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juliane penteado

Aposentadoria para brasileiros no exterior

Confira a coluna da Juliane Penteado, desta sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

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Nesse texto de hoje quero falar sobre a previdência para brasileiros que moram no exterior e as particularidades desse tipo de aposentadoria. Abordarei sobre os acordos internacionais que o Brasil tem com os países, direito previdenciário internacional, além da melhor aposentadoria nesse caso.

A relação com a previdência social dos países, tanto do Brasil quanto do país onde o segurado reside, são diferentes e existem várias formas de contribuição para uma aposentadoria mais vantajosa.

É importante que o segurado não perca os direitos previdenciários por estar morando em outro país, por isso, observar e analisar os acordos que possibilitam somar os períodos trabalhados nos dois países.

Acordos Internacionais

Os acordos previdenciários internacionais tem por objetivo garantir a seguridade social aos trabalhadores que contribuíram no Brasil e se mudaram para outro país e vice-versa.

Hoje, os acordos previdenciários internacionais vigentes com o Brasil são:

  • Iberoamericano
  • Mercosul
  • Alemanha
  • Bélgica
  • Cabo Verde
  • Canadá
  • Chile
  • Coreia
  • Espanha
  • Estados Unidos
  • França
  • Grécia
  • Itália
  • Japão
  • Luxemburgo
  • Portugal
  • Quebec
  • Suíça
  • E acordos em processo são com:
  • CPLP Comunidade de Língua Portuguesa
  • Bulgária
  • Israel
  • Moçambique

Como é a aposentadoria no Brasil?

Pode parecer que não, mas as regras da previdência brasileira são umas das que mais apresentam vantagens no mundo. Além disso, é mais acessível que outros países, principalmente os europeus, mesmo que lá os valores sejam mais altos e os ganhos financeiros também.

Entretanto, cada caso é um caso. Desta forma é importante analisar cada país, os acordos previdenciários, opções e qual a melhor opção financeira para o segurado.

Mas então, para qual país contribuir?

Como já disse, a aposentadoria brasileira é uma das mais benéficas do mundo, então, até como forma de se manter seguro, é importante que o segurado continue contribuindo no Brasil. Inclusive, continuando a contribuir aqui, o segurado mantém seus direitos previdenciários, além de facilitar a conquista de benefícios por incapacidade e realizar perícias no consulado brasileiro.

Alguns acordos internacionais pedem um tempo mínimo de contribuição para poder receber um direito previdenciário, por isso é importante observar o acordo do Brasil com o país em que está residindo.

Como realizar contribuições no Brasil depois de ter se aposentado no exterior?

Nos acordos internacionais previdenciários existe a regulamentação das pessoas que trabalham de maneira temporária e formal fora do país, o que permite a isenção de contribuições previdenciárias em outros países. Neste caso é necessário ter o Certificado de Deslocamento Temporário e Isenção de Contribuição, ou CDT, documento esse obtido no Brasil, solicitado diretamente no INSS.

É importante ressaltar que esse documento não serve para quem vai se mudar permanentemente para outro país. E ainda, acordos com o Canadá, a Itália e o Mercosul, por exemplo, não preveem essa isenção.

Agora, caso o segurado esteja num país sem acordo com o Brasil, será necessário nomear um procurador por aqui e continuar contribuindo junto ao INSS como contribuinte facultativo.

Como então solicitar Aposentadoria de Brasileiros no Exterior?

Ressalto que quando existe o acordo internacional de previdência o processo acaba sendo facilitado por meio dos órgãos que gerem esse tipo de solicitação no país onde o segurado está residindo.

É importante também ter um procurador no Brasil, assim facilita os trâmites tanto para recebimento do benefício, quanto para caso da necessidade de entrar com processos para garantir que os cálculos sejam refeitos e direitos garantidos de forma correta.

E para receber o benefício?

Para receber em países com acordo previdenciário com o Brasil, o brasileiro escolhe o banco de sua preferência, e o envio do valor não terá custo, a não ser nos casos em que existe a cobrança de 25% do imposto de renda. Essa conta de recebimento deve ser indicada preenchendo o "Formulário de Requerimento de Transferência de Benefício em Manutenção", e em seguida enviar para uma das agências de atendimento de acordos internacionais.

Já nos países sem acordo, para o recebimento será necessário nomear um procurador para que ele faça o envio dos valores para o exterior.

É possível fazer revisão sem vir ao Brasil?

Sim.

Com a internet tudo ficou mais fácil. Basta procurar um advogado previdenciarista de confiança, especializado no assunto para quem o segurado deverá enviar a documentação necessária via e-mail para esse processo.

Através do meu site, por exemplo, a equipe do escritório pode, com confiança, prestar esse tipo de atendimento para os clientes que não residem no país e querem realizar seu planejamento previdenciário.

E a retenção dos 25% do IR?

Desde 2013 a Receita Federal passou a cobrar essa porcentagem sobre o valor de benefícios dos brasileiros que moram no exterior. Porém, é possível cessar essas retenções nos casos em que os brasileiros vivam em países onde existe acordo internacional. Mas esse é um assunto que virá num próximo artigo, bem mais detalhado.

Quer saber mais sobre direito previdenciário? Acesse meu blog e meu canal da educação previdenciária no youtube.

Abraço afetuoso.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Quem deve explicações é o Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), sobre Lulinha, filho do presidente, e a falcatrua no INSS

12/08/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Bens de governador petista crescem mais de 400%

São nove os governadores que estão no cargo e vão buscar a reeleição este ano. Quase todos tiveram aumento no patrimônio. Alguns com elevação que supera os 460%, como é o caso de Clécio Luís, com passagem pelo Rede, PT, Psol, Solidariedade e, agora, no União Brasil. Os quatro anos no governo do Amapá parecem ter feito bem às finanças de Clécio, que, em 2022, declarou patrimônio de R$88,5 mil. Agora, o governador admitiu à Justiça Eleitoral ter R$R$497,9 mil em bens.

Petista 407% mais rico

O petista Elmano de Freitas (Ceará) também viveu tempos de bonança. O patrimônio decolou de R$72,1 mil (2022) para R$366,4 mil.

Pobre Riedel

Eduardo Riedel (PP-MS) é o único “mais pobre”. O patrimônio encolheu em 4 anos e desceu de R$20,7 milhões para R$16,1 milhões.

Modesta variação

Dos que tiveram aumento, Raquel Lyra (PSD-PE) registra a oscilação mais modesta, 5,56%. Passou de R$340,5 mil para R$359,4 mil.

É o admitido

A coluna chegou aos valores após cruzar os dados repassados pelos próprios candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Lula promete pasta da Segurança 43 meses atrasado

Lula (PT) sempre passa vergonha quando faz juras eternas de combater a criminalidade, como a promessa de criar o Ministério da Segurança, com 43 meses de atraso. Para quem manda sua bancada boicotar no Congresso projetos que são aspiração dos brasileiros, como a redução da maioridade penal, e após saudar uma traficante em seu palanque na Favela do Moinho, em São Paulo, como lembrou Tarcísio Gomes de Freitas no debate da Band, desautoriza qualquer lacração nessa área.

Nunca na História

Nunca houve Ministério da Segurança nos mais de 18 anos dos cinco governos do PT.

Primeiro

A primeira vez que houve pasta específica para a Segurança Pública foi na gestão Michel Temer (MDB).

Caso único

O ex-deputado Raul Jungmann continua a ser o único ministro da Segurança da História do Brasil.

Mitomania em movimento

O “afastamento” do ministro da Propaganda da campanha de Lula (PT), em razão de “desavença”, ainda mais tendo sido “substituído” pelo próprio sócio, soa tão falso quanto ex-presidiário jurar combate ao crime.

Ataques investigados

Empresário forte de Goiânia, da área de show business, vem sendo acusado na política do DF de bancar ataques nas redes sociais contra a governadora Celina Leão (PP). O caso está sob investigação.

Caiu a ficha

Demorou, mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro finalmente deu sinais de haver percebido que suas desavenças públicas com o enteado Flávio favoreciam os adversários. “Briga tem em toda família”, diz agora.

Por conta

Difícil Lula retribuir a Nabor Wanderley (Rep-PB) o apoio público que recebeu de Hugo Motta (Rep-PB), filho do candidato ao Senado. O petista vai pedir votos para Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB)

Vergonha histórica

Condenado à morte por crimes contra a humanidade, o ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi um dos “ídolos” da esquerda por atacar os EUA sistematicamente. Em 2010, recebeu do então presidente Lula a maior condecoração brasileira: o Grande Colar da Ordem do Cruzeiro do Sul.

Esquema

Era pluripartidário o rolo de vereadores com facção que cobrava pedágio para acessar regiões de Sobral (CE). Os envolvidos, segundo a PF: Carlos do Calisto (PSB), Junim do Povo (Pode) e Mario Vicktor (União).

É simbólico

O segundo ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) deve ser na cidade em que o pai sofreu um atentado promovido por ex-militante do Psol, em 2018. Flávio vai a Juiz de Fora (MG) em 17 de agosto.

Demora por quê?

Sob supervisão do Judiciário, de perito, da PF e do Ministério Público, Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio (PL), já disponibilizou seu DNA para agilizar o confronto com amostra da suposta “vítima” exposta por Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke. Só falta o STF avaliar.

Pensando bem...

...política ainda é um excelente negócio.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Não te fresqueia, tchê

O líder gaúcho Flores da Cunha era do tipo que não guardava papas na língua e zelava pela reputação dos machos do Rio Grande do Sul. Mas, certa vez, num comício em Uruguaiana, ao ser saudado, um orador local exagerou nos elogios: “Bravo general, corpo de espartano, cérebro ateniense, coração de pomba, alma de dama...”. Ele chama o chefe político e ordena, interrompendo o discurso: “Tira esse demente daqui antes que ele me chame de fresco”.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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