transmissões, redes sociais e eventos esportivos.

Os contratos já em vigor teriam de ser encerrados em até 180 dias após a publicação da lei, caso o projeto seja aprovado e sancionado. O descumprimento poderia levar à suspensão do recebimento de recursos públicos federais, incentivos fiscais, além de outras sanções previstas na legislação.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara. Depois de apresentado, o texto precisa ser despachado pela Mesa Diretora para análise das comissões temáticas. Caso seja aprovado nas comissões e, se necessário, no plenário da Câmara, poderá seguir ao Senado.

JUSTIÇA

PF mira empresário suspeito de intimidar jornalistas no caso Master

Décima fase da Operação Compliance foi deflagrada nesta quinta

09/07/2026 21h00

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

O alvo desta fase é o empresário Thiago Miranda, acusado de ter ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e atuar para intimidar jornalistas e servidores do Banco Central pelas redes sociais.

As buscas da PF foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso.

De acordo com as investigações da PF, recursos do esquema de fraudes no Master foram usados por Vorcaro para promover campanhas de desinformação na mídia tradicional e na digital. O trabalho era realizado por influenciadores contratados.

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master.

Conforme a decisão do ministro, Thiago Miranda, ex-sócio do Portal Léo Dias, foi responsável pelo monitoramento da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A profissional publicou grande parte dos furos jornalísticos envolvendo as fraudes no banco de Vorcaro.

"Os elementos analisados apontam que Thiago Miranda desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão", afirmou.

Itaú

De acordo com a apuração, Thiago Miranda também teria participado do trabalho de levantamento de informações sigilosas contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú.

"Nos diálogos identificados, Daniel Vorcaro envia as seguintes mensagens à Thiago Mirante: Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema. Me ajuda nisso? No minuto seguinte, Thiago responde: Deixa comigo", diz trecho da investigação.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Thiago Miranda e aguarda posicionamento.

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