O ex-presidente Jair Bolsonaro agora trabalha para que Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e deputado federal, seja o vice na chapa de Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-Abin, na disputa pela prefeitura do Rio.
Mais: aliados alertam que a dobradinha significaria fechar as portas para alianças com quaisquer partidos. Bolsonaro não se importa: aposta na chapa bolsonarista puro-sangue. E de quebra, afaga Pazuello que tinha intenção de concorrer à prefeitura do Rio.
“Esse tribunal não admite intimidações. Essa casa não é composta de covardes. Essa casa não é composta de medrosos”,
de GILMAR MENDES (STF) // contra PEC que suspende decisões individuais do Supremo.
In – Unhas francesinhas na mão
Out – Unhas francesinhas no pé
Olho nas ferrovias
O ministro Renan Filho (Transportes) deverá ir à China no começo de 2024. Quer vender alguns dos principais projetos de sua área incluídos no Novo PAC. Um dos alvos de Renan é a China Railway. A estatal chinesa é vista no governo como uma potencial candidata a tocar um dos maiores empreendimentos ferroviários do país: a construção do Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste). O governo estuda licitar o projeto juntamente com o plano da concessão do trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Centro-Leste). Nesse caso, o investimento somado chega a R$ 15 bilhões.
UM E OUTRO
Em relação ao tratamento que deve ser dado aos ataques feitos por Javier Milei contra Lula, Paulo Pimenta (Secom) defende uma reação mais contundente, com a divulgação de um comunicado oficial da Presidência repudiando termos usados por Milei ao se referir ao petista – “ladrão”, “corrupto”, “comunista” e “ex-presidiário”. Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais, acha que as coisas se resolverão como sempre se resolveram: a partir das relações de Estado (o que ninguém acredita).
Gorda sonegação
Uma ação da Receita Federal, batizada de “Projeto Cartórios – Visão Integral do Segmento”, realizada apenas entre pessoas titulares de cartórios rendeu aos cofres públicos um aumento de R$ 1 bilhão por ano na arrecadação. O resultado mostrou o tamanho da sonegação nesse bloco formado apenas por milionários. O grupo de 13 pessoas de “elevada capacidade econômica” recolheu só R$ 1,7 bilhão entre 2019 e 2020. Depois da blitz da Receita, a arrecadação subiu para R$ 2,7 bilhões nos anos 2021 e 2022. O aumento foi de quase 60% e a ação será contínua.
MESMA LÍNGUA
Quem diria: Jean Paul Prates, presidente da Petrobras e Dilma Rousseff, presidente do Banco dos Brics, falam a mesma língua (força de expressão). Apesar de pequenas rusgas, Prates se reuniu, há poucos meses, com a ex-presidente para troca de informações, o que repetem , de vez em quando, via telefone. Do lado de cá, a oposição a Prates tem usado o expediente de que o presidente da estatal já foi consultor de uma penca de multinacionais petroleiras.
Caminhão a gás
A entrega de 100 caminhões movidos a biodiesel para Amaggi é só a partida. A Scania lançou mão de uma agressiva estratégia comercial para tracionar as vendas do modelo 500 R 6x4 Super ao agronegócio. As negociações envolvem garantia de financiamento do Scania Banco a taxas de juros próximas das oferecidas pelos bancos de fomento. Os caminhões a gás são a grande aposta da montadora sueca em seu processo de transição energética. Deverão representar 10% de suas vendas no Brasil até 2028. A Scania acha que veículos pesados elétricos deverão demorar para chegar ao mercado.
De volta aos velhos tempos

A modelo Mariana Weickert, 41 anos, que também trabalhou como apresentadora de programas como A Liga (Band), Desafio da Beleza e S.O.S - Salvem o Salão (ambos da GNT) e como repórter do Domingo Espetacular (Record), está de volta as suas origens. Ela que começou a modelar aos 14 anos está nas campanhas da C&A (ao lado de Ana Claudia Michels e Raica Oliveira entre outros) e também é o rosto da coleção de verão da grife Lança Perfume. Além de estrelar propagandas da Ezetc. Fora da TV ela usa suas redes sociais para dar algumas dicas de moda, maquiagem e até culinária. Uma das 52 mulheres ligadas à moda apresentadas no livro InVogue, garante que hoje não tem tanto apego as roupas. Mãe de dois filhos (Thereza, de 5 anos e Felipe de 3) e morando no Rio garante que sua forma de vestir é mais simples. “Não mudei a maneira de me vestir. A transição de cidade coincidiu com a fase em que estava me descobrindo e definindo a minha personalidade. Me tornei ‘gente’ trabalhando com moda. Quando dei meu primeiro beijo, já estava nesse mundo. Hoje, a missão é encontrar a regatinha perfeita”.
Dupla baiana contra a Corte
Ninguém acredita no líder do governo no Senado, Jaques Wagner, quando diz que votou a favor da PEC que impede decisões individuais de ministros do STF por decisão pessoal e “se consideraram meu voto uma afronta ao tribunal, peço desculpas”. E tampouco não chega a ser novidade para ninguém o apoio dado a ele por Rui Costa (Casa Civil), repetindo a versão do “voto pessoal”. Os dois baianos têm atuado juntos em várias circunstâncias, incluindo o recente debate sobre o déficit fiscal. Foi mesmo uma manobra bem pensada: conseguir a votação necessária sem precisar comprometer a bancada do PT que votou em peso contra a PEC. O próprio Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, já carrega dose de arrependimento. Resta, contudo, a entrada em cena de Arthur Lira, presidente da Câmara e homem do Centrão que pode deixar a PEC na gaveta até o ano que vem para acalmar os ânimos.
Mais herói

Na última terça-feira (21) o cantor e ator Fábio Jr. comemorou 70 anos, mas os presenteados foram seus fãs que tiveram a oportunidade de apreciar um show no Tokio Marine Hall, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo de sua nova turnê ‘Bem mais que os meus 20 e poucos anos’, que irá estrear somente no ano que vem. Junto com ele no palco sua mulher Fernanda e as filhas Tainá, Krizia e Cleo e Leandro Dlucca, marido de Cleo. Inclusive sua primogênita Cleo, fruto de seu casamento com Gloria Pires, dividiu o palco na sua música Pai. Na rede social o cantor elogiou e agradeceu a presença da filha. Já Cleo que retribuiu o carinho, deu uma leve alfinetada: “Eu te amo mais do que palavras podem expressar e sinto tanto orgulho de você. Mas seja mais meu herói que meu bandido, por favorzinho”.
Muito próximo
No episódio surpreendente da semana passada contra ministros do STF, o Planalto passou o dia tentando tirar Lula da arena. Ninguém acredita que uma figura como Jaques Wagner, que tem total proximidade com o presidente, toma a decisão que tomou (e com apoio de Rui Costa) sem consultá-lo. A hipótese de autossuficiência não consegue ser uma honesta explicação. Lucra a oposição, a extrema direita e, claro, os bolsonaristas, que passaram o dia comemorando o que já vinham tentando emplacar. Haverá consequências para a agenda econômica do governo. De cara, a retirada da pauta do projeto dos precatórios, só para começo de conversa.
Traição

Ainda surpreendido com o resultado da PEC contra ministros do STF, diversos membros da Alta Corte achavam que a “traição rasteira” que houve não foi de Jaques Wagner, mas muito mais de seu parceiro Rui Costa, do Planalto e do próprio Lula. A versão do “voto pessoal” de Wagner e Costa foi ridicularizada por ministros do Supremo, que argumentavam que “eles pensam que nós somos idiotas”. E já começou a rolar a possibilidade de Wagner deixar o cargo ou ser retirado dele. Muitos bolsonaristas não acreditam na hipótese: sempre acharam que havia ligações entre Wagner e Bolsonaro.
Shein tem pressa
A Shein tem planos de se unir a fundos de real estate no Brasil. A ideia da varejista é se associar a fundos que já tenham em seu portifólio centros de distribuição em operação, o que permitiria aos chineses acelerar a montagem de uma rede de logística e armazenamento ao país, paralelamente à construção de novas estruturas de estocagem. Hoje, os chineses têm cinco centros de distribuição no país e a empresa quer duplicar esse número no primeiro semestre de 2024.
ATRAÇÃO BARATA
A mudança que o SBT fará em sua programação deverá mexer com as estruturas da própria emissora – e com poucos custos. Daniela Beyruti quer fazer a rede construída por seu pai, Silvio Santos, dar uma grande revigorada. No pacote das mudanças, terá até um programa de madrugada chamado PodNight, diário, inspirado nos chamados podcasts e vídeocasts exibidos nas redes sociais. O custo é barato, só que é necessário encontrar entrevistadores com espirito desses programas: descontração, inteligência e carisma.
MISTURA FINA
A DECISÃO de Lula de vetar integralmente o projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia é uma vitória para o ministro Fernando Haddad (Fazenda), no esforço de colocar as contas do governo em ordem. Contudo, já havia pressões dos atingidos antes mesmo da decisão de Lula e igualmente o Congresso já pensava e continua pensando em ter votos suficientes para derrubar o veto e restituir o polêmico benefício às empresas.
HÁ quem garanta, até mesmo entre os assessores mais chegados a Lula, que existe uma espécie de pacto entre o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado e Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil. Os dois sonham acordados com o Palácio do Planalto e acham que Lula não concorrerá, por conta da idade. Aí, se um deles for escolhido, o outro apoia. E até já brincam, dizendo que, na campanha de um ou de outro, sempre haverá acarajé.
SEM orçamento próprio, o Ministério dos Povos Indígenas espera há meses por uma reforma no gabinete da ministra Sonia Guajajara. Qualquer modificação precisa ser autorizada pela ministra Esther Dweck (Gestão). Mais: em muitas ocasiões quanto não se decidia qual veículo que poderia transportar a ministra para alguma solenidade, Sonia não queria se atrasar e tomava um Uber, pagando do próprio bolso.
POR trás da decisão do ministro Carlo Fávaro (Agricultura) de prorrogar o estado de emergência zoosanitária por mais 180 dias há uma estratégia política. Com a medida, Fávaro pressiona tanto o Congresso quanto o próprio governo a autorizar a liberação de verbas adicionais para o combate à influenza aviária. Em outubro, o Senado aprovou uma MP abrindo crédito extraordinário de R$ 200 milhões para ações de enfrentamento da doença. O cobertor é curto: não há qualquer garantia de dotação orçamentária adicional para 2024.
ESTÁ no Financial Times: as negociações entre o Mercosul e UE encontram uma barreira no negacionismo do presidente eleito na Argentina, Javier Milei, em relação às mudanças climáticas. Países como França e Áustria podem ver na retórica negacionista de Milei um argumento para o fim do acordo. A não concretização do pacto resultaria em perdas econômicas e políticas, sobretudo para a União Europeia, que vem tentando ampliar sua influência política desde o início da Guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.





