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Conselho do FCO aprova mais R$ 224 milhões em financiamentos na Expogrande

Das 108 cartas consultas analisadas, 106 tiveram aprovação e devem contemplar 48 municípios de Mato Grosso do Sul. 

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Durante a primeira reunião ordinária de 2025, o Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (CEIF-FCO) aprovou ontem (10), durante a Expogrande na Capital, R$224 milhões em financiamentos. 

Esse encontro foi feito de forma presencial no espaço do Sicredi para a Expogrande, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, com presença online da superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Luciana Barros. 

Os valores aprovados na quarta-feira (09) somam R$224.460.119,06 em recursos contratados por 106 projetos (cem pelo FCO Rural e seis pelo Empresarial), que devem contemplar 48 municípios de Mato Grosso do Sul. 

Com a presença de presidentes de Cooperativas do Sistema (Celso Ramos Regis, Celso Figueira e Jaime Antonio Rohr), segundo o Governo do Estado em nota, a reunião foi presidida pelo secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

Ele faz questão de ressaltar que os recursos têm chegado até os empreendedores graças aos esforços conjuntos, entre Governo do Estado, instituições financeiras e entidades do setor produtivo, apontando para a abrangência das linhas de crédito do FCO, que segundo Rogério tem juros acessíveis e fácil liberação. 

“Nesse ano MS dispõe de R$2,7 bilhões para financiar projetos nas linhas Rural e Empresarial. Estamos realizando duas reuniões mensais do Conselho para acelerar a apreciação dos projetos e fazer com que esse dinheiro chegue o mais rápido possível para quem quer investir”, expôs.

Celso Figueira fez uma apresentação, destacando diferenciais de instituição financeira cooperativa, indicando que apesar de nascer há mais de 120 anos no Rio Grande do Sul, foi em Mato Grosso do Sul que o Sicredi encontrou solo fértil. 

“A cooperativa de crédito é uma sociedade de pessoas, enquanto as demais instituições financeiras são organizações de capital. O resultado das nossas cooperativas retorna para as comunidades, promovendo o desenvolvimento local, além de prezar pela real inclusão”; 

O presidente reforçou a importância do FCO como um “instrumento essencial” para impulsionar o crescimento econômico do Estado, evidenciando os prazos alongados e taxas competitivas, “o que o torna um recurso estratégico para produtores rurais e empresas locais", disse. 

Diretora de negócios da Central Sicredi Brasil Central, Cristieny Paiva apresentou as soluções financeiras disponíveis no Sicredi, reforçando a preferência por projetos sustentáveis. 

“Com começo, meio e fim para que esse recurso retorne com alta produtividade, não só para a instituição financeira, mas para a própria atividade do produtor”, afirmou. 

Conselho FCO

Os bancos do Brasil e Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE) são as instituições financeiras autorizadas para operar tais linhas de crédito, como dos 108 projetos analisados ontem, sendo que somente em 2025 o chamado CEIF/FCO já aprovou 310 cartas consultas.

Com a próxima reunião do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis está marcada para o dia 24 de abril e, ao todo em 2025, as cartas consultas aprovadas já somam R$ 785 milhões em investimento, divididos da seguinte forma: 

  • R$ 210,4 milhões - FCO Empresarial e 
  • R$ 574 milhões - para o FCO Rural.

Importante explicar que o FCO Empresarial é voltado a financiar empreendimentos urbanos, contempla setores como comércio e serviços, turismo regional, desenvolvimento industrial e tecnologia e inovação. 

Enquanto isso, o FCO Rural levanta recursos para energia fotovoltaica, infraestrutura, irrigação, compra ou retenção de bovinos e matrizes, suinocultura, aquisição de máquinas, reforma de pastagens, correção de solo e armazenagem, por exemplo. 

Expogrande

Em sua 85ª edição, a Expogrande 2025 começou na última quinta-feira (03), com o intuito de repetir o desempenho do ano passado, quando movimentou cerca de R$ 576 milhões e recebeu aproximadamente 114 mil visitantes durante os dias de evento. 

Além dos já tradicionais shows, a Expogrande deste ano traz até mesmo cursos gratuitos de churrasco, para quem busca aprimorar a técnica de assar carne, que acontece no dia 12 de abril das 10h às 13h, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS). 
**(Com assessoria) 

 

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Economia

Aneel: Mês de fevereiro terá bandeira tarifária verde, mesmo patamar de janeiro

O anúncio vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano

30/01/2026 19h00

Divulgação

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 30 a bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro, mesmo patamar vigente em janeiro. As condições favoráveis à geração de energia no País permitiram que os consumidores não tenham o valor adicional nas faturas no próximo mês, ainda dentro do período chuvoso.

O anúncio vem conforme a previsão para os primeiros meses do ano. As chuvas mais intensas registradas em algumas localidades e o cenário mais provável de precipitações em torno da média nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), durante os próximos três meses, representam um sinal positivo para o sistema, até o momento.

"De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras", diz a Aneel em nota.

Já para a segunda metade do ano de 2026 é vislumbrado o acionamento de bandeiras com cobrança adicional para os consumidores, após o fim do período chuvoso. Em meados deste mês, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) anunciou um conjunto de ações consideradas preventivas para o atendimento eletroenergético de 2026, tendo em vista os alertas sobre armazenamento de hidrelétricas.

Foi recomendada, por exemplo, a elaboração de um plano de ação envolvendo as instituições e os agentes responsáveis por tratar das reduções de vazão mínima na bacia do Paraná. Isso ajuda no gerenciamento dos níveis dos reservatórios.

Caso seja necessário, em função da evolução das condições climáticas no mês de fevereiro, poderão ser realizadas novas reduções a partir de março de 2026, após o período de defeso, quando a pesca fica proibida para fins comerciais.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já informou que vai seguir executando a sua política de minimização da geração em usinas do Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Isso é necessário para preservar os volumes armazenados e buscar um aumento do nível dos reservatórios, preparando o sistema para o enfrentamento do período seco, a partir de maio.

 

IBGE

Brasil tem o menor número de desempregados em 13 anos

Em todo o País, no último trimestre de 2025, 103 milhões de pessoas estavam trabalhando, representando uma queda na taxa de desocupação a 5,1%

30/01/2026 17h00

Construção civil puxou a geração de empregos em MS em 2025

Construção civil puxou a geração de empregos em MS em 2025 Álvaro Rezende / Arquivo Correio do Estado

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O número de desempregados no Brasil atingiu o número mais baixo desde a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve início em 2012. No último trimestre de 2025, encerrado em dezembro, a taxa de desocupação do País caiu a 5,1%. 

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE, mostram que, nos últimos três meses de 2025, cerca de 5,5 milhões de pessoas estavam desempregadas no País, enquanto 103 milhões estavam ocupadas. 

No período, a taxa anual do indicador de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6%, número mais baixo desde 2012, passando de 7,2 milhões de desocupados para 6,2 milhões. 

Os maiores índices foram marcados nos anos 2020 e 2021 em razão da pandemia de Covid-19, quando a taxa chegou a 13,7% e 14,0%, com uma média de 14 milhões de desocupados. 

"É importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho.  A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços", destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

Construção civil puxou a geração de empregos em MS em 2025Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade na semana do último trimestre de 2025 / Fonte: IBGE

A população empregada também foi histórica, chegando a 103 milhões de pessoas, enquanto em 2024 o número era de 101,3 milhões. Em comparação ao início da pesquisa, em 2012, eram 89,3 milhões de brasileiros trabalhando. 

O número de trabalhadores brasileiros com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% em 2025, chegando a 38,9 milhões de pessoas, quase 1 milhão a mais que a taxa no ano de 2024. 

O número de pessoas trabalhando por conta própria também cresceu, chegando a 26,1 milhões, outro recorde na série histórica. Em relação ao início da série em 2012, o crescimento da informalidade foi de 30,4%. 

"A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comercio e em segmentos de serviços mesmos complexos", ponderou Adriana Beringuy.

Subutilização

A população subutilizada é formada por pessoas desocupadas ou trabalhando com um número reduzido de horas ou com força de trabalho potencial insuficiente. Esse grupo reduziu 10,8% entre 2024 e 2025, passando de 18,7 milhões de pessoas para cerca de 16,6 milhões, em 2025. 

Mesmo após a redução, o número ainda é maior que o observado no menor nível da série histórica, atingido em 2014, quando foram 16,3 milhões de subutilizados no País. 

Nos anos da Covid, os números chegaram a 31,2 milhões em 2020 e 32,1 milhões em 2021, atingindo 28,3% e 28,5%. 

Mato Grosso do Sul

Até o terceiro trimestre de 2025, Mato Grosso do Sul possuía cerca de 1,4 milhão de pessoas ocupadas, com uma taxa de ocupação de 63%, segundo o IBGE. Os desocupados eram 43 mil pessoas e 106 mil pessoas subutilizadas na força de trabalho ampliada. 

A taxa de saldo de empregos em Mato Grosso do Sul fechou o ano de 2025 com um índice positivo de 19,756 postos de trabalho com carteira assinada, resultado de 419.472 admissões e 399.716 demissões ao longo do ano passado. 

O número foi 61% maior que o saldo de 2024, que foi de 12.230, mas ainda está abaixo dos anos anteriores. Como divulgado pelo Correio do Estado, em 2025 foram ofertadas mais de 20 mil vagas no mercado formal e não foram preenchidas, chegando a um saldo de 40.648 empregos em 2022. 

A construção puxou a geração de empregos no Estado, com 5.873 vagas formais, seguido do setor de serviços, com saldo de 4,835 empregos, indústria, com 4,536, comércio , com 3.258, e agropecuária, com saldo de 1.256 vagas. 

O município de Inocência, onde está sendo construída a Arauco, teve saldo de 2.349 empregos, resultado de 8.320 admissões e 5.971 demissões, puxados, especialmente, pelo crescimento do polo industrial no ramo da celulose na região. 

Para o economista Eduardo Matos, três fatores principais ajudam a explicar o avanço no saldo de empregos formais no ano passado.

O primeiro é justamente a fase de implantação de grandes projetos industriais e de infraestrutura, que acelera a construção civil e amplia contratações diretas e indiretas.

O segundo está relacionado às obras públicas e privadas que acompanham esse movimento, como pavimentação, saneamento básico, ampliação de redes de energia e empreendimentos imobiliários em centros urbanos que recebem fluxo migratório crescente.

O terceiro é a base de comparação mais fraca de 2024, ano em que a geração de empregos ficou praticamente estagnada. 


 

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