Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Economia sob o governo PT: desgraça pouca é bobagem"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) após anúncio do governo Lula de que a dívida pública brasileira alcançou R$ 1,01 trilhão

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Ex-ministros de Dilma fazem fila para chefiar BDNES

Dois ex-ministros e um ex-presidente de banco, todos da gestão Dilma Rousseff (PT), disputam a vaga de Aloizio Mercadante para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outro ex-ministro da Fazenda de Dilma, que tampouco deixou saudades, Nelson Barbosa, e a ex-ministra do Desenvolvimento Social Tereza Campello, também querem o cargo, tanto quanto Alexandre Abreu, ex-Banco do Brasil. Mercadante é o nome de Lula para presidir a Petrobras.

Origem igual

Atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, ex-senador do PT, balança no cargo após o desempenho desastroso na petroleira.

Jean, o bode

Prates obedeceu a Lula em questões como o “beiço” nos dividendos, mas o presidente precisa se um bode expiatório para os próprios erros.

Confusão

Aliados de Prates tentam mantê-lo no cargo. A Petrobras até anunciou novo pagamento de dividendos retidos, mas não é garantia de emprego.

Mais um

Luiz Navarro Britto, chefe da Controladoria-Geral da União em 2016, é mais uma autoridade do governo Dilma com boquinha no BDNES.

Cadastro em Brasília irá listar agressores de mulher

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou lei esta semana que cria um banco de dados que pretende concentrar todas as informações de pessoas que cometeram crimes contra mulheres.

A norma já está em vigor e inclui apenas os casos considerados transitado em julgado. O banco de dados não incluirá nomes de outras unidades da Federação, como Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT) acusado de espancar e ofender a ex-mulher, que o denunciou à polícia.

Ouvidos moucos

O brado da ex-mulher de Luiz Cláudio tem sido ignorado por Lula, Janja, políticas, parte da imprensa, entidades oficiais de defesa da mulher etc.

Ferramenta

A ideia do banco de dados criado por Ibaneis é criar ferramenta de apoio à luta contra misóginos covardes que agridem e até matam mulheres.

Lista de crimes

Serão cadastrados autores de crimes de feminicídio, estupro, violência psicológica, perseguição, lesão corporal, invasão de celulares etc.

Fogo nada amigo

Rendeu representação na Comissão de Ética da Presidência a fritura promovida pelo ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), sem fazer questão de disfarçar, para tocar Jean Paul Prates para fora da Petrobras.

Só no sapatinho

“Lula nem pisou no Espírito Santo para saber a situação dos municípios atingidos pelas chuvas”, observou Evair de Melo (PP-ES). “E a primeira-dama, claro, não teve coragem de sujar seus sapatos de grife na lama”.

Intolerância fascista

Os ativistas do ódio se parecem cada vez mais com os “camisas negras” de Mussolini, que caçavam críticos, e a juventude hitlerista, que caçava judeus, no pré-guerra. A juíza Cláudia Cristofani virou alvo ódio em razão de uma foto de décadas atrás ao lado de colegas, incluindo Sérgio Moro.

Sem futuro

A oposição prepara denúncia ao Tribunal de Contas da União contra Lula (PT) e a ministra Nísia Trindade pela distribuição de vagas no ministério da Saúde, usado de “cabideiro político”. Sem chance de prosperar.

Seis anos

Condenado em duas instâncias, Lula finalmente se entregava à polícia há 6 anos, em 7 de abril de 2018, após se entrincheirar em sindicato do ABC paulista, para cumprir pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

BC independente

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC que dá autonomia financeira do Banco Central, disse à coluna que vai se reunir com ex-presidentes do BC Henrique Meirelles, Arminio Fraga e Gustavo Franco para discutir a proposta que, na prática, transforma o BC em autarquia.

Poder desequilibrado

Deputados do centrão chamam de “traquinagens” as interferências do STF na Câmara, mas, após os casos Dallagnol e Daniel Silveira, admitem que a relação com a Corte é “no mínimo desequilibrada”.

Impeachment, 8 anos

Há oito anos, deputados da comissão especial de impeachment do Senado analisavam o relatório favorável à cassação da petista Dilma Rousseff. O texto seria aprovado com 58% dos votos na comissão.

Pensando bem...

...na prática, a campanha já está na reta final.

PODER SEM PUDOR

Não tem perigo

Homem discreto e dono de todos os talentos da política, Djalma Marinho sempre foi respeitado pela sabedoria, no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Não era para menos.

Certa vez, em campanha no interior, o avô do atual senador Rogério Marinho (PL-RN) acabou convencido a dançar com uma eleitora, numa festa.

Um amigo resolveu brincar com a situação, mesmo sabendo do comportamento reto de Marinho: “Dr. Djalma, e se a sua esposa ficar sabendo disso?” O sábio respondeu com graça: “Minha mulher não acredita em ressurreição, meu caro...”

 

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Claudio Humberto

"Se você está endividado, a culpa é do governo Lula"

Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Planalto, ao prometer organizar as contas públicas

23/08/2026 08h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Oposição critica PGR engajada à defesa de Lula

Opositores estão indignados com o procurador geral da República (PGR), acusado de “engajamento” na defesa de Lulinha, filho de Lula (PT), investigado por tráfico de influência e corrupção. Paulo Gonet tentou retirar a relatoria de André Mendonça, ministro do STF que não se submete a Lula, e depois tentou levar o processo à 1ª instância. “Absurdo”, diz Marcel van Hattem (Novo-RS), lembrando que, nomeado por Lula, Gonet se opôs a 1ª instância julgando casos do 8 de janeiro.

Batom na cueca
Gonet se esforça para tirar do STF dois dos três inquéritos contra Lulinha relatados por Mendonça. O outro permaneceria nas mãos de Flavio Dino.

Guinada ridícula
Para van Hattem, é até ridículo a PGR mudar de posição sobre 1ª instância quando o investigado é o filho do presidente da República.

Críticas na academia
Professor de pós-graduação da USP e mestre e doutor em Direito Constitucional, Rubens Beçak também se associa aos críticos da PGR.

Escândalo paralelo
Já Evair de Melo (PP-ES) acha que não tem como retirar o caso Lulinha do STF pelas conexões do filho de Lula com o escândalo do INSS.

PL espera ter duas vezes mais senadores que o PT
Nas primeiras pesquisas que já circulam dentro do PL, o partido projeta pelo menos o dobro de senadores em relação ao PT. A Casa Alta é a prioridade da sigla, que pretende lançar candidatura para a presidência do Senado, além de ter força política para andar com as pautas que viraram bandeiras do partido nesta eleição. Entre as principais prioridades, andar com pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que não haja votos para vitória.

Melhor cenário
Nas contas dos liberais, o partido pode chegar aos 28 senadores. Se Jair Bolsonaro estivesse na ativa, o número poderia bater os 32.

Com calma
Já as previsões mais conservadoras apontam para 20 senadores, mas com mais destaque, já que esperam nomes como Michelle Bolsonaro. 

Olho no vizinho
As planilhas trazem projeções para outras bancadas também. Petistas, nas contas do PL, devem beirar os 10 parlamentares.

Modus Operandi
“Do mar de lama do Sítio de Atibaia à Mansão do Lulinha em Brasília”, Sérgio Moro (PL-PR), juíz que condenou Lula na Lava Jato, sobre o elo de Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e testemunha do caso de Atibaia que voltou ao folhetim por assinar contrato da mansão do QG do Lobby.

Pesos e medidas
Carlos Bolsonaro (PL-SC) comparou o caso de Lulinha, cada vez mais imerso no triângulo com a lobista Roberta Luchsinger e o Careca do INSS, com o do pai, que teve até inquérito por se aproximar de baleia.

Preço artificial
O medo do impacto na campanha eleitoral bateu na equipe de Lula e o governo já estuda prorrogar o subsídio à gasolina. O benefício, que deveria ser provisório, pode ganhar mais 30 dias de sobrevida.

Na gaiola
Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, lamenta a situação da segurança púbica no país, “O cidadão é obrigado a transformar o próprio carro em uma gaiola para tentar não ter o celular arrancado.”

Sem pudor
Após apontar tentativa de “balão” da PGR no ministro André Mendonça (STF), com pedido de enviar o caso Lulinha à 1ª instância, o candidato a vice-presidente Novo, Eduardo Girão, diz que “eles perderam o pudor”.

Ciência e coragem
Segundo Marcelo van Hattem (Novo-RS), candidato ao Senado, “não basta falar em impeachment [no STF] agora. É preciso conhecer fatos, reconhecer os abusos e ter coragem para agir quando eles acontecem”.

Jogo sujo
Ao anunciar sanções contra autoridades de Cuba, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusa a ditadura comunista de “décadas usando grupos de fachada para infiltrar, corromper e radicalizar americanos”.

Não era genocídio?
O deputado Osmar Terra (PL-RS) lembra da “lacração estúpida” de Lula e da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, que chamaram o governo Bolsonaro de “genocida” por mortes dos Yanomami... mesmo povo que registrou recorde de mortes entre 2023 e 2025, em pleno governo do PT.

Pensando bem...
...quando a propaganda é demais, o santo desconfia.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Eu nomeio, você paga

O falecido Humberto Lucena (PB) adorava nomear parentes, quando presidiu o Senado. Ao ser tachado de “a caneta mais rápida de Brasília”, chamou o repórter que o ironizara ameaçando processo. E lorotou: “Nomear parentes só é pejorativo no Sul. No Nordeste, o povo até gosta”. O jornalista, nordestino de Pernambuco, perdeu a paciência. Puxou Lucena pelo braço e disse ao seu ouvido, firme, quase gritando: “Nós dois sabemos que o sr. está mentindo, mas vou fingir que não ouvi”. Lucena não tocaria mais no assunto. Nem processaria o jornalista.

Direito

O que a Justiça pode determinar quando o trânsito destrói uma família

Confira a coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Recentemente, um caso que tramitou no Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, no fim de julho, a condenação de uma concessionária de energia elétrica pela morte de um ciclista atropelado por um funcionário que prestava serviço à empresa.

Os dois filhos da vítima, adolescentes na época, receberão R$ 25 mil cada um por danos morais, além de pensão mensal equivalente a dois terços dos rendimentos do pai até completarem 25 anos. O atropelamento aconteceu em 2009, mas somente agora, 17 anos depois é que o caso foi julgado pelo Tribunal.

O caso é didático porque reúne, em um único julgamento, quase tudo o que uma família precisa saber depois de um acidente de trânsito, e quase tudo o que ela costuma ignorar.

O primeiro ponto é quem paga. Existe a crença de que a responsabilidade começa e termina no motorista. Não é assim.

A lei estabelece que o empregador responde pelos danos causados por seus empregados no exercício do trabalho, e responde independentemente de ter culpa própria. Ou seja: não interessa se a empresa treinou bem o motorista, se exigiu curso de direção defensiva ou se o veículo estava em ordem. Se o funcionário atropelou alguém trabalhando, a empresa responde.

Isso muda tudo na prática. Uma coisa é buscar reparação contra um motorista que não tem patrimônio algum. Outra, bem diferente, é acionar a empresa para a qual ele trabalha, que tem CNPJ, faturamento e, quase sempre, seguro de responsabilidade civil.

O segundo ponto é a prova. A defesa da concessionária sustentou que o ciclista teria entrado repentinamente na via, apoiando-se no boletim de ocorrência. A relatora rejeitou o argumento com uma observação que vale guardar: boletim baseado exclusivamente na versão do condutor envolvido é relato unilateral de quem tem interesse direto no resultado. Boletim de ocorrência não é sentença. 

Muitas famílias desistem de buscar seus direitos porque leram no documento uma versão que as culpa. Essa versão pode, e deve ser contestada com testemunhas, perícia, imagens e prova técnica. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito impõe ao motorista o dever de guardar distância lateral mínima de um metro e meio ao ultrapassar ciclistas, exatamente por serem eles os usuários mais frágeis da via.

O terceiro ponto é o que a Justiça pode determinar. Em caso de morte, a lei prevê o pagamento das despesas com tratamento, funeral e luto, além de pensão aos que dependiam economicamente da vítima. Para os filhos, os tribunais costumam fixar essa pensão em dois terços da renda até os 25 anos; para o cônjuge ou companheiro, até a idade provável de vida da vítima.

Soma-se a isso o dano moral, que é direito próprio de cada familiar, não se divide um valor único entre todos. 

Quando a vítima sobrevive, o raciocínio é o mesmo. A lei garante o custeio integral do tratamento, os lucros cessantes (o que a vítima deixou de ganhar) referentes ao período de afastamento e, havendo redução permanente da capacidade de trabalho, pensão correspondente a essa perda.

Cicatrizes, amputações e deformidades geram dano estético, que o Superior Tribunal de Justiça reconhece ser cumulável com o dano moral. São verbas distintas, e pedi-las separadamente pode alterar significativamente o resultado.

Resta o tempo

O caso mineiro levou dezessete anos entre o acidente e a decisão de segundo grau, mas o prazo para ingressar com a ação é curto. Provas se perdem, testemunhas somem, câmeras são sobrescritas.

Se você perdeu alguém no trânsito, ou ficou com sequelas depois de um acidente, e o responsável estava trabalhando quando aquilo aconteceu, existe muito mais em jogo do que um acordo rápido oferecido pelo seguro nas primeiras semanas. Vale conhecer o tamanho real do que a lei assegura antes de assinar qualquer coisa.

Leandro Amaral Provenzano - OAB/MS 13.035. Sócio do escritório Provenzano Advogados.

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