Lula quer destravar ‘Bessias’ com saída de ministro
Lula quer usar a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública como janela de oportunidade para destravar a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em estudo no Planalto está a separação de Justiça e da Segurança Pública, passando ao menos uma das partes para o centrão. Lula ensaia um aceno a Davi Alcolumbre (União-AP) para desanuviar o péssimo clima instalado com o presidente do Senado.
A volta dos que não foram
Se fala até em ressuscitar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para uma das pastas. O senador foi o pivô da última crise entre Lula e Alcolumbre.
Ministro indemissível
O problema para Lula é que, uma vez nomeando Pacheco, aliado de Alcolumbre, eventual demissão do posto é declaração de guerra.
Quase um escambo
Não sendo Pacheco, Lula avalia costurar com os senadores uma indicação que viabilize a aprovação de Messias.
Saco sem fundo
Para 2026, a perspectiva é de ainda mais gastos com emendas. O Orçamento do ano, já aprovado, prevê pagamento de R$61 bilhões.
Ministros fizeram quase 1.800 voos pela FAB
Regalia disputada pela nata de Brasília, os jatinhos da Força Aérea Brasileira fizeram ao menos 1.778 decolagens com autoridades ao longo de 2025. Têm direito à regalia os ministros de Estado, chefes das Forças Armadas, presidentes da Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal e, normalizado no governo Lula, sem previsão legal, até ministros do STF. A conta não considera os rolês de Lula e Janja, sempre com grandes comitivas e com a gastança protegida pelo sigilo.
AeroMotta
Só deu Hugo Motta zanzando por aí. O deputado, que até tem o próprio avião, fez ao menos 141 viagens nas asas da FAB (e por nossa conta).
Economia pra quem?
Fernando Haddad (Fazenda) não quer nem saber de voos de carreira. Foram 132 viagens ao longo do ano. Foram 20 a mais do que em 2024.
Supremo voador
A presidência do STF fez 100 decolagens. Os ministros, outras 19. O total de 2025 supera os voos de 2024 (1553) e fica atrás de 2023 (1997).
Uma piscada
Durou pouco a ordem para investigar denúncia de omissão médica a Jair Bolsonaro. Canetada do ministro Alexandre de Moraes (STF) anulou a sindicância determinada pelo Conselho Federal de Medicina.
Vai cair
Nas contas do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), o veto de Lula ao projeto da dosimetria não deve prosperar, “será derrubado na primeira sessão do Congresso Nacional”, conclui o deputado.
A galope
Carol de Toni (PL-SC) não quer nem esperar o fim do recesso para votar o veto de Lula ao projeto da dosimetria. A deputada protocolou pedido para uma sessão extraordinária do Congresso para derrubar a medida.
Bem na fita
O Aeroporto Internacional de Brasília é o segunda mais pontual do mundo. Foram 88,36% de decolagens (114.481) no horário em 2025. A avaliação anual foi divulgada pela Cirium, que analisa dados da aviação.
Fim da sabotagem
Eduardo Girão (Novo-CE) quer mudar o regimento interno do Senado para que apenas parlamentares que subscrevem pedidos de CPI participem do colegiado. Quer acabar com o aparelhamento e boicote.
Triste legado
Para Julia Zanatta (PL-SC), a passagem de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça não deixa saudade. Diz a deputada que o legado que fica é o “crime organizado mais forte, mais ousado e mais armado”.
Debandada
Ricardo Lewandowski, que se demitiu do Ministério da Justiça, deve ser só o primeiro a pedir o boné este ano. Quem quiser disputar eleição tem que se descompatibilizar. Ao todo, mais de 20 ministros devem sair.
Piorou
Debilitado, o ex-presidente Jair Bolsonaro agora faz uso de antidepressivos. “Está cada dia pior”, diz o filho Carlos Bolsonaro que presenteou o pai com um radinho a pilha.
Pergunta na Venezuela
Delcy Gonçalvez é a ditadora em exercício ou ditadora interina?
PODER SEM PUDOR

Alvíssaras, vereador
O ex-presidente do STJ, ministro Edson Vidigal, contou com muita graça – respondendo a e-mail de um alagoano – a história de um vereador eleito “com espantosa votação” em São Luís (MA), nos anos 60: “Era uma figura simpática, inteligente, com excelente memória para números, inclusive. Mas não gostava de ler nada, nem jornal. Tinha dificuldade para ler discurso. Algumas palavras ele as pronunciava com certa empáfia, distorcendo-as. Então, uma vez ele disse com muita convicção – ‘Senhor Presidente, tenho uma notícia jussareira para Vossas Excelências...’ Com todo o respeito, seus nobres colegas, segurando o riso, franziram as laterais da boca como se mastigassem os lábios. O homem queria dizer ‘notícia alvissareira’.”



