Cidades

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MS ganha 22,7 mil habitantes em um ano e população quase chega a 3 milhões

Estimativa populacional foi divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE; Campo Grande é a 15ª capital mais populosa do País, mas ainda não alcançou

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Mato Grosso do Sul ganhou 22.796 novos habitantes no período de um ano, chegando a mais de 2, milhões de moradores em 2025. A população estimada do Estado é de 2.924.631 habitantes.  

Em 2024, o número estimado era de 2.901.895 moradores, o que representa aumento populacional de 0,77% em relação ao ano passado.

As estimativas das populações residentes nos municípios brasileiros foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com data de referência em 1º de julho de 2025.

Mato Grosso do Sul continua sendo o 21º estado mais populoso do País.

Em relação às capitais, Campo Grande é a 15ª mais populosa do País, com 962.883 habitantes, um aumento de 0,86% em relação à população estimada do ano anterior, que era de 954.537.

Em números absolutos, no período de um ano, a Capital ganhou 8.346 novos habitantes.

De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, a tendência de crescimento da população é cada vez menor.

“Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, ambas pesquisas realizadas pelo IBGE”, avalia.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

A divulgação é anual.

Veja a estimativa populacional dos municípios de Mato Grosso do Sul

Município População estimada
Água Clara 17.901
Alcinópolis 4.649
Amambai 41.751
Anastácio 24.781
Anaurilândia 7.688
Angélica 11.308
Antônio João 9.717
Aparecida do Taboado 29.826
Aquidauana 48.689
Aral Moreira 11.125
Bandeirantes 8.342
Bataguassu 24.222
Batayporã 10.947
Bela Vista 21.881
Bodoquena 8.887
Bonito 25.034
Brasilândia 11.833
Caarapó 32.748
Camapuã 13.928
Campo Grande 962.883
Caracol 5.096
Cassilândia 21.565
Chapadão do Sul 34.606
Corguinho 4.892
Coronel Sapucaia 14.685
Corumbá 98.751
Costa Rica 28.740
Coxim 33.440
Deodápolis 14.317
Dois Irmãos do Buriti 11.521
Douradina 5.768
Dourados 264.017
Eldorado 11.622
Fátima do Sul 21.504
Figueirão 3.751
Glória de Dourados 10.817
Guia Lopes da Laguna 10.116
Iguatemi 13.960
Inocência 8.764
Itaporã 25.263
Itaquiraí 20.060
Ivinhema 30.001
Japorã 8.441
Jaraguari 7.480
Jardim 24.504
Jateí 3.596
Juti 7.067
Ladário 22.425
Laguna Carapã 22.425
Maracaju 48.073
Miranda 26.512
Mundo Novo 20.087
Naviraí 53.014
Nioaque 13.354
Nova Alvorada do Sul 23.409
Nova Andradina 50.848
Novo Horizonte do Sul 4.801
Paraíso das Águas 5.842
Paranaíba 42.638
Paranhos 13.368
Pedro Gomes 6.910
Ponta Porã 98.598
Porto Murtinho 12.721
Ribas do Rio Pardo 24.152
Rio Brilhante 40.419
Rio Negro 4.921
Rio Verde de Mato Grosso 20.454
Rochedo 5.451
Santa Rita do Pardo 7.165
São Gabriel do Oeste 32.207
Sete Quedas 11.322
Selvíria 8.716
Sidrolândia 49.735
Sonora 14.813
Tacuru 11.205
Taquarussu 3.740
Terenos 18.182
Três Lagoas 143.523
Vicentina 6.505

Brasil

O IBGE revelou que o Brasil alcançou 213,4 milhões de pessoas, crescimento de 0,39% em um ano.

O Brasil tem 15 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Nesses municípios, moram 42,8 milhões de pessoas, o que representa 20,1% da população brasileira, ou seja, um em cada cinco habitantes. Das 15 cidades, apenas duas não são capitais, Guarulhos e Campinas, em São Paulo.

Os dados estão na estimativa da população, com base em 1º de julho de 2025, divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A capital paulista é a maior cidade do país, com 11,9 milhões de habitantes. Se fosse um estado, a cidade seria o quarto mais populoso, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Anastácio

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Mandado é cumprido em Anastácio e equipamentos são apreendidos; investigação apura possível envolvimento de outros suspeitos e reforça alerta sobre riscos na internet

23/04/2026 17h32

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS Foto: Arquivo PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Aeges 2 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Anastácio.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A corporação também destacou a importância da atualização na forma de tratar esse tipo de crime. Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, há uma orientação internacional para que se utilize expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.

A mudança de nomenclatura busca evidenciar a gravidade das violações e o impacto causado nas vítimas.

Prevenção 

Além da repressão, a Polícia Federal reforçou o papel fundamental da prevenção. Em nota, a instituição orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes, estabelecendo diálogo aberto sobre os riscos presentes no ambiente virtual.

O monitoramento de redes sociais, jogos online e aplicativos, aliado à educação digital, é apontado como uma das principais formas de proteção.

A recomendação inclui ainda atenção a mudanças de comportamento, como isolamento, uso excessivo ou sigiloso de dispositivos eletrônicos, que podem indicar situações de risco.

A orientação é que crianças e adolescentes sejam incentivados a relatar qualquer abordagem inadequada, tanto no ambiente virtual quanto no convívio presencial.

Para a Polícia Federal, a informação e o acompanhamento familiar continuam sendo ferramentas essenciais no enfrentamento desse tipo de crime, considerado um dos mais graves por atingir diretamente a dignidade e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Operação Oncojuris

Fraude milionária envolvia ex-servidor, donos de farmácias e candidato a vereador

Esquema manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos

23/04/2026 17h20

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina Foto: Marcelo Victor/ Correio do Estado

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Guilherme de Oliveira Neto, Luiz Henrique Marino, Reginaldo Pereira dos Santos, Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada presos na manhã desta quinta-feira (23) no âmbito da 'Operação Oncojuris' são apontados como integrantes de um esquema criminoso que teria causado prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos do Estado.

Segundo apurado pela polícia, os cinco exerciam diferentes funções no esquema que manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos por meio de pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem qualquer capacidade financeira ou estoque. O grupo ingressava em ações judiciais como parte interessada, oferecendo medicamentos com valores muito abaixo do Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

As investigações começaram há sete meses após o Núcleo de Atendimento à Saúde (Nas) identificar um padrão considerado atípico em decisões sobre a compra de medicamentos, inclusive para tratamento de câncer.

Outro ponto crítico revelado pela investigação é que os medicamentos, em muitos casos, eram importados de forma irregular, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias mínimas de segurança, colocando em risco pacientes, especialmente aqueles em tratamento oncológico.

Donos de farmácias, Luiz Henrique Marino e Reginaldo Pereira dos Santos são investigados por atuar como empresários locais, fornecer orçamentos e participar diretamente da execução financeira das fraudes.

Ex-servidor público, Guilherme de Oliveira Neto e Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada, estes advogados, são investigados por compor o chamado "núcleo jurídico" do esquema, responsável por viabilizar as decisões que autorizavam o bloqueio de verbas públicas.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados em diferentes regiões do país. Entre os cinco mandados de prisão expedidos em Mato Grosso do Sul, apenas  Luiz Henrique Marino foi preso em Ribas do Rio Pardo. Os demais foram detidos em Campo Grande.  

Operação

Exonerado em junho de 2025, Guilherme de Oliveira Neto trabalhava na Secretaria de Estado de Saúde apontado como uma das peças de articulação interna do esquema. A apuração aponta ele como um dos que direcionavam os orçamentos de empresas específicas para subsidiar decisões judiciais.

Reginaldo Pereira dos Santos aparece como responsável por empresas como a Medic Import, além da Drogaria Vitória, localizada na Avenida Ernesto Geisel. Conforme as investigações, as empresas atuariam fornecendo orçamentos e, posteriormente, recebiam os valores liberados judicialmente.

Conhecido como "Henrique da Farmácia", Luiz Henrique Marino, foi candidato a vereador em Ribas do Rio Pardo em 2024 pelo PL, obteve 381 votos e não se elegeu. 

Segundo as autoridades, após a liberação dos recursos, grande parte dos valores era desviada por meio de cobranças de taxas de serviço ou assessoria, que podiam ultrapassar 70% do total repassado. Apenas uma pequena fração era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente R$ 78 milhões, afirmou o superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos desviados.

A deflagração da Operação Oncojuris, foi conduzida pela Receita Federal em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado.

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