Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura decreta luto oficial de três dias pela morte de Bernal

Ex-prefeito, Alcides Bernal, faleceu na madrugada desta segunda-feira (13) devido a complicações cardíacas

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) decretou luto oficial de três dias em virtude do falecimento do ex-prefeito da Capital, Alcides Jesus Peralta Bernal.

Com isso, a bandeira do município deve ser hasteada a meio mastro, que representa o símbolo de luto.

O decreto foi publicado na tarde desta segunda-feira (13) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

A Câmara Municipal de Vereadores também decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-prefeito.

FALECIMENTO

Alcides Bernal faleceu na madrugada desta segunda-feira (13), no Hospital Santa Casa, em Campo Grande.

Ele passou mal no Presídio Militar e foi encaminhado para o hospital, onde passou por cateterismo, mas não resistiu e faleceu.

Bernal tinha várias comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e três infartos agudos do miocárdio prévios. Ele foi submetido à intervenção com implante de quatro stents coronarianos, sendo novamente submetido a um cateterismo cardíaco no dia 1º de julho, quando foi diagnosticado uma doença coronariana multiarterial severa.

Na noite deste domingo (12), foi submetido novamente a um cateterismo, mas, não resistiu e faleceu na madrugada desta segunda-feira (13) devido a complicações cardíacas.

Ele faleceu na véspera de seu aniversário e completaria 61 anos amanhã, 14 de julho.

HOMICÍDIO

Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (2013-2014), matou a tiros o fiscal tributário do governo do Estado, Roberto Carlos Mazzini, em 24 de março de 2026, na avenida Antônio Maria Coelho, bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.

Bernal disparou duas vezes contra Mazzini, no abdômen e costela, após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

O ex-prefeito flagrou, por meio de imagens de câmeras de segurança, o momento em que Mazzini entrou na casa, com auxílio de um chaveiro. Em seguida, foi até o local e matou o homem com um revólver calibre 38.
Após o crime, se entregou na Delegacia de Polícia Civil e permaneceu preso no Presídio Militar. Em 25 de março, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva.

A disputa pelo imóvel começou em 2023, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou. Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão.

Mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais.

PRISÃO

Bernal foi preso em 24 de março e, um dia depois, em 25 de março, teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva. Com isso, se tornou réu pela morte do fiscal tributário Roberto Mazzini. Bernal é cardíaco e, há cerca de um mês, o ex-prefeito tem sofrido complicações cardíacas.

Com isso, a defesa de Bernal solicitou diversas vezes prisão domiciliar alegando risco de morte súbita, mas, o juíz Aluízio Pereira dos Santos, da 1 Vara do Tribunal do Júri, negou o pedido na sexta-feira (10).

No pedido, a defesa esclareceu que Bernal tinha várias comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e três infartos agudos do miocárdio prévios.

O pedido ainda sustentava que Bernal foi submetido à intervenção com implante de quatro stents coronarianos, sendo novamente submetido a um cateterismo cardíaco no dia 1º de julho, quando foi diagnosticado uma doença coronariana multiarterial severa.

A defesa anexou laudos, onde o médico cardiologista atestava a necessidade de repouso relativo e acompanhamento médico por, no mínimo, 30 dias. Além disso, acrescentou que o Presídio Militar Estadual não tem estrutura médica para o monitoramento que o caso de Bernal exigia.

CARDÍACO

Bernal tinha várias comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e três infartos agudos do miocárdio prévios. Já passou por vários cateterismos e implantou quatro stents coronarianos recentemente. Em 1 de julho de 2026, foi diagnosticado com doença coronariana multiarterial severa.

Duplo Homicídio

Adolescente morre após ser baleado durante execução em Campo Grande

Jovem de 17 anos cortava o cabelo de homem de 35 anos quando criminosos encapuzados chegaram em um carro e abriram fogo no Jardim Lagoa Park

29/08/2026 14h31

Câmera de segurança registrou homens encapuzados durante ataque que terminou com duas mortes no Jardim Lagoa Park.

Câmera de segurança registrou homens encapuzados durante ataque que terminou com duas mortes no Jardim Lagoa Park. Foto: Reprodução.

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Um adolescente de 17 anos morreu após ser baleado durante a execução de um homem de 35 anos no Jardim Lagoa Park, em Campo Grande. O jovem cortava o cabelo da vítima quando criminosos encapuzados chegaram ao local e efetuaram diversos disparos.

O ataque ocorreu na noite de sexta-feira (28), na Rua Lagoa Bonita. O alvo dos atiradores era Bruno Pereira Barbosa, de 35 anos, que morreu no local após ser atingido pelos tiros.

O adolescente Wellyton Torres dos Santos, de 17 anos, estava cortando o cabelo de Bruno no momento em que os criminosos chegaram. Ele também foi atingido durante a sequência de disparos.

Wellyton chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. Apesar do atendimento médico, não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente no hospital.

Imagens de câmeras de segurança registraram a movimentação no momento do crime. Os suspeitos teriam chegado em um Ford Ka branco e estavam encapuzados. Após os disparos, eles deixaram o local.

Bruno morreu antes de receber atendimento médico. Equipes das forças de segurança foram acionadas e a área foi isolada para os trabalhos da perícia.

Bruno havia deixado recentemente o sistema prisional e utilizava tornozeleira eletrônica, conforme informações disponíveis até o momento. As circunstâncias envolvendo a execução e o histórico da vítima fazem parte da investigação.

A motivação do ataque ainda não foi oficialmente esclarecida. Uma das linhas mencionadas em informações preliminares é a possibilidade de o crime estar relacionado a conflitos entre grupos criminosos, hipótese que ainda depende de confirmação da investigação.

Com a morte de Wellyton, o ataque passa a ser investigado também a partir da segunda vítima. Até o momento, não há informação de que o adolescente fosse o alvo dos atiradores.

A Polícia Civil trabalha para identificar os responsáveis pelo crime e esclarecer a dinâmica da execução. As imagens registradas por câmeras de segurança da região poderão auxiliar na identificação do veículo e dos envolvidos.

O caso segue sob investigação.

Show Polêmico

MC Pipokinha é condenada por show com cenas sexuais diante de adolescentes em MS

Justiça fixou R$ 162,1 mil em indenizações após apresentação em trio elétrico; decisão cita nudez parcial e simulação de atos sexuais em espaço público

29/08/2026 13h45

MC Pipokinha foi condenada a pagar R$ 100 mil por dano moral coletivo após apresentação em evento realizado em Corumbá.

MC Pipokinha foi condenada a pagar R$ 100 mil por dano moral coletivo após apresentação em evento realizado em Corumbá. Foto: Reprodução Rede Social.

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou Doroth Helena de Sousa Alves, conhecida artisticamente como MC Pipokinha, e outros quatro envolvidos na realização de um evento em Corumbá, após concluir que adolescentes foram expostos a uma apresentação com conteúdo sexual explícito em espaço público. As indenizações por dano moral coletivo somam R$ 162,1 mil.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível de Corumbá, no âmbito de uma ação civil pública que analisou as circunstâncias do “Esquenta do Magrão”, realizado em 16 de fevereiro de 2023.

Segundo as provas consideradas no processo, havia adolescentes entre as pessoas que acompanhavam o evento, inclusive jovens com aproximadamente 14 anos.

A apresentação ocorreu sobre um trio elétrico instalado em área aberta, o que permitia que as cenas fossem vistas também por quem não participava diretamente da programação.

Registros audiovisuais juntados ao processo mostraram, conforme descrito na ação, a cantora parcialmente despida durante a apresentação, enquanto dançarinos realizavam contatos físicos e movimentos considerados simulações de atos sexuais.

A visibilidade do espetáculo foi um dos elementos considerados pela Justiça. Além do público reunido para acompanhar o evento, as cenas poderiam ser observadas por pessoas que circulavam nas proximidades.

Conforme consta no processo, a apresentação chegou a ser vista por pessoas que estavam em uma escola próxima, durante o horário de aulas.

MPMS adotou medidas antes do evento

A preocupação com a presença de crianças e adolescentes já existia antes da realização do show. De acordo com o processo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia tomado providências para verificar a adequação da apresentação ao público adolescente.

Entre as medidas adotadas estavam a comunicação ao Conselho Tutelar e a notificação dos responsáveis pela organização.

Depois do evento, vídeos registrando a apresentação foram encaminhados ao órgão ministerial e passaram a integrar os elementos analisados na ação civil pública.

Na sentença, o juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos considerou que, nas circunstâncias específicas do caso, o conteúdo apresentado ultrapassou os limites da liberdade artística diante da exposição de adolescentes a cenas de natureza sexual explícita em via pública.

A decisão não trata simplesmente do estilo musical ou da possibilidade de realização de apresentações destinadas ao público adulto. O ponto considerado pela Justiça foi a maneira como o espetáculo ocorreu, em local aberto e com acesso e exposição de menores de idade.

Organizadores tinham dever de prevenção

Outro aspecto destacado na sentença foi a responsabilidade dos envolvidos na organização. Conforme o entendimento judicial, cabia aos responsáveis adotar medidas preventivas e de fiscalização capazes de impedir que crianças e adolescentes fossem expostos ao conteúdo considerado inadequado.

A Justiça entendeu ainda que as características da apresentação não poderiam ser consideradas imprevisíveis.

Segundo a decisão, o conteúdo já conhecido das apresentações da artista permitia aos organizadores antecipar a natureza do espetáculo e, consequentemente, estabelecer mecanismos de controle compatíveis com o público esperado.

Para reconhecer a ocorrência de dano moral coletivo, o magistrado levou em consideração a presença de adolescentes, a natureza das cenas, a realização da apresentação em ambiente aberto e o número potencial de pessoas expostas ao conteúdo.

Condenações chegam a R$ 162,1 mil

MC Pipokinha recebeu a maior condenação individual: R$ 100 mil. Outros quatro envolvidos na realização do evento foram condenados ao pagamento de R$ 15.525 cada.

Somadas, as cinco indenizações chegam a R$ 162.100.

O dinheiro deverá ser destinado ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Corumbá (FMDCA), responsável pelo financiamento de políticas e ações voltadas à proteção e promoção dos direitos do público infantojuvenil.

A sentença é de primeira instância e, portanto, ainda pode ser alvo de recurso.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da cantora e dos demais envolvidos citados na decisão.

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