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Alemanha ainda é exemplo para o Brasil

Confira a coluna de Paulo Vinícius Coelho desta terça-feira, 6 de dezembro

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Brasil não dava espetáculo de tão alto nível em Copas desde o penta

Seleção brasileira tinha de fazer a partida contra a Coreia do Sul se tornar fácil e conseguiu

Para quem não estava gostando das músicas escolhidas pela Fifa para a trilha sonora do pré-jogo e do intervalo, em Brasil x Coreia do Sul teve mudança.Tocou "Mas que Nada" em versão "moderna" a primeira gravação de Jorge Ben é de 1963, um ano depois do bicampeonato da seleção.

A organização soltou um samba nos alto falantes e embalou a dancinha depois do gol de Vinicius Junior, aos 7 minutos do primeiro tempo, e após o espetacular golaço anotado por Richarlison, aos 29.

Até Tite entrou na dança, criticada na Europa, mas retrato do futebol brasileiro em sua expressão mais alegre.

Deixa que digam, que pensem, que falem.

O Brasil não estava fazendo nada. Agora está.

A seleção não dava um espetáculo de tão alto nível em Copas do Mundo desde a conquista do penta. Ainda que tenha se resumido ao primeiro tempo, porque o segundo foi de guardar as pernas para o duro duelo contra a Croácia.

Ainda que se possa comparar com jogos de 2006, o 4 a 1 diante do Japão ou o 3 a 0 sobre Gana, do gol de Adriano, de número 200 da seleção em Copas.

Claro que se deve medir a qualidade do adversário. Como você leu aqui, a seleção tinha de fazer a partida se tornar fácil. Conseguiu.

O gol de Richarlison, aos 28 minutos, é uma das mais belas jogadas em conjunto do Brasil em Copas.

A mais incrível certamente é o gol de Carlos Alberto contra a Itália, mas as embaixadinhas de cabeça de Richarlison iniciaram a ação, concluída depois de passe de Marquinhos, corta luz de Richarlison e assistência de Thiago Silva. A finalização foi a cereja do bolo.

Você já está na metade do texto e ainda não leu o nome de Neymar. Ele faz diferença, porque abre espaços para os colegas e é natural que ainda não esteja em sua melhor forma física, depois de dez dias ausente dos campos. Por vezes, prende a bola demais.

A estrela da noite foi Vinicius Junior, autor do primeiro gol. Faz toda a diferença ser o homem que começa a vitória. Quem decide final de Liga dos Campeões pode abrir o placar contra a Coreia do Sul... e fazer muito mais.

Também deu o passe para o gol de Paquetá, num momento de Neymar soltar rapidamente e permitir o contra-ataque terminar com a bola na rede.

O diretor de desenvolvimento global da Fifa e ex-técnico do Arsenal, Arsène Wenger, diz estar convicto de que o campeão será quem tiver os melhores pontas, porque o jogo está muito fechado por dentro.

Por enquanto, os melhores extremos são Mbappé e Dembélé, mas as atuações de Raphinha e, principalmente, de Vinicius Junior, equilibram essa disputa antes das quartas de final. E desequilibraram contra os sul-coreanos.

Além de o estádio mostrar a canção "Mas que nada", antes do início, houve outro momento diferente.

A torcida brasileira, em sua pequena parcela formada por quem veio do Brasil, puxou o coro "Pelé, Pelé, Pelé". Simples assim, sem musiquinha, sem provocação a Maradona, que veio pouco depois.

"Fique bem logo", dizia o bandeirão, com a frase escrita em inglês. Também teve a faixa dos jogadores ao fim da partida, mas a melhor homenagem ao Rei veio em forma de bom futebol.

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O papel do G20 no enfrentamento dos desafios globais

resposta do G20 à pandemia ilustra tanto seus pontos fortes quanto suas limitações

23/02/2024 07h20

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Conforme nos aproximamos de mais uma cúpula do G20, as expectativas se tornam altas para que os líderes globais apresentem soluções concretas e ações coordenadas que abordem os problemas mais prementes do nosso tempo.

A pandemia de Covid-19, em particular, destacou a necessidade de uma cooperação internacional mais forte e eficaz, não apenas para combater crises de saúde global, mas também para garantir a recuperação econômica de forma inclusiva e sustentável.

A resposta do G20 à pandemia ilustra tanto seus pontos fortes quanto suas limitações. Por um lado, o grupo se comprometeu a mobilizar recursos substanciais para apoiar a economia mundial, facilitar o comércio internacional e fornecer financiamento para o desenvolvimento de vacinas.

Por outro lado, a pandemia também expôs diferenças significativas entre os membros do G20 em termos de capacidades de resposta à saúde, políticas econômicas e prioridades estratégicas, o que, por vezes, dificultou uma ação coordenada.

A crise climática é outro teste crítico para a eficácia do G20. Com os membros do grupo responsáveis por uma grande parte das emissões globais de carbono, a sua capacidade de chegar a um consenso sobre a redução de emissões, o financiamento de tecnologias limpas e o apoio à transição energética em economias em desenvolvimento é fundamental para o futuro do planeta.

As recentes cúpulas têm visto promessas renovadas e compromissos para combater a mudança climática, mas a implementação efetiva desses compromissos permanece um desafio significativo.

Além da economia e do meio ambiente, o G20 tem um papel vital a desempenhar na promoção da igualdade e da inclusão global. Isso inclui esforços para reduzir a desigualdade econômica entre e dentro dos países, melhorar o acesso à educação e à saúde e garantir que os benefícios do crescimento econômico e da inovação tecnológica sejam compartilhados mais amplamente.

O G20, com sua capacidade de reunir as principais economias do mundo, tem um papel fundamental na formulação de políticas que moldam o futuro econômico e social global.

No entanto, para manter sua relevância e eficácia, o grupo deve abordar críticas sobre sua representatividade e seu processo de tomada de decisão, enfrentar as divisões internas com uma visão unificada e, acima de tudo, agir com urgência para enfrentar os desafios globais com soluções globais.

À medida que o mundo continua a enfrentar crises interconectadas, a necessidade de uma liderança coletiva e decisiva nunca foi tão crítica. O G20 tem a oportunidade – e a responsabilidade – de liderar esse esforço.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Imbecis, babacas"

Senador Plínio Valério (PSDB-AM) reage a "estudo" que aponta ameaça de novas pandemias se uma estrada for asfaltada na Amazônia

23/02/2024 06h30

Claudio Humberto Divulgação

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“Imbecis, babacas”
Senador Plínio Valério (PSDB-AM) reage a “estudo” que aponta ameaça de novas pandemias se uma estrada for asfaltada na Amazônia

Rombo do ‘Lula 3’ já supera R$79 bilhões em 2024
O rombo provocado pelas despesas do governo Lula (PT), que prometeu “déficit zero”, já superou R$ 79,2 bilhões nas primeiras semanas de 2024. Foram R$771,8 bilhões torrados em despesas, segundo o Portal da Transparência, com arrecadação inferior, de R$692,6 bilhões.

Em 2023, as contas públicas fecharam o ano com um déficit de R$250 bilhões, mas se a diferença entre gastos e receitas continuar no ritmo atual até o fim do ano, o rombo do ano passado pode até dobrar.

Papel não bate
O valor “empenhado” (previsto, mas ainda não gasto) do Orçamento é de R$5,32 trilhões em despesas este ano, e a receita, R$5,41 bilhões.

De longe
Os pagamentos das áreas de previdência social e assistência social representam 70% de todas as despesas do governo Lula até agora.

Conta não fecha
A Previdência arrecadou R$55,8 bilhões em 2024, diz a Transparência, mas as despesas representam o dobro: R$107 bilhões.

Dá impeachment
A gastança desenfreada confirma que Lula se afasta da meta de “déficit zero”. Se repetir a dose em 2025, ele fica sujeito a impeachment,

Governo cria regalia para presos que é um deboche
Dois dias depois de o Senado extinguir a “saidinha” que tem favorecido a fuga de criminosos, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária aprovou resolução recebida no Congresso como “resposta” de ativistas que defendem mais regalias para presos e medidas de desencarceramento.

A resolução debochada condena cães e gatos à prisão, obrigando a instalação de “canis e gatis” nos presídios, abrindo a possiblidade de reduzir penas de criminosos que “cuidem” dos animais.

A ficha dos distintos
Integram o tal conselho, de sigla CNPCP, ligado ao Ministério da Justiça, ativistas que representariam a área jurídica, ONGs e professores.

Bandido em 1º lugar
Os conselheiros se mostram muito preocupados com a “ressocialização”, por razões ideológicas ou por ignorância mesmo, ignorando as vítimas.

Tudo conversa mole
O procurador e especialista Marcelo Rocha Monteiro, do Rio, diz que não há estudo e pesquisa atestando que saidinha, por exemplo, ressocialize.

Sarney ausente
O ex-presidente José Sarney, o mais ilustre dos maranhenses, não apareceu na festa de Flávio Dino. Foi convidado, mas não estava bem, havia dormido mal. Sempre gentil, telefonou ao antigo adversário

Alerta laranja
O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) informou a esta coluna haver enviado representação à PGR e TCU sobre a contratação de “empresa laranja” para realizar obras da Penitenciária Federal de Mossoró.

Este é meu
Foi carregado de significado Lula chegar com o ministro Flávio Dino no STF. Foram recebidos na entrada lateral pelo ministro Luis Roberto Barroso. O gesto sugere o presidente lembrando de quem é o ministro.

PGR: J&F age de má-fé
Agora foi a vez da Procuradoria Geral da República (PGR) afirmar que a J&F, holding da dupla Joesley/Wesley Batista, age de má fé nos processos sobre o controle a Eldorado Celulose, vendido a Paper Excellence. É a quarta manifestação de autoridades no mesmo tom.

Reencontro
Convidado para a posse de Flávio Dino, o ex-presidente Fernando Collor saudou alegremente, à sua chegada, o fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert, que trabalhou no governo. Até ajudou a produzir sua foto oficial.

Ah, os holofotes
A cerimônia de posse do novo ministro do STF, de protocolo simples, foi muito alongada pela leitura da “nominata”, isto é, a lista de presentes, do presidente da República ao subtenente que chefiou a fanfarra militar.

Longo processo
A Câmara dos Deputados aprovou ontem quatro acordos internacionais, um deles assinado há seis anos, no governo Temer. Agora, os acordos transformados em projeto de lei precisam do crivo do Senado. 

Compra de votos
Medida populista com dinheiro público em ano de eleição, não é só aqui: o presidente dos EUA, Joe Biden, atrás nas pesquisas, decidiu “perdoar” mais US$1,2 bilhão (R$6 bilhões) em dívidas de empréstimos estudantis.

Pergunta na memória
Silêncio é melhor que “eu não sabia”, alegado por Lula no Mensalão?

PODER SEM PUDOR

Narizes poderosos
O catarinense Esperidião Amin presidia o PPR, em 1993, e certo dia puxou papo com o senador Pedro Simon, dizendo que até mudaria de partido só para ajudar a eleger o colega gaúcho presidente nacional do PMDB. “Depois a gente elege José Richa presidente do PSDB”, brincou Simon.

“Assim nós vamos formar a República Árabe Unida”, respondeu Amin, referindo-se à ascendência dos três. Completou: “E será uma república tridimensional. As decisões serão tomadas de acordo com as dimensões do nariz: o Richa ganha pela largura, tu ganhas pela abertura e eu, pelo tamanho!”

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