Transcorridos os 50 dias da Páscoa do Mestre e Senhor e de todos aqueles e aquelas que percorreram o longo e árduo caminho dessa parcela da história, chegou a hora de olhar para o caminho e unir as esperanças e as conquistas.
Uma grande e rica conquista é desse povo que, apesar das dificuldades, foi perseverante. Celebrar a esperança, que agora se concretiza. Celebrar um sonho, que também se realiza. Celebrar uma vitória sobre o mal, que agora se concretiza, nesta busca que está sendo coroada com uma eterna e feliz alegria.
A Páscoa já aconteceu. E continuará acontecendo no repartir o pão e na comunhão de vidas. O mal foi derrotado. O ódio deu lugar ao perdão. O medo foi superado pela alegria da vida nova. E o povo simples e humilde se une ao Senhor, celebrando vida nova com aqueles e aquelas que agora caminham como ressuscitados.
Caminho novo. Forças novas. Compromissos novos. Com o Cristo vivo caminhando com a comunidade dos ressuscitados. Isso, porém, não é suficiente. Cada qual deverá fazer algo em favor dessa comunidade de eleitos. Cada qual com seus dons a serviço, alegre e feliz, atraindo sempre mais irmãos e irmãs e fortalecendo a comunhão fraterna.
Nessa nova comunidade não haverá lugar para os acomodados. Não haverá espaço para os egoístas. O novo deverá ser a razão única da vida, que ressurge na alma e no coração de todos quantos sentirem em si o desabrochar de um novo modo de pensar e de agir.
Torna-se urgente lembrar que cada qual tem seu lugar e sua missão. Segundo nos lembra o apóstolo Paulo: “Há diversidade de dons, mas um só é o Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há diferentes atividades, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em proveito de todos” (I Cor. 12,12-13).
Tudo isso acontece justamente 50 dias após a Páscoa. Foi o Pentecostes. Até então os seguidores do Mestre não haviam decidido seu viver em função da nova humanidade.
Mas, enquanto se encontravam perturbados, medrosos e indefinidos, eis que, no recinto em que se encontravam, ouviram um barulho estranho, como se fosse de um terremoto, soprando um vento impetuoso que estremeceu todo o recinto.
Foram surpreendidos por uma espécie de línguas de fogo, que foram pousando sobre cada um que se encontrava no recinto. E todos começaram a se comunicar de maneiras diferentes, conforme o ambiente. Também a linguagem acontecia de acordo com a cultura do ambiente.
Pentecostes! Cinquenta dias após a Páscoa. Linguagem clara e convincente. Ensinamento de acordo com a capacidade intelectiva do público, segundo o alcance intelectual e espiritual.
Pentecostes! Incentivo a refletir sobre aquilo que Deus tem a transmitir. O quanto necessitamos abrir nossos ouvidos e nossos corações com a finalidade de elaborar ensinamentos coerentes com a palavra sagrada, gerada para o crescimento na fé e no amor criativo.
Pentecostes! Tempo precioso de refletir os dons disponíveis para quem deseja ser mais do que os demais: mais sábio, mais estudioso, mais otimista.




