Cidades

Brasil/Mundo

Para juristas, Lindemberg ficará apenas 20 anos na cadeia

Para juristas, Lindemberg ficará apenas 20 anos na cadeia

r7

18/02/2012 - 06h00
Continue lendo...

Condenado a 98 anos de prisão pela morte de Eloá Pimentel e outros 11 crimes, Lindemberg Alves deve ficar na cadeia por mais 20 anos. Essa é a estimativa do jurista Luiz Flávio Gomes e do advogado criminalista Eduardo Cesar Leite. Os dois acompanharam os quatro dias do julgamento, ocorrido nesta semana no Fórum de Santo André, ABC paulista, onde aconteceram os crimes, em outubro de 2008.

Para Gomes, Lindemberg deve conseguir uma redução de pena no Tribunal de Justiça e ainda ser beneficiado pela legislação brasileira, que prevê progressão para regime semiaberto a partir do momento em que 40% da reclusão é cumprida.

- Ele vai recorrer, e a chance de diminuir a pena no tribunal é muito grande. A partir da diminuição ele ainda vai conseguir algum tempo de progressão. Tirando os pouco mais de três anos que ele já cumpriu, acredito que vai ficar mais uns 20 anos em regime fechado.

De acordo com o jurista, os trabalhos da promotora Daniela Hashimoto, da defensora Ana Lúcia Assad, e da juíza Milena Dias garantiram que Lindemberg tivesse um julgamento justo.

- Elas cumpriram o papel de cada uma. Não é aquele julgamento como antigamente, que tinha grandes oradores, isso acabou. Mas o essencial é que ele foi condenado com Justiça. O que ele pode discutir agora é a pena, mas não pode mais discutir a condenação.

Ainda segundo Gomes, a promotora levou vantagem sobre a defensora por, além de argumentar, ter apresentado provas.

- Todo trabalho dela [Assad] foi argumentativo, não apresentando provas e isso não convence os jurados. A promotora falou e apresentou provas. Ela ganhou.

Para o criminalista, Eduardo Cesar Leite, a questão de não trabalhar com os dados e provas do processo foi o principal erro da estratégia da defesa.

- O Ministério Público leva [ao júri] uma verdade processual. A defesa tem que trabalhar com essa verdade processual e não com a real.

Segundo Leite, a condenação de Lindemberg já era esperada, agora só é necessário "aparar as arestas", com a adequação da pena ao Código Penal Brasileiro. O advogado lembrou ainda que o fato do condenado trabalhar dentro da cadeia deve também contribuir para a redução da pena.

AÇÃO CIVIL

Falta de visita domiciliar dificulta o acesso a benefícios do CadÚnico em MS

Para a Defensoria Pública da União, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida

24/03/2026 18h15

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos

A atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos Reproduçaõ: MDS

Continue Lendo...

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou, na última sexta-feira (20), uma ação civil pública, na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, para corrigir falhas na atualização do Cadastro Único (CadÚnico), sistema usado para o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com o órgão público federal, pessoas em situação de vulnerabilidade estão tendo benefícios sociais negados, suspensos ou cancelados no Brasil por não terem passado por uma das exigências que depende do próprio Estado: a visita domiciliar.

Na ação, a Defensoria pede que a União e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixem de negar ou interromper benefícios quando a falta de atualização do cadastro decorrer da não realização da visita domiciliar. Também solicita que pedidos do BPC sejam analisados mesmo nessas situações e que seja criado um mecanismo para que o cidadão possa comprovar que tentou regularizar o cadastro, mas não foi atendido.

Para algumas pessoas, especialmente aquelas que moram sozinhas, a atualização do cadastro passou a depender de uma visita domiciliar feita por agentes públicos. O problema é que, na prática, essas visitas, muitas vezes, não acontecem.

O cidadão precisa da visita domiciliar para regularizar o cadastro. Sem a atualização, o sistema registra a situação como irregular, o que leva automaticamente ao bloqueio ou cancelamento de benefícios.

“O modelo atual transfere ao cidadão o risco administrativo decorrente da incapacidade estatal de cumprir a exigência por ela própria instituída”, destaca o defensor regional de direitos humanos em Mato Grosso do Sul, Eraldo Silva Junior.

Para a DPU, trata-se de uma falha estrutural, pois o Estado cria uma exigência administrativa, mas não garante os meios para que ela seja cumprida, transferindo o problema para quem depende da política pública.

“O cumprimento da exigência depende exclusivamente da atuação estatal, mas as consequências negativas recaem integralmente sobre o cidadão, mesmo quando não há qualquer conduta irregular de sua parte”, afirma Eraldo Silva Junior.

CadÚnico

O Cadastro Único funciona como o principal instrumento de identificação das famílias de baixa renda no país. É por meio dele que o governo verifica quem tem direito a benefícios sociais. Quando o cadastro está desatualizado, a pessoa pode deixar de receber o Bolsa Família, ter o pagamento interrompido ou até ficar impedida de solicitar o BPC, benefício voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A ação busca garantir o direito à assistência social e ao chamado mínimo existencial. A DPU destaca que esses direitos não podem ser condicionados a exigências que o próprio Estado não consegue cumprir.

A instituição destaca ainda que o problema não é pontual. O órgão público aponta que há falta de equipes, acúmulo de demandas e demora no atendimento em diversos municípios, o que evidencia uma falha estrutural na implementação da política pública.

Assine o Correio do Estado

SEGURANÇA

Fuzis antidrones são usados pela PF durante COP15 em Campo Grande

Equipamento permite o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

24/03/2026 17h00

Continue Lendo...

Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), em Campo Grande, a Polícia Federal (PF) implementou ações técnicas e operacionais de defesa contra ameaças aéreas não tripuladas, especificamente armas especializadas para impedir os voos não autorizados de drones.

Com o equipamento, as equipes técnicas realizam o rastreamento de sinais, o bloqueio de frequências e outras medidas necessárias à mitigação de ameaças.

As medidas integram o planejamento de segurança do evento e têm como objetivo identificar, monitorar e neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

O emprego das armas antidrones está aliado a protocolos de resposta imediata, o que permite atuação preventiva e coordenada diante de riscos decorrentes de operações aéreas não autorizadas.

Na hipótese de detecção de drones não autorizados nas áreas monitoradas, os policiais acionam o protocolo específico, que pode incluir interferência no controle da aeronave, identificação do operador e adoção das medidas legais cabíveis.

A PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15, contribuindo para a segurança das delegações, das autoridades presentes e da população em geral, bem como para o pleno andamento das atividades oficiais previstas na programação.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).