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"A minuta estava baseada na Constituição. Eu era ministro da Defesa. Se a Dilma tivesse me pedido...

...uma minuta daquela, eu teria feito " ,de Aldo Rebelo, candidato ao Planalto (0,3% de intenções) sobre documento apresentado por Bolsonaro às Forças Armadas que previa estado de defesa para impedir a posse de Lula.

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A Bancada Feminista do Psol na Câmara Municipal de São Paulo pediu ao MPE-SP (Ministério Público Estadual) a abertura de uma investigação sobre o processo de licitação em que a Prefeitura escolheu como vencedora a empresa espanhola Acciona, apesar de ela ter apresentado a proposta mais cara.

MAIS: no caso o valor da proposta apresentado pela Acciona foi de nada meno do que de R$ 2,09 bilhões. O contrato é da obra de ligação entre a Avenida Roberto Marinho e a Rodovia dos Imigrantes. A representação pede que sejam apuradas possíveis ilegalidades na escolha da empresa vencedora. 

Quem é quem?

No entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já se dá como certa a contratação do marqueteiro Daniel Braga para sua campanha presidencial. Braga, que atua na comunicação do PL, é bastante próximo de Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar é o mais cotado para ser o coordenador da candidatura de Flávio. No entanto, há um ponto ainda em aberto: entre os próprios assessores do "01" não está muito claro como se dará a divisão de tarefas com o também publicitário Marcello Lopes. Este último chegou primeiro e já ocupa um razoável espaço de influência na pré-campanha de Flávio, inclusive acompanhando-o pessoalmente em diversos eventos.

Planejamento-Gestão

A fusão entre os ministérios do Planejamento e de Gestão virou uma opção para o governo de Lula depois da saída de Simone Tebet, que deixará o cargo até 30 de março para disputar a eleição neste ano (provavelmente em uma cadeira no Senado por São Paulo, para onde mudaria seu domicílio eleitoral). Atual titular da Gestão, a ministra Esther Dweck, é a mais cotada para ficar à frente da nova pasta, acumulando suas competências atuais com responsabilidade pelo Orçamento Federal. Antes mesmo da fusão passar a ser cogitada, Dweck já vinha sendo cogitada para suceder Tebet no Planejamento.

"Descascou o abacaxi"

Embora possa ser questionado por ser membro e cão de guarda do governo petista, segundo analistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que está por deixar o cargo, também tratou de colocar sua colher no assunto. E não deixou por menos: "Eu acredito que Galípolo herdou um problema que é o Banco Master.  Todo ele constituído na gestão anterior. O Banco Master não cresceu na gestão atual. Mas nesse ano, o Galípolo descascou o abacaxi". Roberto Campos Netto acha que sobrou um pouco para ele nessa afirmação.

Quem ganhou, quem perdeu 

As agências reguladoras passam por forte enfraquecimento de sua capacidade de fiscalização e regulação a cerca de uma década, conforme levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela. Dos 11 órgãos analisados , só a Agência Nacional de Saúde Complementar e a Comissão de Valores Mobiliários têm mais dinheiro hoje do que em 2015. Outras, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) , registra redução de 70,7% na sua dotação em termos reais.

Quem ganhou, quem perdeu 2

Descontada a inflação, o orçamento deste ano, em R$ 9,1 bilhões, teve queda real de 25,6%, quando comparado a 2015, R$ 12,2 bilhões. Além dos recursos financeiros , a queda também pode ser observada no número de funcionários ativos. A redução é de 12,8% desde 2015. O número de funcionários ativos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que, por exemplo, fiscaliza medicamentos, recuou 83%.

Uma mulher OK

A ex-bbb e atriz Grazi Massafera, que mais uma vez está mostrando todo seu talento como vilã (toque de comédia) Arminda em ‘Três Graças’ está na capa de Marie Claire, onde se classificou como uma mulher ‘ok’. “Não me vejo como uma mulher bonita. Apenas OK. Básica. E eu acho isso ótimo. Herdei uma genética boa do meu pai e da minha mãe, obrigada, e cuido da minha saúde. Mas não sou de fazer loucuras por estética. É lógico que eu tenho contato com bons produtos, porque hoje eu tenho uma conta bancária que me ajuda. Mas passo dois creminhos e olhe lá". E ainda brincou que não tem estilo: “Eu acho que eu não tenho estilo, não. Eu tenho estilo? Tenho síndrome de quando eu não podia ter as coisas, então gosto de ter uma boa bolsa, coisas assim. Mas acho que tenho um estilo mais básico”.

No ar também como Dona Beja (estreou dia 2 na HBO Max) e com os pés bem no chão tem a consciência de que batalhou muito para chegar aonde está, sabe que a fama tem dois pesos. “A fama tem seus ônus e bônus, e talvez eu tenha tido alguns momentos de deslumbre natural, uma visão ingênua, idealizada. Mas meu estilo de vida me ajuda. Sou muito caseira e não tenho coisas a esconder”. E completa: “Fama para mim é poder tocar em lugares de reflexão. Não consigo pensar numa notoriedade que não faça isso. Eu faço para aquela menina que fui, até porque tem várias delas assistindo." E para finalizar garante que está preparada também para viver longe da fama: “Se as pessoas me esquecerem eu não tô nem aí, não. Pode me esquecer, eu não ligo. Ó, zero. Eu não quero é ser esquecida dentro da minha casa, pela minha filha, pelos meus amigos, pelas pessoas que eu amo. O que eu quero criar de relevante está aqui dentro de mim. Quero deixar um legado de uma mulher forte que abre fronteiras e portas para outras mulheres ”. 

Venezuela também tem "presidenta"

O que resta da diplomacia brasileira em Caracas se refere a Delcy Rodriguez, vice-ditadora ou ditadura interina da Venezuela, como "vice-presidenta" ou "presidenta", em documentos oficiais tipo telegramas ao Itamaraty. Tanto quanto Nicolás Maduro, hoje recolhido à prisão, Rodriguez está no poder após se beneficiar de uma das maiores fraudes da História. Nem mesmo Lula teve coragem de reconhecer a vitória do amigo ditador, após a falcatrua que escandalizou o mundo. O tratamento de "presidenta", para quem tem memória curta, é um antigo cacoeta imposto por Dilma Rousseff, quando presidia o Brasil. Mais da metade da mídia mantinha o tratamento de "presidente"; a outra parte bajulava usando "presidenta". Nas redes sociais, as gozações proliferavam. Diplomatas brasileiros que tinham acesso a Dercy e não a Maduro usavam "vice-presidenta" e agora usam "presidenta". Outro dia, ela reclamou que não queria mais cumprir ordens dos Estados Unidos. Trump mandou um recado rápido: que ela permanecesse bem quieta, se não seria substituída.

No muro

Com Tarcísio de Freitas fora da disputa presidencial e o PSD, de Gilberto Kassab, articulando um candidato próprio, o Republicanos (é o  partido do governador paulista) entra no ano eleitoral dividido entre se alinhar à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ou preservar a relação com o governo Lula, defendida por grande parte da cúpula da sigla. A opção de apoiar o PSD é a mais remota. Além da dúvida de uma candidatura da legenda chegar ao segundo turno, a relação entre Kassab e Marcos Pereira passou por atritos recentes.

Juntas de novo

A colaboração entre a supermodelo Bella Hadid e a grife italiana Miss Sixty começou em 2021, quando a marca decidiu rejuvenescer sua presença no mercado global após um período de diminuição e convocou a modelo que foi escolhida também como sua nova embaixadora. Desde então a modelo tem sido convocada com frequência para suas campanhas. Porém  a nova campanha de outono  é verdadeiramente única e diferente. Seu cabelo está elaborado em um estiloso penteado de influência rococó, com fios soltos que trazem à tona uma combinação de uma estética de princesa com toques punk.

Em um post no Instagram, Bella revelou que homenageou Pamela Anderson dos anos 90 com um visual de cabelo loiro despojado. Mais: há quem garanta que o ritmo de trabalho da supermodelo deve aumentar, ela quer ocupar o máximo de tempo com seu trabalho para evitar pensar na recente separação do cowboy Adan Banuelos. Fontes próximas garante que apesar de se amarem o ritmo de vida deles é totalmente diferente tornando a vida do casal praticamente incompatível. Um dos motivos é que Banuelos gosta de uma vida bem reservada, o que será impossível ao lado de Bella tendo em vista que ela é a sétima modelo mais bem paga do mundo. 

"Quarto presidenciável"

No sábado passado (31), Aldo Rebelo (DC) lançou sua pré-candidatura à Presidência da República (sabe que não tem a menor chance, mas ganhará holofotes à medida em que atacar os adversários, especialmente Lula, do qual foi ministro). Reuniu ex-ministros de Michel Temer, do próprio Lula, de Jair Bolsonaro, além de ex-deputados e do presidente do PSD, Gilberto Kassab. A chegada de Kassab provocou piadas de muitos presentes que diziam que ele estava lá para filiar o quarto presidenciável de sua legenda. Aí, Kassab não aguentou e perguntou a um deles: “Ué, como você adivinhou?".  

Nordeste preocupa 1

O risco real de derrota de ao menos dois governadores petistas no Nordeste acendeu o alerta no PT e impulsiona a ideia de substituição dos candidatos. Mais do que manter a tutela da máquina estadual, a troca mira preservar votos a Lula no Ceará e  na Bahia. No Ceará, pesquisas mostram que Ciro Gomes se elege contra Elmano de Freitas (PT) e Ciro pedirá votos para Flavio Bolsonaro, Camilo Santana é cotado para substituir Elmano.

Nordeste Preocupa 2

ACM Neto (União Brasil) também tira o sono do PT na Bahia e com chance de tirar Jerônimo Rodrigues - e o cotado é Rui Costa (Casa Civil), que preferiria disputar o Senado. O PT esperava diluir os votos da oposição na Bahia entre Flávio e Ronaldo Caiado, que até lançou pré-candidatura ao Estado. Caiado deixou a sigla de ACM Neto e não conta com tanto empenho do ex-correligionário.

Mistura Fina

No final do ano, o TCU deu uma boa notícia a Lula e arquivou a investigação sobre os gastos do resgate de Nadine Heredia, a ex-primeira-dama condenada por corrupção no Peru. O tribunal, que queria se meter até no Banco Central, entendeu que não tinha que fiscalizar a operação da FAB. Integrantes do Centrão estavam preparando uma ofensiva contra Lula por conta do resgate da peruana e já resolveram recuar.

Ex-ministra do Planejamento do governo Dilma e integrante de gestões petistas desde os anos 90, Miriam Belchior, que foi casada com Celso Daniel, prefeito assassinado, assume a Casa Civil do governo Lula no fim de março (Rui Costa vai disputar o governo da Bahia, de novo). Desde a ascensão de Lula, Miriam sempre teve um status mais alto do que os outros secretários executivos da Esplanada. 
 
Lideranças da direita de São Paulo estão preocupadas com a quantidade de candidaturas ao Senado e o risco que isso se deve à eleição de um nome esquerdista para uma das duas vagas, principalmente se for um nome competitivo, como Fernando Haddad. Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo) não desistirão. E agora, também Paulinho da Força (Solidariedade) resolveu entrar nessa corrida. Não é alinhado ao bolsonarismo, mas faz oposição a Lula.
 
O campo da direita pode crescer mais porque o PL de Valdemar Costa Neto pretende lançar o seu próprio candidato ao Senado. Nomes cogitados são os deputados federais Rosana Vale, Marco Feliciano e Mário Frias,  o deputado estadual Gil Diniz e até o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araujo, colocado na chapa por Bolsonaro. De todos, é o que tem menos chance de sucesso, segundo pesquisas internas.
 
Luciana Gimenez passou 25 anos no comando de seu programa Superpop na Rede TV!: seu então marido Marcelo Carvalho (foram casados entre 2006 e 2018) era sócio de Amilcare Dallevo e ela chegou a um salário de R$ 400 mil mensais (para a emissora, uma fortuna). Nos últimos tempos, com um programa por semana sem audiência e patrocínio, recebia R$120 mil. Sua substituta, Cariucha, que tocará o Superpop, vai ganhar R$ 15 mil mensais e R$3 mil por cada merchandising. Agora, Luciana está negociando para assumir o horário de Virginia Fonseca aos sábados no SBT e as filhas de Silvio Santos ofereceram R$ 30 mil mensais.

In –  Sessão de jogos em casa

Out – Jogos em lugares cheios

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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