Cidades

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Em menos de uma hora, temporal derruba árvores e telhado de lanchonete em Campo Grande

Também houve queda de granizo em alguns bairros e previsão aponta para novas tempestades durante a semana

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O alerta de tempestade que estava vigente para Campo Grande se confirmou na tarde deste domingo (2). Em menos de uma hora, a chuva causou transtornos devido a forte intensidade, sendo registradas queda de granizo, de árvores e da estrutura metálica de uma lanchonete.

Por volta das 16h o tempo virou e as nuvens fizeram a Capital escurecer. Ventos chegaram a 55,6 km/h, segundo o meteorologista Natálio Abrãao.

Devido aos ventos fortes, foi registrada queda de várias árvores em vários locais. Na Avenida Mato Grosso, árvores caíram em frente ao Hospital da Unimed e também há registro de queda de árvore no estacionamento do Hospital da Cassems. Em ambos os casos, não houve vítimas.

Na Avenida Bom Pastor, o toldo do Âncora Burger caiu durante o temporal. Parte da estrutura se soltou e  sobre a calçada, mas não atingiu nenhum pedestre. O estabelecimento estava fechado ao público no momento do incidente.

Na mesma rua, duas árvores caíram sobre diferentes casas, sendo uma no telhado e outra que atingiu o portão da residência. Os danos foram apenas materiais, sem vítimas. A região ficou sem energia elétrica, assim como vários bairros em diferentes regiões da Capital.

O servidor público federal aposentado, Ivan Ferreira Domingues, 67 anos, é morador de uma das casas e disse que estava na residência com a esposa e com o neto.

"A chuva fez com que a energia acabasse e com isso nós fomos para o quarto. Conforme os minutos foram passando, comecei a escutar barulho de granizo e logo em seguida um barulho muito grande, achei que fosse trovão, mas quando saí de casa, vi que a árvore tinha caído em parte do telhado", disse.

"Além disso, a árvore caiu em algumas telhas, principalmente na garagem, além de uma parte do muro da casa do vizinho. Felizmente ninguém se machucou, agora, teremos que ligar para a prefeitura e pedir para removerem o que sobrou da árvore", acrescentou o morador.

No bairro Cristo Redentor, região do Itamaracá, um poste de energia caiu e ficou atravessado sobre a via.

De acordo com vídeos postados nas redes sociais, houve queda de granizo também em diversos bairros, como Taveirópolis, Tiradentes e Pioneiros, entre outros.

Árvore caiu sobre o portão de uma casa na Bom PastorÁrvore caiu sobre o portão de uma casa na Bom Pastor (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Previsão

A chuva forte durou menos de uma hora, mas há alerta vigente para o risco da ocorrência de novos temporais nesta segunda-feira (3). 

Conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pode ocorrer chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. Com isso, há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

As chuvas devem persistir durante toda a semana, mas com intensidade fraca a moderada. 

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), essa configuração atmosférica está associada ao intenso transporte de calor e umidade, em combinação com a atuação de áreas de baixa pressão.

Além disso, o deslocamento de cavados e o avanço de uma frente fria oceânica favorecem a formação e organização de instabilidades.

As temperaturas, no entanto, devem permanecer na média de 30°C as máximas, com mínima de 21°C.

Trimestre

O próximo trimestre, de novembro a janeiro, deve ser de calor acima da média e chuvas irregulares em todo Mato Grosso do Sul, de acordo com o prognóstico do Cemtec. 

Climatologicamente, em grande parte do Estado, as temperaturas médias variam entre 24°C a 26°C. Por outro lado, nas regiões noroeste e nordeste as temperaturas variam entre 26-28°C no trimestre novembro-dezembro-janeiro. 

A previsão climática indica temperaturas do ar ligeiramente acima da média histórica. Dessa forma, o trimestre terá condições mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul.

Com relação às chuvas, a tendência climática indica um cenário de incerteza na distribuição das chuvas, com previsão de precipitação irregular, podendo ocorrer volumes ligeiramente abaixo ou acima da média histórica, a depender da região do estado. 

* Colaborou Karina Varjão

obra autorizada

Pantanal ganhará um novo cartão postal em Mato Grosso do Sul

Projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal e prazo para conclusão da Orla Fluvial é de um ano

11/03/2026 18h00

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá

Orla Fluvial passará por obras de revitalização em Corumbá Foto: Reprodução

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O Pantanal sul-mato-grossense ganhará um novo cartão postal, em Corumbá. A Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU-MS) oficializou a autorização para as obras do Projeto de Revitalização e Urbanização da Orla Fluvial no município.

O projeto tem investimento de R$ 7,250 milhões em recursos do Governo Federal, por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

A portaria que autoriza a obra de projeto de revitalização e urbanização da Orla Fluvial do Rio Paraguai foi assinada pelo superintendente Tiago Botelho no dia 30 de janeiro deste ano.

  A medida estabelece prazo de 12 meses para a execução das obras, que serão realizadas pelo município em uma área considerada um dos cenários mais emblemáticos do Pantanal sul-mato-grossense.

De acordo com a SPU, a revitalização busca unir a preservação histórica do Porto Geral com a modernização necessária para atrair visitantes e oferecer melhores espaços de lazer à população.

“Queremos transformar a orla de Corumbá em um grande cartão-postal turístico. A SPU tem trabalhado de forma muito próxima ao prefeito Gabriel e sua equipe para viabilizar investimentos que fortaleçam o município”, afirmou Botelho.

O prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, destacou a importância da parceria institucional para tirar o projeto do papel.

“Essa autorização permite dar andamento à revitalização da nossa orla, um espaço simbólico da cidade e com grande potencial turístico”, comentou.

A autorização não exime o Município de obter as demais licenças pertinentes às obras que serão executadas na área, inclusive em relação aos órgãos ambientais, garantindo que as intervenções ocorram em harmonia com o ecossistema pantaneiro.

A portaria também não implica na constituição de direito ou domínio, ou a qualquer tipo de indenização

“Agora avançamos para as próximas etapas, incluindo a licitação da obra. A revitalização da orla é um sonho antigo da população e estamos trabalhando com planejamento e parcerias para torná-lo realidade”, concluiu o prefeito.

Com a conclusão das obras, a expectativa é fortalecer a identidade cultural de Corumbá e impulsionar a geração de emprego e renda por meio do turismo fluvial.

 

CAMPO GRANDE

Instituto de Previdência recupera mais de R$ 1 milhão investidos no Banco Master

Segundo o diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, além do valor aplicado, também serão restituídos o rendimento de R$ 227 mil

11/03/2026 17h50

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master

Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) aplicou dinheiro no Banco Master Gerson Oliveira

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O Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) assegurou a devolução do valor de R$ 1,2 milhão aplicados em Letras Financeiras no Banco Master, liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central. O valor, que inicialmente teria prazo de três anos para retorno, será restituído aos cofres com correção monetária.

Após a intervenção ser anunciada, a equipe técnica do IMPCG, através de um estudo que apontou insegurança jurídica, apresentou uma ação de compensação de créditos com pedido de urgência para assegurar o retorno do investimento feito no Banco Master.

“Esse é o dinheiro dos servidores de Campo Grande, e o IMPCG sempre busca atuar com prudência. Assim que fomos informados sobre a liquidação da instituição, a equipe se mobilizou para garantir que esse valor retornasse a quem é de direito”, afirma a prefeita Adriane Lopes.

O diretor-presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, garantiu que o montante já está protegido pela justiça. “O valor aplicado, de R$ 1,2 milhão, já está totalmente assegurado, assim como o rendimento obtido no período, que soma mais de R$ 227 mil”, comenta.

O sequestro judicial foi feito através do valor que seria repassado pela Prefeitura de Campo Grande em decorrência dos empréstimos feitos pelos servidores do município à instituição.

“Mensalmente são repassados ao banco R$ 1,431 mi que foram retidos em folha em decorrência de consignados e, a decisão favorável ao município sequestrou parte desse valor, que não chegou a ser depositado na instituição e sim em uma conta jurídica”, conclui Marcos Tabosa.

Segundo ele, o IMPCG mantém uma política de investimentos baseada em critérios conservadores, com acompanhamento de um comitê especializado que analisa as aplicações e prioriza instituições com maior grau de segurança.

O Município aguarda a conclusão dos trâmites legais para a liberação definitiva dos recursos, resguardando que o investimento seja integralmente restituído ao instituto previdenciário.

Campo Grande

Em dezembro de 2025, a Prefeitura de Campo Grande e o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) ingressaram na Justiça com uma ação de compensação de créditos contra o Banco Master S.A.

O objetivo era reter valores de consignados por meio do programa Credcesta, que seriam repassados ao banco e compensá-los com créditos que a autarquia previdenciária possui junto à instituição financeira.

Segundo a petição protocolada na Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande, o IMPCG aplicou em abril de 2024 o valor de R$ 1,2 milhão em uma Letra Financeira emitida pelo Banco Master, com vencimento previsto para 2029.

Em meados de dezembro, o juiz da 3ª Vara de Fazenda e Registros Públicos de Campo Grande, Marcelo Andrade Campos Silva, autorizou a Prefeitura e o instituto a reter os descontos na folha de servidores ativos e inativos que seriam repassados ao Banco Master.

O magistrado ainda mandou o banco se abster de cobrar, negativar ou adotar medidas constritivas contra os servidores.

A medida visava compensar a dívida do Banco Master com o IMPCG, que em 2023 investiu R$ 1,2 milhão e tem um crédito de pelo menos R$ 1,4 milhão com a instituição financeira.

Em 2025, mais de 270 pessoas, a maioria composta de servidores do município de Campo Grande, entraram com processo na Justiça contra o Banco Master, alegando dívidas impagáveis e a condição denominada “superendividamento”, resultado dos juros abusivos cobrados pela instituição.

Esta era uma armadilha que levava o servidor a pensar que estava entrando em um crédito consignado, mas, na verdade, estava sacando dinheiro do cartão de crédito, pagando apenas o valor mínimo descontado em seu salário e vendo essa dívida explodir pelo uso do crédito rotativo do Banco Master.

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