Colunistas

Giba Um

"Esse tribunal não admite intimidações. Essa casa não é composta de covardes"

de GILMAR MENDES (STF) // contra PEC que suspende decisões individuais do Supremo. 

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O ex-presidente Jair Bolsonaro agora trabalha para que Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e deputado federal, seja o vice na chapa de Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-Abin, na disputa pela prefeitura do Rio. 

Mais: aliados alertam que a dobradinha significaria fechar as portas para alianças com quaisquer partidos. Bolsonaro não se importa: aposta na chapa bolsonarista puro-sangue. E de quebra, afaga Pazuello que tinha intenção de concorrer à prefeitura do Rio.

“Esse tribunal não admite intimidações. Essa casa não é composta de covardes. Essa casa não é composta de medrosos”
de GILMAR MENDES (STF) // contra PEC que suspende decisões individuais do Supremo. 

In – Unhas francesinhas na mão
Out – Unhas francesinhas no pé

Olho nas ferrovias

O ministro Renan Filho (Transportes) deverá ir à China no começo de 2024. Quer vender alguns dos principais projetos de sua área incluídos no Novo PAC. Um dos alvos de Renan é a China Railway. A estatal chinesa é vista no governo como uma potencial candidata a tocar um dos maiores empreendimentos ferroviários do país: a construção do Fico (Ferrovia de Integração Centro-Oeste). O governo estuda licitar o projeto juntamente com o plano da concessão do trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Centro-Leste). Nesse caso, o investimento somado chega a R$ 15 bilhões. 

UM E OUTRO

Em relação ao tratamento que deve ser dado aos ataques feitos por Javier Milei contra Lula, Paulo Pimenta (Secom) defende uma reação mais contundente, com a divulgação de um comunicado oficial da Presidência repudiando termos usados por Milei ao se referir ao petista – “ladrão”, “corrupto”, “comunista” e “ex-presidiário”. Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais, acha que as coisas se resolverão como sempre se resolveram: a partir das relações de Estado (o que ninguém acredita).

Gorda sonegação

Uma ação da Receita Federal, batizada de “Projeto Cartórios – Visão Integral do Segmento”, realizada apenas entre pessoas titulares de cartórios rendeu aos cofres públicos um aumento de R$ 1 bilhão por ano na arrecadação. O resultado mostrou o tamanho da sonegação nesse bloco formado apenas por milionários. O grupo de 13 pessoas de “elevada capacidade econômica” recolheu só R$ 1,7 bilhão entre 2019 e 2020. Depois da blitz da Receita, a arrecadação subiu para R$ 2,7 bilhões nos anos 2021 e 2022. O aumento foi de quase 60% e a ação será contínua. 

MESMA LÍNGUA

Quem diria: Jean Paul Prates, presidente da Petrobras e Dilma Rousseff, presidente do Banco dos Brics, falam a mesma língua (força de expressão). Apesar de pequenas rusgas, Prates se reuniu, há poucos meses, com a ex-presidente para troca de informações, o que repetem , de vez em quando, via telefone. Do lado de cá, a oposição a Prates tem usado o expediente de que o presidente da estatal já foi consultor de uma penca de multinacionais petroleiras.   

Caminhão a gás

A entrega de 100 caminhões movidos a biodiesel para Amaggi é só a partida. A Scania lançou mão de uma agressiva estratégia comercial para tracionar as vendas do modelo 500 R 6x4 Super ao agronegócio. As negociações envolvem garantia de financiamento do Scania Banco a taxas de juros próximas das oferecidas pelos bancos de fomento. Os caminhões a gás são a grande aposta da montadora sueca em seu processo de transição energética. Deverão representar 10% de suas vendas no Brasil até 2028. A Scania acha que veículos pesados elétricos deverão demorar para chegar ao mercado.


De volta aos velhos tempos

A modelo Mariana Weickert, 41 anos, que também trabalhou como apresentadora de programas como A Liga (Band), Desafio da Beleza e S.O.S - Salvem o Salão (ambos da GNT) e como repórter do Domingo Espetacular (Record), está de volta as suas origens. Ela que começou a modelar aos 14 anos está nas campanhas da C&A (ao lado de Ana Claudia Michels e  Raica Oliveira entre outros) e também é o rosto da coleção de verão da grife Lança Perfume. Além de estrelar propagandas da Ezetc. Fora da TV ela usa suas redes sociais para dar algumas dicas de moda, maquiagem e até culinária. Uma das 52 mulheres ligadas à moda apresentadas no livro InVogue, garante que hoje não tem tanto apego as roupas. Mãe de dois filhos (Thereza, de 5 anos e Felipe de 3) e morando no Rio garante que sua forma de vestir é mais simples. “Não mudei a maneira de me vestir. A transição de cidade coincidiu com a fase em que estava me descobrindo e definindo a minha personalidade. Me tornei ‘gente’ trabalhando com moda. Quando dei meu primeiro beijo, já estava nesse mundo. Hoje, a missão é encontrar a regatinha perfeita”.


Dupla baiana contra a Corte

Ninguém acredita no líder do governo no Senado, Jaques Wagner, quando diz que votou a favor da PEC que impede decisões individuais de ministros do STF por decisão pessoal e “se consideraram meu voto uma afronta ao tribunal, peço desculpas”. E tampouco não chega a ser novidade para ninguém o apoio dado a ele por Rui Costa (Casa Civil), repetindo a versão do “voto pessoal”. Os dois baianos têm atuado juntos em várias circunstâncias, incluindo o recente debate sobre o déficit fiscal. Foi mesmo uma manobra bem pensada: conseguir a votação necessária sem precisar comprometer a bancada do PT que votou em peso contra a PEC. O próprio Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, já carrega dose de arrependimento. Resta, contudo, a entrada em cena de Arthur Lira, presidente da Câmara e homem do Centrão que pode deixar a PEC na gaveta até o ano que vem para acalmar os ânimos. 


Mais herói

Na última terça-feira (21) o cantor e ator Fábio Jr. comemorou 70 anos, mas os presenteados foram seus fãs que tiveram a oportunidade de apreciar um show  no Tokio Marine Hall, na Chácara Santo Antônio, em São Paulo de sua nova turnê ‘Bem mais que os meus 20 e poucos anos’, que irá estrear somente no ano que vem. Junto com ele no palco sua mulher Fernanda e as filhas Tainá, Krizia e Cleo e Leandro Dlucca, marido de Cleo. Inclusive sua primogênita Cleo, fruto de seu casamento com Gloria Pires, dividiu o palco na sua música Pai. Na rede social o cantor elogiou e agradeceu a presença da filha. Já Cleo que retribuiu o carinho, deu uma leve alfinetada: “Eu te amo mais do que palavras podem expressar e sinto tanto orgulho de você. Mas seja mais meu herói que meu bandido, por favorzinho”. 


Muito próximo

No episódio surpreendente da semana passada contra ministros do STF, o Planalto passou o dia tentando tirar Lula da arena. Ninguém acredita que uma figura como Jaques Wagner, que tem total proximidade com o presidente, toma a decisão que tomou (e com apoio de Rui Costa) sem consultá-lo. A hipótese de autossuficiência não consegue ser uma honesta explicação. Lucra a oposição, a extrema direita e, claro, os bolsonaristas, que passaram o dia comemorando o que já vinham tentando emplacar. Haverá consequências para a agenda econômica do governo. De cara, a retirada da pauta do projeto dos precatórios, só para começo de conversa.

Traição

Ainda surpreendido com o resultado da PEC contra ministros do STF, diversos membros da Alta Corte achavam que a “traição rasteira” que houve não foi de Jaques Wagner, mas muito mais de seu parceiro Rui Costa, do Planalto e do próprio Lula. A versão do “voto pessoal” de Wagner e Costa foi ridicularizada por ministros do Supremo, que argumentavam que “eles pensam que nós somos idiotas”. E já começou a rolar a possibilidade de Wagner deixar o cargo ou ser retirado dele. Muitos bolsonaristas não acreditam na hipótese: sempre acharam que havia ligações entre Wagner e Bolsonaro.

 


Shein tem pressa

A Shein tem planos de se unir a fundos de real estate no Brasil. A ideia da varejista é se associar a fundos que já tenham em seu portifólio centros de distribuição em operação, o que permitiria aos chineses acelerar a montagem de uma rede de logística e armazenamento ao país, paralelamente à construção de novas estruturas de estocagem. Hoje, os chineses têm cinco centros de distribuição no país e a empresa quer duplicar esse número no primeiro semestre de 2024.

ATRAÇÃO BARATA

A mudança que o SBT fará em sua programação deverá mexer com as estruturas da própria emissora – e com poucos custos. Daniela Beyruti quer fazer a rede construída por seu pai, Silvio Santos, dar uma grande revigorada. No pacote das mudanças, terá até um programa de madrugada chamado PodNight, diário, inspirado nos chamados podcasts e vídeocasts exibidos nas redes sociais. O custo é barato, só que é necessário encontrar entrevistadores com espirito desses programas: descontração, inteligência e carisma.


MISTURA FINA

A DECISÃO de Lula de vetar integralmente o projeto que prorroga até 2027 a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia é uma vitória para o ministro Fernando Haddad (Fazenda), no esforço de colocar as contas do governo em ordem. Contudo, já havia pressões dos atingidos antes mesmo da decisão de Lula e igualmente o Congresso já pensava  e continua pensando em ter votos suficientes para derrubar o veto e restituir o polêmico benefício às empresas. 

quem garanta, até mesmo entre os assessores mais chegados a Lula, que existe uma espécie de pacto entre o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado e Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil. Os dois sonham acordados com o Palácio do Planalto e acham que Lula não concorrerá, por conta da idade. Aí, se um deles for escolhido, o outro apoia. E até já brincam, dizendo que, na campanha de um ou de outro, sempre haverá acarajé.

SEM orçamento próprio, o Ministério dos Povos Indígenas espera há meses por uma reforma no gabinete da ministra Sonia Guajajara. Qualquer modificação precisa ser autorizada pela ministra Esther Dweck (Gestão). Mais: em muitas ocasiões quanto não se decidia qual veículo que poderia transportar a ministra para alguma solenidade, Sonia não queria se atrasar e tomava um Uber, pagando do próprio bolso. 

POR trás da decisão do ministro Carlo Fávaro (Agricultura) de prorrogar o estado de emergência zoosanitária por mais 180 dias há uma estratégia política. Com a medida, Fávaro pressiona tanto o Congresso quanto o próprio governo a autorizar a liberação de verbas adicionais para o combate à influenza aviária. Em outubro, o Senado aprovou uma MP abrindo crédito extraordinário de R$ 200 milhões para ações de enfrentamento da doença. O cobertor é curto: não há qualquer garantia de dotação orçamentária adicional para 2024.

ESTÁ no Financial Times: as negociações entre o Mercosul e UE encontram uma barreira no negacionismo do presidente eleito na Argentina, Javier Milei, em relação às mudanças climáticas. Países como França e Áustria podem ver na retórica negacionista de Milei um argumento para o fim do acordo. A não concretização do pacto resultaria em perdas econômicas e políticas, sobretudo para a União Europeia, que vem tentando ampliar sua influência política desde o início da Guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Giba Um

"Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar...

...Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado", de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro

29/05/2026 06h00

Giba Um

Giba Um Foto: Reprodução

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Uma das empresas de Karina Gama, que produziu o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, registrou crescimento de 1.180% entre as eleições de 2020 e 2024. Além de dona da Go Up Entertainment, que fez o filme, Karina também é sócia da G07 Assessoria. A empresa estreou no circuito eleitoral em 2020, em uma modesta campanha de vereança.

Mais: na campanha para vereadora de Patrícia Alonso (Rep-SP), que não foi eleita, a produtora recebeu R$ 13.352,45. Em 2022, foram R$ 67 mil nas campanhas de Mário Frias (R$ 54 mil), não eleito deputado estadual ambos do PL- SP. Nas eleições de 2024, a empresa faturou ainda mais com políticos: foram R$ 171 mil em duas campanhas para vereador.

Giba Um

Inspirada na avó

A Mondepars, que acaba de completar dois anos, lançou sua nova coleção de inverno, com Sasha Meneghel optando por transformar suas memórias afetivas em moda. O desfile aconteceu na quarta (27), na Arca, situada na Vila Leopoldina, em São Paulo, e traz como inspiração a história de sua avó materna, Alda Meneghel, que era costureira, pintora e uma rica fonte de criatividade para a família. Esta coleção é uma homenagem ao mundo artístico e artesanal de Alda, famosa por ter criado muitos dos figurinos icônicos do início da carreira de Xuxa Meneghel. Foi também ela quem apresentou Sasha ao mundo da arte. “Ela fazia de tudo: pintura, costura, biscuit, papel machê. Era uma arte muito livre.” Sasha relembrou ainda as brincadeiras da infância no ateliê improvisado da avó: “Eu mexia nas criações dela, e ela dizia: ‘Agora é que está bonito’”. O desfile trouxe referências sutis à vida de Alda, incluindo ombreiras, botões sofisticados e detalhes que refletem diferentes fases de sua vida, tudo dentro da estética minimalista da marca. A cenografia, elaborada por João Lucas e Ana Arietti, recriou a atmosfera da primeira casa da família em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. O evento contou com a presença de várias celebridades. Além dos pais de Sasha, Xuxa Meneghel e Luciano Szafir, e de seu marido, João Lucas, estavam Bruna Marquezine, uma das melhores amigas de Sasha; Manu Gavassi; a skatista e artista Karen Jonz.

Apoio de Trump ficou na vontade

Não tem declaração de nada apoio, como não deveria ter, não poderia ter. Jamais pediria que isso acontecesse”. Era Flávio Bolsonaro garantindo que não pediu o apoio de Donald Trump à sua candidatura, nem que o presidente americano sinalizou que poderia apoiá-lo. Ou seja: Flávio ficou na vontade. Chegou a imaginar que Trump faria isso até mesmo em homenagem a seu pai, Jair Bolsonaro, hoje doente e em prisão domiciliar. O americano perguntou sobre o ex-presidente; Flávio disse que o pai lhe havia mandado um abraço, mas não ganhou o abraço presidencial de volta. Aliados avaliam que a imagem de Flávio ao lado de Trump, no Salão Oval, fortalece o filho “01” de Bolsonaro no momento em que a pré-campanha enfrenta pressão crescente na própria direita e passou a conviver com discussões sobre alternativas, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Flávio pediu a Trump que classifique as facções criminosas brasileiras, como PCC e CV, como organizações terroristas e fez outros comentários. Resumo da ópera: nada que signifique mais percentuais nas pesquisas.

Não acrescenta

Analistas de plantão acham que a foto de Flávio, de um lado de Trump, e Eduardo Bolsonaro, do outro, além de Paulo Figueiredo atrás da cadeira do presidente americano (eles cavaram uma boquinha, mas não abriram a boca), não acrescenta nada, em especial, ao pré-candidato ao Planalto. Eduardo está em baixa no Brasil, não será candidato a nada e apenas sonha em virar “chanceler” de um suposto governo do irmão. Figueiredo não traz nem um voto a mais. E pior: Flávio não conseguiu uma sala na Casa Branca para falar com jornalistas — o pedido foi negado. Teve de arrumar um local fora de lá, decepcionando muitos profissionais.

Giba Um

Sustentabilidade com humor

Quando existe estratégia e criatividade, até meme vira campanha de sucesso. A Globo alcançou isso ao combinar elementos do passado e do futuro em sua nova proposta de sustentabilidade, colocando William Bonner e Bia Reis no centro das atenções. A emissora reinterpretou o icônico meme da “latinha” de Bonner, que se tornou popular nas eleições de 2022, e agora a brincadeira representa a redução do uso de plásticos descartáveis. Bia, por sua vez, reviveu um dos momentos mais memoráveis do Big Brother Brasil 24, usando um acessório inspirado em um traje feito de saco de lixo, provando que a criatividade pode ser uma aliada da consciência ambiental. No comercial, os dois falam sobre reaproveitamento, reciclagem e sustentabilidade de maneira leve e divertida. O auge acontece quando a latinha ressurge nas mãos de Bonner. Bia, então, finaliza com uma dose de humor: “Uma latinha e um William Bonner já são o bastante”, dando vida nova ao meme que conquistou a internet.

Giba Um

"Beleza pura"

De volta à presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf vem provocando as mais diversas reações diante da exibição dos resultados de trechos de transplante capilar e harmonização facial — jovialidade, contorno e harmonia dos traços, segundo especialistas. Nos olhos, retirou excessos da parte superior e bolsas, além do aumento da região da testa até metade da cabeça. Novos cabelos ocupam a parte superior e áreas laterais, agora sem costeletas. Aliados mais próximos batizaram o resultado de “Beleza pura”.

Apoio improvável

Dirigentes da federação União Brasil-PP consideram improvável o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro depois da divulgação da relação dele com Daniel Vorcaro. Bater o martelo, só em julho, dependendo do surgimento de novos fatos que aumentem o desgaste do senador, fora a força de Lula no Norte e Nordeste. A federação quer saber onde foi parar o dinheiro do filme e, especialmente, em que bolso. Também aguarda saber o que Flávio conversou com Daniel em longa reunião, quando anunciou que “ia zerar tudo”. Acham que essa expressão não quer dizer nada.

Pérola

“Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio) precisa explicar. Eu acho que a população está vendo aí esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Tudo tem que ser muito bem explicado”,

de Tarcísio de Freitas, sobre a relação Flávio-Vorcaro.

R$ 278 mil em comilança

Entre uma votação e outra, bem perto do Plenário, a boca livre rola solta nas lideranças partidárias. Não correm o risco de fazer “vaquinha” e bancar os próprios quitutes: empurram a conta para o contribuinte. Podemos, PSD, PSOL, Solidariedade, União Brasil, Progressistas, PSDB e PT foram os partidos que serviram banquetes ao custo de R$ 278 mil. O maior gasto vem do PT, que torrou, de fevereiro até agora, R$ 75.790 em canapés. Em março, foram mais R$ 33.735 gastos com buffet. O União Brasil vem logo atrás: gastou R$ 55.250 entre fevereiro e abril.

Recusas à extradição 1

A decisão da Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, de rejeitar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, feito pelo governo brasileiro, soma-se a pelo menos outros quatro casos de relevância em que governos estrangeiros se recusaram a mandar de volta ao Brasil figuras da direita brasileira.O primeiro foi o jornalista Allan dos Santos (EUA); depois, outro jornalista, Oswaldo Eustáquio (Espanha); Jorge Borges Corrêa, condenado pelo 8 de janeiro, que ganhou refúgio político na Argentina; e o ex-deputado Alexandre Ramagem (EUA).

Recusas à extradição 2

No caso de Allan dos Santos, os crimes apontados contra ele no Brasil seriam considerados “crimes de opinião”, que não existem por lá. A Audiência Nacional da Espanha entendeu que o pedido brasileiro contra Oswaldo Eustáquio tinha “evidente conexão e motivação política”. Em março, Joel Corrêa, com pena de 13 anos, tornou-se o primeiro condenado pelo 8 de janeiro a ganhar status de refugiado na Argentina.

Verde e amarelo

No encontro com Trump, Flávio Bolsonaro usava uma gravata de listras verde e amarelo, como Lula faz há anos em ocasiões especiais. Na entrevista, resolveu atacar o presidente brasileiro: “Enquanto o Lula cai de joelhos, rastejando, para implorar ao presidente americano, Trump, que não declare organizações criminosas, como PCC e CV, como terroristas, eu faço o contrário. Fui fazer exatamente esse pedido a ele”. Uma interferência de Trump, inclusive com gesto de tomar partido, seria um dos temores de Lula. E Flávio também não ganhou elogios parecidos com os que Trump ofereceu ao petista: “um bom homem”, “cara inteligente” e “presidente dinâmico”.

Queria escapar

Até integrantes do PL e mesmo bolsonaristas apostavam que o que Flávio Bolsonaro queria com sua viagem aos Estados Unidos, e ao conseguir falar com Trump (graças ao esforço de assessores de Marco Rubio), era mesmo sair da cena da dinheirama que levou (parte dela) de Daniel Vorcaro. Do lado de cá, acontecia nova busca de provas de um esquema de Cláudio Castro com o Banco Master. Ao citar nova busca, o ministro André Mendonça apontou “vínculo pessoal estreito” entre Daniel e Castro, que permitiu “encontros frequentes” no Brasil e no exterior. Já se sabia que o rombo da Previdência enterrou quase R$ 1 bilhão no Master. Agora, descobriu-se que outros R$ 2 bilhões sumiram.

Mistura Fina

O encontro-relâmpago de Flávio com Trump ficou longe dos recentes encontros do republicano com Lula, que foram oficiais, com direito a almoço e três horas de conversa. E a reunião do filho “01” de Bolsonaro com Trump ocorreu também em um momento no qual o presidente americano era pressionado internamente pelo Congresso e buscava se apoiar em meio a uma crise de prestígio internacional.

O decreto de Lula que regulamenta o Marco Civil da Internet deu um “superpoder” ao advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve o nome barrado para uma vaga no Supremo. A medida diz que a AGU notificará as big techs quando publicidade enganosa ou fraudulenta estiver relacionada a políticas públicas. A AGU diz que não há “superpoder” e que Messias vai continuar fazendo a defesa das políticas públicas. Segundo o órgão, o trabalho é feito sob demanda, quando há desinformação deliberada.

Enquanto Neymar Jr. festeja a ida à Copa do Mundo, Neymar Pai esfrega as mãos e já faz cálculos sobre a prosperidade que virá a reboque da convocação. Logo depois da grande cena promovida pela Confederação Brasileira de Futebol no Museu do Amanhã, o que se ouvia é que o jogador já tinha dois grandes contratos de publicidade engatilhados, um deles com uma plataforma de bets. Faltava apenas a confirmação de sua presença no Mundial para assinar.

A convocação poderá render a Neymar receitas adicionais com publicidade superiores a R$ 150 milhões. Além de novos contratos, a ida à Copa do Mundo deve destravar bonificações de acordos já em vigor, a começar pelo patrocínio da Puma, que rendeu ao atleta ganhos fixos anuais de 25 milhões de euros.

In – Chá de gengibre
Out – Chá de cúrcuma

CLAÚDIO HUMBERTO

"Obviamente, vocês gostam de bandido"

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), após esquerda atrasar revisão da maioridade penal

28/05/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Lulistas e petistas governam estados mais violentos

Estados governados por petistas ou por apoiadores de Lula (PT) figuram no topo do ranking de homicídios do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números foram atualizados esta semana e colocam o Amapá, governado por Clécio Luís (União Brasil), que pediu votos para Lula, como a unidade com maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, espantosos 45,7. A lista segue com a Bahia, há 19 anos dominada pelo PT, com 40,9 pontos.

Segue a lista

O perigoso ranking segue com Pernambuco (37,3); Alagoas (35,9) e Ceará. Só a pernambucana Raquel Lyra (PSD) manteve neutralidade.

A outra ponta

No outro topo do ranking, os estados com os menores níveis de violência letal são todos governados pela oposição.

Oposição linha dura

São Paulo tem taxa de 6,6. É seguido por Santa Catarina, com 8,1; Distrito Federal, com 10,3; Minas Gerais, 12,8; e Rio Grande do Sul, 15,2

Petista outra vez

Enquanto a média nacional caiu 8,6%, entre 2019 e 2024, o Ceará, também de histórico petista, subiu o índice em 28%, maior piora do País.

TCU ignora Aneel, faz acordo e salva MEZ Energia

O Tribunal de Contas da União aprovou por unanimidade o acordo do Ministério de Minas e Energia com a MEZ Energia, apesar da resistência da Aneel, que pediu a caducidade de cinco concessões da empresa. O “consenso” salva o contrato de uma linha subterrânea na Grande São Paulo, eleva sua receita em 142,6% e reduz multas de R$186 milhões para R$38 milhões. Antes da sessão, o MPF informou ao TCU que não teve acesso aos autos e pediu todos os documentos sigilosos.

Acordo sem consenso

Benjamin Zymler acompanhou Nardes, mas registrou o óbvio: a Aneel não participou das negociações e havia decidido pela caducidade.

Risco de blackout

Em nota, a MEZ citou sua expertise e a entrega da linha no menor prazo: “Qualquer outra solução significaria risco de blackout para São Paulo.”

Ativismo regulatório

Na prática, TCU e MME neutralizaram a Aneel ao recalcular a RAP, contornar caducidade e salvar a empresa que não fez as obras.

Tempo dobrado

O ministro do STF Nunes Marques dobrou o tempo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão da defesa sobre a condenação de Jair Bolsonaro. O normal são dez dias, mas o ministro, gentil, deu 20.

Visita em breve

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL) quer saber quando a PF vai bater à porta da “senadora de esquerda delatada por Maurício Camisotti”, que teria recebido R$7 milhões no esquema bilionário.

Era fake news

O governo tentou tirar uma casquinha, mas o próprio ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, desmentiu a lorota: nem o governo e nem a Polícia Federal tiveram algo com a prisão de Alexandre Ramagem.

Vanguarda

Pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL) promete manter linha dura contra ladroagem. Diz que, se eleito, vai criar a primeira agência anticorrupção, parceria com Ministério Público e Judiciário.

Outra volta

Após o encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou à Casa Branca para encontros com outras autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice, Christopher Landau.

Excelência parlamentar

Na premiação dos melhores no Ranking dos Políticos, o PT quase não deu as caras: Tereza Leitão (PE) aparece apenas na 154ª posição. Adriana Ventura (Novo-SP) lidera as avaliações.

Só irresponsabilidade

“No aniversário de 10 anos do impeachment de Dilma, Lula entrega ao Brasil a volta da inflação”, observa o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), “sem pandemia, sem crise hídrica, sem Brumadinho”.

DNA

O vereador Rubinho nunes (União-SP) ironizou mensagens de Lulinha com investigados pela falcatrua no INSS, “quanto tempo até aparecer alguém dizem que o filho do Lula, na verdade, é filho do Bolsonaro?”.

Pensando bem...

...foto que “não importa” não provoca tanta reações.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Sob a mira de Serra

Ao ler nesta coluna que o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) criticou José Serra, na época o governador de São Paulo, por ter posado para fotógrafos com um rifle na mão, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) cutucou: “Será por Serra estar mirando nos aloprados do PT, apanhados com R$1,7 milhão, de que não se sabe a origem?”.

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