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Empresa inicia operações de patinetes elétricos com 200 pontos na Capital

Valor inicial para o uso dos patinetes é de R$ 0,33 por minuto

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) realizou, na tarde desta terça-feira (7) o lançamento da fase de testes do sistema de aluguel de patinetes elétricos em Campo Grande. O período de teste será de 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90. 

A empresa responsável pelo sistema de compartilhamento dos veículos é a JET, presente em mais de 35 cidades brasileiras e em oito países. 

O teste inicial já começa com a distribuição de 200 pontos de patinetes elétricos na cidade, disponíveis para uso a partir desta quarta-feira (8), espalhados no Centro, Vila do Polonês, Parque do Soter, e Jardim dos Estados.

Para utilizar os veículos, o usuário precisa realizar o download do aplicativo da JET, escanear o QR Code presente no patinete e contratar o plano escolhido. Dentro do aplicativo, também é possível ver os pontos de coleta dos patinetes, a carga de cada um e quantos patinetes estão disponibilizados no ponto mais próximo.

Para desbloquear o patinete, a taxa é de R$ 0,99 e a cobrança é feita por minuto utilizado. O valor inicial é de R$ 0,33 a cada minuto utilizado, podendo chegar a R$ 0,59 por minuto aos finais de semana e em horários de pico. 

De acordo com gerente de logística da JET, Yakovi Azovskikh, a expectativa é que, até o final da semana, a cidade tenha 400 patinetes espalhados pelos pontos. 

"Nós vamos trazer 400 patinetes até o final da semana. Hoje, temos 200 pontos espalhados, amanhã colocaremos mais e queremos chegar em 400 pontos também. O patinete pode ser alugado por hora ou por minuto e todos os valores podem ser vistos no aplicativo", disse ao Correio do Estado

No dia 18 de junho, a Agetran liberou o acesso de ciclovias à dispositivos elétricos, como patinetes e bicicletas. Diante disso, Yakovi afirma que a maioria dos pontos espalhados na cidade estão na malha cicloviária.

"Os patinetes podem ser utilizados em vias comuns, mas os nossos pontos ficam ao longo de ciclovias", ressaltou. 

O gerente explica ainda que todas as semanas será oferecida a Escola de Pilotagem para os usuários que querem saber como pilotar o patinete e se adaptarem ao veículo. O evento é gratuito e aberto ao público. 

Durante esse período, a Agetran fará o monitoramento da operação, com análise do uso dos equipamentos, dos locais de maior demanda, do comportamento dos usuários, da integração com a infraestrutura cicloviária e dos impactos na mobilidade urbana.

“A Agetran vem conduzindo esse processo com responsabilidade e planejamento. A fase experimental é fundamental para avaliarmos o funcionamento do serviço na prática, identificarmos possíveis ajustes e garantirmos que a implantação aconteça com segurança para usuários, pedestres e todos que utilizam o sistema viário. Nosso objetivo é oferecer novas alternativas de deslocamento, sempre baseadas em critérios técnicos e voltadas à melhoria da mobilidade urbana”, afirmou o diretor-presidente Ciro Vieira. 

No momento, serão disponibilizados apenas os patinetes elétricos em Campo Grande, sem previsão para a chegada das bicicletas. 

Regras de trânsito

Desde agosto de 2023, os patinetes elétricos são considerados dispositivos de mobilidade pessoas no Brasil. Assim, sua condução deve seguir algumas regras:

  • Não é necessário ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para andar de patinete, mas é necessário ter mais de 18 anos;
  • A velocidade máxima do sistema da JET é de 20 km/h;
  • É recomendado o uso de capacete; 
  • Ao andar à noite, é recomendável usar um item refletivo;
  • Não é permitido andar em pares, o uso é individual; 
  • Não é permitido andar de patinete sob efeito de álcool.

Os lugares permitidos para o uso dos patinetes são:

  • Faixas de bicicletas, ciclovias e todas de ciclismo;
  • Áreas de pedestres, com velocidade máxima de 6 km/h;
  • Ruas onde o limite de velocidade permitido é de 40 km/h.
Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A empresa

A JET nasceu em 2021 no Cazaquistão e chegou ao Brasil em 2023. Em três anos,  mais de 35 cidades brasileiras já são atendidas pela locadora conhecida por seus patinetes elétricos azuis, que também está presente em oito países. 

De acordo com o CEO da JET, Ilya Timakhovskiy, “o Brasil é um dos melhores mercados do mundo para a micromobilidade”, atrelado ao fato de que a população “se interessa por esse tipo de transporte”. 

Ao todo, a companhia já conta com 800 funcionários em todo o País, com previsão de mais 200 contratações ainda em 2026, já que pelo menos 14 cidades brasileiras estão na lista para a chegada da empresa. 

Segundo a empresa, são mais de 40 mil patinetes elétricos em operação. Em 2025, foi lançado o serviço de aluguel de powerbanks através do modelo de franquia JET Power Bank.

As cidades brasileiras de atuação da JET são: 

Em São Paulo

  • São Paulo
  • São José dos Campos
  • Sorocaba
  • Campinas
  • Guarujá
  • Praia Grande
  • Caranguatatuba
  • Ilhabela
  • Mongaguá
  • Bertioga
  • Ubatuba
  • Campos do Jordão
  • Itanhaém
  • Peruíbe
  • Santo André

No Distrito Federal

  • Brasília

No Paraná

  • Londrina
  • Matinhos
  • Guaratuba

No Rio Grande do Sul

  • Porto Alegre
  • Gramado
  • Novo Hamburgo
  • Tramandaí
  • Torres
  • Cidreira
  • Xangri-lá
  • Capão de Canoa

Em Alagoas

  • Maceió

Em Santa Catarina

  • Balneário Camburiú
  • Blumenau
  • Florianópolis
  • Navegantes
  • Itajaí
  • Joinville

Em Sergipe

  • Aracajú

Na Bahia

  • Salvador
  • Ilhéus

No Espirito Santo

  • Guarapari
  • Vila Velha
  • Anchieta
  • Serra

No Pará

  • Belém

No Rio Grande do Norte

  • Natal

Em Minas Gerais

  • Belo Horizonte

Em Pernambuco

  • Recife

No Ceará

  • Fortaleza

Novo Endereço

Terreno na Ernesto Geisel é sugerido para construção do Hospital Municipal

Área próxima ao cruzamento com a Avenida Mascarenhas de Moraes é apresentada como alternativa após Prefeitura desistir da Chácara Cachoeira

20/08/2026 16h32

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande.

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande. Foto: Reprodução.

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A busca por um novo endereço para o Hospital Municipal de Campo Grande ganhou uma nova alternativa. O vereador Ronilço Guerreiro sugeriu que um terreno localizado na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes seja avaliado pela Prefeitura para receber a futura unidade hospitalar.

A sugestão surge depois de o município desistir da área inicialmente prevista no bairro Chácara Cachoeira. Duas licitações realizadas para viabilizar o empreendimento no local terminaram sem empresas interessadas, levando a administração municipal a procurar outro endereço para tirar o projeto do papel.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Prefeitura passou a avaliar novas possibilidades e pretende priorizar áreas próximas às saídas da cidade e com condições de facilitar o acesso da população que depende da rede pública de saúde.

É nesse cenário que Ronilço defende a inclusão do terreno próximo ao encontro da Ernesto Geisel com a Mascarenhas de Moraes entre as alternativas analisadas pelo Executivo.

A proposta, até o momento, é apenas uma sugestão e não representa uma definição sobre o novo endereço do hospital.

O principal argumento apresentado pelo vereador é a localização. A região possui ligação com importantes corredores viários de Campo Grande e, na avaliação do parlamentar, poderia facilitar o deslocamento de moradores de diferentes pontos da Capital, inclusive daqueles que utilizam o transporte coletivo.

Localização entra na discussão

A sugestão deverá passar pela avaliação da Prefeitura caso seja incorporada ao conjunto de alternativas estudadas para o hospital. Antes de qualquer definição, aspectos como propriedade do terreno, dimensões, infraestrutura disponível, acessibilidade, impactos no entorno e viabilidade técnica precisam ser considerados.

Ronilço sustenta que a facilidade de acesso deve ter peso na escolha do novo endereço, principalmente porque o Hospital Municipal será voltado ao atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o vereador, uma área conectada a grandes avenidas pode reduzir dificuldades de deslocamento de pacientes e acompanhantes.

A Avenida Ernesto Geisel corta diferentes regiões de Campo Grande e constitui um dos principais eixos viários da Capital. A Mascarenhas de Moraes, por sua vez, é uma importante ligação da região norte da cidade.

A posição estratégica das duas vias é um dos pontos utilizados para justificar a apresentação da área como alternativa.

A localização, entretanto, é apenas um dos fatores envolvidos. Um hospital de grande porte exige espaço para a implantação da estrutura, circulação de ambulâncias, estacionamento, acesso de pacientes e profissionais, além de condições para eventuais ampliações futuras.

Prefeitura procura novo endereço

A desistência da Chácara Cachoeira fez a Prefeitura voltar a uma etapa fundamental do projeto: a definição de onde o Hospital Municipal será construído.

A área havia sido escolhida para receber o empreendimento, mas a falta de interessados nas duas licitações realizadas pelo município inviabilizou a continuidade da proposta naquele endereço.

Com isso, a administração passou a procurar alternativas que atendam às necessidades técnicas e de acesso previstas para a unidade.

A escolha do novo terreno também deverá considerar o impacto sobre o trânsito, a disponibilidade de transporte coletivo, a distância em relação às regiões atendidas e a capacidade das vias do entorno de absorver o movimento provocado por uma estrutura hospitalar.

Por enquanto, não há um novo endereço definido. O terreno sugerido por Ronilço Guerreiro, na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes, passa a integrar a discussão como uma possível alternativa, mas eventual escolha dependerá da análise e da decisão da Prefeitura de Campo Grande.

Projeto prevê 259 leitos e investimento milionário

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o projeto elaborado para o Hospital Municipal de Campo Grande prevê uma estrutura com 259 leitos, dos quais 49 seriam destinados ao pronto atendimento e 190 às enfermarias.

O planejamento inclui ainda unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta e pediátrica, 10 salas cirúrgicas, 53 consultórios e 19 salas para exames, com capacidade para procedimentos como tomografia, ressonância magnética, mamografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.

Área próxima à Avenida Ernesto Geisel é sugerida como possível novo endereço do Hospital Municipal de Campo Grande.Projeto do Hospital Municipal prevê 259 leitos, UTIs adulta e pediátrica, centro cirúrgico e estrutura para exames. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.

A estrutura foi projetada com quatro pavimentos, subsolo, térreo, primeiro e segundo andares, além de centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. Ao todo, o complexo hospitalar deverá ocupar aproximadamente 14,9 mil metros quadrados.

No primeiro edital, quando a construção ainda estava prevista para o terreno entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na Chácara Cachoeira, o investimento estimado para a obra era de R$ 210 milhões.

Outros cerca de R$ 80 milhões seriam destinados à compra de mobiliário e equipamentos médicos e hospitalares.

O planejamento também previa aproximadamente R$ 20 milhões por ano para serviços de manutenção, segurança, climatização, jardinagem e outras atividades relacionadas ao funcionamento da estrutura.

A previsão estabelecida no projeto era de 24 meses de obras a partir do início da construção. Com a desistência da área da Chácara Cachoeira e a busca por um novo endereço, entretanto, a implantação do hospital dependerá agora da escolha do terreno e dos próximos procedimentos adotados pela Prefeitura para viabilizar o empreendimento.

Prefeitura não responde sobre novo local

O Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se o terreno sugerido pelo vereador Ronilço Guerreiro será avaliado como possível local para a construção do Hospital Municipal, quais outras áreas estão em análise e se há prazo para a definição do novo endereço.

Até a publicação desta reportagem, o município não havia respondido aos questionamentos.

Infraestrutura

Governo contrata obra de R$ 9,1 milhões para recuperar 18 km da MS-162

Obra alcançará 18 quilômetros entre o distrito de Quebra Coco e a área urbana de Sidrolândia; empresa terá 180 dias para concluir os serviços.

20/08/2026 16h01

Trecho da MS-162 entre Sidrolândia e o distrito de Quebra Coco será recuperado após contrato de R$ 9,1 milhões.

Trecho da MS-162 entre Sidrolândia e o distrito de Quebra Coco será recuperado após contrato de R$ 9,1 milhões. Foto: Divulgação Prefeitura de Sidrolândia/Rafael Brites.

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O Governo de Mato Grosso do Sul contratou por R$ 9,08 milhões a recuperação de um trecho de 18 quilômetros da MS-162, entre o distrito de Quebra Coco e o início do perímetro urbano de Sidrolândia. A obra deverá ser executada no segmento localizado entre os quilômetros 67 e 85 da rodovia.

O contrato foi publicado nesta quinta-feira (20) no Diário Oficial do Estado e firmado entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a empresa Transenge Engenharia e Construções Ltda. A assinatura ocorreu na última terça-feira (18).

A intervenção prevê a recomposição funcional do revestimento asfáltico. Na prática, o serviço busca recuperar as condições do asfalto existente, corrigindo desgastes e deteriorações acumuladas ao longo do tempo para melhorar a segurança e a circulação de veículos.

O valor total contratado é de R$ 9.087.304,85, o equivalente a aproximadamente R$ 504,8 mil por quilômetro. Uma nota de empenho no valor de R$ 889,8 mil já foi emitida para o início da execução financeira do contrato.

A empresa terá 180 dias consecutivos para concluir os trabalhos, prazo que começará a contar somente após o recebimento da Ordem de Início dos Serviços. Dessa forma, a publicação do contrato ainda não representa o começo imediato das obras no trecho.

Conforme o documento, a contratada deverá seguir o cronograma físico-financeiro aprovado. O descumprimento do prazo poderá resultar na aplicação de multa, além de outras penalidades e até na rescisão contratual.

Ligação com Quebra Coco

O trecho contemplado funciona como acesso entre Sidrolândia e Quebra Coco, distrito localizado na área rural do município. A recuperação da ligação já havia sido anunciada pelo Governo do Estado entre os projetos de infraestrutura destinados à região.

Em março de 2024, durante reunião com representantes de Sidrolândia, o Executivo estadual informou que seria realizado um estudo para restaurar a MS-162 entre o município e o distrito. Com a assinatura do contrato, o projeto avança para a etapa de execução. 

A obra integra o programa-piloto Pró-Revest, voltado à recuperação funcional do pavimento rodoviário. A contratação ocorreu após concorrência eletrônica promovida pela Agesul, cujo resultado foi homologado no dia 14 de agosto.

Além de atender os moradores do distrito, a rodovia está inserida em uma região marcada pela atividade rural e pela circulação de veículos ligados à produção agropecuária. A MS-162 também se conecta a estradas que atendem assentamentos e outras comunidades do município.

Nos últimos anos, Sidrolândia recebeu diferentes investimentos estaduais em infraestrutura rodoviária. Entre eles está a pavimentação do acesso ao Assentamento Capão Bonito, estrada que começa no entroncamento com a MS-162 e segue em direção à MS-455.

O novo contrato terá vigência até 120 dias depois do término do período estabelecido para a execução da obra. Esse prazo adicional será destinado ao encerramento das obrigações administrativas e contratuais relacionadas aos serviços.

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