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"É questão de combinar uma forma para atender os desejos do União Brasil e não ferir pessoas..."

do senador JAQUES WAGNER (PT-BA) // sobre a permanência de Daniela do Waguinho no Ministério do Turismo.

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“É questão de combinar uma forma para atender os desejos do União Brasil e não ferir pessoas que foram muito importantes para nós durante a campanha”,

do senador JAQUES WAGNER (PT-BA) // sobre a permanência de Daniela do Waguinho no Ministério do Turismo.

As festas de casamento no Brasil encolheram 30% nos últimos quatro anos, segundo levantamento do site ‘casamentos.com.br’. as listas de convidados tinham em 2019, em média, 180 pessoas. Depois da pandemia, baixaram para 125.

Mais: o custo de cada pessoa incluída na festa passou de R$ 218 para R$ 350, uma alta de 60% (inflação no período foi de 28%). O levantamento inclui comportamento de 4,2 mil casais brasileiros em 2019 e 1,2 mil nos quatro primeiros meses deste ano.

In - Quentão de chocolate

Out - Quentão com gemada

Pressão

O ministro Fernando Haddad (Fazenda) cobrou duramente da presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, uma solução para o impasse do Pronampe. Em março, o Congresso aprovou a MP do governo estendendo de 48 para 72 meses o limite para a quitação de financiamentos no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. Até agora, não aconteceu nada: os tomadores de empréstimo não conseguem alongar os prazos de pagamento. Tudo por conta da morosidade do BB que não alterou o estatuto do Fundo de Garantia da Operação, garantidor de financiamentos para pequenas e médias empresas.

JUROS ALTOS

Desde abril, um grupo formado com a participação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com o Ministério da Fazenda e com o Banco Central discutem o fim do crédito rotativo como forma de ajudar a baixar a taxa de juros do país. Em março deste ano, a taxa anual do crédito rotativo foi de 430,5% ano, o maior percentual desde março de 2017, quando alcançou 290,3%. Os bancos argumentam que as altas taxas de crédito rotativo financiam as compras parceladas sem juros.

Pró-Rússia

O assessor especial da Presidência sobre assuntos internacionais, Celso Amorim, continua sua campanha de desinformação sobre a invasão russa na Ucrânia. Em entrevista ao site Headline, Amorim assumiu que a Ucrânia é uma “vítima” nessa guerra, mas não culpou a Rússia pela tragédia. Preferiu culpar o “espirito da Guerra Fria”, numa tentativa de responsabilizar a Otan pelo conflito. Pior: Amorim comparou relatos do Kremlin sobre supostos “maus tratos” a russos na Ucrânia e um genocídio – um aceno à narrativa de Moscou para justificar a guerra.

“ÀS AVESSAS”

O PP já foi aliado de Lula, nos governos anteriores. Hoje, Arthur Lira enlouquece o presidente e o senador Ciro Nogueira, ex-Casa Civil de Bolsonaro, trata de liquidar com os programas do petista. Agora, no Twitter diz que Lula “é o Robin Hood às avessas”. Mistura redistribuição de renda, carros populares, reoneração do diesel, encarecendo alimentos e transporte público e financia carros que custarão a partir de R$ 60 mil. “É o Robin Hood às avessas. Tirar dos pobres para dar aos ricos. Mais PT impossível”.

Exigência da Ford

A Ford colocou um condicionante para fechar o acordo de transferência de sua antiga fábrica de Camaçari (BA) para a chinesa BYD. A montadora norte-americana quer garantias do governo da Bahia de que não receberá qualquer cobrança futura da Justiça pela suspensão de produção de veículos na unidade. É uma questão básica para o acordo. O governo baiano já sinalizou diversas vezes a intenção de processar a Ford e exigir indenização pela cessão de benefícios fiscais que não tiveram as devidas contrapartidas por parte da companhia.

Instituto de sobrevivência

A cantora, atriz, apresentadora e empresária Preta Gil mais uma vez prova que está preparada para tudo e pronta para vencer qualquer desafio. Depois de ser diagnosticada com um câncer colorretal em janeiro, ter algumas complicações no tratamento e de sua separação ela se mostra uma das mulheres mais fortes e de exemplo que existe no Brasil. Capa e recheio da Marie Claire Brasil conta que partiu dela a decisão de se separar depois de 8 anos. “Meu instinto de sobrevivência me fez querer me separar, mesmo eu estando com câncer, porque não estava me fazendo bem. E é machista achar que preciso ficar casada para ser cuidada. Por que o marido é mais importante que a mãe, o pai, a irmã, o amigo? Isso é um traço do patriarcado, que coloca essa importância tão grande no homem”.

Ela garante que a doença está lhe fortalecendo e lhe transformando mais ainda, e que está recebendo “uma enxurrada de amor”. E agradece por ser uma pessoa que tem condições de fazer um tratamento. “Sempre fui vidraça. Racismo, homofobia, todos esses preconceitos cansam, ferem. Mas, quando a vida está no limiar, é outro rolê. E não se trata de mim, que tenho uma vida de privilégios. Tem gente na fila do SUS esperando um exame de colonoscopia há um ano. E então morre”. E garante que vai usar mais uma vez de sua voz para alertar sobre o problema. “Quando eu ficar curada, vou dar muita atenção a isso, criar uma fundação, otimizar processos, justificar o propósito de tudo isso”.

Santos juninos têm dupla festa

Para quem não sabe: os chamados santos juninos, Antônio, João e Pedro têm duplos festejos: um que nasceu nos campos, num contexto agrícola, herdado de Portugal e Espanha do século XVI e outro, que brotou do calendário católico e ficou mais popular. Santa Antônio (13) é vinculado à proteção contra as pragas; São João (24) é associado à força do sol na fertilização da natureza; e São Pedro (29), ligado ao bom tempo. Já para os católicos, estes mesmo santos têm origens e características bem diferentes. Santo Antônio é o primeiro homenageado das festas juninas, que inspira trezenas (13 dias de orações) e é ‘casamenteiro’; São João é aquele que anuncia ‘boas novas’, ou seja, a vinda de Jesus Cristo, que ele batizou, para ‘renovar todas as coisas’; e São Pedro, protetor das viúvas e pescadores, que inspira procissões marítimas.

Inspirado na princesa

A atriz Elle Fanning, 25 anos, tão talentosa quanto sua irmã Dakota Fanning. Além de atuar Elle também vem sendo bastante requisitada pela publicidade. Embaixadora da Cartier desde 2021, é o rosto da nova coleção da grife, Grain de Cafe’ que teve como inspiração a icônica atriz de Hollywood e princesa de Mônaco, Grace Kelly, uma amante das joias Cartier. A coleção original foi criada em 1938 pela então diretora criativa Jeanne Toussaint, que acreditava que cada momento e cada experiência da vida era como um grão de café, que ao ser cuidadosamente torrado e coado, liberava todo o seu sabor.

Caricatura

Assim como não se pode vestir de indígena no carnaval ou sair de nega maluca, ações que são caricatura e até podem ganhar risco de prisão, alguns historiadores também estão achando que os caipiras em suas festas expõem ao ridículo com dentes pintados de preto, calça com retalho, camisa xadrez e chapéu de palha, tudo isso não é “politicamente correto”. Seria o olhar do homem da cidade sobre o homem do campo, mesmo com comida típica, combinação do sagrado com o profano. E mais: xingar alguém de caipira, hoje em dia, pode ofender.

Ele não vê

Em sua crítica a Brasília, que gerou muitos protestos, o ministro Rui Costa (Casa Civil) disse que os políticos nos percursos que fazem até a Praça dos Três Poderes não lidam com “gente pedindo esmola e gente desempregada”. Não é bem assim: a menos de um quilômetro do Planalto, onde Costa despacha, algumas vias são ocupadas por barracas feitas com sacos de lixo e placas pedindo alimento e cobertor. Perto dali, na Rodoviária do Plano Piloto, a dois quilômetros do gabinete do chefe da Casa Civil, dezenas de pessoas dormem sob viadutos.

Estátua sumida

Oito meses após sumir numa madrugada em novembro de 2022, até hoje não se vê em Búzios (RJ) a escultura do presidente Juscelino Kubitschek, onde também há outra estátua, de Brigitte Bardot. A casa foi batizada de Solar do Peixe Vivo, alusão à música que JK adorava. A polícia descobriu que a remoção ocorreu a mando da viúva do doador da escultura, que alegou “falha de comunicação” com a empresa contratada para “restaurar” a obra de arte. A casa do veraneio de JK em Búzios é dos anos 50, na região dos Lagos. Hoje, no local, funciona o restaurante Juscelino.

NOVO GUARDA-ROUPA

O presidente Lula está renovando seu guarda-roupa e com muitas peças confeccionadas por inspiração de Janja, que gosta de cores claras nos ternos. Esta semana, o petista inaugurava uma primeira roupa cinza bem claro, diferente dos ternos marinho, azulão e cinza escuro usados, há anos, pelo Chefe do Governo. Lula, do seu lado, não gosta muito de vestidos de Janja que têm mangas com punhos enormes, quase escondendo as mãos. E Lula não consegue dar a mão para a primeira-dama nos eventos.

MISTURA FINA

CONDENADO a oito anos de prisão em regime inicial fechado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Fernando Collor ainda dispõe de poucos recursos jurídicos para continuar em liberdade. Quem melhor conhece a cabeça de Collor está apostando que, antes de ir para a cadeia, o ex-presidente deixa o Brasil e voa para um país que não tenha acordo de extradição com o lado de cá. Pedir asilo ele acha que poderá não dar certo.

O EX-ministro Anderson Torres, que a Polícia Federal aposta que conhecia detalhes de um golpe que poderia ter acontecido em dezembro do ano passado, está entre os primeiros convocados para depor na CPI mista do Golpe e a defesa já está atuando por um novo adiamento para ele. Seus advogados alegarão que Torres ainda está “abalado psicologicamente” depois de meses na prisão e querem ganhar um mês a mais de prazo. Desde sua prisão, Jair Bolsonaro nunca mais se comunicou com Torres.

A SENADORA Damares Alves está avisando que não votará em Cristiano Zanin para o STF. Ela acredita que a nomeação do advogado de Lula “fere o princípio da Constituição da impessoalidade” e não pode aceitá-la. E repete que “nada nem ninguém” a fara mudar de ideia: “Por favor, não insistam”. Damares também não gosta dos cabelos de Cristiano, penteados com gel.

ARTHUR Lira, presidente da Câmara, voltou a criticar o presidente Lula em entrevista na GloboNews, esta semana, dizendo que “o Congresso é conservador, liberal para reformas e o governo escolhido foi um progressista, de esquerda”. E confirmou que propôs tirar Rui Costa da Casa Civil e colocar em seu lugar Fernando Haddad (Fazenda) com quem tem muita afinidade. Lula nem respondeu: sabe que Costa é um dos alvos favoritos de Lira.

O PRESIDENTE da Câmara, Arthur Lira, presidente da Câmara, está trabalhando para emplacar o advogado alagoano Adriano Avelino no TST (Tribunal Superior do Trabalho). Lira está garantindo que Avelino estará na tríplice que será encaminhada a Lula. O conterrâneo do presidente da Câmara consta da relação de seis nomes votados pela OAB Federal. Desses, os atuais ministros do TST escolherão os três finalistas que serão submetidos a Lula. A vaga está destinada ao quinto constitucional da advocacia.

PASSADOS quase seis meses do governo Lula, a Agência Espacial Brasileira continua presidida por Carlos Augusto Teixeira de Moura, um coronel da reserva da Aeronáutica nomeado em 2019 por Jair Bolsonaro. O setor está preocupado; já foram assinados dois acordos na área e ninguém sabe o que é e quando serão executados. O Ministério da Ciência e Tecnologia diz que está “atento” e que os acordos são um “impulso” ao Programa Espacial Brasileiro.

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EDITORIAL

O bolso também vai às urnas

Renegociação de dívidas alivia o orçamento, mas não resolve a distância entre o desejo de consumo, a renda e a capacidade de pagamento

19/09/2026 07h15

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Nesta edição, o Correio do Estado mostra que os feirões de renegociação de dívidas e programas como o Desenrola, embora tenham permitido a milhões de brasileiros reorganizar suas finanças, não têm sido o suficiente para resolver o problema do endividamento. Renegociar uma dívida pode aliviar juros e recuperar parte da capacidade de pagamento, mas não elimina as causas que levaram o consumidor a comprometer sua renda.

A explicação para isso tem várias camadas. Em primeiro lugar, os hábitos de consumo não apenas do brasileiro, mas do cidadão do mundo ocidental, mudaram. O aumento da escala de produção tornou mais acessíveis produtos e serviços que antes eram restritos a uma parcela menor da população. Ao mesmo tempo, as redes sociais turbinaram a exposição a esses produtos, criando e ampliando desejos de consumo que nem sempre correspondem à renda de quem os deseja.

O problema surge quando a expectativa de consumo cresce mais rapidamente do que a capacidade financeira. A sociedade passou a conviver com uma vitrine permanente de viagens, carros, roupas, eletrônicos, restaurantes e experiências. O que antes era visto como excepcional passou a ser apresentado diariamente como algo comum e desejável. O consumidor, porém, continua limitado pela renda que recebe.

Dessa distância entre desejo e capacidade de pagamento surgem dois problemas. O primeiro é a frustração de quem não consegue alcançar aquilo que gostaria de ter. O segundo, ainda mais grave do ponto de vista financeiro, é o superendividamento de quem recorre ao crédito para aproximar sua realidade do padrão de consumo que deseja. O crédito, que deveria ajudar principalmente na aquisição de bens duráveis e no planejamento financeiro, acaba sendo utilizado para antecipar uma renda que não existe.

É por isso que os feirões e programas de renegociação, por mais importantes que sejam, não podem ser vistos como solução definitiva. Eles atacam a dívida já existente, mas não necessariamente modificam os hábitos de consumo, as expectativas ou a relação do cidadão com o crédito. Sem essa mudança, existe o risco de que a renegociação apenas abra espaço para um novo ciclo de endividamento.

Essa realidade também terá reflexos sobre as eleições que se aproximam. O bolso do cidadão é uma dimensão concreta da vida pública e pode pesar na forma como parte do eleitorado avalia governos, políticas econômicas e candidatos. Questões como corrupção, rachadinha e soberania continuarão presentes no debate, mas podem dividir espaço com preocupações muito mais imediatas para quem enfrenta dificuldades para fechar as contas do mês.

No fim, a questão é simples e, ao mesmo tempo, complexa: quanto maior a distância entre aquilo que o cidadão deseja consumir e aquilo que sua renda permite, maior tende a ser a pressão sobre seu orçamento e sua percepção sobre a realidade econômica. Compreender essa relação entre consumo, crédito, renda e frustração será importante para entender uma parcela do comportamento do eleitor nas eleições deste ano.

ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

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