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Ainda falo dos três carros mais baratos hoje no no Brasil, você acredita que ele parte de R$71 mil? 

Notícia quente é que a Porsche irá trazer o Macan 100% elétrico para o nosso mercado e deve continuar com os modelos a combustão, um feito diferenciado se comparado com outros países. 

Leandro Provenzano

O seguro embutido na sua prestação existe. E pode quitar a dívida

20/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Existe um seguro que milhões de brasileiros pagam todo mês sem ter plena consciência disso. Ele está embutido na prestação do financiamento do carro, no consignado descontado do salário ou da aposentadoria, no crédito pessoal e no financiamento do imóvel. Chama-se seguro prestamista, e sua função é generosa: se o devedor morrer ou ficar inválido, a dívida é quitada e a família não herda o problema.

O problema aparece exatamente quando ele deveria funcionar.

A cena se repete com frequência desconfortável. Alguém morre, ou sofre um acidente que o impede de voltar a trabalhar. Meses depois, entre inventários e boletos, alguém da família descobre que havia um seguro naquele contrato. Aciona a seguradora. E recebe de volta uma carta com uma negativa. Doença preexistente. Invalidez que não seria total e permanente. Carência não cumprida. Documentação incompleta. Enquanto isso, o banco continua cobrando, e a família continua pagando prestações de uma dívida que já deveria estar encerrada.

Vale entender por que isso acontece com tanta regularidade. No seguro prestamista, quem contrata a apólice não é o consumidor: é o banco, na condição de estipulante, em nome de um grupo de clientes. O cliente apenas adere. Na prática, isso significa que ele quase nunca lê as condições gerais, raramente preenche pessoalmente um questionário de saúde e jamais passa por exame médico prévio. Some-se a isso um detalhe relevante: a seguradora indicada costuma pertencer ao mesmo grupo econômico da instituição financeira que vendeu o crédito.

O resultado é um contrato em que o consumidor paga por anos, não conhece os termos e, no momento do sinistro, é acusado de ter omitido informações que ninguém lhe perguntou.

A boa notícia é que o terreno mudou. Em dezembro de 2025 entrou em vigor a nova Lei de Contrato de Seguros, mais conhecida como o Marco Legal dos Seguros - primeira legislação brasileira dedicada exclusivamente ao contrato de seguro, em substituição a regras que existiam no Código Civil e num decreto-lei de 1966. As mudanças interessam diretamente a quem recebeu uma negativa.

A seguradora passou a ter prazo de trinta dias para se manifestar sobre a cobertura, sob pena de perder o direito de recusá-la. Reconhecida a cobertura, tem mais trinta dias para pagar, e o atraso gera multa, correção e juros. A recusa precisa ser expressa e motivada, e a seguradora não pode inventar outro fundamento depois. Negada a cobertura, ela deve entregar ao interessado os documentos que embasaram a decisão. E, sobretudo, o ônus da prova mudou de lado: apresentados elementos que indiquem a existência do dano coberto, cabe à seguradora provar que ele não existiu ou que não decorreu do risco garantido.

A lei também fechou uma porta muito usada. A exclusão por doença preexistente só pode ser alegada quando o segurado, claramente questionado, omitiu a informação de forma voluntária e deliberada, considerando, assim a má-fé. Havendo prazo de carência no contrato, a alegação de preexistência fica afastada de vez.

Há ainda um ponto que praticamente ninguém reivindica. O seguro prestamista existe para garantir o crédito do banco, e não para enriquecê-lo. Se o capital segurado for maior que o saldo devedor no momento do sinistro, situação comum em financiamentos antigos, em que a dívida diminuiu e o capital permaneceu o mesmo, a diferença não pertence à instituição financeira. Ela pertence ao segurado ou, no caso de morte, ao beneficiário e aos herdeiros.

Uma advertência sobre prazos. No seguro, a prescrição é curta e implacável. Para o próprio segurado, o prazo é de um ano, contado não do sinistro, mas da ciência da recusa formal. Para os beneficiários, é de três anos. Existe, ainda, um recurso pouco utilizado: o pedido de reconsideração protocolado junto à seguradora suspende a prescrição uma única vez, até a decisão final.

Duas providências valem para qualquer família nessa situação. A primeira é exigir a negativa por escrito, com o fundamento explícito, pois recusa dada por telefone ou por aplicativo não serve para nada. A segunda é verificar, ainda hoje, se existe seguro embutido nos contratos de crédito da casa. Descobrir isso antes do sinistro é bem mais barato do que descobrir depois.

* Leandro Provenzano é advogado, inscrito na OAB/MS sob o nº 13.035.

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Marketing digital não é postar. É construir demanda.

18/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Em um ambiente cada vez mais saturado de conteúdo, empresas precisam parar de confundir presença digital com estratégia de marketing.

Durante muito tempo, estar no digital parecia suficiente.

Criar um perfil no Instagram, publicar com frequência, impulsionar algumas campanhas, abrir um WhatsApp Business e manter um site no ar eram movimentos que, por si só, já diferenciavam muitas empresas.
Esse cenário mudou.

Hoje, praticamente todo negócio está conectado. O concorrente publica. O cliente pesquisa. O algoritmo disputa atenção. A inteligência artificial produz conteúdo em segundos. E uma quantidade quase infinita de mensagens chega todos os dias às mesmas pessoas.

O problema, portanto, deixou de ser simplesmente estar presente.

O desafio agora é ser relevante.

Essa mudança parece pequena, mas altera completamente a forma como o empresário deveria enxergar marketing digital.

Ainda existem empresas que medem sua estratégia pela quantidade de posts publicados. Se o Instagram está ativo, acreditam que o marketing está funcionando. Se o vídeo teve visualizações, sentem que houve resultado. Se a campanha gerou cliques, comemoram.

Mas nenhuma dessas métricas, isoladamente, paga a conta.

Marketing digital precisa ajudar a empresa a gerar atenção, criar percepção de valor, aumentar confiança e transformar parte dessa audiência em oportunidade comercial.

Isso significa que marketing não pode viver separado de vendas.

Uma empresa pode ter milhares de seguidores e poucos clientes. Pode produzir vídeos todos os dias e não gerar uma única conversa comercial relevante. Pode investir em tráfego pago e descobrir que os contatos recebidos não têm perfil para comprar.

Movimento digital não é necessariamente resultado empresarial.

É por isso que a primeira mudança precisa acontecer na pergunta que o empresário faz.

Em vez de perguntar “o que vamos postar esta semana?”, deveria perguntar “qual percepção queremos construir no mercado?”.

Antes de perguntar quantos seguidores ganhou, deveria entender quantas oportunidades foram geradas, quais temas despertaram interesse real e quais conteúdos aproximaram o público da decisão de compra.

O digital amadureceu.

E, com ele, o consumidor também.

Hoje, antes de comprar, uma pessoa pode pesquisar no Google, olhar o Instagram da empresa, consultar avaliações, assistir a um vídeo, perguntar para uma inteligência artificial, acessar o LinkedIn de um profissional, comparar concorrentes e conversar pelo WhatsApp.

A decisão não acontece mais em um único canal.

Isso significa que a empresa precisa construir coerência ao longo dessa jornada.

Não adianta ter uma propaganda excelente e um atendimento ruim no WhatsApp. Não adianta possuir um Instagram sofisticado e um site que não explica claramente o que a empresa faz. Não adianta falar sobre excelência no conteúdo e entregar uma experiência completamente diferente ao cliente.

Marketing deixou de ser apenas comunicação.

É também experiência.

Outro fenômeno importante é a popularização da inteligência artificial.

Produzir conteúdo ficou muito mais fácil. Textos, imagens, vídeos, apresentações e campanhas podem ser criados em uma velocidade que seria impensável poucos anos atrás.

Isso traz produtividade, mas cria um novo problema: se todos conseguem produzir mais, quantidade deixa de ser diferencial.

O conteúdo genérico tende a valer cada vez menos.

Empresas precisarão demonstrar experiência, opinião, repertório, casos reais e identidade. A inteligência artificial pode ajudar na produção, mas não deveria apagar a personalidade da marca.

Quanto mais conteúdo artificial existir, maior tende a ser o valor daquilo que parece verdadeiro.

O empresário precisa compreender também que marketing digital não começa no anúncio.

Um anúncio apenas amplifica aquilo que já existe.

Se a oferta é ruim, ele acelera uma oferta ruim. Se o posicionamento é confuso, leva mais pessoas para uma mensagem confusa. Se o atendimento demora, gera mais contatos para uma operação despreparada.

Tráfego pago não corrige falta de estratégia.

Antes de aumentar o investimento em mídia, a empresa precisa entender quem quer atingir, qual problema resolve, por que alguém deveria escolher sua solução e o que acontecerá depois que o interessado clicar.

É justamente nessa conexão entre marketing, vendas e operação que muitas empresas ainda falham.

O marketing gera uma oportunidade, mas o comercial demora para responder. O vendedor não sabe de qual campanha o contato veio. O cliente recebe uma proposta genérica. Depois, ninguém acompanha.

No fim do mês, a conclusão é de que “o marketing não funcionou”.

Talvez o problema não estivesse no marketing.

Talvez estivesse na ausência de uma jornada organizada.

Outro ponto importante é entender que nem todo conteúdo precisa vender imediatamente.

Parte do marketing constrói demanda antes que exista intenção de compra.

Uma empresa que ensina, apresenta problemas que o cliente ainda não percebeu, compartilha conhecimento e demonstra competência começa a ocupar espaço mental antes da necessidade surgir.

Quando o momento de compra chega, essa lembrança importa.

É a diferença entre tentar aparecer apenas quando o cliente já está procurando uma solução e construir confiança antes que essa busca comece.

Isso exige consistência.

Não significa produzir todos os dias sem estratégia. Significa repetir uma mensagem central de formas diferentes até que o mercado compreenda com clareza aquilo que a empresa representa.

As marcas mais fortes não são necessariamente as que dizem mais coisas.

São as que conseguem ser lembradas por alguma coisa.

Por isso, uma das perguntas mais importantes do marketing atual é simples: quando alguém pensa no problema que sua empresa resolve, existe alguma chance de lembrar de você?

Se a resposta for não, talvez o desafio não seja publicar mais.

Talvez seja posicionar melhor.

O marketing digital dos próximos anos será cada vez menos uma disputa apenas por alcance e cada vez mais uma disputa por relevância, confiança e intenção.

As ferramentas continuarão mudando.

Hoje falamos de Instagram, Google, TikTok, WhatsApp e inteligência artificial. Amanhã surgirão novas plataformas e novos formatos.

Mas a essência permanece.

Empresas precisam entender pessoas, comunicar valor e construir confiança.

A tecnologia muda o canal.

A gestão define a estratégia.

Por isso, o empresário que ainda trata marketing digital como obrigação de “manter as redes atualizadas” está olhando para uma das principais áreas de crescimento do negócio de maneira pequena demais.

Marketing não é postar.

Marketing é construir demanda.

E, em um mercado onde todos conseguem falar, a vantagem será de quem conseguir ser ouvido, lembrado e escolhido.

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