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CATAR 2022

CT do Brasil na Copa tem frases de Tite na parede e fotos de times campeões

Ambiente tem tabela especial da competição, além de linha do tempo com toda a campanha da seleção nas Eliminatórias

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O Centro de Treinamento em que o Brasil vai se preparar durante a Copa do Mundo no Qatar levou uma decoração especial no seu interior. 

No espaço, frases motivacionais de Tite, uma tabela especial da competição, uma linha do tempo com toda a campanha da seleção nas Eliminatórias e até mesmo foto das outras seleções brasileiras que foram campeãs do mundo.

Os detalhes foram vistos de perto pelo UOL Esporte na visita da imprensa deste sábado (19) às instalações que serão usadas pelo time pentacampeão no Grand Hamad Complex, estádio que normalmente é usado pelo Al-Arabi Sports Club, equipe que disputa a Liga do Qatar.

Juliane Penteado

Entenda se compensa ainda contribuir com 60 anos

26/06/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Muitas pessoas chegam aos 60 anos com uma dúvida importante: ainda vale a pena pagar o INSS? Esse é um questionamento comum. A resposta depende de alguns fatores, como o tempo já contribuído, a idade, a quantidade de contribuições feitas ao longo da vida e até mesmo o objetivo da pessoa, se deseja se aposentar, aumentar o valor do benefício ou manter a proteção previdenciária.

A boa notícia é que, em muitos casos, ainda pode compensar contribuir após os 60 anos. Porém, é preciso analisar as regras atuais da Previdência Social para evitar pagamentos desnecessários.

O que a lei exige hoje para aposentadoria?

Após a Reforma da Previdência (EC nº 103/2019), as regras mudaram. Atualmente, na aposentadoria programada (aposentadoria por idade), os requisitos gerais são:

  • Mulher: 62 anos de idade e mínimo de 15 anos de contribuição;

  • Homem: 65 anos de idade e mínimo de 15 ou 20 anos de contribuição, dependendo da data de filiação ao INSS;

  • Carência mínima de 180 contribuições mensais.

Além do tempo de contribuição, o INSS exige a chamada carência, que corresponde ao número mínimo de contribuições efetivamente pagas. Nem sempre tempo de contribuição e carência são a mesma coisa.

Então ainda compensa pagar depois dos 60?

Em muitos casos, sim.

Para quem ainda não completou a carência mínima

Uma pessoa pode chegar aos 60 anos sem ter os 15 anos mínimos de contribuição. Nesse caso, continuar pagando o INSS pode ser essencial para conseguir a aposentadoria futuramente.

Exemplo:
Uma mulher com 60 anos e apenas 10 anos de contribuição ainda não possui o mínimo exigido. Se continuar contribuindo por mais cinco anos, poderá atingir os requisitos necessários para se aposentar aos 65 anos.

Para aumentar o valor da aposentadoria

Mesmo quem já possui o tempo mínimo pode continuar contribuindo para melhorar o valor do benefício.

Após a Reforma da Previdência, o cálculo da aposentadoria passou a considerar:

  • 60% da média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994;

  • Acréscimo de 2% ao ano que ultrapassar 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos para homens.

Isso significa que continuar contribuindo pode aumentar o percentual recebido na aposentadoria.

Exemplo:
Uma mulher com 15 anos de contribuição receberá 60% da média salarial. Se ela contribuir por mais cinco anos, poderá aumentar esse percentual para 70%.

Para manter a qualidade de segurado

Quem contribui para o INSS também mantém acesso a benefícios previdenciários, como:

  • auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);

  • aposentadoria por incapacidade permanente;

  • pensão por morte para dependentes;

  • salário-maternidade, em alguns casos específicos.

Ou seja, mesmo após os 60 anos, continuar contribuindo pode servir como uma proteção previdenciária.

Quando pode não compensar?

Há situações em que continuar pagando pode não trazer vantagem financeira significativa.

Isso pode acontecer quando:

  • a pessoa já cumpriu todos os requisitos;

  • o benefício já alcançou um valor próximo do teto possível dentro da realidade contributiva;

  • faltam poucos anos de vida contributiva e o aumento do benefício será pequeno;

  • os pagamentos estão sendo feitos sem planejamento previdenciário.

Além disso, contribuir com valores altos perto da aposentadoria não garante aumento proporcional do benefício, já que o cálculo considera toda a média contributiva desde julho de 1994.

Posso pagar como facultativo depois dos 60?

Sim.

O INSS permite contribuição como segurado facultativo para pessoas maiores de 16 anos que não exercem atividade remunerada obrigatória.

Existem opções de contribuição:

  • 20% sobre o valor escolhido entre salário mínimo e teto do INSS;

  • 11% sobre o salário mínimo, no plano simplificado.

No entanto, quem contribui com 11% possui limitações e não pode utilizar essa modalidade para aposentadoria por tempo de contribuição.

E pagar INSS atrasado resolve?

Nem sempre.

O recolhimento em atraso pode exigir comprovação da atividade exercida e o INSS pode não reconhecer automaticamente todos os períodos pagos fora do prazo.

Por isso, antes de realizar pagamentos retroativos, é importante verificar se aquele período realmente contará para aposentadoria.

O mais importante: fazer um planejamento previdenciário

Cada caso possui regras diferentes. Há pessoas que precisam contribuir mais alguns anos. Outras já podem pedir aposentadoria imediatamente. Em alguns casos, continuar pagando pode aumentar bastante o benefício; em outros, o ganho pode ser pequeno.

Por isso, antes de começar a pagar ou continuar contribuindo após os 60 anos, o ideal é realizar uma análise previdenciária completa.E o escritorio Penteado Santana pode te ajudar com isso.

Provenzano

Golpe do Pix: o que fazer e quando o banco deve devolver seu dinheiro

25/06/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Sofrer um golpe do Pix é uma experiência angustiante. Em segundos, o dinheiro sai da conta e a sensação é de impotência. No entanto, fazer uma transferência enganado não significa, automaticamente, perder o valor para sempre. Por isso, este artigo explica, de forma prática, o que fazer nas primeiras horas e quando a Justiça reconhece a responsabilidade do banco.

Além do passo a passo, você vai entender como funciona o novo MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução) e o que diz a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Assim, poderá agir com rapidez e avaliar a real força do seu caso.

Caí no golpe do Pix: os 4 passos das primeiras horas

A velocidade é decisiva. Quanto antes você agir, maiores as chances de bloquear o dinheiro antes que o golpista o saque. Portanto, siga estes passos logo após perceber a fraude:

  1. Conteste pelo aplicativo do banco. Desde outubro de 2025, todos os bancos devem oferecer um botão de contestação no app, que aciona o MED sem fila de atendimento.

  2. Registre o boletim de ocorrência. O B.O. formaliza o crime e funciona como prova essencial em eventual ação judicial.

  3. Guarde todas as provas. Salve prints das conversas, comprovantes, e-mails e números de protocolo. Esses registros demonstram o golpe e a sua boa-fé.

  4. Formalize a reclamação por escrito. Além do app, registre reclamação formal pelos canais oficiais e, se necessário, na plataforma consumidor.gov.br.

Esses quatro passos preservam o seu direito tanto na via administrativa quanto na judicial. Quanto antes eles forem feitos, maiores as chances de recuperar o dinheiro.

Como funciona o MED 2.0 para recuperar o Pix

O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é a ferramenta do Banco Central para devolver valores em casos de fraude. Originalmente criado pela Resolução BCB 103/2021, ele passou por uma reformulação importante. Desde 2 de fevereiro de 2026, o chamado MED 2.0 (Resolução BCB 493/2025) tornou-se obrigatório para todas as instituições.

Na prática, o que mudou favorece a vítima. Agora, o sistema rastreia o dinheiro em até cinco contas seguintes, alcançando inclusive as chamadas contas “laranjas”. Além disso, os valores suspeitos podem ser bloqueados de forma cautelar enquanto a análise ocorre. Quando há saldo disponível e fraude confirmada, o Banco Central estima a devolução em até 11 dias após a contestação.

No entanto, existe um prazo que você não pode perder: o pedido de devolução deve ser feito em até 90 dias contados da transação original. Vale destacar, ainda, que o MED não se aplica a um Pix enviado por engano para a chave errada - ele alcança apenas fraudes, golpes e falhas operacionais.

Quando o banco é responsável pelo golpe do Pix

Aqui está o ponto central. Muitos consumidores acreditam que, por terem “autorizado” a transferência, perderam o direito. Na verdade, a lei brasileira protege a vítima em diversas situações.

Primeiro, o Código de Defesa do Consumidor aplica-se aos bancos (Súmula 297 do STJ). Em seguida, o art. 14 do CDC impõe a responsabilidade objetiva: o fornecedor responde por falhas no serviço, independentemente de culpa. Soma-se a isso a Súmula 479 do STJ, que estabelece:

As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.

Essa lógica do “fortuito interno” também foi fixada no Tema Repetitivo 466 do STJ, de observância obrigatória. Em outubro de 2025, a Terceira Turma reforçou o entendimento ao julgar o golpe da falsa central de atendimento. Naquele julgamento, o STJ decidiu que bancos e instituições de pagamento devem indenizar quando falham em identificar transações atípicas, fora do perfil do cliente. Por essa razão, fintechs como Nubank, PicPay e Mercado Pago respondem no mesmo regime dos bancos tradicionais.

Igualmente, a instituição que recebeu o dinheiro pode responder. Se ela permitiu a abertura de uma conta-laranja sem a devida verificação de identidade, então contribuiu para a fraude. Diante disso, a vítima pode acionar tanto o banco de origem quanto o banco recebedor na mesma ação. Com essas mudanças, a vítima de um golpe agora tem mais chances de receber seu dinheiro de volta.

A fronteira da responsabilidade: nem todo golpe gera indenização

Apesar desse cenário favorável, é preciso franqueza. A responsabilidade do banco não é automática em todo e qualquer golpe. De fato, a análise é casuística e depende fortemente das provas.

O elemento decisivo é a falha do serviço. Quando o golpe usa a estrutura do banco - falsa central, acesso remoto, conta-laranja mal verificada ou transações atípicas não bloqueadas -, a tendência é de responsabilização. Por outro lado, quando a fraude se desenvolve inteiramente fora da relação bancária, sem qualquer falha sistêmica, os tribunais têm afastado o dever de indenizar. É o caso, por exemplo, de uma negociação iniciada em rede social em que a vítima simplesmente faz um Pix a um desconhecido.

Mas como provar a falha? Valores muito acima do seu padrão de movimentação, várias transferências em rápida sucessão e operações para contas desconhecidas são sinais que o banco deveria detectar. Quando o sistema ignora esses alertas e libera tudo sem qualquer barreira, a falha de segurança fica evidente.

Em 2026, decisões recentes do STJ confirmaram essa fronteira. Portanto, cada caso exige uma avaliação técnica específica, e não uma narrativa genérica de “golpe do Pix”. Em suma, quanto mais bem documentada a falha de segurança, maior a força da sua ação.

Sofreu um golpe do Pix? Busque orientação especializada

Em conclusão, ser enganado por um golpista não significa, necessariamente, arcar sozinho com o prejuízo. A combinação entre o MED 2.0 e a jurisprudência do STJ abre caminhos reais de recuperação. Contudo, o tempo é curto e cada detalhe conta.

Se você foi vítima de um golpe do Pix, reúna suas provas e procure orientação o quanto antes.


 


 


 

Este conteúdo tem caráter meramente informativo e não substitui a análise individualizada de um advogado.

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