Colunistas

Cláudio Humberto

"Agora que Vorcaro está preso, a sua advogada já foi visitá-lo?"

Carlos Portinho (PL-RJ), lembra contrato milionário da esposa de Moraes e o banqueiro

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Repasse de Lula a Lulinha vira alvo da oposição

A grana que Lula despejou nas contas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, virou alvo da oposição, que quer escrutinar a movimentação financeira do filho do presidente, que tem uma amiga enrolada na falcatrua do INSS. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado já tramita pedido à Polícia Federal para investigar “cifra aproximada de R$25 milhões” do herdeiro de Lula. No bolo, mais de R$720 mil são de transferências entre o petista e Lulinha.

 

Alô, Receita

Na declaração de bens de Lula, tem R$7,4 milhões. Mas a maior parte, R$5,5 milhões, está imobilizada em uma espécie de previdência privada.

 

Mérito da CPMI

Foi a CPMI do INSS que aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha e revelou que o presidente repassou o caminhão de dinheiro ao filho.

 

2+2

Somando o dinheiro em espécie (declarado), com créditos que aparecem nos bens assumidos à Justiça Eleitoral, faltam ainda R$266 mil.

 

Coisa de milionário

A movimentação financeira de Lulinha é na casa dos milhões. Mais de

R$4 milhões por ano em 2022 e 2023 e mais de R$7,2 milhões em 2024.

 

Brasil se isola do combate ao tráfico por ‘ideologia’

O governo Lula (PT) optou por um isolamento vergonhoso e fugiu da coalizão “Escudo das Américas” de 13 países contra o tráfico e cartéis de narcotraficantes. O Brasil preferiu se unir a Colômbia e México, governos lenientes nesse combate, e ficou de fora. Ainda paga o mico de defender a não inclusão de PCC e Comando Vermelho na lista de entidades terroristas proposta pelos EUA. Na prática, protege as gangues da ação conjunta para desarticular redes criminosas por meio de cooperação em inteligência, forças policiais e finanças dos 13 países dessa iniciativa.

 

Ideologia ignorante

O governo do Brasil expõe priorização ideológica que beira a insanidade. E Lula não quer desagradar seu novo ídolo, o colombiano Gustavo Petro.

 

Petro, o leniente

Sancionado pelos EUA no ano passado por “envolvimento no tráfico ilícito de drogas”, Petro defende “diálogo” com narcotraficantes e cartéis.

 

Auge do sectarismo

Lula coloca a ideologia acima do interesse coletivo, ignorando pesquisas nacionais apontando segurança como a maior preocupação do brasileiro.

 

Terror ignorado

Ao governo Trump, em maio de 2025, o governo Lula fez uma distinção semântica conveniente, ignorando o terror real imposto por PCC, CV etc. à sociedade. Alegou que “não são terroristas” por não terem viés ideológico e sim motivações lucrativas via tráfico de drogas e armas.

 

Nada de CPI

O plenário do Senado Federal realiza, nesta terça-feira (10), a primeira das duas sessões – semipresenciais –desta semana. Mais uma vez não há previsão de análise do pedido de abertura da CPI do Banco Master.

 

Movimentação

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, viajou a Brasília para participar da entrega do pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes elaborado pelo Novo, seu partido.

 

Domínio da estupidez

“A estupidez tomou conta do governo e mais grave da esquerda lulopetista, que endoidou na insana defesa de Vorcaro, do Master, seus guardiões, entorno e comparsas”, cravou o ex-deputado Roberto Freire.

 

STF vai decidir

A oposição a Lula (PT) detalha hoje (10) o mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para garantir a instalação da CPMI do Banco Master e o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

 

Interesse despertou

“Daniel Vorcaro” e “Vorcaro” entraram para a lista dos assuntos mais buscados na internet no Brasil, nos últimos sete dias. “Sicário” também entrou para a lista, segundo o Google Trends.

 

Na pressão

A oposição anuncia hoje (10) que vai tentar um mandado de segurança para garantir a instalação da CPMI do Banco Master, além do pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.

 

Tem que explicar

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou o pedido de CPI do Banco Master e avisou que vai pedir ampliação da investigação. O senador quer incluir o ministro Fernando Haddad (Fazenda) e Gabriel Galípolo (Banco Central).

 

Pensando bem...

...para o governo Lula, gasolina alta só não é pior que o Banco Master, roubo no INSS, pesquisas em queda, aliados pulando do barco...

 

PODER SEM PUDOR

Uísque do santo

Prefeito de São Simão (SP), Padre Plínio Toldo (PFL) agradava autoridades às quais pedia recursos. Certa vez, ao receber dele uma garrafa de uísque, um secretário paulista brincou: “O sr. está querendo me comprar, padre?”

- Nada disso, meu filho – respondeu Toldo – Esse uísque é feito lá mesmo em São Simão. E eu vou lhe contar um segredo: se Jesus soubesse que a gente produz esse uísque, tinha feito a Santa Ceia lá na minha cidade.

EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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