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Giba Um

"É importante o cinema brasileiro seguir abordando o período da ditadura militar. A ditadura é ainda

uma cicatriz aberta na vida brasileira. Os efeitos do regime militar não pertencem apenas ao passado, estão presentes no cotidiano",  de Wagner Moura, após a vitória no Globo de Ouro

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A cidade de São Paulo deverá registrar em 2025 o maior fluxo turístico de sua história. Dados do Observatório de Turismo e  Eventos da agência SPTuris, com base na ferramenta Claro Geodata, indicam que a capital paulista deve ultrapassar a marca dos 45  milhões de visitantes no ano.

MAIS: é um crescimento de quase 20% em relação a 2024, quando a metrópole recebeu 37,6 milhões de turistas nacionais e internacionais. No ano passado, São Paulo teve 4 milhões de visitantes em novembro e outros 4 milhões em dezembro.

Eterna formiga

Mesmo estando longe da TV aberta desde 2022, Marieta Severo que este ano completa 60 anos de carreira não para, está com vários trabalhos para plataformas de streaming, sem contar os 6 projetos para o cinema e diz viver quase um sonho. “O meu projeto, que sempre foi o meu sonho, de ficar só fazendo cinema, acho que vou realizar. O cinema tem um tempo mais tranquilo. Quero ficar nessa medida de fazer as coisas devagarzinho, com calma”. Apesar de buscar um pouco mais de tranquilidade, garante que não para. “Sempre fui uma atriz formiguinha, trabalhadora. Nunca fui cigarra. Trabalhava nas dúvidas, na insegurança. Fiz muita análise. Sempre achando que ia ter uma aceitação menor do que vejo que tenho hoje, o que me surpreende ainda. Positivamente. Que presente é fazer 80 anos e poder ter esse reconhecimento! Também existe um apaziguamento em relação à expectativa, à cobrança interior”.  Marieta também revelou que sempre está buscando algo novo para interpretar.  “Não tenho muita atração por refazer o que foi feito. Quero coisas novas, ir por outros caminhos. Cada trabalho meu tem uma assinatura de uma vontade grande, profunda, de uma ligação com o que quero dizer naquela hora. E uma coisa vertical, não tenho a menor vontade de fazer. Quero que as pessoas se afastem um pouco do celular. Tenho sete netos de idades entre 16 e 29 anos, e vejo a luta que é tentar diminuir o famoso tempo de tela. Não estou no Insta, quer dizer, tenho um perfil “secreto” que minha neta criou. Não tenho nada contra, uso à beça. Mas eu mesma me policio”.

Em peregrinação ao altar de cima

Em peregrinação ao altar de cima, Flávio Bolsonaro tem buscado se reaproximar de empresários que apoiaram seu pai nas eleições de 2018 e 2022. É o caso de Meyer Nigri, fundador da Technisa, Rubens Menin, dono da MRV, do Banco Inter e da CNN, e José Isaac Peres, controlador da Multiplan. Todos são ou foram bolsonaristas puro-sangue. As articulações têm sido conduzidas, sobretudo, por Flávio Rocha, do Grupo Guararapes/Riachuelo. Foi Rocha que costurou o almoço entre o "01" e cerca de 50 líderes empresariais em dezembro em São Paulo o convescote se deu na residência de Gabriel Rocha Kanner, sobrinho do dono da Guararapes. O desafio de Flavio Bolsonaro é trazer novamente para a arena eleitoral, ainda que no backstage, nomes importantes do empresariado que saíram com a reputação arranhada nas últimas eleições. Nigri e Peres, por exemplo, chegaram a ser investigados pelo STF por supostamente defender um golpe de Estado em mensagens de WhatsApp.

Falando sozinha

Eduardo Bolsonaro não está nem aí para a Polícia Federal, seja como investigado ou servidor concursado. Até agora, não se manifestou formalmente à PF sobre a convocação para retomar seu cargo de escrivão. A corporação determinou que o "03" reassuma suas funções. Ele ingressou na Polícia Federal em 2010 por concurso e se licenciou cinco anos depois, quando assumiu seu primeiro mandato de deputado federal. Com sua cassação pela Câmara, a licença perdeu o efeito. Ele já deixou claro que não cumprirá a determinação: “Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha hora (?) por um emprego na burocracia pública".

Mais uma para conta

A modelo mais bem paga do mundo, Kendall Jenner, foi apresentada como a nova embaixadora global das fragrâncias da Emporio Armani. Para celebrar essa nova posição, a modelo estrela a mais recente campanha da grife, que revela o lançamento do perfume Power of You.  “Entrar para a família Emporio Armani foi uma decisão óbvia. Sempre amei o fato de que eles te estimulam a ser exatamente quem você é. A fragrância ‘Power of You’ é tudo, magnética, envolvente e super sensual”. Apesar de ser apaixonada pela profissão ela já demostrou o desejo de seguir uma vida longe dos holofotes, com uma vida simples, sem maquiagem, desfrutando de rotinas cotidianas, dedicada à paixão por cavalos e ao projeto de construir uma nova casa. Revelou também que pensa bastante sobre o futuro, mas procura não planejar excessivamente, focando em trilhar novos caminhos profissionais enquanto se afasta aos poucos da exposição pública.

Medo de voar

Sem constrangimento em se hospedar em luxuosos hotéis, os passeios internacionais de Lula, Janja e a sempre presente comitiva de aspones, dariam para completar 5,7 voltas ao redor do  mundo, considerando a quilometragem do ponto de decolagem ao ponto de aterrissagem que o petista percorreu em 2025: 231.225.49. A volta ao mundo tem aproximadamente 40.000 km. Lula voou quase todos os meses: só aliviou janeiro, fevereiro e dezembro. Deu um rolê pelos Estados Unidos, Uruguai, Asia, Vaticano, Rússia, China, França, Argentina, Chile, Colômbia, Malásia e outros. E apesar do passaporte carimbadíssimo, Lula jura que tem medo de voar.

Dívida da Venezuela

A oposição quer espremer a proximidade histórica entre os governos do PT e o chavismo. A bancada bolsonarista vai acionar o TCU para que investigue a dívida da Venezuela com o Brasil, superior a R$ 10 bilhões. Decorre de operações de crédito para obras de infraestrutura no país vizinho financiadas pelo BNDES. O banco já se livrou das dívidas ao recorrer ao Seguro de Crédito à Exportação, lastreado no Fundo de Garantia à Exportação. Cu seja: no balanço do BNDES, os financiamentos estão zerados. O problema caiu no colo do Tesouro (saldo devedor transferido para a União). Os bolsonaristas querem acusar o governo Lula de leniência na cobrança desses créditos junto à finada gestão de Maduro.

Pérola

"É importante o cinema brasileiro seguir abordando o período da ditadura militar. A ditadura é ainda uma cicatriz aberta na vida brasileira. Os efeitos do regime militar não pertencem apenas ao passado, estão presentes no cotidiano”, 

 de Wagner Moura, após a vitória no Globo de Ouro.

Rejeição maior 1

Ainda a marcha de Flávio Bolsonaro atrás de alianças, votos e grandes nomes para seu "ministério”: nas novas pesquisas, com sete cenários, ele aparece com um pouco mais de intenções de votos. Entre os mais próximos, Flávio age mais por teimosia e nutre o pai com mais otimismo do que a realidade aponta. Além disso, a maioria do PL considera que o senador será engolido pela  rejeição hoje maior que a do presidente Lula e que o maior prejudicado será Bolsonaro. Nesses novos levantamentos, Lula continua vencendo Flávio no segundo turno, com boa distância.

Rejeição maior 2

Entre governadores que posam de pré-candidatos ao Planalto e outras lideranças, entre as quais se sobressai Ciro Nogueira, presidente do PP, tem muitos que não podem nem ouvir falar na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Nogueira considera o senador ainda imaturo para o posto ( e até para a campanha)e carregará consigo a imagem do pai, que significará igualmente grande rejeição. O presidente do Prerrogativas torce mesmo por Tarcísio de Freitas - de volta às pesquisas. E sonha em participar da chapa na condição de candidato a vice-presidente.

Olho nas escolhas 1

O ministro - por enquanto - Fernando Haddad (Fazenda) já foi candidato ao Planalto na condição de "representante de Lula", não ganhou, mas não fez feio. Se Lula não concorresse este ano, fatalmente, mandaria Haddad de novo em seu lugar. Só que, em 2026, Lula concorre e quer ver o pupilo disputando uma cadeira no Senado (por pesquisas, têm chance). E mais: grande parte dos petistas querem Haddad disputando o governo de São Paulo, caso Tarcísio dispute a Presidência. E Haddad não quer nada: cansou. Quer coordenar a campanha de Lula.

Olho nas escolhas 2

Ainda se Tarcísio concorrer ao Planalto, também Geraldo Alckmin teria maiores chances disputando o governo paulista. Mas, ele não quer - e nem quer concorrer ao Senado. Quer ser vice e ministro na reeleição de Lula. Se a eleição fosse hoje, Alckmin aposta que Lula seria reeleito até com uma facilidade se, no segundo turno, disputasse com Flavio Bolsonaro. Detalhe: como a escolha de nomes para disputas anda complicado, quem se colocou às ordens presidenciais foi Gleisi Hoffmann. Mas era "para inglês ver": ela concorrerá de novo à Câmara Federal.

Aviso antecipado

"Nossas grandes petrolíferas vão entrar e fazer dinheiro”. A sinceridade de Trump é escandalosa e logo depois da abdução de Maduro, ele dava um aviso que sua preocupação (e alvo) com a Venezuela era apenas o começo. Agora, ninguém pode se surpreender com a gula do republicano em direção a Cuba, Colômbia, Groenlândia e México, só para começo de conversa, misturando de petróleo a metais preciosos e até posições estratégicas. Na época, a Casa Branca publicou no Instagram uma imagem de Trump com a sigla FAFO ("fuck around and find out") em tradução livre "quem mexe com a gente se ferra".

Ministra na Segurança

O PT tem um nome no gatilho para assumir o Ministério da Segurança Pública, caso Lula cumpra a promessa de recriar a Pasta. Trata-se da deputada federal Erika Kokay (PT-DF). Em seu quarto mandato, a parlamentar integrou a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. No entanto, o que para o PT soa como principal atributo de Erika é justamente o que reduz suas chances de ascender ao cargo: sua trajetória de engajamento na agenda da cidadania e dos direitos humanos. No entorno de Lula, a leitura é que o presidente precisa indicar alguém de perfil mais linha dura, caso não queira dar mais munição para a oposição, que detém a primazia de agenda da segurança. No caso, o nome bem cotado é do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. .

Mistura Fina

Números da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indicam que o reajuste do salário-mínimo terá impacto de R$ 4,28 bilhões nos cofres públicos em 2026. A primeira chega em fevereiro com pagamento dos vencimentos de janeiro. Nas contas da CNM, municípios de Minas Gerais, Bahia e Ceará serão os mais afetados, já que concentram o maior número de servidores que recebem até 1,5 salário-mínimo, ou 32% do total nacional. 
 
Do total de servidores do recorte de maior impacto os Estados ficam assim: Minas Gerais, com 12,1%, Bahia, com 10,5%; e Ceará, com 9%. A conta total poderia ser menor do que R$ 1 bilhão. Mas, ao considerar encargos, o montante passa de R$ 3,1 bilhões para R$ 4,2 bilhões. Desde 2020, o número de servidores municipais só cresce, passou de 6,8 milhões (2023), registra a própria CNM.
 
Em 2025, o país que mais exportou refugiados para o Brasil não foi a Venezuela. Dos 64.402 estrangeiros listados no Ministério da Justiça, 38.130 saíram de Cuba. O regime chavista, agora controlado por Trump, ficou em segundo lugar, com 19.956 refugiados. O Brasil deu nacionalidade a cerca de 12 mil estrangeiros no ano passado. O Haiti, com 2.718 pessoas, lidera a lista, seguida de Cuba (799), Venezuela (798), Angola (759) e Rússia (557).

O governo aposta na melhora da relação de Lula a o presidente do Senado, Davi Alcolumbre para manter o veto ao projeto da dosimetria. Os dois, que andavam às turras, tiveram um jantar fora da agenda, em dezembro, que colocou panos quentes na relação. Para derrubar o veto, é preciso 41 votos do Senado e 257 na Câmara.  O projeto passou com 48 votos no Senado e a meta do governo é virar ao menos oito. Na Câmara, o cenário é mais desfavorável: foram 291 votos de aprovação. A alternativa governista está do outro lado da praça: judicializar no amigável Supremo.

In – Cinema: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet

Out – Cinema: Rob1n: Inteligência Assassina

Direito

O efeito dominó das recuperações judiciais: por que a conta chega a todos nós

Confira a coluna desta quinta-feira (8)

08/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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A Selic está em 13,75% ao ano. Foi o quinto corte seguido desde março, quando a taxa começou a cair a partir de 15%, e o Banco Central não se comprometeu com novas reduções. A direção é boa, o ritmo, não. Para quem tomou capital de giro, financiou maquinário ou antecipou recebível, um quarto de ponto a cada reunião muda pouco: o dinheiro segue caro, e a conta vence todo mês.

É desse descompasso entre a queda lenta do juro e a pressa do vencimento que nasce um número já rotineiro no noticiário. Segundo a Serasa Experian, o Brasil fechou 2025 com 977 processos de recuperação judicial envolvendo 2.466 empresas, o maior número de empresas em recuperação desde o início da série, em 2012. O primeiro trimestre de 2026 somou mais 194 pedidos. E há o que não vira estatística: a loja que fecha na rua principal, a empresa que devolve as chaves, a linha industrial desativada porque perdeu a disputa para o produto importado.

Em Mato Grosso do Sul, o retrato é mais duro

No agronegócio sul-mato-grossense, foram 38 pedidos de recuperação judicial no primeiro trimestre de 2026, contra 25 no mesmo período de 2025. É alta de 52% em um ano, bem acima dos 21,9% do agro nacional. E um detalhe costuma passar despercebido: 22 desses 38 pedidos vieram de empresas da cadeia, agroindústrias, processadoras, prestadoras de serviço ao campo, e não do produtor dentro da porteira. A crise do agro não fica no agro. Ela sobe pela cadeia, chega à cidade e bate na folha de pagamento de quem nunca plantou um grão.

O problema é mundial; o juro, não

A Allianz Trade projeta alta de 6% nas insolvências empresariais no mundo em 2026, o quinto ano seguido de aumento, com cerca de 2,2 milhões de empregos em risco, sobretudo na construção, no varejo e nos serviços. A diferença brasileira não está em ter o problema, e sim no custo do dinheiro com que se tenta atravessá-lo: a empresa daqui reestrutura dívida pagando juros que a concorrente estrangeira desconhece, o que cria uma disputa profundamente desigual no mercado global.

Quem paga a conta

O consumidor sente primeiro no bolso e depois no atendimento: menos concorrentes significam preço maior, e loja fechada significa garantia difícil de acionar, assistência que sumiu, produto pago e não entregue.

O fornecedor sente antes, e mais fundo. Quem vendeu a prazo para uma empresa que pede recuperação vira credor de um plano que não escreveu, com desconto e prazo que não escolheu. Começa então o efeito dominó: o fornecedor que não recebe atrasa o próprio pagamento, e o problema caminha pela cadeia até derrubar quem estava a três elos de distância do estouro original.

Ganhar o processo não é o mesmo que receber

Aqui entra o alerta que faço como advogado. Vencer a ação contra uma empresa que depois pede recuperação judicial não garante o pagamento. Se o fato que originou a dívida é anterior ao pedido - e o que conta é a data desse fato, não a da sentença, como definiu o STJ no Tema 1.051 -, o crédito entra na recuperação e passa a seguir o plano aprovado pelos credores: desconto, carência e parcelamento longo. Na falência é pior: o consumidor comum fica atrás dos trabalhadores, dos credores com garantia e do Fisco, e com frequência não recebe nada.

Um exemplo clássico é o da empresa de telefonia Oi, que teve a falência decretada em 25 de agosto deste ano, após seu segundo pedido de recuperação judicial. Quem havia vencido um processo judicial contra a empresa, cujo dinheiro já estava na subconta do Tribunal, viu esse dinheiro ser transferido para a massa falida (ou devolvido ao caixa da empresa durante a recuperação). Hoje, o 'crédito' virou prejuízo: com mais de R$ 44 bilhões em dívidas e um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões, a maioria dos credores simplesmente não receberá nada, a depender do seu lugar na fila.

A proteção, portanto, vem antes do processo. Antes de contratar valor alto, comprar parcelado, pagar entrada em obra ou fechar serviço de longo prazo, vale gastar dez minutos pesquisando protestos, negativações, execuções e pedidos de recuperação contra o CNPJ da empresa. Unidades fechando, salários atrasados, troca frequente de comando e fornecedores exigindo pagamento à vista são sinais visíveis de fora. Contratar quem já caminha para a recuperação é comprar um crédito futuro com desconto embutido.

O último a perder é o Estado - ou seja, todos nós

Empresa que encolhe recolhe menos. Cada unidade fechada retira empregos formais, faturamento tributável e contribuição previdenciária da conta pública, e boa parte do que deixou de ser pago migra para a dívida ativa, onde a recuperação é notoriamente baixa. O juro alto que ajudou a quebrar a empresa reaparece, meses depois, como arrecadação que não veio.

Nada disso torna a recuperação judicial vilã: é ela que evita que empresas viáveis morram por um problema de estrutura de dívida. O ponto é outro. Quando os pedidos batem recorde ano após ano, deixam de ser um problema do empresário endividado e passam a ser um dado sobre o preço do dinheiro no Brasil, pago, no fim, por quem compra, por quem fornece e por quem recolhe imposto.

A pergunta que fica é: como falar em salvar uma empresa quando o custo para mantê-la de pé acaba quebrando toda a cadeia ao seu redor?


 

CLAÚDIO HUMBERTO

"No SUS não tem nem fita pra teste de diabetes e falta até dipirona"

Ronaldo Caiado (PSD), sobre Lula promete caneta emagrecedora pelo SUS

21/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Dobra número de moradores de rua no governo Lula

Se as pessoas em situação de rua no Brasil formassem uma cidade, ela já seria maior do que as capitais Vitória (ES), Palmas (TO) ou Rio Branco (AC). Em junho de 2026, o Cadastro Único registrava 392,4 mil pessoas nessa condição. Em dezembro de 2022, eram 198,7 mil. Em pouco mais de três anos e meio do governo Lula (PT), quase dobrou a legião de miseráveis nas ruas. Desde 2015, quando o CadÚnico apontava 52,4 mil, salto de 597%, enquanto a população brasileira crescia 0,4% ao ano.

Subiu em flecha

Desde janeiro de 2023, o ritmo médio de moradores de rua subiu para 4,6 mil por mês. Entre 2019 e 2022, a média foi de 2 mil ao mês.

Lorota oficial

O governo atribui a alta à “melhoria do cadastramento”, mas se fosse só subnotificação, a curva se estabilizaria depois da correção. Mas cresceu.

Conta de diminuir

Censos municipais acham menos gente nas ruas do que o CadÚnico. No Rio, a prefeitura contou 8.195 em 2024; o cadastro federal, 23 mil.

Só vê quem quer

Em São Paulo, o censo de 2021 falava em 31,9 mil famílias em situação de rua, mas, no CadÚnico, passou dos 104 mil.

Planos: cidadão pesa menos que os bancos, no STF

O Supremo Tribunal Federal, que se apresenta como “paladino da democracia”, em suas decisões tem feito opção preferencial pelos bancos, em detrimento dos cidadãos. No julgamento definitivo da ADPF 165, sobre expurgos inflacionários dos planos econômicos, entre eles o Plano Collor, e garantiu aos bancos o direito de aplicar calote nos grandes depositantes, mas ficou estabelecido, em acordo, que cerca de 200 mil famílias restantes receberiam os valores devidos. Só que não.

Passa-moleque

Entidades que negociaram na AGU levaram “passa-moleque” de Isaac Ferreira, então presidente da Febraban, e até hoje é só enrolação.

Expectativa

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin, que deu razão aos bancos. Flávio Dino pediu vista e o caso deve voltar ao Plenário. 

Tudo como antes

O representante da Febraban foi afastado por suas relações com o Master, mas suas manobras protelatórias continuam prevalecendo.

Vem aí

Tem novidade no pix. Contas-salário receberam autorização do Banco Central para ter uma nova funcionalidade, é o “Pix Automático”. A novidade não é para agora, só a partir de julho de 2027.

Olho no relógio

A equipe da campanha de Flávio Bolsonaro adotou espirituoso hábito ao marcar os compromissos do candidato. Agendas com compromissos são marcadas no minuto “22” da hora, que é o número de Flávio nas urnas.

Rombo é cratera

A oposição na Câmara lembra previsão do Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional: a gigantesca dívida pública (bruta) do governo vai chegar a 100% do PIB brasileiro, em 2027. Em 2030 será 105,5%.

Bandeira mudou

Auxiliares da campanha de Flávio (PL) já trabalham com a informação de que o tema central da campanha 2026, assunto fundamental para a definição do voto, será a corrupção e não a segurança pública.

Vergonha alheia

Foi vergonha nacional a sessão do STF de ontem, com jeitão de briga de rua, segundo o senador Hamilton Mourão (Rep-SC). “Assistimos nossa Suprema Corte lavando a sua roupa suja”, registrou o senador.

Orgia palaciana

Lula agora diz que Vorcaro “corrompeu todo mundo” e descreve suas relações na República como “orgia mais orgia”. Só não contou o detalhe da história: também recebeu o banqueiro no Palácio do Planalto.

Não se bicam

Coordenador da campanha de Lula no Rio, Quaquá não foi convidado para ato com artistas e reclama que a direção nacional não o ouve “para nada”. Diz ainda que Lula “não ganha um voto” com esse tipo de evento.

Água no chope

Geraldo Alckmin prometeu a empresários superávit de ao menos 0,5% em eventual novo governo Lula. Três dias depois, Lula chamou de “babaquice” fazer superávit e ter controle fiscal.

Pensando bem…

...cidadão comum não tem R$131 milhões para contratar banca influente no STF.

Cláudio Humberto

Mal não faz

Todo santo dia, o veterano deputado Mauro Benevides (PMDB-CE) utiliza um recurso próprio de sua vasta experiência: na primeira meia-hora da sessão legislativa da Câmara, ele dá “como lido” discursos sem relevância, celebrando efemérides, elogiando eleitores e veículos de comunicação que aniversariam, com espaço garantido na “Voz do Brasil”. Vendo-o em ação, o novato Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) cutucou Sérgio Carneiro (PT-BA): “Ainda não descobri para que serve isso, mas se ele faz é porque é bom...”
**(com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)

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