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Preso pelo Gaeco, prefeito de Terenos pede afastamento do cargo

Henrique Budke pediu o afastamento "para poder se concentrar em sua defesa", conforme repassado pelos advogados

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Nesta quinta-feira, cerca de 48 horas após a prisão do chefe do Executivo do município de Terenos, distante pouco mais de 30 quilômetros da Capital, o até então prefeito,  Henrique Budke (PSDB), pediu afastamento do cargo de principal cadeira da cidade. 

Conforme repassado pelo defensor de Henrique, o agora ex-chefe do Executivo de Terenos disse que "foi surpreendido com a operação". 

Vale lembrar que Henrique Wancura Budke foi preso ainda na segunda-feira (09), durante operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) batizada de "Spotless". Com 37 anos, ele foi reeleito no ano passado com 53,69% dos votos válidos, ou seja, 5.885 votos.

Agora, ele solicitou o afastamento da sua cadeira como chefe do Executivo, "para poder se concentrar em sua defesa". 

"Sempre pautou sua vida em honestidade e transparência. Pediu afastamento do cargo para poder se concentrar em sua defesa. E aguarda a evolução das apurações, depositando na Justiça a confiança de que a verdade provará sua inocência", complementa a defesa em nota. 

Entenda

Essa operação desdobrada pelo Gaeco mira um suposto esquema criminoso em Terenos, que seria voltado para fraudar licitações públicas locais, onde os contratos ultrapassam R$ 15 milhões, como bem acompanhou o Correio do Estado

Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 59 de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com alvos nas cidades de Campo Grande e Terenos. 

Foi constatado em investigação a existência da organização criminosa, que agia com núcleos bem definidos contra a Administração Pública, se valendo de servidores corrompidos para fraudar o caráter competitivo das licitações públicas. 

Nesse sentido, haviam dois principais núcleos: 

  • o empresarial, composto por empreiteiros que se beneficiavam dos contratos fraudulentos.
  • o político-administrativo, formado por servidores como Isaac Cardoso Bisneto (ex-secretário de Obras) e Valdecir Alves Batista, responsáveis por direcionar editais

Assim, havia o direcionamento dos respectivos certames para beneficiar empresas participantes do esquema, com a elaboração de editais moldados e por meio de simulação de competição legítima. 

Além disso, havia o pagamento de propina para os agentes públicos que, falsamente, atestavam o recebimento de produtos, de serviços e, ainda, aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

Com o desdobrar da situação, enquanto até a tradicional Festa do Ovo precisou ser cancelada, o vice-prefeito de Terenos é quem deve assumir o cargo interinamente já nesta quinta-feira (11).

 

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CAMPO GRANDE

Polícia prende mulher que decepou orelha de companheiro

A suspeita esteve foragida desde o crime e tinha histórico de tentativa de homicídio de 2023

26/03/2026 12h30

Divulgação PCMS

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Na última quarta-feira (25) a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Policiamento Interestadual e Capturas (Polinter), prendeu uma mulher, de 46 anos, em Campo Grande. Foragida desde o início deste mês, a mulher teria histórico de crimes violentos.

A motivação da prisão foi por tentativa de homicídio e lesão grave. O primeiro crime ocorreu em janeiro de 2023, quando a mulher tentou assassinar um homem com uma faca. A vítima foi atingida com facadas no ombro, costas e abdômen.

O segundo crime foi mais recente, em outubro de 2024, suspeita de agredir o companheiro. De acordo com as informações, na ocasião, ela atacou o homem e decepou a orelha dele. Posteriormente, ela descartou o membro no lixo comum.

A mulher estava foragida desde a investigação do segundo crime, e foi capturada ontem.

Devido a violência dos crimes e fuga da envolvida, foi decretada prisão preventiva pela Justiça. A equipe da Polinter a encaminhou para realizar os procedimentos legais e agora permanece à disposição do Judiciário.

Não foi divulgada a motivação dos crimes.

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polêmico

Servidores protestam contra terceirização da saúde e Câmara marca audiência pública

Plano para privatizar duas Unidades de Saúde 24 horas da Capital tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Munic

26/03/2026 12h01

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública

Em reunião na Câmara, foi definida a realização de audiência pública Foto: Câmara Municipal

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O plano da Prefeitura de Campo Grande para privatizar duas unidades de saúde com atendimento 24 horas gerou protesto de servidores da área da saúde na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (26). Para ampliar o debate sobre o tema e ouvir todos os envolvidos, será realizada uma audiência pública no dia 9 de abril, às 14h, na Casa de Leis.

A audiência foi definida durante reunião entre a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande com o Conselho Municipal de Saúde, com objetivo de dar continuidade às discussões sobre o projeto que prevê a transferência da gestão de duas unidades de saúde da Capital para Organizações Sociais (OSs). 

O tema tem gerado divergências, especialmente após posicionamento contrário do Conselho Municipal de Saúde e manifestação dos servidores na sessão ordinária desta quinta-feira.

Para intermediar o debate, a Câmara irá realizar a audiência "buscando garantir diálogo, transparência e participação popular antes de qualquer deliberação sobre o tema".

“Com o conselho participando do debate, a população também está representada. Existe uma posição contrária inicial, mas esse é um tema que precisa ser discutido com profundidade. O que fizemos hoje foi uma conversa preliminar, reforçando que não há motivo para pânico. O método da Câmara é claro: dialogar passo a passo, realizar audiência pública e garantir que a população entenda o que está sendo proposto. Só depois disso é que qualquer projeto será analisado. Nada será feito de forma apressada”, afirmou o presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy.

A audiência pública deve reunir representantes do Executivo, trabalhadores da saúde, entidades de classe e a população, consolidando o compromisso da Câmara Municipal com um debate amplo antes de qualquer encaminhamento legislativo.

Terceirização

Conforme reportagem do Correio do Estado, a proposta é de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para a OSSs, sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, diz o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a Comissão Permanente de Saúde da Câmara, receceu o plano na tarde de ontem e esclareceu que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

As OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

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