Cidades

PREVISÃO

Semana terá calor, mas nova frente fria chega na sexta com mínima de 4°C

De acordo com o CEMTEC, chuvas devem ser esperadas em todo o Estado de forma esporádica e um final de semana com possibilidade de geadas em pontos específicos

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Mato Grosso do Sul terá uma semana de calor nesses próximos dias, mas a chegada de uma nova frente fria promete derrubar as temperaturas mais uma vez. 

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul, a previsão até esta sexta-feira (8) indica tempo com sol e variação de formação de nuvens. 

Isso acontece devido ao sistema de alta pressão atmosférica e, devido aos cavados, há alta chances de chuvas e tempestades isoladas, como já havia informado o Correio do Estado. 

De acordo com a previsão, no próximo final de semana, entre sexta-feira (8) e domingo (10), uma nova frente fria deve avançar pelo Estado, favorecendo a queda das temperaturas, que podem variar entre 4ºC e 8ºC, especialmente na metade sul de Mato Grosso do Sul. 

A previsão não descarta a possibilidade de temperaturas abaixo dos 4ºC em pontos isolados, favorecendo a formação de geadas. 

Nas regiões sul até Dourados, as temperaturas devem variar com mínimas entre 12ºC e 17ºC, e as máximas, até 19ºC e 24ºC. 

Em Porto Murtinho, subindo até Corumbá, as mínimas ficam entre 16ºC e 20ºC e as máximas entre 21ºC e 28ºC nesta semana. 

Na região norte do Estado e extremo leste, como em Coxim até Três Lagoas, os termômetros devem registrar mínimas entre 14ºªC e 18ºC e máximas entre 25ºC e 32ºC.; 

Em Campo Grande, a semana deve ter temperaturas mínimas chegando a 16ºC e máximas de 26ºC. 

As chuvas se concentram na região sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, mas instabilidades podem ser esperadas em todas as regiões. 

Inverno sul-mato-grossense

Mesmo com o avanço de frentes frias pequenas e pontuais no Estado, o inverno em Mato Grosso do Sul deve ser mais quente que a média histórica, sendo esperadas temperaturas acima do normal nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. 

A expectativa para os meses de agosto e setembro é de predomínio de umidade baixa, temperaturas elevadas, baixo índice de chuva e tempo seco. 

Mas, mesmo com a tendência ao clima seco e temperaturas altas, é importante estar atento com os eventos pontuais e de curta duração, como a ocorrência de geadas quando as massas de ar polar conseguirem avançar pelo bloqueio atmosférico. 

Cidades mais suscetíveis a estas ocorrências como Dourados, Ponta Porã e Amambai devem esperar variações durante toda a estação.

Outro fator de alerta é para o clima seco, característico desse período no Estado. A umidade relativa do ar em Mato Grosso do Sul, especialmente nessa época, sempre foi um fator preocupante, exigindo atenção e cuidados com a saúde. 

No último sábado (2), mais da metade do Estado esteve em alerta para os baixos níveis de umidade, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com quantidade de vapor de água na atmosfera entre 30% e 20%, considerado perigoso para a saúde humana. 

Em cenários como este, a orientação é que a população adote algumas medidas, como a ingestão constante de líquidos, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e secos do dia, além de atenção redobrada quanto ao manejo de fogo e atividades que possam gerar chamas ou faíscas. 
 

ACIDENTE

Homem bate cabeça no chão e morre após cair de ônibus em Campo Grande

O caso ocorreu por volta das 16h 30, enquanto o transporte coletivo fazia a linha Coophavila II-Centro, em Campo Grande

23/06/2026 08h15

Ônibus em Campo Grande

Ônibus em Campo Grande Crédito: Gerson Oliveira / Arquivo / Correio do Estado

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Na tarde desta segunda-feira (22), um idoso, de 66 anos, identificado como Roberto de Jesus Pupo, morreu após se desquilibrar, cair de um ônibus e bater a cabeça no chão. O caso ocorreu por volta das 16h 30, enquanto o transporte coletivo fazia o trajeto da linha Coophavila II-Centro, em Campo Grande.

O Corpo de Bombeiros esteve no local para prestar o socorro e encaminhar o homem para a Santa Casa.

A esposa de Roberto chegou na Santa Casa e foi informada que Roberto bateu com a cabeça no chão, vindo a sair sangue. Ela estava muito abalada e não soube explicar a situação aos policiais.

A esposa de Roberto autorizou a extração dos órgãos do homem. Após isso, ela recebeu mensagem do Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico - Núcleo PAT - da Santa Casa informando que o procedimento de retirada já havia sido realizado.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC/CEPOL), como morte decorrente de fato atípico.

 

Segurança Pública

Fronteira de MS tem a maior apreensão de cocaína da história

Com apoio dos Estados Unidos e da Bolívia, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal apreenderam aproximadamente 90 toneladas de cocaína

23/06/2026 08h00

Foto: Montagem

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A demanda por cocaína do tráfico internacional passando pela fronteira de Mato Grosso do Sul alcançou um nível recorde. Esses indícios foram apontados por diferentes operações, que ocorreram com menos de dois dias de diferença, que identificaram entre 20 toneladas e 50 toneladas de droga escondidas em madeiras, além de um carregamento de 21 toneladas de insumo químico para produção do entorpecente, capaz de produzir até 40 toneladas. 

Para haver a interceptação, o governo brasileiro só conseguiu agir quando atuou em conjunto com os Estados Unidos e a Bolívia.

As investigações do lado brasileiro para se chegar às apreensões tiveram o envolvimento direto da Receita Federal em Corumbá, da Receita Federal em São Paulo e da Receita Federal em Cáceres (MT), além da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Exército Brasileiro. 

Também houve envolvimento de policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e da Perícia Científica, de Mato Grosso do Sul, bem como do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Perícia Científica de Mato Grosso. As ações ocorreram no domingo e ontem.

Na maior apreensão, feita pela Receita com apoio dos EUA, cocaína estava em toras de madeira - Foto: Divulgação

O próximo passo nesse trabalho de interceptação envolve a Polícia Federal, na tentativa de descobrir os envolvidos diretamente no carregamento. Nas operações, acabaram presos apenas nove motoristas de caminhões que faziam os transportes.

Com o volume de cocaína que poderia ser produzido com os produtos químicos apreendidos somado à droga que estava escondida em meio às toras de madeira, pode-se chegar a 90 toneladas interceptadas. 

No ano passado, uma das maiores cargas apreendidas foi de 1,1 tonelada, em julho. Comparando o volume apreendido em 2025 ao deste ano, o que as autoridades suspeitam é de que há um esquema de grandes proporções que está estruturado para o tráfico internacional envolvendo criminosos no Brasil e na Bolívia.

A Operação Timber Shield, que identificou oito caminhões transportando 260 toneladas de madeira, quatro deles na região de Corumbá e outros quatro em Cáceres, foi desencadeada por Estados Unidos, Bolívia e Brasil. Ambas as cidades brasileiras fazem fronteira com a Bolívia e entre 10% e 20% do peso da carga dos caminhões era de cocaína, que fica camuflada.

“No início do mês, 6/6, a Aduana do Chile fez apreensão de 100 toneladas de cocaína vindas da Bolívia no mesmo esquema detectado pela aduana brasileira nesta operação [domingo], ou seja, cocaína líquida misturada na madeira. A Operação Timber Shield evidencia o alto grau de sofisticação das organizações criminosas e reforça a importância da cooperação internacional, especialmente da integração entre Brasil, Estados Unidos e Bolívia, no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas em larga escala”, defendeu a Receita Federal, em nota.

Na averiguação da carga em Corumbá e Cáceres, a Receita Federal usou cães farejadores. Do lado boliviano, a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn) conduziu a investigação e a Aduana Boliviana também acompanhou a ação. 

Já os EUA estão atuando diretamente com o governo boliviano desde maio, incluindo a presença de agentes daquele país na região de La Paz, e teriam contato em Santa Cruz de la Sierra.

“A tentativa de ocultar substâncias ilícitas como a cocaína em cargas de madeira é uma prática criminosa monitorada de perto por autoridades nacionais e internacionais. O uso de madeira para fins de contrabando envolve técnicas de camuflagem que buscam burlar a fiscalização alfandegária e policial em portos e fronteiras. Segundo informações compartilhadas pelos EUA, as apreensões realizadas recentemente no Chile e agora no Brasil estão relacionadas entre si, tendo origem no mesmo local de produção na Bolívia”, afirmou a Receita Federal. 

Desde sexta-feira havia operação sendo feita para tentar identificar algum carregamento suspeito, o que acabou ocorrendo no domingo.

PRODUÇÃO DE COCAÍNA

Em paralelo às investigações para localizar cocaína escondida em diferentes produtos, a Receita Federal também passou a aumentar a fiscalização de produtos químicos que são usados para a produção do entorpecente.

Ao mesmo tempo que a madeira com cocaína líquida tentava sair da Bolívia para entrar no Brasil, outro esquema estava em curso, a exportação pelo Brasil de 21 toneladas de acetato de etila. Esse produto serve para transformar a cocaína-base no cloridrato de cocaína, considerado um entorpecente de “alta qualidade” e que acaba sendo vendido mais caro no mercado ilegal.

O monitoramento que permitiu a apreensão em Corumbá da substância envolveu a participação da equipe de Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal em São Paulo (Direp08), da equipe de Vigilância e Repressão da Receita Federal em Corumbá, da equipe de plantão da Polícia Rodoviária Federal e de informações obtidas junto ao Garras.

“Considerando a proporção média utilizada por traficantes, que produzem a droga de um litro de acetato de etila para 2 quilos de cocaína pronta para consumo, e a concentração do insumo químico apreendido, estima-se que aproximadamente 40 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidas”, informou a Receita Federal.

A Polícia Federal agora passa a investigar detalhes sobre o destino do acetato de etila. Além disso, a origem da substância química, em São Paulo, também vai ser averiguada.

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