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CT do Brasil na Copa tem frases de Tite na parede e fotos de times campeões

Ambiente tem tabela especial da competição, além de linha do tempo com toda a campanha da seleção nas Eliminatórias

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O Centro de Treinamento em que o Brasil vai se preparar durante a Copa do Mundo no Qatar levou uma decoração especial no seu interior. 

No espaço, frases motivacionais de Tite, uma tabela especial da competição, uma linha do tempo com toda a campanha da seleção nas Eliminatórias e até mesmo foto das outras seleções brasileiras que foram campeãs do mundo.

Os detalhes foram vistos de perto pelo UOL Esporte na visita da imprensa deste sábado (19) às instalações que serão usadas pelo time pentacampeão no Grand Hamad Complex, estádio que normalmente é usado pelo Al-Arabi Sports Club, equipe que disputa a Liga do Qatar.

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A IA não substitui a gestão. Ela expõe a falta dela.

25/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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A inteligência artificial chegou às empresas com uma promessa poderosa: fazer mais em menos tempo.
Ela escreve, analisa, resume, organiza, pesquisa, compara informações, cria apresentações, ajuda no atendimento, apoia o comercial e começa a participar até de decisões que antes exigiam horas de trabalho humano.

O ganho de produtividade é evidente.

Mas existe uma pergunta que deveria vir antes de qualquer projeto de IA: a empresa está organizada o suficiente para ser acelerada?

Essa pergunta importa porque a inteligência artificial não resolve automaticamente problemas de gestão.
Em alguns casos, ela apenas os deixa mais visíveis.

Uma empresa sem processos claros pode automatizar um processo ruim. Uma liderança confusa pode utilizar IA para produzir mais comunicação confusa. Um setor sem indicadores pode gerar relatórios sofisticados sobre dados que ninguém sabe interpretar. Uma equipe sem prioridade pode começar a executar tarefas ainda mais rapidamente sem saber se deveria executá-las.

A tecnologia aumenta velocidade.

Mas velocidade sem direção não significa progresso.

Esse talvez seja um dos principais desafios da inteligência artificial dentro das pequenas e médias empresas: muitos negócios estão tentando começar pela ferramenta quando deveriam começar pela gestão.

O empresário assina uma plataforma, libera acesso para a equipe e espera produtividade.

Cada colaborador começa a usar de uma forma. Um cria textos, outro pesquisa, outro envia informações da empresa, outro automatiza tarefas. Algumas iniciativas funcionam. Outras não. Depois de alguns meses, ninguém consegue explicar com clareza qual resultado a IA realmente trouxe para a organização.

Isso acontece porque adoção tecnológica e transformação empresarial são coisas diferentes.

Usar inteligência artificial não significa ter uma estratégia de inteligência artificial.

A primeira exige acesso.

A segunda exige gestão.

Antes de automatizar qualquer rotina, a empresa deveria entender como ela funciona hoje. Quem executa? Que informação entra? Qual resultado deve sair? Onde estão os gargalos? Que decisões exigem julgamento humano? Que atividades são repetitivas? Quais dados podem ou não ser utilizados?

Parece básico.

E justamente por isso é frequentemente ignorado.

Existe uma tendência de enxergar tecnologia como solução para questões que são, na verdade, organizacionais. Compra-se um sistema para resolver falta de processo. Contrata-se uma automação para resolver ausência de acompanhamento. Implementa-se inteligência artificial para compensar falta de treinamento.

Só que ferramenta nenhuma substitui clareza.

Outro ponto importante é a liderança.

A IA pode ajudar um gestor a preparar uma reunião, analisar indicadores, estruturar feedbacks, organizar prioridades e comparar cenários. Mas não deveria retirar dele a responsabilidade de pensar.

Esse risco começa a aparecer quando líderes passam a terceirizar não apenas tarefas, mas também julgamento.

Copiam uma recomendação sem questionar. Enviam um feedback sem adaptar ao contexto. Tomam uma decisão porque a ferramenta sugeriu. Produzem uma estratégia que parece sofisticada, mas não conversa com a realidade da empresa.

A inteligência artificial deve ampliar a capacidade da liderança, não diminuir sua responsabilidade.

Um bom gestor utiliza IA para enxergar mais.

Não para pensar menos.

Isso exige pensamento crítico.

A resposta da máquina precisa ser confrontada com experiência, contexto, números e cultura. Nem tudo que é tecnicamente correto faz sentido para aquela empresa. Nem toda prática considerada boa pelo mercado combina com determinada equipe. Nem toda automação que economiza tempo melhora a experiência do cliente.

Gestão continua sendo a capacidade de fazer escolhas.

E escolha exige critério.

Existe também um desafio cultural.

Se cada pessoa utiliza inteligência artificial de forma completamente diferente, a empresa corre o risco de ganhar produtividade individual enquanto perde coerência coletiva.

Um gestor produz comunicados com um tom. Outro cria avaliações de desempenho com outro. O marketing fala de uma maneira. O comercial utiliza argumentos diferentes. Aos poucos, a tecnologia começa a influenciar a linguagem, os processos e até comportamentos internos.

Por isso, empresas precisam criar regras mínimas para utilização de IA.

Que informações podem ser compartilhadas? Quais ferramentas são autorizadas? Onde existe necessidade de revisão humana? Como validar respostas? Quais atividades não devem ser automatizadas? Quem será responsável por cada aplicação?

Isso não precisa começar com um manual de cem páginas.

Pode começar com clareza.

Também será necessário treinar pessoas.

Durante muito tempo, treinamento em tecnologia significava ensinar onde clicar. Na era da IA, isso não é suficiente.

As pessoas precisam aprender a fornecer contexto, fazer perguntas melhores, revisar resultados, reconhecer erros e decidir quando confiar ou não na resposta recebida.

É uma alfabetização diferente.

O profissional mais valioso não será necessariamente aquele que utiliza mais inteligência artificial. Será aquele que consegue combinar tecnologia com conhecimento, senso crítico e entendimento do negócio.
Isso vale ainda mais para os líderes.

Porque uma empresa que automatiza tarefas sem desenvolver liderança pode ficar mais rápida, mas não necessariamente melhor.

A boa notícia é que a IA também pode ajudar a resolver um dos maiores problemas das organizações: a perda de conhecimento.

Reuniões podem ser registradas e resumidas. Processos podem ser documentados. Decisões podem guardar contexto. Treinamentos podem virar bases consultáveis. Experiências acumuladas por profissionais podem deixar de existir apenas na memória individual.

Esse talvez seja um dos usos mais estratégicos da inteligência artificial.

Não apenas produzir conhecimento novo, mas preservar aquilo que a empresa já aprendeu.

Quantas organizações perdem parte de sua inteligência quando um funcionário experiente deixa a equipe?

O cliente que só uma pessoa conhecia. O processo que ninguém documentou. A decisão cuja justificativa foi esquecida. O fornecedor que possuía uma particularidade que estava apenas na cabeça de alguém.

Empresas aprendem todos os dias.

Mas poucas possuem mecanismos para lembrar.

A IA pode ajudar a transformar essas experiências em memória organizacional.

Porém, novamente, tecnologia sozinha não resolve.

É necessário decidir o que registrar, como organizar, quem pode acessar e como transformar informação em conhecimento útil.

Voltamos à gestão.

Esse talvez seja o ponto mais importante desta transformação.

A inteligência artificial não diminui a importância da gestão.

Ela aumenta.

Quanto mais poderosas forem as ferramentas disponíveis, maior será a necessidade de pessoas capazes de definir direção, estabelecer critérios, organizar processos e tomar decisões responsáveis.

 No futuro próximo, talvez vejamos empresas utilizando praticamente as mesmas tecnologias e produzindo resultados completamente diferentes.

A diferença não estará apenas na ferramenta.

Estará na maturidade de quem a utiliza.

Uma empresa organizada pode usar IA para aumentar produtividade, preservar conhecimento, melhorar decisões e liberar pessoas para atividades de maior valor.

Uma empresa desorganizada pode utilizar exatamente a mesma tecnologia para produzir mais tarefas, mais informações, mais automações e mais confusão.

Por isso, antes de perguntar qual inteligência artificial sua empresa deveria utilizar, talvez exista uma pergunta mais importante: qual problema de gestão queremos resolver?

A resposta muda tudo.

Porque inteligência artificial pode acelerar quase qualquer empresa.

A questão é descobrir se ela está acelerando na direção certa.

direito previdenciário

Posso receber aposentadoria por invalidez e continuar trabalhando?

21/08/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

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Essa é uma das perguntas mais frequentes entre os segurados do INSS e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram dúvidas, insegurança e desinformação.

Afinal, quem recebe aposentadoria por invalidez pode voltar a trabalhar?

Em regra, a resposta é não.

Atualmente denominada aposentadoria por incapacidade permanente, essa modalidade de benefício existe justamente para proteger o segurado que perdeu, de forma total e permanente, a capacidade de exercer uma atividade que lhe garanta a própria subsistência e que não pode ser reabilitado para outra profissão.

Embora a resposta pareça simples, a realidade é muito mais complexa do que parece.

Ao longo de mais de duas décadas de atuação no Direito Previdenciário, tenho acompanhado histórias de pessoas que enfrentaram doenças graves, acidentes e limitações físicas e emocionais capazes de modificar completamente suas vidas. Muitas delas, depois de algum tempo, apresentam melhora parcial do quadro clínico e começam a se perguntar se já podem retomar a rotina profissional.

É justamente nesse momento que surgem as maiores dúvidas.

O que diz a legislação?

A aposentadoria por incapacidade permanente é disciplinada pela Lei n.º 8.213, de 1991, e depende da comprovação de dois requisitos fundamentais: a incapacidade permanente para o trabalho e a impossibilidade de reabilitação para outra atividade profissional.

Em outras palavras, o benefício é concedido quando a perícia médica conclui que o segurado não possui condições de retornar ao mercado de trabalho.

Por essa razão, a retomada da atividade profissional pode indicar ao INSS que a incapacidade deixou de existir.

Consequentemente, o benefício poderá ser revisado ou até mesmo cancelado.

A aposentadoria é definitiva?

Essa é outra crença bastante comum.

Muitas pessoas acreditam que a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente representa uma situação imutável. Entretanto, a legislação prevê a possibilidade de reavaliações periódicas para verificar se a incapacidade continua existindo.

Essas convocações costumam provocar apreensão, especialmente entre segurados que convivem há muitos anos com limitações decorrentes de doenças crônicas ou acidentes graves.

Contudo, a própria lei estabelece algumas exceções.

Estão dispensados das perícias periódicas, por exemplo, os segurados com 60 anos ou mais, aqueles com 55 anos de idade que recebem o benefício há mais de 15 anos, desde que preenchidos os requisitos legais, e as pessoas diagnosticadas com HIV/AIDS.

Melhorar não significa recuperar a capacidade de trabalho

Esse talvez seja um dos aspectos mais importantes e, ao mesmo tempo, menos compreendidos pelos segurados.

A melhora clínica não significa, necessariamente, a recuperação da capacidade laboral.

Uma pessoa pode conseguir realizar tarefas simples da rotina diária e, ainda assim, permanecer incapaz de exercer a profissão que desempenhava anteriormente.

Um professor pode continuar enfrentando dificuldades para permanecer longos períodos em pé. Um motorista pode não reunir as condições necessárias para voltar a dirigir. Um trabalhador da construção civil pode não conseguir executar movimentos repetitivos ou carregar peso.

Cada situação exige uma análise individualizada.

É justamente por isso que decisões precipitadas podem trazer consequências importantes.

A importância da análise individualizada

Muitas vezes, a discussão não se limita à manutenção ou ao cancelamento do benefício.

Também é necessário analisar o histórico contributivo do segurado, a possibilidade de reabilitação profissional, a existência de outras modalidades de benefícios e os impactos financeiros de cada decisão.

A escolha de um caminho inadequado pode gerar consequências permanentes e comprometer a proteção previdenciária justamente no momento em que ela se mostra mais necessária.

Ao longo da minha experiência como professora e advogada previdenciarista, aprendi que nenhuma história é igual à outra.

Por trás de cada benefício existe uma trajetória de trabalho, desafios familiares, limitações físicas e emocionais e, sobretudo, o desejo legítimo de preservar a própria dignidade.

Informação e prudência são fundamentais

Vivemos em uma época em que informações circulam em grande velocidade, especialmente nas redes sociais. Entretanto, nem sempre aquilo que é apresentado como uma regra geral se aplica a todos os casos.

Por isso, antes de tomar qualquer decisão relacionada ao retorno ao trabalho, é fundamental compreender as consequências previdenciárias envolvidas e buscar orientação especializada.

O Direito Previdenciário tem como principal objetivo oferecer proteção social. E a informação correta continua sendo uma das ferramentas mais importantes para garantir que essa proteção alcance quem realmente precisa dela.

Juliane Penteado Santana é advogada previdenciarista, professora, palestrante e autora. Há mais de duas décadas atua na defesa dos direitos sociais e na promoção da educação previdenciária.

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