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A potência da colaboração na Educação

Afinal, resultados bem-sucedidos de iniciativas na área da Educação, orientadas pela colaboração, estão se tornando cada vez mais evidentes no cenário nacional

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Recentemente, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Compromisso Criança Alfabetizada, que apresenta dois grandes objetivos: garantir que 100% dos(as) estudantes brasileiros(as) estejam alfabetizados(as) ao fim do 2º ano do Ensino Fundamental e também a recomposição das aprendizagens para as crianças matriculadas no 3º, no 4º e no 5º ano do Ensino Fundamental.

Esse compromisso está fundamentado nas diretrizes da pesquisa Alfabetiza Brasil, a qual apontou que 56,4% dos(as) estudantes brasileiros(as) que estavam no 2º ano em 2021 não estavam alfabetizados(as). Esse número é extremamente alarmante, uma vez que crianças não alfabetizadas têm maior predisposição à reprovação, à distorção idade-série e à evasão escolar. 

Diante desse cenário, observamos um grande movimento nacional para a construção de um regime de colaboração entre o governo federal, os estados e os municípios. Esse regime entrará em prática por meio dos eixos do novo compromisso estabelecido.

Afinal, resultados bem-sucedidos de iniciativas na área da Educação, orientadas pela colaboração, estão se tornando cada vez mais evidentes no cenário nacional.

Nos últimos anos, algumas ações de sucesso que visavam fortalecer o ciclo de alfabetização ocorreram por meio de regimes de colaboração entre os próprios municípios e também entre estados e União. 

Isso ocorreu, por exemplo, no caso da experiência do Ceará com o Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic) e, entre outros exemplos, do Arranjo de Desenvolvimento da Educação da Granfpolis, um território com 22 municípios em Santa Catarina.

Esse arranjo implementou de forma colaborativa um projeto que inclui a formação de gestores escolares e coordenadores pedagógicos, a iniciação de ciclos de diálogo entre os profissionais e o monitoramento contínuo dos resultados dos alunos em sala de aula.

Sabemos que, hoje, mais do que nunca, os regimes movidos pela colaboração, independentemente do mecanismo eleito, são extremamente potentes em seus propósitos.

Falando no âmbito intermunicipal, temos conhecimento de que é possível criar espaços formais de diálogo entre secretários municipais de Educação e coordenadores pedagógicos de um mesmo território, visando encontrar soluções comuns.

Esses espaços permitem a criação de um mapeamento dos indicadores territoriais e, na sequência, a elaboração de soluções práticas e estruturantes que buscam uma educação de qualidade para todos.

De acordo com os educadores José Bernardo Toro e Nisia Maria Werneck, a participação é uma forma de aprendizado.

É por meio da participação que os grupos fortalecem a confiança, especialmente em sua própria capacidade de gerar soluções para os problemas. Essa relação de confiança é um dos principais elementos que sustentam a união do grupo.

Mas como estabelecer essa relação de confiança? Dentro de um espaço comum, psicologicamente seguro e colaborativo, os representantes dos municípios estabelecem vínculos, percebem que suas vulnerabilidades podem ser as mesmas que as do município vizinho e superam o isolamento.

Além disso, eles ampliam seus conhecimentos por meio de formações coletivas, mobilizam parceiros técnicos, conquistam mais visibilidade no cenário nacional e compartilham experiências.

Isso também permite estabelecer parcerias suprapartidárias, que podem ter continuidade após transições políticas estaduais e municipais, uma vez que foram construídos laços, dinâmicas formais de troca, resultados de projetos mensurados e engajamento da comunidade escolar.

Nesse contexto, é um fato que o ciclo de alfabetização das crianças brasileiras merece o estabelecimento dessa cultura de atuação coletiva para promover seu avanço.

A discrepância dos números apresentados convida toda a sociedade a buscar melhorias nos indicadores de Educação e no desenvolvimento social das crianças, lembrando que isso pode, por consequência, impactar diretamente no desenvolvimento social do País.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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