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Com preço vantajoso, venda de etanol cresce 75% na Capital

No primeiro semestre, postos vendiam uma média de 4,57 milhões de litros por mês. No terceiro trimestre, volume saltou para 8,01 milhões

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A venda de etanol nos postos de Campo Grande teve aumento de 75% no segundo semestre deste ano na comparação com os primeiros meses do ano. Em média, entre janeiro e junho foram comercializados 4,578 milhões de litros por mês. Entre julho e setembro, por sua vez, a média saltou para 8,011 milhões de litros mensalmente. 

E a explicação é simples: nestes últimos meses está sendo mais barato rodar com etanol do que com gasolina e a tendência é de que o consumo aumente ao longo das próximas semanas, pois muita gente ainda não se deu conta dessa vantagem, conforme avaliação do diretor do Sinpetro, Edson Lazarotto.

Em Campo Grande, o preço médio do etanol nas bombas está em R$ 3,39, conforme a última pesquisa divulgada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no dia 28 de outubro. É o terceiro menor preço entre as capitais brasileiras. Porém, em alguns postos é possível encontrar o litro por dez centavos a menos, conforme a mesma pesquisa. 

O preço médio da gasolina, por sua vez, está em R$ 5,41, de acordo com a ANP. Somente em Goiânia e em São Luis do Maranhão o preço médio da gasolina comum é menor.

Ao se dividir o valor do etanol (R$ 3,39) pelo preço da gasolina (R$ 5,41) chega-se a 0,62 em Campo Grande. E, toda vez que o resultado desta divisão é inferior a 0,70, compensa abastecer com etanol, ensinam os técnicos. Ou seja, se mantivesse o atual preço da gasolina, ainda que o etanol subisse para até R$ 3,79, compensaria. 

Ao longo de todo o primeiro semestre foram vendidos 27,4 milhões de litros de etanol nos postos da  Capital, conforme dados do Sinpetro. Agora, nos três primeiros meses do segundo semestre o volume já chegou a 24 milhões de litros. Esse acréscimo no consumo representa quase cem carretas a mais de etanol por mês somente na Capital. 

Apesar da disparada no consumo do etanol, a gasolina continua sendo a primeira opção da maior parte dos consumidores da Capital. Mas, a tendência é de mudança. Na comparação entre o segundo e o terceiro trimestres, a queda foi de quase 11%. De abril a junho eram vendidos 29,3 milhões litros mensalmente. Já no trimestre de julho a setembro, caiu para 26,2 milhões de litros por mês. 

E, em se mantendo esse ritmo de crescimento no consumo de etanol, Campo Grande pode alcançar até 93 milhões de litros e fechar 2023 como um dos anos de maior consumo do combustível renovável em quase uma década. 

De 2014 até agora, o recorde ocorreu em 2015, com 108 milhões de litros, conforme o Sinpetro. O pior desempenho ocorreu em 2017, com 33,7 milhões de litros. Naquele ano também foi registrado o recorde na venda de gasolina, com 344 milhões de litros. 

Embora em ritmo menor que em Campo Grande, o aumento na venda de álcool pode ser verificada no Estado inteiro. No segundo trimestre do ano foram comercializados 33,64 milhões de litros em Mato Grosso do sul, ante 50,14 milhões no terceiro trimestre, alta de quase 50%. 

Campo Grande

Ladrões arrombam e furtam casa de presidente do TRE-MS

Criminosos invadiram residência no bairro Itanhangá, reviraram cômodos e levaram bijuterias

09/05/2026 18h00

Foto: Divulgação

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A casa do desembargador Carlos Eduardo Contar, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) foi alvo de furto qualificado na noite desta sexta-feira (8), no bairro Itanhangá, em Campo Grande. Magistrado encontrou casa com sinais de arrombamento.

De acordo com o boletim de ocorrência, dois homens chegaram a pé à residência, localizada na Rua das Rosas Pires, e forçaram o portão social, possivelmente com o uso de uma chave de fenda. Em seguida, os suspeitos tentaram arrombar uma porta lateral, mas não conseguiram acesso. 

Os autores contornaram o imóvel e entraram pela janela de vidro da cozinha. Já dentro da casa, reviraram ao menos um dos quartos e levaram duas caixas com abotoaduras de gravata, que aparentavam ser de ouro, mas, segundo a vítima, eram bijuterias.

Diante da situação, uma sargento da Polícia Militar que acompanhava o desembargador percebeu o arrombamento ao chegar ao local e realizou uma varredura na residência e nos fundos do imóvel, mas nenhum suspeito foi encontrado.

Equipes da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol) e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram acionadas para os procedimentos iniciais. A perícia técnica e papiloscópica também esteve na casa para coletar vestígios que possam ajudar na identificação dos autores.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação dos suspeitos e foram anexadas à ocorrência. O caso foi registrado como furto qualificado com rompimento de obstáculo e concurso de pessoas. Até o momento, ninguém foi preso.

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INVESTIMENTO

Campo Grande concentra investimentos do Estado em obras, educação e assistência

Governo amplia ações na capital com foco em infraestrutura urbana, qualificação profissional e apoio às famílias.

09/05/2026 16h47

Governo amplia investimento em vários setores em Campo Grande

Governo amplia investimento em vários setores em Campo Grande Divulgação

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Com cerca de um terço da população de Mato Grosso do Sul concentrada em Campo Grande, a Capital segue no centro da política de investimentos do Governo do Estado. Obras de infraestrutura, modernização da educação, programas sociais e ações voltadas à geração de emprego integram a estratégia adotada pela gestão estadual para acelerar o desenvolvimento urbano e ampliar a qualidade de vida da população.

A administração do governador Eduardo Riedel mantém como uma das principais diretrizes o fortalecimento da relação entre Estado e municípios, modelo que tem resultado em novos investimentos tanto na Capital quanto no interior.

Dentro desse planejamento, o programa MS Ativo já direcionou aproximadamente R$ 610 milhões para Campo Grande. Os recursos envolvem obras concluídas, novos contratos, convênios e projetos estruturantes em diferentes regiões da cidade.

Obras urbanas avançam em diferentes regiões da Capital

Entre as intervenções consideradas prioritárias estão a revitalização da Avenida dos Cafezais e as melhorias executadas na Avenida Duque de Caxias, além da ampliação da pavimentação em bairros das regiões urbana e periférica da cidade.

Os investimentos alcançam localidades como Moreninhas, Nova Campo Grande, Caiobá, Nova Lima, Noroeste, Lageado, Nashville e Centenário, com obras de drenagem, recapeamento e recuperação da malha viária.

Nas regiões do Itamaracá e Itatiaia, o Governo do Estado também executa obras voltadas à melhoria da mobilidade e da infraestrutura urbana. As ações incluem pavimentação, drenagem e adequações no sistema viário, buscando reduzir problemas históricos enfrentados pelos moradores durante períodos de chuva intensa.

Além disso, novas etapas de investimentos devem contemplar saneamento básico, iluminação pública e revitalização de espaços comunitários e áreas de lazer.

Na zona rural, uma das obras em andamento é a pavimentação da rodovia CG-150, ligando a BR-262 à ponte sobre o Ribeirão Botas. A intervenção é considerada estratégica para facilitar o transporte da produção agrícola e melhorar o acesso de produtores rurais.

Rede estadual amplia educação integral e modernização tecnológica

A área educacional também concentra parte relevante dos investimentos estaduais em Campo Grande. Desde 2023, mais de R$ 103 milhões foram aplicados em infraestrutura escolar, segundo dados do Governo do Estado.

Hoje, 52 das 76 escolas estaduais da Capital funcionam em período integral. As unidades também receberam reforço tecnológico, sistemas de videomonitoramento e melhorias estruturais.

Outra medida adotada foi a instalação de placas solares em 40 escolas estaduais, iniciativa voltada à redução de custos e incentivo ao uso de energia sustentável. Em outras 33 unidades, houve implantação de gás natural encanado para aumentar a eficiência operacional.

No campo pedagógico, o programa MS Alfabetiza ampliou o suporte à educação infantil por meio da distribuição de milhares de materiais didáticos destinados aos estudantes da rede estadual.

Capacitação profissional busca suprir demanda do mercado

Em paralelo aos investimentos em educação básica, o Governo do Estado intensificou as políticas de qualificação profissional em Campo Grande.

Nos últimos dois anos, aproximadamente 350 mil capacitações foram ofertadas na Capital por meio de parcerias com diversas instituições. 

Os cursos atendem a áreas que enfrentam déficit de mão de obra qualificada e têm como objetivo ampliar a empregabilidade, estimular o empreendedorismo e acompanhar o crescimento econômico registrado em Mato Grosso do Sul.

Programas sociais ampliam alcance na Capital

Na área social, os programas estaduais seguem ampliando o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade em Campo Grande.

O programa Mais Social atende atualmente mais de 14,6 mil famílias com auxílio voltado à compra de alimentos, produtos de higiene e gás de cozinha.

Já o Conta de Luz Zero beneficia aproximadamente 7,3 mil famílias na Capital, enquanto o programa Cuidar de Quem Cuida oferece apoio financeiro a 655 cuidadores familiares.

O MS Supera, voltado à permanência estudantil, contempla 760 acadêmicos e estudantes de cursos técnicos e profissionalizantes com auxílio financeiro mensal.

Campo Grande mantém maior participação nos repasses de ICMS

Além das transferências diretas e dos investimentos estaduais, Campo Grande continua liderando a participação na divisão do ICMS entre os municípios sul-mato-grossenses.

Os repasses seguem critérios definidos pelo Índice de Participação dos Municípios (IPM), calculado com base em fatores como arrecadação, atividade econômica, população, extensão territorial e indicadores ambientais.

A metodologia é construída em conjunto com os municípios e entidades representativas, incluindo a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul.

Apesar das variações registradas nos últimos anos, a Capital mantém a maior fatia da distribuição estadual. Especialistas avaliam que o crescimento econômico de cidades do interior, especialmente polos industriais e logísticos como Corumbá e Três Lagoas, influencia diretamente os critérios de composição do valor adicionado fiscal utilizado no cálculo do imposto.

 

 

 

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