Colunistas

Cláudio Humberto

"A direita segue viva, organizada e cada vez mais consciente"

Senador Jorge Seif (PL-SC) após pesquisa apontar derrota de Lula em 2º turno

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Mistura de populismo a ineficiência derruba o BB

Uma das empresas mais antigas e icônicas do País, o Banco do Brasil passa por crise alarmante no governo Lula (PT), deixando de ser um símbolo de estabilidade para virar alegoria de declínio. Reforça isso sua recente exclusão do ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo, da britânica Brand Finance. O que torna o declínio particularmente triste é seu caráter evitável. Com patrimônio inigualável e credibilidade histórica, o BB virou refém de um governo que mistura populismo com ineficiência.

 

BB em queda livre

O BB ocupava do 467º lugar no início de 2025, com marca valendo em US$ 5,2 bilhões, e um ano depois simplesmente desapareceu da lista.

 

Eficiência privada

Enquanto o BB cai pelas tabelas, o banco Itaú saltou vinte posições e chegou ao 254º lugar no ranking de marcas Top 500 do mundo, em 2026.

 

Caiu na B3 também

O BB perdeu R$13,5 bilhões em valor de mercado, em 2025. Despencou da 6º para a 11º entre as maiores empresas da B3, a bolsa brasileira.

 

Para não esquecer

Se nada mudar, os petistas terão acelerado o ocaso do BB. Triste lição sobre os perigos da interferência política em um gigante bicentenário.

 

Deputados torram R$1,7 milhão com cotão em 2026

Nem mesmo durante o recesso parlamentar os deputados dão folga para o esfolado pagador de impostos. Em pouco mais de 20 dias desde o início do ano, as excelências esbanjaram por nossa conta, sapecaram R$1.790.431,85 com o cotão parlamentar, que banca jatinhos, propaganda, carrões, seguranças e coisas de toda sorte. Sem surpresa em ano eleitoral, no ranking da gastança está a “divulgação da atividade parlamentar”, mais de R$1 milhão, ou pouco mais de 56% do total.

Rodando por aí

Nem aí para o preço da gasolina, gasto com “combustíveis” aparece em segundo lugar (17,6%), foram mais de R$315,2 mil pelo ralo.

 

Grampeador de ouro

Alegada manutenção de escritório aparece só em terceiro lugar na lista, com pouco mais de R$200 mil. Com aluguel de carros, outros R$169 mil.

 

Troféu gastador

O maior gasto, até agora, é do deputado Silas Câmara (Rep-AM), que não se constrangeu em empurrar fatura de R$45 mil em “divulgação”.

 

Preocupação no campo

Produtores de arroz de Santa Catarina começaram a colheita da safra 2025/2026 com preocupação. O valor da saca do grão caiu 50% no último ano, sendo comercializada abaixo de R$50.

 

Nada muda

O mercado financeiro espera manutenção da Selic em 15% na chamada “Super Quarta”, quando o Banco Central avalia o marcador. Foram oito economistas ouvidos pela coluna que apostam que tudo fica como está.

 

CPI na pauta

A próxima reunião de líderes da Câmara, prevista para quarta-feira (8), já tem ao menos um item na pauta para ser discutido: a instalação da CPI para investigar denúncia de cambalacho no Banco Master.

 

Pega fila

Como é o presidente da Casa que determina instalações de CPIs, Hugo Motta (Rep-PB) já deu sinais de que não tem pressa para instalar o colegiado para investigar o Master. Alega que têm pedidos mais antigos.

 

Pura bravata

Não passa de bravata as falas de Lula ao eleitorado cobrando o Banco Master. Pedido de CPI no Senado para investigar a denúncia de falcatrua só teve assinatura de um petista (são nove), Paulo Paim (PT-RS).

 

Menos pior

Na análise do pesquisador político Emanoelton Borges, CEO da Alfa Inteligência, a eleição de 2026 tende a ser definida mais pelo nível de rejeição dos candidatos do que pela força de discursos ideológicos.

 

Começo do fim

"O fim da Lava Jato, fruto de um amplo acordo político-institucional, enfraqueceu os mecanismos de integridade e ampliou a tolerância à corrupção no Brasil", é a análise do ex-juiz federal Marcelo Bretas.

 

Não é bem assim

Defesa de Gilmar Mendes ao passar pano para a PGR, que arquivou pedido de suspeição do Dias Toffoli, rendeu nota de contextualização no X, que lembrou do passeio do ministro com advogado do investigado.

 

Pensando bem...

...sociedade anônima já teve outro sentido.

 

PODER SEM PUDOR

Pegadinha em pleno voo

O potiguar Flávio Rocha era candidato a presidente pelo PL, em 1994, quando ofereceu carona ao então líder do PT na Câmara, José Fortunati, entre Porto Alegre e Brasília. Após a decolagem, o petista puxou conversa: “Bom avião, Flávio... De quem é?” Rocha respondeu, referindo-se ao célebre “anão do orçamento”. “É do (deputado) João Alves, ele me emprestou enquanto passa a confusão do Orçamento...” Fortunati gritou ao piloto: “Dá para me arrumar um paraquedas?” Depois das gargalhadas, Rocha explicou que o jatinho era seu havia dez anos.

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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