Colunistas

Giba Um

"A Polícia Federal não protege e nem persegue. A gente trabalha com isenção...

...Somos acusados muitas vezes por fazer nosso trabalho e outras também de ter feito o que não fizemos. Vejam: a quem interessa uma polícia forte?", de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF nos 82 anos da instituição

Continue lendo...

Relator de uma ação que cobra a instalação da CPI do Master, o ministro Kassio Nunes Marques (STF) já deu sinais de que não dará aval à nova frente de investigação em torno das fraudes de Vorcaro. A ação foi apresentada, na semana passada, por senadores da oposição para forçar a criação da CPI.

MAIS: o tambem quer superar a resistência de Davi Alcolumbre. A aposta é que Marques deixará o processo em banho-maria. Memória: em abril de 2021, ele foi um dos 10 ministros a votar na CPI da Covid, confirmando a liminar de Luís Roberto Barroso. O único divergente foi Marco Aurélio Mello.

Rotina dupla

Assim como muitas mulheres, Fernanda Vasconcellos se equilibra entre a vida de mãe e os desafios da carreira, vivendo uma verdadeira “vida dupla”. Em casa, dedica-se ao filho Romeo, de 3 anos, fruto do casamento com o ator e empresário Cássio Reis. Já na televisão, concentra suas energias em Samira, personagem da novela Três Graças. Na trama, Fernanda interpreta uma chef de cozinha enigmática que esconde um lado sombrio: a ligação com o tráfico e a venda de crianças. Para dar conta da rotina intensa de gravações, a atriz divide as responsabilidades em casa com o marido — algo que, segundo ela, nada mais é do que o papel natural de um pai. Após quase uma década afastada das novelas, o retorno veio com um personagem de forte carga emocional. No início, as leituras do roteiro foram difíceis e, muitas vezes, a atriz se sentia profundamente tocada. Com o tempo, conseguiu separar melhor a personagem de sua vida pessoal, embora a intensidade ainda seja grande. Em algumas cenas, chegou a sentir náuseas e deixou o set em lágrimas. “É muito duro entrar em contato com esse tipo de realidade. Tento não julgá-la para poder vivê-la, mas não é uma coisa que faço me divertindo. Tem dias que estou um pouco mais sensível, saio de cena e choro. Eu tenho um filho, sei que dor é essa”. Mesmo sendo uma figura pouco simpática na história, Samira tem despertado a curiosidade do público. Para Fernanda, a maturidade trouxe mais profundidade ao trabalho. E essa fase segue em expansão: no segundo semestre, ela também retorna ao teatro, levando para os palcos toda a intensidade dessa experiência na televisão. “Essa retomada me deu gás, alegria e força”.

Olho na "janela da infidelidade"

A janela de infidelidade partidária, aberta até o próximo dia 3 de abril, é fundamental para a divisão dos R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral este ano. Todos os partidos lutam para filiar membros, especialmente deputados federais, já que a partilha leva em conta o tamanho das bancadas e a quantidade de votos de 2022, mas inclui "retotalizações" até 1º de junho de 2026, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O destino de 83% (R$ 4,15 bilhões) do fundão depende do tamanho (e dos votos obtidos) das bancadas da Câmara. Só 2% (R$ 100 milhões) do fundão são divididos qualitativamente entre os 30 partidos cadastrados no TSE; e 15% dependem da bancada do Senado. Recém-criado, o Missão levaria R$ 3,3 milhões (1/30 de 2%), assim como outros nanicos, mas filiou o deputado Kim Kataguiri (SP): ganhará mais. PP, MDB e PSD, partidos que mais lutam para filiar deputados, devem ganhar entre 8% e 9% do fundão cada — mais de R$ 400 milhões. O PL iniciou a legislatura, em 2023, com 99 deputados e deve encerrar esta janela com 195 (ou mais) deputados. A parcela do fundo crescerá.

Gorete ganha mais

Um dos presos pela PF no escândalo do INSS reclama com um comparsa por "trabalhar" demais, enquanto a deputada Gorete Pereira leva R$ 1,5 milhão em propina "sem merecer". Em outra mensagem, Gorete é aconselhada a receber propina do INSS através de um escritório de advocacia, e não diretamente da entidade que roubava os aposentados. Ela usou um "laranja" para comprar um apartamento de R$ 4 milhões e foi pessoalmente supervisionar as obras — e aí deu ruim.

Nova aventura empresarial

A modelo, socialite e empresária Kim Kardashian segue ampliando seu império de negócios — e agora aposta também no mercado de bebidas energéticas. Já à frente de marcas como Skims, KKW Beauty, KKW Fragrance, SKKN by Kim e do aplicativo Kimoji, ela se junta a um novo projeto como cofundadora da Update. A marca de energéticos foi criada em 2022 pelo empreendedor Daniel Solomons com a proposta de oferecer uma bebida mais “limpa”, feita com paraxantina — um derivado da cafeína que promete estimular o corpo sem provocar agitação excessiva ou queda brusca de energia. Estudos indicam, ainda, que o composto pode contribuir para o desempenho esportivo. Segundo a empresa, Kardashian se tornou consumidora fiel da bebida em 2023, fazendo pedidos frequentes e contribuindo com sugestões sobre sabor, fórmula e embalagem. A relação evoluiu para uma parceria estratégica, com participação direta da empresária no posicionamento e na direção criativa da marca. O relançamento já aconteceu online e o produto chega a mais de 4 mil lojas do Walmart, com cinco sabores: frutas vermelhas, uva, pêssego, tangerina e abacaxi. A aposta no setor não é inédita. Em 2023, sua empresa de investimentos, SKKY Partners, adquiriu participação na Truff, famosa por seus molhos e condimentos com infusão de trufas.

Problema do clã

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, acha que a família Bolsonaro precisa "resolver todos os problemas" que tem entre seus integrantes para garantir a vitória de Flávio Bolsonaro na Presidência e para que Eduardo Bolsonaro consiga retornar ao Brasil. "Eles têm problemas de família, lógico, mas vamos ter que resolver todos porque nesta eleição tudo vai ser decidido por muito pouco. Se não resolvermos dentro da família, o Eduardo não volta mais ao Brasil; nós temos de ganhar as eleições". Um dos maiores problemas: Michelle não se engaja na campanha do enteado e nem no futuro. Ela ainda preferiria ver Tarcísio de Freitas como candidato ao Planalto e ela como vice.

"Gabinete do ódio 3"

O "gabinete do ódio", versão 3.0, já está esquentando as eleições. Após o anúncio da candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência, a área de comunicação digital do PSD identificou uma ofensiva contra o governador de Goiás. Mensagens começaram a ser espalhadas por redes sociais, grupos de WhatsApp e canais do Telegram. Milhares de usuários passaram a apostar quanto tempo Caiado levará para desistir da disputa eleitoral. A maior parte dos comentários fazia menção a Ratinho Jr. Detalhe: tudo leva a crer que houve método e coreografia por trás das mensagens. Acontecerá com Caiado ou qualquer outro que entre em campo para dividir votos de direita.

Pérola

"A Polícia Federal não protege e nem persegue. A gente trabalha com isenção. Somos acusados muitas vezes por fazer nosso trabalho e outras também de ter feito o que não fizemos. Vejam: a quem interessa uma polícia forte?",

de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF nos 82 anos da instituição.

Ataque a Flávio

O PT está fazendo, há uma semana, testes nas redes sociais para a desconstrução de Flávio Bolsonaro. A avaliação do partido é que ele tem muitos flancos - dele mesmo e herdados do pai. Dessa forma, já foram publicadas postagens que o atacam por conta do que o governo Bolsonaro fez ou não fez durante a pandemia; que o ligam à misoginia, além de uma breve história que o liga à "rachadinha", compras de imóveis com dinheiro vivo e por homenagear milicianos. A ideia básica é ir aumentando a dose.

Esgoto à brasileira 1

O novo ranking do Instituto Trata Brasil afirma que o país tem renda média alta convivendo com padrões de infraestrutura típicos de nações miseráveis. Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm água tratada e cerca de 90 milhões — mais de 40% da população — vivem sem coleta de esgoto. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Ou melhor: há dois países, um que acelera rumo à universalização e outro que permanece atolado em condições sanitárias ultrajantes.

Esgoto à brasileira 2

Dos 20 municípios do topo (concentrados no Sul e Sudeste), a coleta de esgoto serve a 39% da população; nos 20 da base (maioria no Norte e Nordeste), apenas 98%. Os 20 melhores municípios investem, em média, R$ 176 por habitante (há quem chegue a R$ 572); os 20 piores, R$ 77 (e há quem chegue a R$ 10). Na prática, entre os 100 maiores municípios do país, a média é de R$ 135 e metade investe menos de R$ 100.esse patrimônio em uma disputa incerta - e não vencer.

Zoo de 4.445 animais 1

Enquanto Lula abusa de piadas contra chineses e culpa cachorrinhos para justificar o apertadíssimo orçamento do brasileiro — que não suporta mais impostos do governo petista —, o presidente não dá qualquer justificativa para a cifra milionária que empurrou ao contribuinte para sustentar o zoológico particular que ostenta no Planalto. São 4.445 animais entre emas, papagaios, araras, pavões, jabutis, carpas e por aí vai.

Zoo de 4.445 animais 2

A gastança com o viveiro este ano fica pior: em 2026, contabilizando apenas o mês de janeiro, foram R$ 28,2 mil (a conta não inclui bichos da Granja do Torto). Desde o retorno de Lula à Presidência, 2025 foi o ano com a fatura d'água do viveiro palaciano mais cara: R$ 636,9 mil por conta do pagador de impostos. Em 2024, os giros do hidrômetro custaram mais R$ 482,5 mil, além dos R$ 465,5 mil cobrados no primeiro ano da terceira gestão de Lula. O valor milionário não inclui os 6.233 animais da Granja do Torto, tampouco gastos veterinários ou com alimentação pagos pelo contribuinte.

Mistura Fina

A cúpula do PL não pretende abrir mão de indicar um nome ao Senado em São Paulo, ainda que isso divida os eleitores conservadores. O cenário nas eleições deste ano não ajuda o partido de Valdemar Costa Neto no estado. O único senador liberal é o Astronauta Marcos Pontes, que se afastou de Jair Bolsonaro. A cadeira na Casa Alta é fundamental para o partido manter proximidade com o governo estadual, já que o governador Tarcísio de Freitas não pensa no PL como vice.

Nas eleições de 2022, dos quatro deputados federais mais bem votados, três eram do PL, somando 328.863 votos para o partido. Carla Zambelli está presa na Itália e não pode concorrer. Eduardo Bolsonaro, fora do país, também virou alvo do Supremo Tribunal Federal. Ficha limpa, o terceiro nome é Ricardo Salles, que é pré-candidato ao Senado, mas saiu do PL e deve concorrer pelo partido Novo.

Escalaram para R$ 4,3 milhões, entre 20 de fevereiro e 20 de março, as despesas do governo Lula com anúncios no Facebook. O valor representa um aumento de 16% em relação aos 30 dias anteriores. Nos últimos três meses, os gastos da administração petista foram de quase R$ 10 milhões. Em contrapartida, o PL, principal partido de oposição a Lula, gastou R$ 143,5 mil com anúncios na rede no mesmo período.

Atualmente, o governo tem 13 anúncios ativos no Facebook. Um par de anúncios sobre a Zona da Mata mineira custou R$ 150 mil desde o dia 17. A conta do Governo do Brasil é a maior anunciante do Facebook no Brasil desde o primeiro dia do ano de 2026. Em Portugal, por exemplo, o maior anunciante do Facebook no mesmo período é a Anistia Internacional, que gastou cerca de 900 mil euros.

In - Barras de Resistência / Faixas Elásticas
Out
- Barra de Porta Ajustável para exercícios

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

Continue Lendo...

Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).