Colunistas

Cláudio Humberto

"Eis o que o Congresso deveria regulamentar: o STF"

Adriana Ventura (Novo-SP) sobre pressão do STF por regulamentação das redes sociais

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Remover grades foi factoide de quem as instalou

Lula (PT) e o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizaram a remoção de grades da Praça dos Três Poderes, esta semana, com vivas à “normalidade democrática”, como se nada tivessem com isso. As grades foram instaladas a partir do primeiro governo Lula, na calçada estreita do Palácio do Planalto e no outro lado da rua, sobre a praça, para impedir a aproximação do povo. Dilma multiplicaria grades durante manifestações por seu impeachment.

 

Proibida ao povo

A praça deixou de ser do povo “como o céu é do condor”, no dizer de Castro Alves, após o STF fazer a alegria dos fornecedores de grades.

 

Baita simbolismo

Cercaram e abandonaram a Praça dos Três Poderes, que virou uma imundície. Mato brotando entre as pedras portuguesas, buracos, sujeira.

 

Faxina necessária

Ao remover grades posando de “libertadores” tendo sido os instaladores, as autoridades deveriam devolver ao povo a Praça limpa. E restaurada.

 

Grades virtuais

O repórter André Vianna foi impedido ontem por seguranças de falar ao vivo à rádio BandNews FM próximo à estátua da Justiça, a 50m do STF.

 

Tarcísio disse conhecer o PT, por isso quer distância

Ao fazer acenos para Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) “voltar ao PT”, ao qual nunca foi filiado, o presidente Lula mostrou não ter visto os vários vídeos viralizados na internet em que o governador de São Paulo explica que exatamente por haver trabalhado em governo do PT e conhecido as práticas nada republicanas dos petistas, ele é “antipetista por convicção”. Ele também afirmou várias vezes, em entrevistas na TV, que “o PT representa corrupção e atraso” e “enganou a população”.

 

Quer distância

Ele contou ter sido certa vez cobrado, em restaurante, para “retornar” ao PT. Explicou que sabe como atua o PT e por isso mesmo quer distância.

 

Boa e velha ética

Cidadão com sólida formação, consolidada nos tempos do Exército, o ex-capitão Tarcísio não abre mão de princípios éticos ignorados no PT.

 

Apenas sorrisos

Os acenos foram feitos nesta sexta (2), durante evento em São Paulo, quando o governador apenas sorriu ao ouvir o grito “volta, Tarcísio”.

 

Aliança de poderes

Oito dos dez ministros do STF na posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça, algo impensável em qualquer democracia respeitável, serviu de recado: definitivamente, o governo Lula não terá problemas em qualquer processo que venha a ser julgado na Corte.

 

Jogada importante

Na avaliação do cientista político Fernando Schuller, colunista do Grupo Bandeirantes, a jogada de Lula empossando Lewandowski é tão importante quanto o erro de Bolsonaro ao brigar com ministros do STF.

 

Me erra

Quadro de destaque do Psol, Luíza Erundina não deu as caras na filiação de Marta Suplicy ao PT, a quem já chamou de “traidora do povo”. Marta deve dividir chapa com Guilherme Boulos (Psol).

 

Página virada

Preterido no PL e sem apoio Jair Bolsonaro para disputar a prefeitura de São Paulo, o deputado Ricardo Salles não quer mais falar sobre o assunto: “é página virada”, disse. Mas pode deixar o partido.

 

Tucanos se bicando

Ofensa do estadual Álvaro Porto (PSDB) a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), é só a ponta do iceberg da briga no ninho tucano. Não faltam convites, como os do PSD, para Raquel mudar de partido.

 

Metas eleitorais

A meta no PL de Jair Bolsonaro é o partido eleger entre 1.000 e 1.500 prefeitos nas eleições municipais deste ano. Para as eleições de 2026, a prioridade do grupo será ampliar sua bancada no Senado.

 

Triste memória

Completa 13 anos neste sábado (3) o apagão que atingiu oito Estados do Nordeste do primeiro ano da ex-presidente impichada Dilma Rousseff (PT). Deixou mais de 46 milhões de brasileiros sem luz.

 

Agro cresce

O Canadá aprovou importação de carne bovina de novos estados brasileiros reconhecidos como livres de febre aftosa sem vacinação: Rio Grande do Sul, Paraná, Acre e Rondônia foram beneficiados.

 

Pensando bem...

...ministros do STF não param com essa mania de ajudar Lula com grades.

 

PODER SEM PUDOR

Memória afiada

O senador Áureo Mello passava o Carnaval de 1994 no Rio de Janeiro, na casa da família do poeta J.G. de Araújo Jorge. Certo dia, foi surpreendido pela famosa foto, nos jornais, de Itamar Franco com a modelo Lílian Ramos, no Sambódromo. Ela vestia só uma camiseta, sem nada por baixo. “Que papelão o Itamar fez na avenida...”, comentou um amigo do senador. Áureo Mello ajeitou os óculos, aproximou o jornal do rosto e pilheriou: “Meu Deus! Se não me falha a memória, isto aí é a dita cuja!...” O senador tinha boa memória.

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não podemos mais conviver com o que estamos vivendo"

Ronaldo Caiado (PSD), ao prometer anistia aos condenados pelo 8 de janeiro de 2023

09/08/2026 08h01

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Mulher de Marcola teve aval para trabalhar no PT

A quase decorativa Comissão de Ética Pública da Presidência da República liberou Nicole Briones para trabalhar no PT, sem necessidade de respeitar a quarentena imposta aos que ocupam cargos estratégicos na administração pública.

Nicole era superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mas também é casada com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe do gabinete pessoal de Lula (PT). Problema resolvido.

Ano de ouro

Nicole foi convidada em 2025 para coordenar as mídias sociais do PT. Ela é dona da Matilha Comunicação, aberta no mesmo ano do convite.

Corrente

O processo foi relatado pelo conselheiro Bruno Espiñeira Lemos, que não viu conflito de interesse. Lemos foi nomeado por... Lula.

Colado em Lula

Marcola era um dos assessores mais próximos de Lula, até emprestava o celular ao presidente. Estava na campanha de reeleição do petista.

Fim melancólico

Marcola saiu da campanha após flagra de receber dinheiro de lobista amiga de Lulinha enrolada no caso INSS. Nicole não foi localizada.

Média das pesquisas ainda prevê empate técnico

Nos últimos dois meses, foram divulgadas 33 pesquisas eleitorais sobre o cenário de segundo turno para presidente da República. Em média, o atual presidente Lula (PT) lidera com 46% das intenções contra 42,1% do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

A média das margens de erro é de 2,1% para mais ou para menos, o que configura empate técnico entre os candidatos, cenário que se repete desde o início do ano.

Bem fora da curva

A CNT/MDA de meados de junho (BR-04256/2026) previu vitória de Lula por 12,5% de vantagem, mesmo com a margem de erro de 2,2 pontos.

Lado oposto

Levantamento Gerp (BR-03067/2026) do início de julho apontou vitória de Flávio por três pontos, com margem de erro de 2,2%.

Empate na prática

Pesquisa Nexus/BTG (BR-02874/2026) do início de agosto viu apenas um ponto separando os dois candidatos; Lula com 46% a 45% de Flávio.

É provocação

Mesmo com aprovação do Senado dos Estados Unidos para Daniel Perez ser embaixador do país no Brasil, Lula só deve andar com a avaliação do indicado de Donald Trump após o 2º turno das eleições. 

Pobre agro

Até o Produto Interno Bruto (PIB) do resiliente agronegócio brasileiro sucumbiu e registrou queda de 2% no primeiro trimestre deste ano. O levantamento é do Cepea em parceria com a CNA.

Pedras fundamentais

Ao confirmar Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) candidatos no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro reforçou que a dupla terá papel central na formação da “maioria conservadora no Senado”.

Livramento

Sobre a decisão do governo Lula de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, Flávio Bolsonaro disse o “próximo país a se libertar de projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não adversários ideológicos”.

Censura de incompetentes

Kim Kataguiri (Missão) criticou pedido de Janja para retirar a plataforma Discord do ar e questionou a atuação da primeira-dama: "quem votou nela?". Para o deputado federal, o país é “refém de incompetentes”.

Chega

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, diz que tomará uma série de medidas já no primeiro dia de um eventual governo. Entre elas, anistia aos presos pelo 8 de janeiro. Diz que é para pacificar o país.

Esperança de reabertura

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é possível já na quarta-feira (12). A expectativa é que até um pré-acordo possa permitir a reabertura da via marítima.

Triste recorde

"Se você está endividado, a culpa é do Lula", acusou Flávio Bolsonaro ao comentar o recorde de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu 82%. Para o candidato ao Planalto, “a conta não fecha”.

Pensando bem...

...tem casamento que é bom negócio.

PODER SEM PUDOR

Conta de somar

Homem sério, o líder mineiro Milton Campos nunca foi daqueles políticos que tentam explicar o inexplicável.

Ele perdeu para João Goulart, em 1960, a eleição para vice-presidente da República, que na época não era “casada” com a de presidente. Na expectativa de obter uma avaliação profunda do seu próprio insucesso, um jornalista provocou:

“Dr. Milton, por que o senhor perdeu?”. Encerrando a conversa mole, disse: “Perdi porque ele teve mais votos”.

 

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Arthur Maximilliano

A nova era dos dados: quando o empresário deixa o achismo para trás e passa a decidir com clareza

04/08/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Durante muito tempo, o sucesso de uma empresa foi construído sobre a experiência e o famoso "faro" do empreendedor. A intuição sempre foi protagonista nas grandes decisões. Mas algo mudou — e mudou rápido.

Hoje, quem ainda aposta apenas na sensação corre o risco de ficar para trás, enquanto outros aprenderam a ler os sinais que os números deixam pelo caminho. Não se trata de abandonar a intuição. Trata-se de potencializá-la.

Bem-vindo à era da gestão orientada por evidências, onde o dado se tornou o novo instinto do líder.

Do achismo à clareza empresarial

Tomar decisões sem dados é como dirigir de noite com os faróis apagos. O carro até anda, mas cada curva vira uma aposta.

Os líderes que prosperam hoje são aqueles que transformaram números em narrativas reais. Eles sabem que cada gráfico revela um comportamento, cada indicador esconde (ou revela) uma oportunidade, e cada desvio traz um aprendizado valioso.

Não olham para uma planilha como algo frio ou técnico. Olham como quem lê o pulso da empresa — e transformam informação em ação.
Business Intelligence: o espelho fiel do seu negócio

Com o avanço do Business Intelligence e das ferramentas de visualização, ficou possível enxergar a empresa em tempo real. Hoje, você descobre onde o dinheiro entra, onde escapa e onde poderia render mais — tudo em um único painel.

Mas BI não é só tecnologia. É sobre fazer as perguntas certas:

Quais produtos realmente sustentam meu lucro?

Qual canal me traz clientes que ficam?

Qual time entrega mais com menos atrito?

Quando o dado responde, você para de adivinhar e começa a decidir de verdade.

A combinação entre razão e sensibilidade

O dado mostra o caminho. Mas quem escolhe a direção ainda é você.

A melhor liderança não é aquela que abandona a intuição — é a que a usa com inteligência. Intuição apoiada em dados deixa de ser palpite e vira estratégia. É nesse ponto que tecnologia e humanidade se encontram: o dado oferece o diagnóstico; o líder, o propósito.

Inteligência Artificial e o novo papel do gestor

Com a Inteligência Artificial, as empresas deixaram de apenas olhar para trás. Agora, elas antecipam o que vem pela frente. Sistemas identificam padrões, preveem quedas de receita, antecipam cancelamentos e até recomendam ações antes que o problema bata à porta.

Mas o verdadeiro diferencial está em quem interpreta o que a IA aponta. O dado mostra o que está acontecendo. A inteligência humana entende por que — e decide o que fazer a partir disso.

O dado como cultura, não como ferramenta

A empresa do futuro não será a que tiver mais tecnologia. Será a que ensinar sua equipe a pensar com base em dados. Quando cada pessoa, de qualquer área, entende o impacto real de suas decisões nos resultados, a empresa deixa de reagir e passa a planejar.

Decidir com dados é decidir com consciência. E consciência é a base da alta performance.
 

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